<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330</id><updated>2012-01-30T15:57:05.596-08:00</updated><title type='text'>Povos da Antiguidade</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>70</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-3806924505663002902</id><published>2011-03-09T10:27:00.000-08:00</published><updated>2011-04-03T12:29:55.922-07:00</updated><title type='text'>A Arte Trácia</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rAr6ufad2HY/TXfHGpas68I/AAAAAAAAGSY/OC9jR0D5YBc/s1600/Arte%2BTr%25C3%25A1cia.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 233px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-rAr6ufad2HY/TXfHGpas68I/AAAAAAAAGSY/OC9jR0D5YBc/s400/Arte%2BTr%25C3%25A1cia.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5582149180160011202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Bulgária está situada na parte mais oriental da Península Balcânica. Desde as épocas mais remotas aí se estabeleceram povos de origem e cultura muito diversas. Nestas terras passavam as ondas de grandes tribos que migravam de um continente para o outro. Até que, por volta do segundo milênio a.C. surgiu um povo que se fixou na parte oriental do país – os trácios, uma gente estranha que acreditava na imortalidade da alma e numa vida que se prolongava além da morte. Seus reis e os mais notáveis das tribos eram, por isso, enterrados em túmulos nos quais se colocavam todas as riquezas que haviam acumulado. E assim os trácios puderam deixar uma lembrança – a de sua arte, em muitos momentos inigualável, por sua originalidade e pelo fim que almejava: a eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inúmeros historiadores do mundo antigo escreveram sobre os costumes, os hábitos e a agressividade das tribos que povoaram as partes central e norte da Península Balcânica já nos fins da Idade do Bronze. Segundo os seus vizinhos, os gregos, elas deram origem ao deus do vento, Bóreas, e ao deus da guerra, Ares. No entanto, estas criaturas divinas revelam somente uma parte do espírito trácio, livre e indomável, pois nas suas terras tiveram berço também as Musas e nas suas montanhas cantava o doce Orfeu. Mas deve-se considerar que esses dados sobre a cultura trácia poderiam ter chegado até nós apenas como belas lendas se não tivessem o apoio dos ricos achados que revelaram ao mundo uma arte estranha, excepcional, primitiva, porém de força inigualável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessa profusão de ouro, o material mais utilizado na Trácia – como no restante do mundo antigo – era o bronze. Com ele se elaboravam os enfeites, as armas, os utensílios em geral. As formas desses objetos eram simplificadas, e a maioria dos ornamentos composta de figuras geométricas. Encontram-se também com muita freqüência, principalmente nos machados de culto, figuras de animais domésticos: bois, carneiros, galos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não foram escavadas todas as sepulturas trácias. Pode-se imaginar o que esconde o restante das colinas espalhadas por toda aquela região. Mesmo assim, é possível afirmar que apenas dois países rivalizavam em riqueza com a Trácia: a Pérsia ocidental e a Cítia. E isto não é uma casualidade. Os povos desses países encontravam-se em níveis de desenvolvimento social, político e econômico bastante semelhantes, assim como também eram semelhantes sua religião e sua ideologia. Além disso, mantinham relações diretas, pois os persas passavam constantemente pelo território dos trácios em suas viagens para a Cítia e para a Grécia, e acabaram mais tarde por estabelecer-se definitivamente no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os soberanos trácios e citas estabeleciam entre si casamentos dinásticos, o que, aliás, não os impedia de freqüentemente se combaterem. Estes laços, que se aprofundaram com o passar do tempo, acabaram por influir positivamente na arte dos três povos. Foi a Trácia o primeiro país europeu a adotar os estilos artísticos orientais, para mais tarde difundi-los pelos mestres dos outros países bárbaros. E desde tempos imemoriais que as terras búlgaras representavam uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, pelo qual passavam inúmeros povos e culturas. Em razão disso, a arte trácia adotou muitos elementos estrangeiros, fixou-os e acabou por torná-los parte de sua tradição. Um exemplo desse fenômeno é o denominado estilo animalesco, tão difundido na arte torêutica (arte de cinzelar, de esculpir em metal, madeira ou marfim) da Trácia. O leão, o grifo, o touro foram aí introduzidos graças aos contatos com a arte persa. E os paralelos entre a torêutica trácia e a cita são ainda mais evidentes, levando alguns pesquisadores a considerarem a arte trácia como uma variante local da arte dos citas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a Trácia não possuía fronteiras somente com a Pérsia e a Cítia. Ao sul ela tinha como vizinha a Grécia, que por volta do século V a.C. havia assumido a hegemonia cultural do mundo, a ponto de criar entre helenos e bárbaros uma divisão que expressava bem mais uma diferença cultural do que étnica. Mas os altivos gregos gostavam de comerciar com os ricos bárbaros, com os quais trocavam o seu trigo, produtos alimentícios e couro por objetos como enfeites, armas e utensílios. Mas esse intercâmbio não se ateve somente ao comércio. Muitos mestres gregos trabalharam para soberanos trácios, adaptando o estilo clássico grego ao gosto oriental de seus clientes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os melhores exemplos encontrados hoje são os dos tesouros de Russe e Panaguiurishte. Sobre os vasos de Russe vemos os mistérios da figura de Dionísio, a quem toda a antiguidade aceitava como um deus trácio. À primeira vista o mestre mantinha-se fiel às formas antigas, mas, diante de um estudo mais detalhado, as figuras se apresentam um pouco mais pesadas, e os seus recursos não são aparentemente muito convincentes no que diz respeito ao ideal clássico de beleza. No entanto, esta beleza encontra-se nos elementos da arte bem mais exigente dos orientais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos esses objetos, o mais belo é a ânfora encontrada em Panaguiurishte. Por sua forma, ela pode ser considerada um dos vasos mais raros existentes em todo o mundo. Apesar de em sua elaboração se sentir claramente a habilidade de um artista helênico, sua forma é tipicamente persa e representa a continuação de uma velha tradição aquemênida. Todos os vasos conhecidos que possuem esse formato e têm duas aberturas no fundo são originários da Ásia Menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendências artísticas semelhantes às existentes nos tesouros de Russe e de Panaguiurishte encontram-se, também, no tesouro de Letnitza, que sem dúvida alguma é obra do artesanato trácio e data da mesma época que os dois citados anteriormente, isto é, fins do século III a.C. Sua elaboração é, no conjunto, bárbara, embora apresente uma série de particularidades que a aproximam da arte da Ásia Menor. A reprodução de todas as figuras reflete as mesmas características de estilo. Os homens são representados com barba e recordam muito as esfinges da arte aquemênida (dinastia persa fundada por Ciro em 550 a.C.) tardia, da metade do século IV a.C. A figura humana, da mesma forma como era vista pelos artistas da Ásia Menor, apresenta-se sempre vestida, já que, em vez de reproduzir as formas do corpo e a musculatura, o mestre prefere ocupar-se dos detalhes do vestuário e do tecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra faceta interessante de examinar nos tesouros da Trácia é a que diz respeito aos adornos. Sua confecção é tradicionalmente atribuída a artistas gregos. Todavia, o problema relacionado ao lugar em que foram elaborados ainda não está totalmente resolvido. Isso se deve ao fato de terem encontrado em várias ilhas gregas adornos semelhantes aos achados nos túmulos de Duvanli e Mezek. Antes da segunda metade do século VI a.C. eram raros os adornos de ouro nas colônias gregas das costas do mar Negro. A partir, porém, da segunda metade do século III a.C., começaram a proliferar as oficinas especializadas na confecção de adornos de ouro. Por essa época surgiram, ao lado dos adornos gregos típicos, constituídos de brincos e anéis, adornos trácios com as mesmas características. Em cada uma das épocas posteriores encontra-se um grande número de adornos em ouro cuja origem não é tão clara. Exemplos disso nos são trazidos pelos tesouros de Nicolaevo – da época romana – e de Varna, que provavelmente tiveram sua origem na própria Trácia. Mais recentemente esses adornos típicos surgem com os dois componentes do povo búlgaro – os eslavos e os protobúlgaros. Mais tarde a eles se juntam também inúmeros adornos de caráter mais variado, como medalhões e ícones cristãos, em cuja criação aparece, com mérito indiscutível, a influência da Bizâncio cristã.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Quando falamos das relações e das influências da arte trácia com as de outras civilizações, não devemos de maneira alguma menosprezá-la por ela não possuir um caráter nacional definido. Antes de tudo o termo nacional, no sentido artístico, não existia naquela época. A arte era um meio de expressar as idéias religiosas ou político-ideológicas e não uma forma de dar dimensão a um espírito nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se tentarmos descobrir o que, para um nobre trácio, tinha valor numa obra de arte, chegamos a algumas conclusões interessantes. Antes de tudo ela deveria ser feita de um material precioso porque dessa forma demonstrava a riqueza do seu possuidor. O trácio rico tinha uma predileção pelos objetos de ouro, tais como peitilhos, capacetes, pulseiras e anéis. Dessa maneira ele se distinguia dos mais pobres, demonstrava sua origem nobre, sua situação privilegiada. Provavelmente é por essa razão que os trácios nobres eram chamados de dzibitides – brilhantes. Eles brilhavam de tanto ouro que carregavam sobre si. Aqueles que não tinham suficiente riqueza para adquirir objetos de ouro usavam adornos de bronze, mas com um pequeno artifício: mandavam prateá-los, a fim de brilharem tanto quanto os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os motivos mais frequentemente encontrados nos objetos dos tesouros trácios são os animais. Muitas vezes representados durante uma luta entre si: é o leão que ataca o veado ou o touro; é o grifo devorando o veado; são dois ursos em posição de combate. Geralmente a posição do animal está combinada com a forma do objeto. Muitas vezes surgem figuras fantásticas, como leões com bico de águia ou veados alados.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Comumente se afirma que o estilo animalesco determina a arte trácia. Mas, na realidade, do ponto de vista artístico as obras mais preciosas são aquelas em que os homens se acham representados. É difícil afirmar se esta última foi uma etapa subseqüente ou contemporânea ao estilo animalesco. O exemplo mais antigo e figura humana é o que se encontra em um cinto datado provavelmente do século V a.C., mas o verdadeiro florescimento do estilo antropomorfo data do século IV a.C., que foi, sem dúvida, a época mais brilhante de toda a arte trácia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até os dias atuais, já foram descobertas mais de cem sepulturas onde se encontraram objetos em que aparece a figura humana. Do ponto de vista iconográfico, a imagem quase totalmente dominante é a do cavaleiro-guerreiro-caçador. E quem é esse cavaleiro misterioso que passa cavalgando, através dos séculos, como um símbolo eterno do espírito trácio? Durante a época da dominação de Roma foram dedicados a ele mais de dois mil relevos em mármore. Dele aprendemos o nome – Heros. Mas será este um nome ou simplesmente a palavra herói? Por ser um deus universal, os trácios apelavam para ele em todos os casos, fosse para defender as portas da cidade ou simplesmente para curá-los da mordida de um cão raivoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trácios criaram uma arte com finalidade. Uma arte que conservou a lembrança de um povo, que, segundo Heródoto, era “o mais numeroso depois do hindu” e que ficou conhecido por sua fé na imortalidade. Por acreditarem na permanência da vida, os trácios levavam consigo para a sepultura suas relíquias mais preciosas. E, em verdade, graças a elas, conseguiram a imortalidade tão desejada. Não, talvez, a espiritual; mas com certeza a cultural. Pois hoje, guardadas em museus, estas relíquias tornaram-se os testemunhos de um povo desaparecido. Mensageiras entre mundos, como Hermes o foi entre o dos deuses e o dos homens; e, como Orfeu, mensageiras do entendimento entre os próprios homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Amador Outerelo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://amadorouterelo.multiply.com/journal/item/556/556"&gt;www.amadorouterelo.multiply.com&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-3806924505663002902?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/3806924505663002902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=3806924505663002902' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3806924505663002902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3806924505663002902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2011/03/arte-tracia.html' title='&lt;strong&gt;A Arte Trácia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-rAr6ufad2HY/TXfHGpas68I/AAAAAAAAGSY/OC9jR0D5YBc/s72-c/Arte%2BTr%25C3%25A1cia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-393652610064306880</id><published>2010-12-06T15:14:00.000-08:00</published><updated>2011-03-03T11:34:21.893-08:00</updated><title type='text'>Cimérios</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os Cimérios foram nômades que, de acordo com Heródoto, viviam originalmente na região norte do Cáucaso e no Mar Negro - atuais Rússia e Ucrânia - nos séculos VIII e VII a.C. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP40lDywIXI/AAAAAAAAGRQ/xHA4IYXQXUU/s1600/cimerios-01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 342px; height: 350px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP40lDywIXI/AAAAAAAAGRQ/xHA4IYXQXUU/s400/cimerios-01.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547929602245009778" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suas origens são obscuras, mas acredita-se que eram Indo-Europeus. Sua língua é geralmente tida como parente da língua trácia ou do iraniano. A teoria trácia baseia-se no fato de que o autor grego Estrabão relaciona os "Treri" aos trácios numa passagem (13.1.8) e aos cimérios em outra (14.1.40). A teoria iraniana, por outro lado, defende o fato de que a cultura material dos cimérios na Ásia Menor é idêntica à de seus contemporâneos citas; além do mais, o assírio Gimirri e o Persa Saka são usados como sinônimos em fontes do Oriente Próximo da antigüidade, principalmente na famosa inscrição de Behistun. Desta forma, muitos eruditos, incluindo o acadêmico russo Askold Ivančik, assumem que os cimérios estavam intimamente ligados aos citas. De qualquer forma, ainda que os cimérios viessem da Trácia ou que pertencessem a algum ramo Indo-Europeu (ou mesmo não-Indo-Europeu), eles quase certamente possuíam uma classe governante iraniana, bem como os citas. No começo do século XX os cimérios costumavam ser associados aos Proto-Indo-Europeus ("Arianos" ou "Jafetitas").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arqueologicamente muito pouco se sabe dos cimérios da costa norte do Mar Negro. Sugeriu-se que possam ter compreendido a tão-chamada "cultura catacúmbica" do sul da Rússia, aparentemente expulsa pela "cultura Srubna" que avançara a partir do oriente mais além. Isso está de acordo com o relato grego de como os cimérios foram substituídos pelos citas. Contudo, a expulsão da cultura catacúmbica foi situada, através da datação de carbono, no segundo milênio a.C., várias centenas de anos antes de qualquer relato da aparição dos citas na Ásia; os quadros temporais conflitam-se de maneira tal que é difícil conciliá-los.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas estelas de pedra encontradas na Ucrânia e no norte do Cáucaso tiveram sua origem ligada à civilização ciméria. Essas estelas possuem um estilo claramente diferente das estelas tanto dos citas tardios como das dos primeiros Iamnas/Kemi-Obas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro registro histórico dos cimérios aparece nos anais da Assíria no ano 714 a.C.. Eles descrevem como um povo chamado Gimirri ajudou as forças de Sargão II a derrotar o reino de Urartu. Sua terra original, chamada Gamir ou Uishdish, parece ter sido localizada no Estado- tampão de Mannai. O geógrafo posterior Ptolomeu colocou a cidade de Gomara nessa região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1vWQKtLTI/AAAAAAAAGPI/y-qMLfd9zzo/s1600/Invas%25C3%25B5es%2BCim%25C3%25A9rias%2Be%2BAss%25C3%25ADrias%2Ba%2BUrartu%2Bentre%2B715%2Ba.c.%2Be%2B713%2Ba.c...png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547712744077995314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1vWQKtLTI/AAAAAAAAGPI/y-qMLfd9zzo/s400/Invas%25C3%25B5es%2BCim%25C3%25A9rias%2Be%2BAss%25C3%25ADrias%2Ba%2BUrartu%2Bentre%2B715%2Ba.c.%2Be%2B713%2Ba.c...png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Invasões Cimérias e Assírias a Urartu entre 715 a.c. e 713 a.c..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alguns autores modernos afirmam que os cimérios incluíam mercenários, chamados pelos assírios de Khumri, restabelecidos na região por Sargão. Contudo, gregos de épocas posteriores sustentam que os cimérios, antes disso, haviam vivido nas estepes entre os rios Tyras (Dniester) e Tanais (Don). Homero os descreve em seu livro 11 da Odisséia como habitantes de terras enevoadas e de trevas nos limites do mundo, às margens de Oceanus. Vários reis cimérios são mencionados em fontes gregas e mesopotâmicas, incluindo o Tugdamme (Lygdamis em grego) e o Sandakhshatra (final do século VII a.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As migrações dos cimérios foram registradas pelos assírios, cujo rei, Sargão II, morreu em batalha contra os próprios cimérios em 705 a.C.. Por volta de 700 a.C., os registros sobre esse povo apontam sua penetração na Ásia Menor e a conquista do reino da Frígia em 696 a.C.- 695 a.C., o que levou o rei frígio Midas a ingerir veneno como recusa a ser capturado. Em 679 a.C., durante o reino de Assarhaddon da Assíria, os cimérios atacaram a Cilícia e o Tabal sob o comando do novo líder, Teushpa. Assarhaddon, contudo, os derrotou próximo a Hubushna (inconclusivamente indentificada com a moderna Capadócia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 654 a.C. e 652 a.C. os cimérios atacaram o reino da Lídia. O rei Giges viu-se forçado a pedir ajuda ao rei Assurbanipal (668 a.C. – 631 a.C.), pelo que foi feito um tratado e depois de Giges ter pago o correspondente tributo, assírios e lídios lutaram juntos contra os cimérios. Numa determinada altura do seu reinado Giges, não se sabe se por tributo, enviou prisioneiros de guerra a Assurbanipal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornaram dez anos depois durante o reino do filho de Giges, Ardis II, e desta vez capturaram a cidade de Sardes, com exceção da cidadela. A queda de Sardes afetou decisivamente os poderes da região; os poetas gregos Calino e Arquíloco registraram o medo que tomou conta das colônias gregas na Jônia, algumas das quais foram atacadas por salteadores cimérios e treres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a ocupação da Lídia foi breve - possivelmente devido ao surto epidêmico da praga. Entre 637 a.C. e 626 a.C. os conquistadores foram derrotados por Aliates II da Lídia. A derrota marcou o fim definitivo do poder cimério. O termo "Gimirri" ainda foi usado um século depois na inscrição Behistun (c. 515 a.C.) como equivalente babilônico do termo persa Saka ("cítios"), mas, com exceção disso, nunca mais se ouviu falar dos cimérios na Ásia, e o destino final desse povo é incerto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com as Histórias de Heródoto (c. 440 a.C.), os cimérios haviam, em determinado ponto do passado, sido expulsos das estepes pelos citas. Para garantir seu enterro na pátria de seus ancestrais, os membros da família real ciméria dividiram-se em grupos e lutaram contra si até a morte. Os camponeses cimérios enterraram os corpos ao largo do rio Tyras e, através do Cáucaso, fugiram do avanço cítio, adentrando a Anatólia e o Oriente Próximo. O percurso total parece ter se estendido desde Mannai, perpassando, ao leste, as terras médias das cordilheiras de Zagros, e ao sul da área até o Elam. Foi-se especulado que se estabeleceram na Capadócia, conhecidos em armênio como Gamir (mesmo nome da pátria ciméria original em Mannai). Contudo, certas tradições francas terminariam por definir sua localização na boca do Danúbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1wP2GFCYI/AAAAAAAAGPQ/-Fv_tchsOcw/s1600/cimerios02.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 231px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP1wP2GFCYI/AAAAAAAAGPQ/-Fv_tchsOcw/s400/cimerios02.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5547713733511678338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cimérios são chamados de gomer na Bíblia. Uma referência aos cimérios foi preservada em Gomer (???) da Bíblia hebraica (Hebraico Padrão Gómer, Hebraico Tiberiano Gomer, Gênesis 10:2, Ezequiel 38:6). Gênesis 10:2, contém uma interessante lista de descendentes de Noé, chamada "Posteridade de Noé", através de seus três filhos: "Eis a descendência dos filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé. Filhos de Jafé: Gomer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tiras." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cronologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 721-715 a.C.  - Sargão II menciona uma terra de Gamirr próxima a Urartu.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 714 - Suicídio de rusas I de Urartu , após derrota por ambos os assírios e cimérios. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 705 - Sargão II da Assíria morre numa expedição contra os Kulummu. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 679/678 - Gimirri sob a liderança de Teushpa invadem a Assíria a partir de Hubuschna ( Cappadocia ?).  Esarhaddon da Assíria os derrota em batalha.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 676-674 - Cimérios invadem e destroem a Frígia, chegando à Paflagônia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 654 ou 652 - Giges da Lídia morre em batalha contra os cimérios. Sardes é saqueada; cimérios e treres pilham colônias jônicas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 644 - Cimérios ocupam Sardes, mas se retiram logo depois. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 637-626 - Cimérios derrotados por Aliates II. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; 515 - Último registro histórico dos cimérios na inscrição Behistun de Dário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da língua dos cimérios, apenas alguns poucos nomes pessoais sobreviveram, encontrados em inscrições assírias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Te-ush-pa, mencionado nos anais de Assarhaddon, foi comparado à entidade hurrita de guerra Teshub; outros o consideram iraniano, comparando-o com o nome aquemênida Teispes (Heródoto 7.11.2)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Dug-dam-me (Dugdammê), rei dos Ummân-Manda (nômades), aparece numa oração proferida por Assurbanípal a Marduk, encontrada num fragmento hoje guardado no Museu Britânico. Seu nome também pode ser grafado como Dugdammi e Tugdammê. Yamauchi (1982) considera o nome como sendo iraniano, citando o termo osseto "tux-domaeg", que significa "governando com força". O nome aparenta ser uma corruptela no Lygdamis de Estrabão (I.3.21).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Sandaksatru, filho de Dugdamme. Essa é uma interpretação iraniana do nome, e Mayrhofer (1981) indica que o nome também pode ser lido como Sandakurru. Mayrhofer rejeita a interpretação do nome como "com pura regência", uma mistura de iraniano e indo-ariano. Ivancik sugere uma associação com a divindade Sanda da Anatólia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns pesquisadores tentaram traçar vários topônimos a origens cimérias. Sugeriu-se que a Criméia recebeu seu nome em prol dos cimérios. Contudo, essa parece ser uma falsa premissa. O nome Criméia relaciona-se ao turco qyrym, que significa "fortaleza", e a península, na antigüidade, era na verdade conhecida como Quersoneso Táurico ("península dos Tauri") - cf. Estrabão 7.4.1; Heródoto 4.99.3, Amm. Marc. 22.8.32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cimérios atualmente são classificados como um povo iraniano, mas com base em fontes históricas gregas da antigüidade, uma associação trácia (e, mais raramente, celta) pode ser levada em consideração. De acordo com C. F. Lehmann-Haupt, a língua dos cimérios poderia ter sido o "elo perdido" entre os idiomas trácio e iraniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Possíveis Ramificações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredita-se que há certo número de ramificações com origem nos cimérios. Os Trácios foram identificados como um possível ramo ocidental daquele povo. Se Heródoto estiver correto, ambos os povos originalmente habitaram a costa norte do Mar Negro, e ambos foram forçados a deixar a área ao mesmo tempo devido a invasores vindos do leste. Enquanto os cimérios haveriam abandonado sua pátria ancestral rumo ao leste e ao sul, através do Cáucaso, os trácios haveriam migrado ao oeste e ao sul através dos Bálcãs, onde estabeleceram uma cultura que floresceu, obtendo vida longa. Os Tauri, habitantes da Criméia que antecederam os cimérios, são às vezes identificados como um povo relacionado aos trácios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de que os cimérios de que se tem conhecimento via registros históricos têm seu lugar história por um curto período de tempo (século VII a.C.) diversos povos celtas e germânicos mantêm a tradição de serem descendentes dos cimérios ou dos cítios, e alguns de seus nomes étnicos parecem corroborar a crença (p.ex. Cymru, Cwmry ou Cumbria, Cimbre). É pouco provável que o proto-celta ou o proto-germânico hajam alcançado a Europa tão tardiamente como o século VII a.C., uma vez que sua formação é comumente associada, respectivamente, à cultura dos Campos de Urnas da Idade do Bronze e à Idade do Bronze Nórdica. Todavia, é concebível que uma migração "traco-ciméria" de pequena escala (em termos populacionais) do século VIII a.C. possa ter resultado em mudanças culturais que contribuíram na transformação da cultura de Campos de Urna na cultura de Hallstatt, sendo introduzida durante a Idade do Bronze européia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A etimologia de Cymru (termo galês para o País de Gales) e de Cwmry (Cumbria), que, de acordo com a tradição galesa, deriva diretamente de "cimérios", é considerada, por uma outra corrente, como provinda do celta kom-broges, que significa "compatriotas". No que diz respeito à tribo Cimbre, não se sabe ao certo se eram celtas, germânicos ou se algum outro povo, provindo dum grupo Indo-Europeu Ocidental anterior conectado aos ligurianos. Além disso, os reis Merovíngios dos francos tradicionalmente traçavam sua linhagem, passando por uma tribo pré-franca chamada Sicambre, chegando, fundamentalmente, a um grupo de "cimérios" que viviam na boca do rio Danúbio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os cítios realmente mantém parentesco com os cimérios, como foi-se freqüentemente exposto, muitos outros povos que reivindicam descendência cítia poderiam ser adicionados à lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A associação dos cimérios a uma das Tribos Perdidas de Israel também desempenhou certo papel no Israelismo Britânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Neocodex / klick Educação / Saber Web&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-393652610064306880?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/393652610064306880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=393652610064306880' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/393652610064306880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/393652610064306880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/12/cimerios.html' title='&lt;strong&gt;Cimérios&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TP40lDywIXI/AAAAAAAAGRQ/xHA4IYXQXUU/s72-c/cimerios-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-4416502150259655638</id><published>2010-11-11T09:53:00.001-08:00</published><updated>2010-12-07T05:18:10.584-08:00</updated><title type='text'>A Pártia e a Ásia Central</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwt9p_T9YI/AAAAAAAAGKA/hICTpK_jUR8/s1600/Mapa%2Bda%2BP%25C3%25A1rtia%2Be%2Bregi%25C3%25B5es%2Bvizinhas..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5538352179025540482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 329px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwt9p_T9YI/AAAAAAAAGKA/hICTpK_jUR8/s400/Mapa%2Bda%2BP%25C3%25A1rtia%2Be%2Bregi%25C3%25B5es%2Bvizinhas..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa do Império Parto, século I d.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O reino dos partos surgiu de um longo processo de transferência de populações nômades para áreas da Ásia central e do Oriente Próximo. Quando Alexandre, o Grande, invadiu a Pérsia, já havia referências sobre uma satrapia conhecida como Pártia, que depois iria ser tomada por um desses povos errantes ao longo do processo de desagregação do Império Selêucida. No século III a.C., o seu líder, Arsaces I, proclamou a existência da dinastia Arsácida e do reino da Pártia, que dali por diante viria a crescer cada vez mais em termos territoriais e políticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase todos os autores consultados concordam em que este reino absorveu muito da cultura grega, tanto no aspecto ideológico quanto funcional. Organizados em moldes políticos próximos a uma tirania grega, os partos escreviam e liam em grego e persa, e produziam obras de arte que mesclavam o inconfundível estilo helênico com sobrevivências iranianas e elementos de uma cultura autóctone nômade. Desde os séculos II e I a.C., com o aumento das atividades chinesas na rota da seda, os partos começaram a interferir diretamente no fluxo comercial, o que viria a se tornar uma das grandes fontes de renda deste reino, através de um sistema rígido de tributação e controle das fronteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso logo colocou os partos em atritos com seus vizinhos ocidentais e orientais. No século II a.C, os chineses já haviam mandando uma embaixada pacificadora a Mitrídates II. Tal ação, que visava não só garantir a segurança da presença chinesa ao longo da rota, como também fomentar uma ação contra os “bárbaros” nômades, foi acompanhada de perto pelos reinos greco-bactrianos e pelo restante da Índia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Índia foi palco, desde cedo, de uma série de ações da Pártia sobre os restos da dinastia selêucida e sobre a decadente dinastia dos shakas, que seriam vencidos pelo Yuezhi (os futuros kushans). No século I d.C., porém, esses movimentos se limitaram apenas à regulação das fronteiras e do fluxo de caravanas, tendo em vista o crescimento do poder kushan e o aumento das ameaças romanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conflito entre os partos e Roma tornar-se-ia, no entanto, um processo que acompanhou praticamente quase toda a existência destas duas civilizações. Vendo que suas pretensões orientais eram barradas pela força da China e pela determinação dos reinos indianos, a Pártia voltou suas atenções para os mercados romanos, onde eram negociados os produtos vindos de várias áreas do Ocidente, da Arábia e da África. Além disso, dominar estes territórios significava também controlar os pontos finais de distribuição da rota da seda, que terminavam na Síria, Armênia, Egito e Arábia. Por este motivo, um longo conflito desenvolveu-se entre as duas culturas, gerando para os romanos a idéia de uma Pártia tão perigosa para o Império quanto Cartago havia sido para a República. A desgraça ocorrida com Crasso na batalha de Carras em 53 a.C. (quando as legiões teriam, supostamente, caído no “truque da seda”) deixou uma impressão marcante nas avaliações que Roma faria sobre os seus vizinhos partos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, como parceiros comerciais (pois suas fronteiras eram a área de trânsito principal do comércio internacional), os partos alternavam momentos de boas relações com seus vizinhos. Augusto, recuperador das insígnias romanas perdidas por Crasso, recebeu a visita de seus enviados. Descrições generalizadas de seu povo e seus costumes eram feitas por romanos e gregos, o que supõe que alguns deles tenham circulado pelo território parto sem problemas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pior época para a existência do reino parto foi o período dos séculos II e III d.C., quando Trajano invadiu suas fronteiras até a Mesopotâmia, e a pressão exercida pelos vizinhos kushans e chineses prenunciava o seu fim. No entanto, este não viria pela mão dos romanos (que recuaram), nem dos chineses e indianos; o término da existência dos partos foi decretado, em 224 d.C. pelo aparecimento de outro povo semi-nômade, os sassânidas, que vinha recuperar a glória perdida da Pérsia aquemênida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pártia funcionou dentro do sistema mundial como um intermediário da rota da seda, reproduzindo informações e realizando o trânsito de mercadorias e valores sistêmicos. Sabe-se que os partos buscaram constituir uma identidade própria, mas esta acabou por desenvolver-se incluindo grande número de elementos gregos. Sua proximidade com os orientais, porém, lhes deu base para intermediar com habilidade o fluxo comercial realizado entre a Ásia e a Europa. Os partos também se utilizaram dos mesmo tipos de mecanismos de reprodução de poder através da utilização de produtos de luxo: os chineses citam como os An Xi adquiriam produtos dos mais diversos lugares para empregá-los socialmente e negociá-los com seus vizinhos. Mas os partos parecem não ter gerado muito dos conteúdos de valor sistêmico empregados pelos povos integrantes da rota. Apesar de tirarem um bom partido do comércio, eram poucos os produtos advindos deste reino que eram negociados como artigos de luxo. Buscaram, no entanto, interagir de forma atuante no sistema mundial, com a intenção de obter reconhecimento político por parte dos outros centros hegemônicos, o que conseguiram, entre outras formas, atuando constantemente sobre o fluxo da rota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os partos conseguiram, contudo, difundir alguns de seus aspectos ideológicos mais comuns, tais como o uso da cor púrpura pelos imperadores (hábito dos tempos aquemênidas), a continuidade da língua grega no Oriente, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sassânidas &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No contexto em análise, a participação temporal dos sassânidas foi pequena (este grupo só surgiria no século III d.C.), mas sua atuação foi significante. Ao substituírem os partos no domínio da Pérsia e de vastas áreas do Oriente Próximo, os sassânidas reorganizaram toda a estrutura de poder local, empreendendo a construção de um império forte e igualmente ameaçador para Roma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ardashir, o primeiro de seus imperadores, foi um príncipe servidor do último soberano parto, Aratbanus IV. Tendo deposto a dinastia arsácida, firmou-se no poder, estendendo os domínios persas até a Índia, onde retomou as satrapias que teriam pertencido aos Aquemênidas. Um dos soberanos Sassânidas, Shapur I (239-270), desarticulou por completo o poder romano no Oriente Próximo, invadido e destruindo Armênia, Síria e Mesopotâmia, tomando partes da Ásia Menor, conquistando inúmeras cidades e fazendo um imperador romano, Valeriano, seu prisioneiro. Roma conseguiu retomar algumas dessas possessões no tempo de Galério (296), mas só após a separação do Império Oriental é que os romanos puderam retomar a iniciativa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A política dos sassânidas em relação aos romanos não apresentou nada de novo, sendo bem semelhante à dos partos, embora a dependência do comércio tenha diminuído um pouco em função das crises políticas existentes em todo o Oriente. Culturalmente, os sassânidas buscavam retomar a idéia dos grandes impérios de Dario e Xerxes, ou seja, dos tempos Aquemênidas, mas este renascimento foi feito com base em muitos elementos que já haviam sido definitivamente transformados pela influência greco-latina. A base de seu poder político continuou a reproduzir, no entanto, a idéia de sistema mundial, embora sejamos forçados a admitir que a conformação do mesmo já não tinha a força dos séculos I a III d.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kushans &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grande centro hegemônico em território indiano foi o reino Kushana, fundado por Kujula Kadiphses no século I d.C. Antes disto, os Yuezhi (como eram chamados pelos chineses) estavam organizados em um território chamado de Da Yuezhi (Grande Yuezhi), que englobava todos os clãs que comandavam este povo. Mas o clã kushan (ou kuei shang) terminou por tomar o poder e Kujula proclamou a existência de sua dinastia, tendo tomado em 64 a cidade de Taxila, considerando-a sua capital. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história dos kushans havia começado, na verdade, quando os chineses Han iniciaram o seu primeiro movimento de repressão contra os Xiong Nu, em torno dos séculos III e II a.C. Os Yuezhi, um dos povos que habitavam o norte da fronteira chinesa, foram empurrados pelos Xiong em direção ao território indiano, onde não encontraram grande resistência por parte dos enfraquecidos reinos greco-bactrianos. Ao longo de seu estabelecimento no território, lutaram contra o decadente reino hinduísta dos Shakas, apoiados pela Pártia, tendo completado seu movimento de acomodação em torno justamente do século I d.C. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde cedo os soberanos kushans se mostraram amigáveis com romanos e chineses, talvez buscando alguma espécie de reconhecimento internacional, ou porque conheciam sua posição geográfica privilegiada, pois seu território abrangia boa parte dos caminhos usados pelas caravanas terrestres e seus portos eram amplamente visitados pelos ocidentais e árabes. O reino Kushana nunca criou grandes impedimentos ao tráfego comercial. Diferentemente dos partos, autorizava, inclusive, a passagem de mercadores por suas fronteiras, cobrando apenas taxas aduaneiras que compuseram uma grande quantidade de tesouros espalhados em vários depósitos, achados por Wheeler. Os chineses sempre tiveram em conta sua boa relação com aqueles que chamaram primeiro de Yuezhi e, depois, de kuei shang, mas compartilhavam a mesma tendência dos romanos em descrevê-los de forma homogeneizada com os povos dos outros reinos indianos do centro e do sul. Na verdade, talvez não houvesse grandes distinções que estes autores pudessem fazer, tendo em vista que os kushans eram muito mais uma unidade política do que étnica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto fica patente quando observamos sua produção cultural, principalmente artística, que nos apresenta uma fusão de estilos incomparável. Herdeiros das escolas de Gandhara e Mathura, que fundiram a estética grega com a persa e a indiana, os kushans estimularam estas manifestações através da produção de esculturas e imagens que conseguiam abranger um grande número de elementos simbólicos cujo valor sistêmico não tinha equivalente. Um exemplo perfeito é o das estátuas budistas, que acompanharam o ritmo de evolução da rota da seda. Em se tratando de uma religião proselitista, o budismo tratou desde cedo de vincular uma imagem diferenciada daquela do hinduísmo tradicional, o que fez com que buscasse estilos alternativos ao da arte indiana tradicional de sua época. O resultado foi a absorção das artes grega e iraniana como um elemento difusor da cultura budista, o que produziu as primeiras imagens de um Buda humano repleto de símbolos de poder gregos e indianos, complementadas inclusive pelo surgimento de documentos religiosos em aramaico e grego. Com a queda dos gregos e o aumento do poder romano, porém, este estilo começou a se modificar, e no período do século I a.C. -I d.C. temos Budas usando a toga romana e segurando o tradicional rolo de pergaminho. Com a retomada do movimento Han na Ásia central, no fim do século I d.C., estas estátuas começam a ganhar contornos chineses, sendo produzidas para exportação. O resultado destas fusões foi fértil: esculturas que possuíam togas romanas, insígnias apolíneas, atributos de poder persas e rostos chineses. A arte indiana aparecia aí como um reprodutor perfeito da idéia de sistema mundial, congregando de forma consciente os movimentos políticos e culturais da época. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um grande estimulador deste tempo de convivência pacífica e proveitosa foi Kanishka, soberano do século II d.C. conhecido por sua política de tolerância com as religiões. Patrono das artes e das culturas, tal como os mecenas gregos e seus correlatos romanos, Kanishka só utilizou seus exércitos com intensidade ao rechaçar as ingerências dos partos em suas fronteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após Kanishka, porém, os kushans começaram a se enfraquecer, por motivos não muito bem estudados até agora. No final do século II d.C., comerciantes chineses (com suas próprias guarnições) começaram a se instalar em alguns pontos da rota da seda dentro do reino Kushana, e é possível que os kushans tenham autorizado este tipo de ocupação devido a um enfraquecimento de suas forças políticas e militares. Neste mesmo período, até os combalidos partos conseguiram capturar algumas cidades do território kushan, recebendo um reforço de capital dos tesouros alfandegários apreendidos. E no início do III d.C., tal como a China e a Pártia, os kushans se fragmentam em pequenos reinos, da mesma forma como havia acontecido com seus antecessores Selêucidas e greco-bactrianos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O papel dos kushans no sistema mundial também era de intermediários na administração da rota da seda, bem como de difusores da ideologia a ela associada em território indiano. Sua contribuição no campo cultural foi singular, porém, já que, sob a égide dos kushans, os movimentos artísticos indianos atingiram um grau de cosmopolitismo inigualável. Os indianos conseguiram captar com clareza este trânsito cultural, e vinculá-lo sob forma de imagem com uma distinção de atributos perfeita. As estátuas produzidas em Gandhara e Mathura podiam transmitir uma idéia de poder (a isto se destinavam) que seria reconhecida, provavelmente, em todos os reinos que integravam o sistema mundial, tendo em vista que congregavam diversos dos elementos de valor sistêmico que eram compartilhados pelos centros hegemônicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como território de passagem destas rotas, os kushans souberam aproveitar-se politicamente de sua posição, criando boas relações com os romanos e com os chineses, embora o mesmo não valesse de todo no caso da Pártia. O reino Kushana era uma parada obrigatória para os ocidentais que iam em direção do Oriente e vice-versa, e seu enriquecimento derivava do estímulo deste fluxo, não tentando, portanto, restringí-lo. Como integrantes do sistema mundial, os kushans cumpriram seu papel de ligação entre o Ocidente e a Ásia, funcionando como um centro que congregava o fluxo comercial que se dirigia para a Índia tanto por terra quanto por mar, e reproduziam as práticas de poder que norteavam a estrutura deste sistema, atraindo as regiões periféricas indianas para a inserção na rota da seda. Talvez por estes motivos é que os indianos tenham sido tantas vezes citados pelos romanos e chineses com uma certa simpatia, sendo raros os casos em que eram vítimas de desconfiança ou temor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Blog Rotas do Mundo Antigo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/10/china-han-e-o-ocidente-1-parte.html"&gt;► A China Han e o Ocidente&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2008/03/romanos-e-partosatividades-blicas-na.html"&gt;► Romanos e Partos&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-4416502150259655638?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/4416502150259655638/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=4416502150259655638' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/4416502150259655638'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/4416502150259655638'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/11/partia-e-asia-central.html' title='&lt;strong&gt;A Pártia e a Ásia Central&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TNwt9p_T9YI/AAAAAAAAGKA/hICTpK_jUR8/s72-c/Mapa%2Bda%2BP%25C3%25A1rtia%2Be%2Bregi%25C3%25B5es%2Bvizinhas..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-5094662178044410316</id><published>2010-10-03T16:06:00.000-07:00</published><updated>2010-10-12T05:26:31.319-07:00</updated><title type='text'>A China Han e o Ocidente </title><content type='html'>&lt;em&gt;Este artigo trata da visão chinesa sobre o império romano e o Ocidente durante o tempo da dinastia Han, através de contatos econômicos e culturais pela rota da seda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkM0IRhD9I/AAAAAAAAGE4/z3qpJjluNVI/s1600/Escultura+do+Imperador+Liu+Bang.+Liu+Bang+foi+o+fundador+da+Dinastia+Han..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523960507660308434" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkM0IRhD9I/AAAAAAAAGE4/z3qpJjluNVI/s400/Escultura+do+Imperador+Liu+Bang.+Liu+Bang+foi+o+fundador+da+Dinastia+Han..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escultura do Imperador Liu Bang. Liu Bang foi o fundador da Dinastia Han.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;No período dos séculos 2 – 1 A.C a Dinastia Han manifestou uma preocupação específica em relacionar-se com as civilizações do Extremo Oeste, em função de razões políticas e econômicas. A ameaça constante dos “bárbaros” Xiong Nu ao longo da muralha norte motivou as primeiras expedições dos Han em direção ao Ocidente, em busca de alianças militares contra os nômades e, num segundo momento, para o desenvolvimento de relações comerciais. Os chineses acreditavam que a Pártia e os kushans poderiam ajudá-los no equilíbrio das fronteiras ocidentais, detendo os movimentos expansionistas dos povos das estepes provenientes da Mongólia e da Ásia central. Quanto aos romanos, no entanto, o império chinês ainda não conhecia com exatidão o seu papel na dinâmica das regiões do Oeste. É quase certo, portanto, que as primeiras missões enviadas pelos chineses em direção aos impérios e reinos do Ocidente possuíam um caráter duplo; o de investigar (conhecer e aprender mais sobre estas civilizações) e (quando possível), travar contatos diplomáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exemplo clássico desta iniciativa é a conhecida embaixada de Zhang Qian (em 139 A.C) ao Ocidente. No entanto, ela foi precedida por uma mudança na mentalidade chinesa acerca dos expedientes políticos e sociais a serem utilizados pelo Império. A sociedade, antes bastante fechada aos contatos com o exterior e autocentrada na sua própria cultura, começou a distender suas relações com as áreas que compunham sua periferia geográfica. Acreditamos que as pressões “bárbaras” vindas do Norte fossem apenas uma das motivações que levaram a China Han a se abrir para as influências vindas do Oeste e do Pacífico, pois o que estaria ocorrendo, na verdade, seria uma necessidade natural de escoar uma produção econômica cada vez maior e de aumentar o território do império em busca de terras que pudessem ser arroteadas por uma população igualmente crescente. Estes fenômenos promoveram um impulso na burocracia celeste na busca de soluções para administrar a expansão territorial e populacional. Uma proclamação famosa do Imperador Wu Di (141-87 A.C) sintetiza bem o espírito deste movimento: “Queremos heróis! Uma proclamação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalhos excepcionais exigem homens excepcionais. Um cavalo indócil pode vir a tornar-se um animal valioso. Um homem que é objeto de ódio pode mais tarde realizar grandes obras. O que acontece com o cavalo intratável passa-se também com o homem arrogante: é apenas uma questão de treinamento. Nós, desse modo, ordenamos aos funcionários distritais que procurem homens de talento brilhante e excepcional, para se transformarem em nossos generais, nossos ministros e nossos emissários aos Estados distantes.”(Morton, 1986: 75).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zhang Qian foi um destes cavaleiros de caráter excepcional que surgiu para responder aos apelos de Wu Di. Em 139 A.C, ele se ofereceu para negociar um tratado de amizade com os Yuezhi (ou Kushans) e promover uma aliança contra os Xiong-Nu (Hunos). Acompanhado de cem homens, foi logo capturado pelos “bárbaros”, que o detiveram por dez anos, tempo no qual o próprio Zhang casou-se com uma nativa e aprendeu a língua e os costumes do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logrando fugir, retomou sua missão original e foi procurar os Yuezhi, descobrindo, porém, que estes haviam se deslocado em direção a Bactriana e que não tinham mais pretensões de enfrentar os povos das estepes, sendo reticentes em firmar uma aliança com os chineses e garantido, tão somente, sua simpatia pela causa Han. Nesta época, os Yuezhi estavam preocupados com a construção do futuro Império, aproveitando a fragilidade dos reinos greco-indianos. Zhang, no entanto, percebeu a importância destes povos para o equilíbrio do Extremo Oriente. Notou, inclusive, a enorme demanda de produtos chineses nos mercados da Ásia central e uma grande quantidade de mercadorias que não conhecia com precisão. Ao voltar para China, tendo concluído a embaixada do qual só restaram ele, sua mulher e um oficial, Zhang Qian foi recebido como herói. E sendo o oficial mais experiente de que os Han dispunham, em 115 A.C, enviaram-no novamente em missão para a Fergana e a Sogdiana.(Morton, 1986: 76-77) Nesta segunda viagem, levou presentes que foram despachados para todos os reinos da Ásia central, segundo os interesses políticos de Wu Di. Tais reinos são citados no Shi Ji como An Xi (Partia), Shengdu (Índia), Dayuan, Daxia e Kangju (reinos báctrios), o Grande Yuezhi (no futuro, Kuei shang), além de Estados vizinhos a esses, o que não exclui de forma alguma a possibilidade de emissários terem sido enviados até as fronteiras romanas (SJ 123).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devido a esta política, em 91 A.C os Han já haviam conseguido regularizar suas relações com os vizinhos, o que apareceria em duas menções significativas sobre sua primeira embaixada direta para os An Xi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quando a primeira embaixada foi enviada aos An Xi de Zhong Guo (Terra do Meio, ou China), o rei de An Xi ordenou que fossem recepcionados por vinte mil cavaleiros de sua fronteira até a capital. Tendo passado por várias cidades, foram recebidos na corte com todas as honrarias. Após o retorno da embaixada Han, os An Xi enviaram uma embaixada para conhecer e vislumbrar toda a grandeza do Império Celeste. Eles trouxeram inúmeros presentes, tais como grandes ovos de pássaro (avestruz) e malabaristas vindos de Li Kan (Síria)”. (SJ 123)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis aqui outra passagem pertinente, cita-nos Bangu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“(...) os An Xi estão situados a 11,600 li de distância da capital do Império, Chang An. São vizinhos dos Kangju, Dayuan e fazem bordas com Diao chi (supostamente o nome da Babilônia).(...) Possuem inúmeras cidades, e seus navios mercantes vão até os reinos vizinhos. Ao seu leste está o Dayuezhi (o Grande Yue zhi)”.(HS, 96)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas duas menções mostram que os chineses haviam adquirido um conhecimento significativo sobre suas fronteiras e o funcionamento de seus vizinhos. Ao longo do Shi ji e do Hanshu vemos uma série de outras descrições dos reinos da Ásia central, que utilizaremos mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkO9VphnHI/AAAAAAAAGFA/V7b0x-dCI-w/s1600/Imp%C3%A9rio+Han+entre+202+A.C+E+220+D.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523962864892746866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 341px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkO9VphnHI/AAAAAAAAGFA/V7b0x-dCI-w/s400/Imp%C3%A9rio+Han+entre+202+A.C+E+220+D.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa mostrando o Império Han, territórios protetorados, Império &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Kushana, Império Parto e o Império Romano entre 202 A.C e 220 D.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O desenvolvimento da política Han para essas áreas periféricas influenciou toda a organização do exército e o processo das campanhas de conquista e dominação dos territórios. Foram realizadas, entre 136 e 56 A.C nada menos do que 25 expedições militares tanto para o norte quanto para o sul. Os objetivos eram claros: guarnecer as rotas comerciais e o trânsito nas fronteiras, além de expandir os limites imperiais. Neste período, algo em torno de três milhões de colonos foram distribuídos em áreas conquistadas no nordeste da China (Morton, 1986:77). Fazendas especiais, integradas por postos militares ligados a um sistema de comunicação eficiente, compunham o perfil das periferias chinesas endógenas ao território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significava, na prática, que a dinastia Han havia compreendido existir um equilíbrio de forças entre as civilizações, do qual o seu próprio dependia. Por isso mesmo, o ramo da política externa foi incrementado com as numerosas embaixadas enviadas para o exterior, acompanhado de uma série de medidas de controle interno fortes e decididas. As diversas regulações proclamadas por Wu Di (-141-87 A.C) e por seus sucessores objetivavam construir uma estrutura produtiva capaz de gerar a maior quantidade possível de recursos negociáveis, beneficiando não só o Estado como todas as regiões submetidas ao poder direto do Império Chinês (Ibidem, 77-79). Havia na ideologia chinesa a crença em que o bem comum derivava do estímulo de todas as atividades produtivas, e o comércio, que havia sido tão combatido pela escola dos legistas no primeiro reinado Qin (século –3 A.C), foi incentivado de forma significativa, pois representava o envolvimento de uma série de atividades econômicas geradoras de capital para a sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de uma série de crises internas, tais como rebeliões e dissidências que ameaçaram a China do 1 D.C (Loewe, 1974), a retomada do poder pelos Han, após o interregno de Wang Mang, reativou a política expansionista do Estado. Havia ficado claro para esta dinastia que o desafogo da economia, bem como a manutenção da fronteira e da cultura chinesa, dependiam de uma ação constante sobre as áreas instáveis de sua periferia, sempre sujeitas à invasão dos “bárbaros” e ao desligamento do poder central. Isso se aplicava não só ao problemático norte, como também às áreas recém sinizadas da Coréia, da Indochina e da Ásia central. Como os romanos, os chineses tratavam de integrar as regiões fronteiriças com a divulgação de sua cultura, sua escrita e seus sistemas de valores, o que criava um grande sistema de dependência em torno do Império celeste. A organização do poder no Extremo Oriente estava fortemente vinculada à estabilidade dos Han, já que os mesmos eram responsáveis por grande parte do tráfico e distribuição comercial entre as áreas do Pacífico e a Índia, bem como sua força militar coibia a ação das tribos nômades não só sobre o território chinês como sobre as civilizações limítrofes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, no período dos Han posteriores (23-221 D.C), as fronteiras chinesas iriam variar em relação às conquistas da Han anterior. Alguns territórios, abandonados ou perdidos durante as crises do período I A.C – I D.C foram alvos de novas campanhas militares que visavam retomar os antigos limites chineses. O sentido aí de “fronteira chinesa” fica bem claro se levarmos em conta que muitas comunidades de colonos nativos foram deixadas em total desamparo nos momentos de crise no início do século 1 D.C Se no sul este processo de reconquista foi bastante tranqüilo, no caso das problemáticas terras do norte foi necessária a presença do general Ban Chao para efetivá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que tornou especial o papel deste general na conjuntura chinesa foi sua capacidade decisiva de rearticular o poder do império nas áreas ocidentais. O Estado havia sofrido grandes golpes durante o malogrado período de Wang Mang, o que forçou mesmo o primeiro imperador dos Han posteriores, Guang Wu Di (25-57 D.C) a transladar a corte da destruída cidade de Chang Na (Xian) para Luoyang, situada mais a Leste. A ausência de tesouros para novas investidas comerciais era patente, e foi necessário um longo e paciente trabalho para recuperar as finanças do governo. Ming Di (57-75 D.C), herdeiro da política de austeridade de Guang, decidiu que o melhor seria dar continuidade as práticas administrativas de seu antecessor, tendo nomeado um funcionário de sua confiança para “Protetor das Regiões Ocidentais”, cargo cuja função era administrar os problemas relativos à fronteira Norte e a rota da seda. Esse oficial era o general Ban Chao, que começou aí sua carreira como estadista Han.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkP3Dzp3jI/AAAAAAAAGFI/hIHRPW5_Ob0/s1600/Jarra+do+per%C3%ADodo+Han.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523963856535805490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 279px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkP3Dzp3jI/AAAAAAAAGFI/hIHRPW5_Ob0/s400/Jarra+do+per%C3%ADodo+Han.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Jarra Chinesa do Período Han.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A primeira etapa de seu trabalho foi enviar missões diplomáticas e presentes para os reinos da Ásia central, bem como distribuir funcionários nas áreas ocupadas pelos chineses. A presença destes agentes burocráticos tinha um significado claramente coercitivo: os Han desejavam recuperar o que consideravam seu (Morton, p.80-82 e Grousset, p.30-35), e os funcionários estavam lá para garantir isso. Esta política não parece ter tido grande eficácia, já que somente após a intervenção dos exércitos a fronteira ocidental voltou ao controle da burocracia imperial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 75 D.C subiu ao poder um novo imperador, Zhang Di, que afastou temporariamente o general de seu cargo por motivos políticos. No entanto, Ban Chao, disposto a recuperar seu posto, convenceu-o a retomar tal empresa, demonstrando que era possível fazê-lo empregando apenas uma reduzida força de oficiais experientes e dedicados. Com clareza, ele teria demonstrado ao imperador a viabilidade de seu projeto, no qual a rota da seda seria assegurada por um grupo de reinos amigos e fiéis, sem grande ônus para os cofres do Estado, contanto que lhes fossem garantidos certos direitos sobre as vias comerciais. Ao mesmo tempo, os interesses chineses ficariam salvaguardados, bem como as áreas dominadas diretamente pelos chineses poderiam ser retomadas. A figura de Ban Chao manifesta, no Hou Han Shu, a consciência que os chineses possuíam sobre o papel das periferias na manutenção do poder central, compreendendo que suas funções mantenedoras e difusoras da cultura e da força política eram importantes para a hegemonia dos Han. Precisavam, no entanto, ser estimuladas e implementadas, para que houvesse a reprodução constante do sistema social e econômico. O discurso de Ban Chao teria deixado isso bem claro para o imperador: era necessário vencer os inimigos, conquistar os amigos e educar os vizinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tendo conseguido a concessão de Zhang Di para operar, ele partiu com um exército de 70 mil homens em direção ao Oeste. Debelou uma rebelião que se instalara no Turquestão chinês, insuflada pelo apoio provável dos partos e/ou dos reinos greco-indianos da Ásia central. Durante 17 anos administrou e organizou as fronteiras, afastando as ameaças externas, garantindo a fidelidade de alguns reinos vizinhos, vencendo os nômades e regulando os pontos de apoio chineses na rota da seda. Como sugeria o protocolo, enviou novamente emissários para os reinos vizinhos, inclusive o famoso Gan Yin, a quem recorreremos ocasionalmente. Gan Yin ficou encarregado de vasculhar os acessos ocidentais até o reino de Da Qin (Roma), não tendo porém obtido sucesso devido a interferência dos partos, que o teriam coagido a voltar. Tal condição demonstra que há uma mudança clara no panorama político da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações entre chineses e os partos, até então amistosas, parecem ficar seriamente afetadas. Os motivos estão provavelmente ligados ao desejo da Partia de tentar se expandir em direção ao Oriente, ameaçando os territórios abandonados pelos chineses durante a crise do início do 1 D.C e, também, entrando em conflito com vários reinos indianos, principalmente o de Dayuezhi (Grande Yue Zhi), que nesta época havia se transformado na dinastia Kushana, sob o comando de Kujula Kadphises. A manobra dos partos de ocupar o poder na Ásia central no vácuo dos chineses e indianos foi muito mal sucedida; não conseguiram nenhuma grande conquista, e ainda tiveram que amargar uma série de movimentos políticos que visavam conter seus interesses. Estes transparecem no envio de embaixadas kushans para Roma (Cimino, p.17 –24), na troca de embaixadas entre os Kushans e os chineses (principalmente depois do estabelecimento de Ban Chao) e até mesmo no pedido de apoio aos Han, por parte da Armênia, contra as ingerências de seus vizinhos (HHS, 86);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durante o nono ano (97 D.C) as tribos bárbaras além da fronteira e o rei do país chamado Shan (Armênia), chamado de Yung Yu Diao, enviaram dois intérpretes identificados por jóias oficias de seus Estados. Hu di (89-106 D.C) concedeu-lhes o selo de ouro e fitas púrpuras, e para os oficias menores que os acompanhavam, concedeu-lhes pequenos selos, ouro, fitas e dinheiro. Durante o décimo ano de Yung Ning (120 D.C), o mesmo rei de Shan, chamado Yung Yu Diao, enviou outra embaixada, que foi recebida na presença de sua majestade, oferecendo-lhe músicos e malabaristas de presente. (...) o emissário afirmou: “temos homens vindos do oeste do mar (Cáspio). A terra a oeste deste mar é quem vós chamais de Da Qin (romanos). Ao nosso sudeste vocês poderão passar livremente para Da Qin.”(...) E no começo e no seguimento do reinado de An Di (107-126), (...) o Yung Yu Diao investiu um Da Du Wei (enviado tributário) (...) para garantir o selo de ouro e a fita de seda prateada, pedido proteção de nosso soberano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que podemos perceber aí é que o governo de Ban Chao como “Protetor Geral das Regiões Ocidentais” serviu para manifestar, com clareza, os aspectos da necessidade de equilíbrio entre os quatro centros hegemônicos do sistema mundial. Os partos, dispostos a minorar sua posição complicada (e tentando consertar o erro estratégico de atacar as posições chinesas), já tinham enviado missões em 87 e 101 D.C oferecendo presentes aos chineses (HHS, 87):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No reinado de Zhang Di (87 D.C), eles (os An Xi) enviaram uma embaixada oferecendo leões e Fu-pa. O Fu-pa tem a forma de um Lin (Unicórnio), mas sem o chifre. (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, após a missão de Gan Yin (o oficial chinês de Ban Chao delicadamente convidado a não prosseguir viagem até Roma):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durante o reinado de Hu Di (em 101 D.C), o rei de An Xi, Man Ku, enviou uma embaixada de enviados tributários que ofereceram leões e grandes ovos de um pássaro de Diao Chi”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora romanos e chineses não tenham estabelecido um contato direto neste momento, os segundos citam diversas vezes a presença dos primeiros no Hou Han Shu e nos documentos subseqüentes. Os capítulos 86, 87 e 88, que são nossa fonte de informação, nos dão inclusive a idéia de um interesse constante, por parte dos chineses, em conhecer diretamente Da Qin (Roma). O volume de informações sobre os “sin” também aumenta significativamente, no Ocidente, nesta mesma época - como podemos constatar na documentação latina - o que sugere o conhecimento, por parte dos romanos, da onda de impacto provocada pelo avanço dos orientais.&lt;br /&gt;Na visão chinesa, entretanto, este processo de relações políticas teve continuidade com a enviada de uma embaixada, por parte de An tun (o imperador de Da Qin), em 166 D.C Como afirma o Hou Han Shu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“No reino de Huan Di (166 D.C), o rei de Da Qin, An Tun (Marco Aurélio) enviou uma embaixada que foi recebida na fronteira de Jinan (Anam, ou Cochinchina) oferecendo marfim, chifres de rinoceronte e cascos de tartaruga. Deste tempo datam-se as relações diretas entre o nosso reino e o deles. A lista destes tributos não continha quaisquer tipos de jóias, o que mostra que eles não conheciam a tradição” (HHS, 88; LS, 54).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podem ser observados alguns pontos importantes neste trecho do documento: o fato de haver chegado uma missão que se afirmava ser representante dos romanos demonstra que os mesmos, fossem comerciantes ou diplomatas, sabiam a importância e do poderio do Império chinês. A dúvida sobre a autenticidade da embaixada foi formulada por Fan Ye, que afirmou que os enviados “não conheciam a tradição”, ou seja, seus tributos eram pobres. Como ele teria usado o protocolo da corte chinesa como referencial para caracterizar uma missão diplomática, automaticamente tais enviados poderiam não ser “autênticos”, o que fez com que, na dúvida, ganhassem concessões e presentes sem importância. Mas há um questionamento importante aí: este “protocolo” diplomático era somente chinês ou fazia parte da mentalidade do sistema mundial? Vemos que as outras embaixadas dos kushans, partos, armênios e greco-bactrianos sabiam bem como presentear o imperador chinês e ganhar o seu favor. Assim sendo, é possível que houvesse uma série de procedimentos em comum a todas essas civilizações para fazer suas trocas diplomáticas, as quais consistiam basicamente em presentes compostos por artigos de luxo e mercadorias estrangeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato, também, desta missão se apresentar como enviada por An Tun (uma corruptela do nome dinástico Antonino, de Marco Aurélio) mostra que os chineses não ignoravam os acontecimentos políticos do Ocidente. Os romanos haviam vencido os partos numa batalha importante, e, tal como Ban Chao, Marco Aurélio fez (ainda que inconscientemente) as ondas do Ocidente ecoarem até o extremo Leste. E não é preciso lembrar que este imperador estava lutando para assegurar o domínio romano no Oriente Próximo, importante área econômica e fronteiriça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkRXC3QCQI/AAAAAAAAGFQ/YzoP15eeXL8/s1600/A+rota+da+seda+existe+essencialmente+desde+o+s%C3%A9culo+I+a.C.,.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523965505549895938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkRXC3QCQI/AAAAAAAAGFQ/YzoP15eeXL8/s400/A+rota+da+seda+existe+essencialmente+desde+o+s%C3%A9culo+I+a.C.,.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Rota da Seda existe essencialmente desde o século I A.C., &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;seguindo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;os &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;esforços dos Hans em consolidar uma rota para o Ocidente. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Por meio dela&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o famoso tecido chinês e outros produtos chegaram ao Império Romano.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por fim, os chineses entenderam que a partir daquela data estabelecia-se uma relação direta entre eles e os romanos. Como Fan Ye estava escrevendo no período dos séculos IV – V D.C, devemos nos perguntar se os romanos continuaram a visitar os chineses depois desta data, o que é bem provável. Devemos na verdade entender estes “romanos” mais como ocidentais, propriamente, do que apenas os latinos. É bem provável que mercadores gregos, árabes, africanos, sírios e tantos outros que estavam dentro das fronteiras romanas eram assim compreendidos pelos escritores chineses. O que podemos discutir é se existiam relações de caráter oficial (embaixadas) que mantivessem o nível das relações entre os impérios. Da parte chinesa, as citações desaparecem depois desta “visita”. No entanto, devemos ter em mente que em 221 a Dinastia Han também estava destruída e, no caos que se seguiu, muitos documentos oficiais foram perdidos, o que limita nosso poder de análise neste ponto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise dos aspectos políticos das relações entre os chineses e seus vizinhos demonstra que os primeiros adquiriram uma consciência específica sobre o papel das relações internacionais. A estabilidade e a preservação de seu modo de vida estavam profundamente vinculadas aos movimentos da fronteira, de onde provinham recursos e informações indispensáveis à sua existência. Tendo observado que o equilíbrio dos centros hegemônicos dependia em muito do controle que pudessem exercer sobre suas periferias, a dinastia Han tratou de assegurar ao máximo a ascendência sobre suas fontes econômicas e articular o seu funcionamento ao sistema econômico e político no qual estava inserida, o sistema mundial. Por este motivo vemos uma difusão tão grande dos produtos chineses ao longo das rotas que ligavam Ocidente e Oriente. Politicamente, porém, observamos através da documentação chinesa o surgimento de uma ideologia específica para o tratamento das questões internacionais, com a diplomacia alcançando um nível de complexidade e abrangência bastante sofisticado para a época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos aí quatro centros hegemônicos, numa disputa por recursos econômicos e terras, que acabam fomentado uma teia de relações onde o equilíbrio das fronteiras é assegurado por uma série de manobras políticas claramente representadas pelo trânsito das embaixadas. As características destas missões demonstram igualmente o conhecimento de uma série de procedimentos de contato e etiqueta que eram dominados tanto pelos enviados chineses quanto por aqueles que foram recebidos em Chang An e Luoyang. Se houve a formulação de um código comum de contato entre essas civilizações, podemos supor então que a análise do caso é bem precisa, pois ainda que os chineses acreditassem que eram o centro do mundo (tal como Roma), seus procedimentos diplomáticos e políticos seguiam uma regra que estava além daquelas determinadas apenas por sua cultura, ou seja, um conjunto de procedimentos comuns a todas as civilizações integrantes do sistema mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/10/china-han-e-o-ocidente-2-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2ª Parte --&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-5094662178044410316?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/5094662178044410316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=5094662178044410316' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5094662178044410316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5094662178044410316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/10/china-han-e-o-ocidente-1-parte.html' title='&lt;strong&gt;A China Han e o Ocidente &lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkM0IRhD9I/AAAAAAAAGE4/z3qpJjluNVI/s72-c/Escultura+do+Imperador+Liu+Bang.+Liu+Bang+foi+o+fundador+da+Dinastia+Han..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-7870074541831248683</id><published>2010-10-03T15:43:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T16:45:32.705-07:00</updated><title type='text'>A China Han e o Ocidente</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A Dinâmica Comercial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como pudemos observar na parte anterior, o desenvolvimento da fronteira chinesa e das regiões periféricas estava intimamente vinculado às práticas imperialistas da dinastia Han. Grande parte desta estrutura estava ligada à questão do controle comercial da rota da seda, das vias marítimas e da expansão territorial. Por conseguinte, podemos afirmar com bastante segurança que, no caso específico da China, a interferência do Estado na economia era bastante forte, fosse no papel de administrador, fiscal ou mesmo de investidor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O império chinês era um grande patrocinador de empresas comerciais, fossem de caráter estatal (quando financiava expedições militares, estabelecia colônias comerciais, postos de guarda, etc) ou privado (protegendo as corporações de comerciantes instalados na fronteira, construindo estradas, articulando a distribuição de produtos, regulando taxas, fazendo empréstimos, etc). Não havia, teoricamente, uma concorrência entre esses dois níveis de capital (privado e público); na verdade o Estado buscava abrir as fronteiras para as iniciativas particulares e garantia sua porcentagem através de impostos cobrados dos comerciantes e produtores rurais que fossem se instalar nos novos territórios. O fomento de inúmeras colônias no extremo norte do Império, no sul e na Indochina era uma prática complementar que visava, igualmente, ocupar novas áreas de importância comercial, bem como desafogar certas províncias com excesso de população e apertadas por dificuldades econômicas (Gernet, 1979: 118-134).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que este processo gerou foi um fortalecimento do poder das corporações manufatureiras e comerciais ao longo dos séculos 1 – 2 D.C, sobre as quais pesavam grande parte das contribuições para financiar o exército e a burocracia imperial nas áreas periféricas (Gernet, p.135-141). Na verdade, ao longo dos séculos 3 A.C - 3 D.C, a imbricação entre o comércio internacional, o comércio local e a ação do Estado tornou-se praticamente inseparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ser uma civilização essencialmente agrícola, que dependia em grande parte das culturas rurais e de um metódico planejamento anual de plantio, irrigação, colheita, etc. os chineses perceberam que era bastante vantajoso estimular a exportação de suas manufaturas, geradora de rendas significativas para alguns grupos sociais, o que, conseqüentemente, aliviava também a pressão fiscal que era constantemente exercida sobre o campesinato. O comércio local, responsável pelo trânsito das mercadorias regionais, era regulado e inspecionado por esta burocracia imperial e pelo exército, que visavam organizar a distribuição e o fluxo das mercadorias, buscando tanto beneficiar as regiões produtoras quanto os negociantes (Gernet, p. 135-141 e Kirby, 1954: 66-87). Nas empresas de grande escala (normalmente em áreas externas) é que o Estado intervinha diretamente, empreendendo as expedições militares que conquistavam novos territórios, abrindo-as para a vinda de comerciantes e colonos chineses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo desta política ficou patente numa série de campanhas realizadas no sul da China no século 2 A.C.. Um alto funcionário Han, por ocasião de visita ao território de Guanzhong (Cantão), havia sido convidado para um jantar onde foram servidas de sobremesa frutas que não eram típicas da região. Aguçado pela curiosidade, descobriu que havia rotas comerciais marítimas provenientes da Índia e do Pacífico que aportavam nos territórios de Guandong, Guanxi e na região de Tonquim (Indochina), o que imediatamente informou ao imperador e aos seus superiores quando retomou seu posto em Chang An. O resultado foi que, em 111 A.C, foram enviadas tropas que incorporaram estas terras aos limites imperiais, tornando-as novas províncias (Morton, p. 77-78). Os portos dessas regiões eram extremamente ativos, sendo o tráfico neles tão intenso como nos mercados do norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkH0RDs-iI/AAAAAAAAGEg/DIo8icUkhKs/s1600/Militares+Chineses+do+Per%C3%ADodo+Han..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523955012460149282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkH0RDs-iI/AAAAAAAAGEg/DIo8icUkhKs/s400/Militares+Chineses+do+Per%C3%ADodo+Han..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Representação de Militares Chineses do Período Han.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para manter as guarnições militares nestes locais, impostos novos sobre a circulação de mercadorias foram criados. E o exército, encarregado de fazer a coleta das taxas nos pontos de trânsito, acabava, assim, se integrando à burocracia; não raramente, alguns generais se transformavam em administradores provinciais ou regionais, como no caso clássico de Ban Chao. Dentro da China vemos que as instituições militares atuavam, de fato, como agentes estatais na regulação das atividades econômicas (Bielenstein, 1980: 12-20 e Gernet, p.138-141). A vida dessas forças, encarregadas de guardar as fronteiras e fazer a recolha de impostos, foi muito bem descrita e trabalhada através de um achado arqueológico valioso feito na região de Dunhuang, a oeste do Gansu (região do extremo norte da China): uma coleção completa de cartas, relatórios, pedidos, livros alfandegários, etc, em número aproximado de dez mil unidades, compostos por rústicas (mas duráveis) ripas de madeira que continham informações diversas sobre o trabalho dos postos fronteiriços (Loewe, M. The records of Han dynasty, 1967).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta documentação é, em geral, sucinta e objetiva. No entanto, além de contar o cotidiano das tropas aquarteladas, ela nos dá informações precisas sobre o trânsito comercial e militar nas fronteiras, a quantidade de impostos e mercadorias recolhidos, novos tipos de produtos, etc. Enfim, toda uma gama de dados que deixava o Estado com um razoável conhecimento - e controle - sobre o mercado interno e externo (Gernet, p.122-124 e Morton, p.77-79). Por isso mesmo, não é de estranhar que as listas de produtos estrangeiros contidas no Hou Han Shu e nos documentos posteriores sejam tão precisas, já que muitas das informações provinham deste trabalho burocrático, além, claro, dos dados coligidos pelas missões diplomáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre muitos produtos vendidos no império celeste, aqueles de origem estrangeira parecem ser os que chineses mais apreciavam. Há que se destacar uma lista contida no Wei Lu que trata exclusivamente dos gêneros de origem romana, apresentando, com detalhes, o que apetecia ao império Han. No documento, tais gêneros aparecem como “as mercadorias que são encontradas em Da Qin”, contidos num trecho onde se descreve a visão chinesa sobre este reino. Logo a frente, porém, somos informados de que as mesmas são aquelas que “os comerciantes deste reino vêm trazer até nós”. Vejamo-la por completo, agora:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ouro, prata, cobre, ferro e chumbo. Tartarugas, cavalos brancos (...), carapaças de tartaruga, ursos negros (...), conchas, chifres, marfim, gemas de “rei dos peixes” (?), (...) pérolas reais brancas, âmbar, coral, dez cores de vidro opaco (...), Pedra cristal (?), dez tipos de jade (...), cinco cores de tapete Qu shu, cinco cores de tapetes Ta deng, (...), brocados de ouro, tecidos cosidos com ouro, damascos de várias cores, (...) e 12 tipos de perfumes e fragrâncias de origem vegetal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devemos notar que os chineses citam apenas o que para eles provém de Da Qin. Outros produtos como madeira, peças de arte, condimentos, etc, eram sabidamente de origem indiana ou das ilhas do pacífico, coisa com o qual os autores não se enganaram; já os escravos são citados em outra passagem. Curiosa, porém, foi a tendência dos autores posteriores a Sima Qian e Ban Gu de acreditarem que a Síria era apenas uma outra denominação do Império Romano, afirmando; “Da Qin, também chamado Li Kan.” (Esse engano ocorre no Wei Lu, no Jin shu e no Song Chu. No Liang shu não há menção do nome Li Kan; no Shi ji e no Han shu os nomes estão corretos. No Hou Han shu os Da Qin também são chamados de Li Kan e ainda, de Hai Xi Guo (“país a oeste do mar”, mas não sabemos a qual ele se referia: poderia ser o mar Cáspio, o mar Morto ou mesmo o oceano Índico), mas Fan Ye parecia saber que a Síria se tratava de uma parte do Império, e não que era a mesma coisa). É provável que tal engano ocorresse por alguns motivos simples: a Síria era província romana, e muitos mercadores partiam de lá com suas caravanas ou ainda, negociavam seus produtos na fronteira com a Pártia; além disso, é provável que os próprios mercadores informassem serem as importações de origens variadas, além de pertencerem ao “Império Romano”. Este erro, porém não ocorreu no Shi Ji ou no Han Shu, o que mostra que os historiadores pós - Han não podiam contar com uma estrutura de informação totalmente confiável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte, podemos ver que o Estado, então, tinha realmente um certo controle sobre a economia e sobre o comércio, o que se manifesta neste conjunto de documentos produzidos em caráter oficial. Precisamos ver, portanto, a relação deste tráfego comercial com a estrutura econômica chinesa neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns estudos mais abrangentes foram feitos sobre a questão organizacional da economia na China Antiga (Ver os trabalhos de CHIN, C. Economic history of China. Washington: Belligham, 1974; HSU, C. Han agriculture: the formation of the early chinese agrarian economy. Seattle: Washington University press, 1980; KIRBY, E. Introduction to the economic history of China. London: George Allen, 1954; YU, Y. Trade and expansion in Han China. Los Angles: Berkeley, 1967 e PAN KU &amp;amp; SWANN, L. Food and money in ancient China. New York: Hippocremerbook, 1972). A idéia que atravessa todos estes trabalhos é que, realmente, a dinastia Han estava interessada em diversificar, ao máximo, suas fontes de renda. A produção agrícola estava sempre sujeita às intempéries da natureza, e períodos contínuos de má colheita e escassez de alimentos colocavam o poder do imperador em jogo (Loewe, p.95-103). A expansão territorial e a difusão do comércio parecem ter surgido aí como soluções para desafogar estas tensões sociais, criando um trânsito de capitais e produtos (SJ, 129; HS, 90; HHS, 47; YTL, 20 e 25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos com isso considerar, no entanto, que grande parte das mercadorias de origem estrangeira tivessem livre circulação social. No caso específico da China, temos que classifica-las em três grupos distintos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro deles, de circulação ampla, englobaria os metais e pedras preciosas, utilizados no pagamento de despesas administrativas, no câmbio, na troca por mercadorias e na confecção de moedas e objetos de valor. Dada sua constituição e a forma como entravam no sistema econômico chinês (moedas e metais eram utilizados em pagamentos dos mais diversos tipos, provavelmente através de um sistema de equivalência por peso. Ver Anquetil, 80-81). Este tipo de produto tinha uma circulação maior dentro das áreas imperiais, basicamente entre todas as classes sociais (bem como em todos os lugares do sistema mundial).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo grupo, de circulação semi-restrita, seria constituído pelas mercadorias que teriam uma certa difusão em mercados locais, de acesso mais popular, mas essencialmente dentro dos limites imperiais e nas periferias. Provavelmente estes produtos tinham origem nas regiões próximas à periferia Han (sudeste asiático, Indonésia, Malásia, Ásia central), e daí o seu preço menos custoso. Os chineses incluíram em suas listas cereais, condimentos, madeiras, sal, tecidos mais rudimentares, ferro, bronze e fibras vegetais. Parece-nos impressionante que as dificuldades chinesas em produzir alimentos tenham chegado ao nível deles terem que importar, ocasionalmente, grãos e gêneros básicos, mas por outro lado isso dá um certo sentido ao estímulo constante a diversificação de atividades econômicas e comerciais por parte do Estado. É provável que as atividades comerciais tenham sido empregadas na obtenção de gêneros alimentícios, através de requisições organizadas pela burocracia imperial. Por outro lado, não sabemos em que escala esses produtos participavam do montante das importações, já que os meios e transporte da época não permitiam longas travessias destes gêneros sem que parte estragasse ou ficasse inútil. Em se tratando das especiarias, algumas possuíam preços restritivos, o que também circunscreveria sua aquisição a parte reduzida da sociedade. Assim sendo, é muito difícil precisar se houve alguma política por parte do Estado chinês em importar e estocar alimentos em momentos de estiagem (sabemos que tais políticas existiam, mas elas lidavam basicamente com a produção interna), e por este motivo, só podemos averiguar de forma restrita sua difusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos afirmar, porém, que o preço das mercadorias de circulação semi-restrita seriam mais acessíveis, dado que muitas delas já eram manufaturadas pelos chineses e por seus territórios súditos, o que coloca esta categoria como complementar ou alternativa a própria produção nativa. Portanto, o valor sistêmico dos mesmos não deveria ser muito significativo, tendo em vista que eram distribuídos de forma razoável dentro do império chinês e não eram trocados por materiais de grande valor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkJDnr-BFI/AAAAAAAAGEo/J2ccqSZzOww/s1600/vaso+de+vidro+greco-romano+(s%C3%A9culo+II+D.C.),+Begram,+Afeganist%C3%A3o..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523956375744283730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkJDnr-BFI/AAAAAAAAGEo/J2ccqSZzOww/s320/vaso+de+vidro+greco-romano+(s%C3%A9culo+II+D.C.),+Begram,+Afeganist%C3%A3o..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Gladiador greco-romano em um vaso de vidro &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(século II D.C.), Begram, Afeganistão. Begram era&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;uma das cidades do Império Kushana no século I D.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O terceiro grupo, no entanto, é aquele pelo qual guardamos um especial interesse. As mercadorias de difusão restrita, geralmente de origem longínqua e custo dispendioso, são aquelas que seriam empregadas pelas elites como demonstração de prestígio perante suas sociedade de origem. Não podemos inferir o quanto seria lucrativo ou oneroso trazer este tipo de produto para a China, mas sabemos que um mercado específico existia para absorvê-lo. Era o das classes abastadas, cosmopolitas, que tinham uma imagem para preservar em seu próprio interior e junto ao resto da população. Os produtos escolhidos foram aqueles que, como veremos, adquiriram um maior valor sistêmico dentro do sistema mundial, sendo empregados pelas elites de todas as culturas envolvidas nas rotas comerciais: a seda, sobre controle imperial direto na China; pedras preciosas, jóias e objetos artísticos trabalhados, tecidos nobres, escravos, perfumes, condimentos raros, animais exóticos, ferro cromado e bronze de alta qualidade (em geral chinês também), vidro...Enfim, uma série de itens que, do ponto de vista da cultura material, fariam qualquer nobre, em qualquer uma das sociedades que compunham o mundo civilizado, ser reconhecido como tal, estivesse em casa ou longe dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A forma específica de obter estas mercadorias e seu custo alto é que geravam sua importância sistêmica entre as elites do sistema mundial, bem como estimulavam suas práticas de ostentação. Economicamente, parecia ser vantajoso tanto para os chineses quanto para os romanos exportar suas mercadorias, mas o custo das importações torna-se uma tarefa difícil de estimar. O fato é que, no caso chinês, esse equilíbrio alternava períodos de solidez e de fragilidade extrema, intimamente vinculados à capacidade dos imperadores e de sua burocracia em gerenciarem os períodos de escassez e de dificuldades produtivas. Nos últimos períodos dos Han, no século III D.C, era notória a incapacidade dos governantes em lidar com as crises que afetavam o campo e a economia, gerando uma série de revoltas que terminaram por desmembrar a dinastia (Loewe, p.286 – 307). No entanto, a vinda de produtos de consumo conspícuo continuou a ocorrer mesmo após a queda dos Han, como atesta o Liang Shu, 54:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Durante o período final da Dinastia Han, só houve uma embaixada direta para Zhong guo (China). No entanto, seus mercadores visitaram freqüentemente os portos de Funam (Sião), Jinan (Anam) e Chiao Chin (Cochinchina) (...) Durante o quinto ano do reinado de Huangwu, rei de Sunquan (226 D.C), um mercador do reino de Da Qin, chamado de Qin Lun, veio até Chiao Chin (Cochinchina) (...) Ele se apresentou diretamente ao rei, trazendo anões coloridos, seres que eram raramente vistos por ali. (...) Um oficial de nome Liu Xien foi designado para acompanhá-lo até sua terra natal; Qin Lun conseguiu voltar a salvo para sua pátria, mas Liu Xien pereceu na travessia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A análise dos aspectos econômicos do sistema mundial do ponto de vista chinês demonstra, portanto, que a vinculação entre a circulação econômica e o governo central foi um resultado natural do processo de fusão entre os interesses de Estado, os investimentos das corporações comerciais particulares, a produção agrícola e as manufaturas nativas. Em certa medida houve um atrelamento das atividades produtivas ao circuito comercial, não só através da geração de excedentes como também da produção específica para venda ou distribuição (por parte do governo). Assim, a geração de riquezas e a manutenção da ordem institucional e política possuíam uma íntima ligação, como fica patente principalmente no segundo caso (a política de distribuição de mercadorias entre as elites periféricas e nas semi-periferias para manutenção de alianças e acordos dos mais diversos tipos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período dos séculos 2 – 1 A.C a dinastia Han implementou uma política chamada Heqin – “paz e amizade” – que tinha como mister pacificar as tribos Xiong Nu com presentes e dinheiro, além de conquistar aliados entre os países fronteiriços na Ásia central (Gernet, p.120). Inicialmente a política teve sucesso, mas, no caso específico dos “bárbaros” povos do Norte, a medida em que os líderes tribais descobriram que cada revolta aumentava as ofertas materiais, decidiram então se rebelar quase que anualmente, absorvendo recursos cada vez mais significativos do Império. Uma estimativa baseada em dados da época indica que em 51 A.C foram distribuídos, por exemplo, oito mil rolos de seda; este número subiu para trinta mil rolos no século 1 D.C, e no mesmo período, das dez bilhões de moedas de cobre em circulação, um terço foi utilizado na política de apaziguamento (Morton, p.83 e Gernet, p.131). Como cita Morton: “não surpreende, portanto, que os ex-nômades explorados dentro das fronteiras do império estivessem freqüentemente em pé de guerra” (Ibidem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso dos Xiong Nu, os imperadores Han posteriores julgaram que comprá-los com presentes era uma política ineficiente, e resolveram que deveriam utilizar tais recursos para empreender a aniquilação do inimigo. Por isso mesmo, todas as tribos que não se submeteram de bom grado à nova ordem foram desbaratadas numa série de campanhas militares, tanto aquelas que viviam em conflito direto contra o Império quanto aquelas que estavam, como diziam os documentos, sob “sua proteção”. Os países vizinhos continuaram, porém, a receber seus presentes, como prova de amizade e confiança – mas ainda assim, segundo GERNET, p.131 a prática de distribuição de dinheiro aos Xiong Nu continuou, no século 1 D.C. Em 91 D.C, durante o Protetorado de Ban Zhao, foram distribuídas Cem milhões e novecentas mil moedas de cobre (qian), e no mesmo ano, os reinos que protegiam os oásis da rota receberam setenta e quatro milhões e oitocentas mil moedas de cobre. Gernet ainda confirma que a receita do Império constava de dez bilhões de moedas, do qual um terço ou um quarto eram utilizados na política de presenteamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, observamos que a distribuição de mercadorias tinha também um amplo caráter ideológico, fosse fomentando a amizade das elites estrangeiras, quanto fazendo “propaganda” dos produtos chineses no exterior. Aparentemente Wu Di já tinha isso em mente quando iniciou suas primeiras doações (Gernet, 130). Cabia aos comerciantes acompanharem esta iniciativa e aproveitarem a oportunidade de lucrar, motivo pelo qual muitos deles se dirigiram para o norte, ao longo da rota da seda, ou ainda para os portos das províncias de Guanzhong e Guanxi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos assim que, no caso chinês, não há dúvidas de que a política econômica, em seus diversos níveis, estava articulada à razão da existência do império; e por conseqüência, durante a época Han, sua dinâmica interna adquiriu uma estreita ligação com os movimentos políticos e sociais externos. Em última instância, o desenvolvimento deste fator teria impulsionado os chineses ao contato com as outras civilizações, através de um projeto bem dirigido que visava suprir as carências internas realizando a manutenção e a preservação de seu modo de vida, mas que, ao mesmo tempo, abriu as portas do império às influências estrangeiras que foram empregadas pela elite no fortalecimento de sua própria posição perante a sociedade. Foi, portanto, um processo complexo, em que o fortalecimento do império e da cultura chinesa dependeu, em grande parte, do relacionamento econômico e político que os mesmos desenvolveram com seus vizinhos e com os povos mais distantes. E se por um lado o objetivo era o enriquecimento geral da sociedade, fortalecendo suas bases de existência, o que se viu foi a ratificação das desigualdades através de uma prática de ostentação que foi intensamente influenciada por referenciais externos. A intervenção do Estado contribuiu em muito, porém, na dinamização das práticas econômicas (Kirby, p.66-87). Os desdobramentos culturais, no entanto, é que realmente operaram modificações profundas na estrutura da sociedade, como veremos a seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dinâmica política e cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na análise das manifestações do sistema mundial nos aspectos culturais chineses devemos ter um extremo cuidado em separar os elementos que adquiriram um caráter sistêmico cosmopolita daqueles que seriam apenas originários da China ou, ainda, que ficariam circunscritos à sua civilização. Tal cuidado tem por objetivo tornar possível que analisemos quais valores sociais, materiais e ideológicos chineses contribuíram e/ou sofreram influência da cultura comum que foi compartilhada pelos centros hegemônicos e por suas periferias, gerando assim o sistema mundial. Partindo dessa premissa, poderemos discutir uma série de práticas da sociedade chinesa que dizem respeito ao nosso trabalho, e evitaremos o engano de acreditar que a formulação do sistema mundial poderia ter uma origem unilateral, problema enfrentado por alguns autores que se dedicaram ao estudo dessas culturas e de suas relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre a China e seus vizinhos periféricos, estabeleceu-se uma clara relação de dominação e conflito, pautada numa hierarquia cultural e política cujo parâmetro de avaliação, do lado chinês, era a sua própria cultura. Após o movimento de expansão iniciado no século 2 A.C, os chineses estabeleceram uma gradação para os níveis de relacionamento que possuíam com as outras civilizações com as quais estavam em contato. A denominação de “bárbaro” era aplicada usualmente àqueles que não dominavam qualquer um dos elementos da cultura chinesa, tal como a língua, os costumes e rituais, ou ainda, um sistema de vida sedentário, baseado na agricultura, centrado em cidades (segundo Jopert, 1979 p. 92. o Confucionismo foi responsável pela separação definitiva entre os que são chineses e os “outros” através do parâmetro ritual. Ser chinês equivalia a “seguir os rituais” confucionistas, independentemente das leis ou mesmo da religião. Esta noção foi, no entanto, flexibilizada pelos Han. Sobre este aspecto ver também o trabalho de CHENG, A. Etudes sur le confucionisme Han. Paris: Institute de Haute Etudes Chinoises, 1985). Assim, o sistema chinês de classificação civilizacional tinha por base sua própria ideologia, mas não excluía a possibilidade de outras nações possuírem uma cultura que os diferisse dos “bárbaros”. Tal é o caso dos partos, dos romanos e mesmo dos reinos greco-bactrianos, que nunca foram considerados “inferiores” na escala cultural dos historiadores Han, pois, mesmo não praticando a língua chinesa, eles produziam seus próprios rituais, leis e construíam cidades (logo nunca se constituíram em periferia do império chinês, embora os kushans tenham aceitado a presença chinesa em seu território no século 2 D.C). Esta noção deriva justamente do contato que os chineses tinham com as culturas nômades, que consideravam desprovidas de inteligência, saber e organização por nunca se estabelecerem em um lugar definido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo os chineses não se importavam de tratar como “reinos” aquelas civilizações estabelecidas ao longo dos oásis da rota da seda, que costumeiramente recebiam os presentes enviados pela corte Han, já que estas possuíam alguns dos “itens” que compunham uma cultura na mentalidade chinesa (Gernet, 130-32).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo assim, os chineses tratavam de delimitar muito bem o seu papel hierárquico no sistema de relações que desenvolveram com estes vizinhos (bárbaros ou não). Recepções suntuosas eram feitas na corte para a visita dos príncipes destes povos, demonstração inequívoca do poder imperial. Era costume, aliás, juntar todos os enviados diplomáticos e representantes estrangeiros numa única recepção, para mostrar a força do imperador e a extensão de sua influência (ibidem).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma política de absorção dos bárbaros também foi implementada pelos Han, transformando-os em aliados seguros pela sua sinização constante. Isso significava transformá-los em chineses, ou quase, através de sua fixação nas terras da fronteira, da prática da agricultura, do ensino da língua e da cultura chinesas e pelo seu emprego no exército (Gernet, p.134; CH’u, p.31-33; e Loewe, M. Everyday life in early imperial China. London: Batsford, 1968 p. 75-88.). Isso não significa, porém, que a vida destes povos fosse tranqüila: mesmo depois de sinizadas, algumas tribos eram exploradas e ameaçadas constantemente, o que gerava uma série de revoltas contra a administração imperial (ibidem Loewe, p.134). Por isso mesmo, o nível de envolvimento dos Xiong Nu com os Han era variável: algumas tribos converteram-se definitivamente ao modo de vida chinês, mas outras não ab-rogaram de seu modo de vida independente, ou “bárbaro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta análise das tribos do Norte é válida também, em certa medida, para a relação que o Império desenvolveu com as áreas do sudeste asiático, Coréia e Japão, lugares onde a cultura chinesa era entendida como indício de civilidade e saber.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkKYNlIOZI/AAAAAAAAGEw/olkc4AVxJds/s1600/Arte+Mural+do+Per%C3%ADodo+Han..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5523957829025151378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 348px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkKYNlIOZI/AAAAAAAAGEw/olkc4AVxJds/s400/Arte+Mural+do+Per%C3%ADodo+Han..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Arte Mural do Período Han.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Mas o padrão de análise cultural chinês sofreu uma grande flexibilização, de fato, a partir das relações desenvolvidas com as civilizações da Ásia central e com o Ocidente. Como vimos, elas eram definidas como “nações” por serem possuidoras de elementos considerados como civilizacionais pelos chineses. Num longo trecho acerca da viagem de Zhang Qian, realizada no capítulo 123 do Shi Ji, Sima Qian deixa bem entendida a consideração que era feita pelos Han sobre estes povos. Iniciando pelos greco-indianos de Dayuan, ele os descreve como:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Um povo que vive em suas terras, cultivando os campos e produzindo arroz e trigo, além de vinho. Possui também uma raça muito especial de cavalos (...). O povo vive em cidades fortificadas de vários tamanhos, e o povo conta alguns milhares de habitantes” (SJ, 123).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo é dito acerca de Daxia, outro dos reinos da Ásia central, cujo “Povo é muito pobre, cultiva os campos, mas possui cidades e cavalos”.(ibidem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quando se tratava de outros povos como o de Kangju, os Wusun ou os Tiazhi (SJ, 123), que praticavam em certa medida o nomadismo, o autor não usava terminologia como “reino”, “país”, etc. Ele utilizava a palavra “terra de...”, ou “povo de...”. O que quer dizer que ele compreendia haver um espaço no qual estas culturas estavam inseridas, mas era o seu modo de vida que os tornava mais ou menos civilizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas concepções foram aplicadas com grande respeito, porém, aos reinos dos kushans, dos partos e principalmente dos romanos. No Hou Han Shu, quando surge a primeira descrição dos romanos, vemos que eles eram considerados os mais civilizados dentre os civilizados não-chineses, já que, além de terem todas as instituições necessárias a constituição de uma cultura, também produziam as mercadorias estrangeiras mais apreciadas pelo Império chinês, listadas por nós anteriormente. No trecho da documentação em que aparece a viagem para Ocidente de Gan Yin, o embaixador oficial de Ban Chao encarregado exclusivamente de entrar em contato com os romanos, temos a primeira manifestação clara desta concepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sabemos se Gan era o único emissário, ou se fazia parte de um grupo que foi enviado a várias localidades. A procedência da fonte e o relato de sua viagem são corretos, porém, já que Ban Chao costumava escrever para o irmão historiador Ban Gu, e boa parte dessa correspondência foi empregada na confecção do Han Shu e do Hou Han Shu. Tendo coletado o maior número de informações possíveis, Gan Yin retornou ao comando de Ban Chao e fez o relato que a documentação nos legou (HHS, 86 e 88).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato do general Ban Chao tê-lo enviado diretamente para entrar em contanto com os romanos já deixava claro que os chineses conheciam os Da Qin havia algum tempo. E a maneira como Gan Yin repassou as informações que conseguiu sobre os ocidentais e suas formas de vida reflete o espírito no qual os chineses compreendiam a existência de Roma como uma grande civilização, enquadrada nos seus critérios culturais. Vejamos a frase inicial do documento, que é perfeita para compreender esta idéia;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O povo de Da Qin tem historiadores e tradutores de línguas estrangeiras, tais como os Han. Vivem em cidades, suas muralhas são de pedras, usam cabelo curto, vestem roupas bordadas e deslocam-se em pequenos carros, tais como os nossos. Os governantes são escolhidos e desempenham suas funções durante algum tempo, ao final do qual são substituídos, ou são mantidos no cargo caso sua administração seja exemplar. São de grande estatura (...), e vestem-se diferentemente dos chineses. Sua terra produz ouro, prata, pedras preciosas, âmbar, vidro, ovos gigantes e animais raros”. (ibidem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho não para por aí: a descrição de Fan Ye nos informa que: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O povo de Da Qin é honesto. Os preços são tabelados e os cereais custam sempre barato. O governo é sempre forte, com silos cheios e tesouro grande. Os Da Qin nos enviaram sua primeira embaixada (166 D.C), e desde então seus comerciantes são sempre vistos em Jinan (Tonquim)”. (Ibidem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, o documento nos informa, num trecho específico;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A capital dos Da Qin possui cinco palácios, cujos pilares são feitos de vidro. (...) Quando o rei chega a seu palácio, ele examina os documentos oficias, e conta com um grupo de trinta e seis auxiliares para isso”. (ibidem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta descrição é incrível, não somente pela precisão de detalhes, mas pela admiração que os chineses nutriam por esta civilização. Somam-se a estas passagens referências sobre as distâncias entre Chang An e Luoyang até os países em questão com um senso cartográfico notável: no Shi Ji, no Han Shu e no Hou Han Shu, bem como nos documentos posteriores, aparecem sempre menções as distâncias entre as capitais chinesas e o país descrito. Os autores chineses buscaram agir com certa precisão, algumas vezes com sucesso, medindo as distâncias (por terra) até a Índia, Ásia central, Partia e Roma, mas como foi feita esta mensuração, não o sabemos. É provável que tenha sido feita uma contagem de dias de viagem, ou ainda, uma recolha de informações. No entanto, no caso das distâncias marítimas, os chineses não nos informam sobre quase nada, provavelmente por não terem um conhecimento exato sobre o assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É, pois, impressionante que até pouco tempo atrás alguns autores ainda acreditassem que Roma e China não tivessem contato uma com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos, porém, analisar o documento por partes e com cuidado. Devemos ver, em primeiro lugar, que ele foi redigido no século 5 D.C mediante consulta a escritos do século 1 e 2 D.C Quanto ao relato de Gan Yin, não temos razões para acreditar que tenha sofrido muitas alterações. Mas é provável que, quando Fan Ye citou as visitas constantes dos ocidentais aos portos do sul da China, estivesse se referindo a um tempo mais próximo do seu, e ao conjunto de mercadores que afirmavam vir de Da Qin, o que engloba um bom número de povos diferentes; além disso, devia estar assimilando o movimento comercial de sua época ao do século 2 D.C, já que os chineses tinham uma certa tendência, desde Sima Qian, a compreender a História como repetição de certos ciclos, o que deu ensejo, portanto, que este autor projetasse sobre o passado algumas de suas considerações. Mas não temos motivos para duvidar da plausibilidade de ter ele documentos que reproduzissem, de forma fiel, os registros oficiais de movimento da época Han, bem como versões do Shi Ji e do Han Shu. A precisão de certas informações, bem como alguns enganos, nos dão a idéia de que esta fonte foi construída com o conhecimento acumulado desde o século 1 A.C. É o caso do rei que “governa durante algum tempo, até ser substituído”, uma confusão patente com o regime de consulado romano (Morton, p.81). O tabelamento de preços mais famoso de Roma também só foi promovido no século 4 D.C por Diocleciano, embora algumas tentativas de controle de preços e contenção da exploração comercial tenham sido experimentadas desde os tempos de Augusto, o que nos faz supor que esta seria uma projeção chinesa sobre alguma política de austeridade romana. Já a descrição da capital é de certa maneira bastante intrigante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os chineses nunca usaram qualquer nome para designar Roma, mas parecem ter sabido que essa era uma cidade grande e populosa. Os cinco palácios podem referir-se aos prédios públicos (Senado, Fórum, templos, etc), cujas “colunas de vidro” nada mais seriam do que as duradouras colunas de mármore e pedra dos prédios imperiais. O engano era compreensível, pois os chineses não conheciam os métodos de fabricação do vidro, e o confundiam ocasionalmente com alguns tipos de pedras, o que, somado aos efeitos da imaginação, criavam então uma Roma ideal fabulosa e fantástica. De qualquer forma, eles sabiam que os Da Qin só possuíam uma capital, e que esta era tão grande quanto Chang An, dado que deve ter sido colhido entre os mercadores e/ou embaixadores ocidentais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta coleção de informações demonstra que os chineses buscaram conhecer os romanos, admiravam sua cultura e tinham por eles apreço. Embora a maior parte de suas relações tenha se desenvolvido no campo comercial, culturalmente observamos que o padrão chinês sobre o que era “ser civilizado” acabou por confundir-se com uma idéia maior de civilização cujos valores sistêmicos definidores seriam a vida sedentária, o planejamento urbano e a produção intelectual. Estas noções se reproduziriam também em Roma, na Pártia e na Kushana, que analisaremos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que inferimos é que a constituição deste grupo de valores que determinavam a condição hierárquica de um centro ou uma periferia não derivou somente da importância econômica das áreas envolvidas, mas também, da capacidade que tivesse um determinado povo de produzir cultura e corresponder aos referenciais que foram estabelecidos, em comum acordo, pelos centros hegemônicos ao longo do século I D.C Isso nos formula, então, uma condição fundamental de análise: não era somente a cultura do centro hegemônico que estabelecia sua ascendência sobre as regiões periféricas, mas também sua capacidade de interação com outros centros, regulando o fluxo material e cultural externa e internamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal condição se reproduz no segundo conjunto de práticas que correspondem à estrutura do sistema mundial: a manutenção das desigualdades sociais e políticas entre povos e classes através de uma diferenciação material representada pelo acúmulo de terras e capital e pela prática da ostentação. Tal como os romanos, os chineses (acompanhados pelos partos e kushans) adotaram os produtos estrangeiros (além daqueles que estavam sob controle estatal) como vinculadores de uma imagem de prestígio, poder e ascendência sobre a sociedade. Como vimos, os Han já praticavam a distribuição de presentes para angariar aliados. Em geral, os produtos concedidos eram de alto valor comercial, e o Estado fazia questão de incluir nestas dádivas mercadorias de outras partes do mundo. Os comerciantes também tinham, nessas ocasiões, a oportunidade de realizar negócios privados, vendendo o mesmo tipo de produto para as elites interessadas em adquiri-los, o que fortalecia sua imagem junto às classes dirigentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sabemos que personalidades locais eram cooptadas para as causas chinesas através destes presentes, e muitos recebiam também cargos na burocracia imperial, o que lhes concedia uma parcela de poder significativa (Ch’u, p. 75-97; 174-181 e 210-232 e Loewe, p.38-75). Responsáveis pela disseminação da política chinesa, essas elites locais se viam estimuladas, portanto, a difundir perante suas sociedades os padrões ideológicos e culturais chineses do qual compartilhavam, e junto com eles todo um sistema hierárquico no qual estavam situadas no topo, fossem como nobres, funcionários burocráticos, etc (Uma série de elementos distintivos, como selos imperiais representado os mais diversos níveis hierárquicos, placas de ouro, fitas ou roupas de seda, etc. eram empregados pela elite como símbolos de caráter oficial. Assim, o próprio poder central encarregava-se se estabelecer uma hierarquia, que era complementada pela prática da ostentação de riquezas). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como vimos anteriormente, no caso dos enviados de Shan (Armênia), selos de ouro e fitas de seda eram distribuídos para apontar as bênçãos do imperador. O caso dos escravos também é muito significativo: os chineses apreciavam utilizar estrangeiros para as funções de acompanhantes e serviçais, pois apesar de seu alto preço, estes representavam uma demonstração importante de prestígio e força econômica. Como vemos no Liang Shu (LS, 54), a presença de anões negros (“coloridos”) causava furor nas classes abastadas. Na verdade, embora a China Han não fosse um império escravagista, cuja economia dependesse dessa força de trabalho, ainda assim esta dinastia foi a que conheceu os maiores contingentes de escravos na história chinesa (Ch’u, p. 131-156 e Wilbur, 1943). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como atestam as listas de produtos chineses contidos nos documentos a partir do Hou Han Shu, os escravos eram uma mercadoria valiosa, junto com animais exóticos e pedras desconhecidas. Algumas referências sobre os escravos na documentação chinesa são encontradas em capítulos do Shi Ji em: 129 (escravos particulares); 85 (escravos de um ministro); 100 (escravos oficiais); 79 (escravos como presente); 118 (escravos do governo); no Han Shu; 37 (escravos como oficiais); 43 (escravos presenteados); 44 (escravos do governo); 48 (mercado de escravos); 72 (número de escravos); e no Hou Han Shu; 51 (escravos vindos das regiões do oeste).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta prática de ostentação era fomentada pela elite, como vimos, mediante o uso de produtos de circulação restrita dentro do império chinês. E fora da China, os produtos chineses é que cumpriam este papel de artigos de luxo, sendo que alguns deles absorveram um papel muito específico nas relações de troca e uso. Vejamos o caso da seda, por exemplo. Admirada dentro e fora da China, o segredo de sua fabricação era guardado a sete chaves pelo Estado e pelas corporações manufatureiras. Certas colorações de seda só podiam ser empregadas pelo imperador, bem como certos tipos de jade; a concessão de seu uso era a delegação de um poder muito especial. A seda, portanto, era uma das mercadorias de maior valor sistêmico que existia em circulação no sistema mundial, já que era reconhecida como um símbolo de poder em quase todos os lugares. E, curiosamente, ela era negociada por seu peso, assim como vários outros produtos, através de uma balança utilizada tanto pelos romanos quanto pelos chineses, como atesta Mazahery (Mazahery, p.833-850, num artigo bastante interessante, demonstra como uma balança comercial antiga, denominada “romana” no Ocidente, teve uma provável origem chinesa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos então que o comércio, tanto o particular quanto aquele sob controle estatal, era vinculador e fomentador fundamental dessa mentalidade de sinização e ostentação. Para fazer parte do sistema maior, era necessário aprender a cultura que punha o homem da época em contato com o mundo, e, no caso do Extremo Oriente, era preciso aprender a ser chinês. Mas para atingir nesta estrutura um grau importante, era necessário alcançar um desenvolvimento econômico forte, que permitisse vincular a capacidade produtiva de um povo ou lugar ao circuito econômico dinâmico que o Estado chinês gerava. E, para demonstrar o nível de interação com este sistema, era fundamental adquirir os produtos que vinham de tão longe, e que bem representavam o prestígio de uma elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso mesmo, não é estranho que os chineses tenham desenvolvido a intenção de entrar em contato com os romanos, mais até, talvez, do que com os partos ou kushans. Nem podemos estranhar a suposta presença de ocidentais que chegariam, anualmente, aos portos do sul e aos mercados do norte para negociar e realizar embaixadas. Os Da Qin pareciam representar uma nação ideal, poderosa, com grandes valores morais e rituais, uma civilização desenvolvida e, principalmente, produtora de todos aqueles maravilhosos e desejados produtos que compunham as listas de mercadorias exóticas dos Han (HS, 88 e CS, 97). Os chineses não somente projetaram nos romanos sua visão ideológica de mundo, mas compartilharam com eles uma idéia de ordenação mundial importante, estabelecida em valores sistêmicos específicos que determinavam não só os elementos fundamentais do que seria uma “civilização” como, também, a forma de separá-la, graduá-la e mantê-la sob controle, demonstradas perfeitamente pela idéia da ostentação e pelo controle imperial sobre o comércio, a política, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existiram também, obviamente, diferenças profundas entre a cultura chinesa e a dos outros centros hegemônicos. Mas os chineses, a princípio, parecem ter compreendido conscientemente o papel dessas relações internacionais em sua própria existência, deixando-nos um legado documental valioso sobre as suas relações com o Ocidente neste período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href=" http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/10/china-han-e-o-ocidente-1-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;--1ª Parte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: André Bueno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.transoxiana.org"&gt;www.transoxiana.org&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-7870074541831248683?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/7870074541831248683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=7870074541831248683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7870074541831248683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7870074541831248683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/10/china-han-e-o-ocidente-2-parte.html' title='&lt;strong&gt;A China Han e o Ocidente&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TKkH0RDs-iI/AAAAAAAAGEg/DIo8icUkhKs/s72-c/Militares+Chineses+do+Per%C3%ADodo+Han..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-2868323694465018010</id><published>2010-09-17T08:05:00.000-07:00</published><updated>2010-10-04T06:35:09.642-07:00</updated><title type='text'>O Primeiro Imperador Chinês</title><content type='html'>&lt;em&gt;Chin Shi Huang-Di unificou a China, construiu a Grande Muralha, padronizou a escrita, a burocracia, a educação, as leis, a moeda, e as unidades de pesos e medidas. Ele expandiu o Império Chinês e construiu sua capital (Xian), assim como uma rede de estradas, fortificações e grandes palácios&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJOEY35T6II/AAAAAAAAGAw/Xayv0sV08Ws/s1600/Chin+Shi+Huang-Di,+o+primeiro+Imperador+Chin%C3%AAs..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517899531315046530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 246px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJOEY35T6II/AAAAAAAAGAw/Xayv0sV08Ws/s400/Chin+Shi+Huang-Di,+o+primeiro+Imperador+Chin%C3%AAs..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Chin Shi Huang-Di, o primeiro imperador Chinês.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Chin Shi Huang-Di se tornou rei do estado chinês ocidental de Chin no ano 247 a.C. Sob o nome de Ying Jien, o novo monarca contava com apenas 13 anos de idade.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele tempo, a China antiga era formada por sete estados guerreiros. Durante o reinado de Ying Jien, Chin se fortaleceu às custas de batalhas sangrentas com os outros seis estados. Em um momento que definiu o temperamento do rei, 10.000 prisioneiros do estado de Zhao foram executados, quebrando  assim uma tradicional regra da guerra que defendia a proteção dos presos.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um prazo de sete anos, Chin estava a ponto de dominar a maioria de seus estados vizinhos. Enquanto ele se encarregava de eliminar os inimigos estrangeiros, membros de sua família sonhavam em derrubá-lo. Sua própria mãe e seu novo companheiro, um homem que lhe deu dois filhos em segredo, não conseguiram derrubar Ying Jien. Depois de uma nova tentativa de assassinato brutal no ano de 227 a.C., o rei decidiu instituir um controle impiedoso para todos, independente do nível hierárquico ou do vínculo familiar.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de uma grande batalha com o estado de Chu no ano de 223 a.C., Ying Jien conseguiu realizar seu sonho: a unificação de toda a China. Com a idade de 34 anos, Ying Jien se tornou o Primeiro Imperador da China, e chamou a si mesmo de Chin Shi Huang Di, que em chinês significa literalmente significa: “o primeiro Deus divino de Chin”. Para surpresa de sua corte, o novo imperador dissolveu as normas feudais e em seu lugar instaurou um novo sistema de governo, una filosofia totalitária que criou novas leis para todos os aspectos da vida diária. Estas leis eram supervisionadas por uma série de governadores, que as aplicavam com brutal eficiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 220 a.C., Chin começou a construir a Grande Muralha da China, o projeto de engenharia mais grandioso da Antigüidade, concebida como uma barreira para isolar o Império. Até o ano 215 a.C., a enorme tumba que ele mesmo idealizou para se proteger depois da morte também ficou pronta. Foi precisamente nesta época, quando o imperador, estimulado pela desconfiança e pela paranóia, começou a tomar repetidas doses de mercúrio para prolongar sua vida (naquela época, acreditava-se que o mercúrio favorecia a longevidade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para controlar o livre pensamento, seu primeiro-ministro, Li Si, expandiu o totalitarismo, queimando bibliotecas inteiras de escrituras em bambu. A história completa da China e de todos os seus pensamentos filosóficos foram eliminados no ano de 213 a.C., permitindo unicamente a conservação de textos legais médicos e de agricultura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sete anos depois, o imperador da China começou sua cruzada em busca da imortalidade. O mercúrio envenenou seu corpo e sua mente. Seus rins começaram a falhar, e no sétimo mês do ano 210 a.C., o Primeiro Imperador da China deixou de existir. Um golpe para mudar seu regime triunfou pouco depois de sua morte, e sua dinastia desapareceu para sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinastia Chin terminou justamente depois de sua morte, mas a China unificada permaneceu como tal durante mais de 2.000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um Legislador Supremo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu nome completo era Chin Shi Huang-Di, nome que outorgou a um país que existia há mais de 2.000 anos. Com o passar dos séculos, "Chin" evoluiu até se transformar em "China". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Ele unificou sozinho a China, liderando dez vezes mais súditos que os faraós do Egito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Governou entre os anos 246 e 210 a.C., duzentos anos antes do nascimento de Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Precisou de menos de 40 anos para completar seu império. Um império que perdurou 1.000 anos a mais que o romano.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Tornou-se o líder de um império de milhares e milhares de quilômetros, com uma população estimada de 30 milhões de habitantes. • Ergueu a Grande Muralha da China em um imenso projeto, que unificou as construções já existentes com o objetivo de criar uma única e enorme muralha de mais de 5 mil quilômetros de comprimento. No auge de sua construção, mais de 700.000 pessoas foram escravizadas para realizar seu propósito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Seus arqueiros usavam um arco equivalente a um fuzil soviético AK47, cujas partes eram intercambiáveis e produzidas em massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um Líder Obsessivo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Imperador era obcecado pela imortalidade e tomava mercúrio para prolongar sua vida, apesar do hábito tê-lo conduzido à loucura e provavelmente acelerado sua morte.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Depois de ter sobrevivido a várias tentativas de assassinato, ele nunca dormia na mesma cama mais de duas vezes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Um general que havia se rebelado contra ele aceitou cortar sua própria cabeça para que fosse apresentada diante do Imperador e assim criar uma nova oportunidade para que seus oponentes pudessem assassiná-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Mais de 500.000 soldados do reino de Chu morreram na frente de batalha quando se atreveram a enfrentar o exército do Imperador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Foi um inimigo feroz do Confucionismo, que substituiu por uma rígida filosofia legalista. Quatrocentos e sessenta eruditos confucionistas foram enterrados vivos depois de desafiar seu regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Ordenou uma das primeiras queimas de livros da História, destruindo praticamente todos os escritos de seu Império.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.discoverybrasil.com"&gt;Discovery Channel&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/01/i-ching-o-livro-mais-antigo-do-mundo.html"&gt;► I Ching o livro mais antigo do mundo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=" http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/09/o-mausoleu-do-imperador-qin.html"&gt;► O Mausoléu do imperador Qin &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/china-han.html"&gt;► A China Han&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-2868323694465018010?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/2868323694465018010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=2868323694465018010' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2868323694465018010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2868323694465018010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/09/o-primeiro-imperador-chines.html' title='&lt;strong&gt;O Primeiro Imperador Chinês&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJOEY35T6II/AAAAAAAAGAw/Xayv0sV08Ws/s72-c/Chin+Shi+Huang-Di,+o+primeiro+Imperador+Chin%C3%AAs..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-7940212193350464118</id><published>2010-09-17T07:53:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T08:25:41.667-07:00</updated><title type='text'>O Mausoléu do imperador Qin</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pirâmide subterrânea era defendida pelos famosos guerreiros de Xian&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJOBm8oWNmI/AAAAAAAAGAg/LCwCgsf_0OI/s1600/china.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJOBm8oWNmI/AAAAAAAAGAg/LCwCgsf_0OI/s400/china.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5517896474569356898" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem olha de longe vê apenas um morro coberto por vegetação rasteira na província de Xian, na China. Mas, por baixo da terra, existe uma majestosa pirâmide, construída para que Qin Shihuangdi (260-210 a.C.) tivesse em morte todo o poder e a riqueza que gozou em vida. Não é por acaso que alguns historiadores acreditam que o nome China vem de Qin (que se pronuncia "tchin"): ele unificou o país, tornou-se seu primeiro imperador e deu início à construção da Grande Muralha. É perto de sua tumba que ficam os guerreiros de Xian, que em 2003 foram vistos por 800 mil pessoas em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador Sima Qian, cujos registros do século 2 a.C. são a principal fonte de informações sobre a construção, mais de 700 mil pessoas de todos os cantos do país trabalharam nas obras, que demoraram 38 anos. Embora já venha sendo investigado há muitas décadas, o mausoléu continua envolto em grande mistério. Isso porque ninguém entrou ali. As escavações são proibidas, porque não há garantias de que elas não causariam sérios e irremediáveis danos à estrutura da construção. Tudo o que se sabe é sustentado pelos textos de Qian e por investigações feitas com sondas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Camuflagem Artificial&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O morro que fica por cima da obra não é natural; foi construído ali com a técnica do "solo batido", na qual trabalhadores escavam uma outra região, empilham a terra e chegam a fincar plantas e árvores sobre o morro. Hoje essa pilha de terra tem 46 metros de altura, mas acredita-se que, há mais de 2200 anos, ela pode ter alcançado 100 metros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Ostentação e terror&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;De acordo com antigos relatos, o palácio teria riquezas e ossadas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Céu de jóias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sobre o corpo do imperador Qin, no teto da câmara subterrânea, pedras preciosas e pérolas representam as estrelas, o Sol e a Lua. O conjunto forma uma constelação milionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Seguro contra roubo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Para evitar o ataque de ladrões, armas foram preparadas para atirar automaticamente. "Qualquer um que invadisse o local certamente teria uma morte violenta", escreveu Qian.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Passagem para a alma&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;No topo do mausoléu, existe uma câmara fechada. Os arqueólogos especulam que ela tenha servido como um corredor de passagem para a alma do imperador. Acredita-se que exista ali uma grande quantidade de moedas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Enterrados vivos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica que o local é cena de crime. Os trabalhadores da obra e as concubinas do imperador que não tiveram filhos foram soterrados ao redor da câmara mortuária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chão de mercúrio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O caixão do imperador foi colocado sobre um grande mapa da China, com os rios e mares representados com mercúrio. Isso prova que os chineses já tinham conhecimentos avançados de topografia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tesouro soterrado&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não há como quantificar as riquezas enterradas junto com o imperador. Segundo o historiador Qian, existem lá dentro centenas de pedras preciosas, objetos raros, livros e até instrumentos musicais espalhados por todo o mausoléu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;u&gt;Gigantes de terracota&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Estátuas em tamanho natural usavam armas letais&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mausoléu do imperador Qin é mundialmente conhecido por causa de sua guarda simbólica, encontrada a 1,5 quilômetro do mausoléu: mais de 8 mil figuras de guerreiros, outras de 520 cavalos e 130 de carruagens, tudo modelado artesanalmente em tamanho natural. Cada peça é única e os militares portam armas de bronze reais (e algumas já foram usadas). Criadas com grande realismo e variedade de posições, as estátuas, que originalmente eram coloridas, pesam 260 quilos cada uma. Elas formam um verdadeiro exército, dividido em batalhões com quatro diferentes hierarquias e localizado de costas para a tumba do imperador e de frente para o antigo território inimigo. Elas foram descobertas por acaso em 1974, quando agricultores escavavam a região para construir poços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-7940212193350464118?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/7940212193350464118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=7940212193350464118' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7940212193350464118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7940212193350464118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/09/o-mausoleu-do-imperador-qin.html' title='&lt;strong&gt;O Mausoléu do imperador Qin&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TJOBm8oWNmI/AAAAAAAAGAg/LCwCgsf_0OI/s72-c/china.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-4739819909722578394</id><published>2010-08-16T09:33:00.000-07:00</published><updated>2010-09-17T11:23:18.326-07:00</updated><title type='text'>O declínio dos Maias </title><content type='html'>&lt;em&gt;Pesquisas recentes reafirmam o papel essencial do clima no colapso da grande civilização que ocupou extensas áreas da América Central&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGlo6UX89lI/AAAAAAAAF1E/EQ5-Hp12oqM/s1600/templo-de-kukulcan-chichen-itza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5506047370548016722" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGlo6UX89lI/AAAAAAAAF1E/EQ5-Hp12oqM/s400/templo-de-kukulcan-chichen-itza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Templo de Kukulcán. Construído na antiga cidade&lt;br /&gt;de Chichén Itzá, México; O Templo de Kukulcán,&lt;br /&gt;principal estrutura de Chichén Itzá demonstra os&lt;br /&gt;profundos conhecimentos que os maias possuíam.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Com sua magnífica arquitetura e sofisticado conhecimento de astronomia e matemática, os maias foram uma das grandes culturas do mundo antigo. Embora não utilizassem a roda nem instrumentos de metal, eles construíram pirâmides, templos e monumentos imensos de pedra talhada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes cidades e centros cerimoniais pequenos se espalhavam por toda a planície da península de Yucatã, que abrange parte do México e da Guatemala e quase todo Belize. De observatórios astronômicos como o de Chichén Itzá, eles acompanhavam a trajetória dos planetas e desenvolviam calendários precisos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, os maias criaram seu próprio sistema matemático com base numérica 20 e dominavam o conceito de zero. Também desenvolveram uma escrita hieroglífica que empregava centenas de complicados sinais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A civilização maia atingiu seu ápice durante o chamado período Clássico (250-950). No auge, em 750, a população talvez tenha ultrapassado 13 milhões. Porém, pouco tempo depois, entre 750 e 950, houve rápido declínio. Centros urbanos densamente povoados foram abandonados, e seus impressionantes edifícios viraram ruínas. A extinção dessa civilização (que os arqueólogos chamam de "o colapso terminal do período Clássico") é um dos grandes mistérios antropológicos dos tempos modernos. O que teria acontecido?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos anos, estudiosos propuseram as mais variadas hipóteses para explicar esse declínio: guerras internas, invasão estrangeira, surtos de doenças, dependência da monocultura, degradação ambiental e mudanças climáticas. É provável que a explicação verdadeira seja combinação destes e de outros fatores. Entretanto, nos últimos anos, acumularam-se os indícios de anomalias climáticas perto do fim do período Clássico, o que dá crédito à idéia de que intensas secas tiveram papel preponderante na queda desta civilização antiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dado o aspecto das ruínas maias, com cidades enterradas sob densa vegetação florestal, surpreende que o Yucatã seja de fato um deserto sazonal. A exuberância da paisagem depende muito das chuvas de verão, que variam consideravelmente de um lado ao outro da península. A precipitação anual vai de 500 mm ao longo da costa setentrional a 4 mil mm em partes do sul. De junho a setembro, a umidade diminui até 90% e dá lugar a um inverno muito seco, entre janeiro e maio. Esse contraste resulta da migração sazonal da umidade associada à zona de convergência intertropical, também conhecida como "equador meteorológico". Nessa zona, ventos alísios do nordeste e sudeste convergem, forçando o ar a subir, produzindo nebulosidade e chuvas abundantes. Durante os meses de inverno, essa zona de convergência se desloca para o sul, e condições secas prevalecem sobre a península do Yucatã e a porção norte da América do Sul. Com o verão, ela migra para o norte, ocasionando chuvas no Yucatã e no sul do Caribe, as quais revigoram a vegetação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O contraste sazonal obrigava os maias a enfrentar uma longa temporada seca a cada ano. Essa característica do ambiente teve importância especial no Yucatã, onde a água geralmente não flui sobre o solo. Lá, a chuva tende a dissolver as abundantes rochas calcárias, formando cavernas e rios subterrâneos. Por causa disso, não havia povoados ao longo de grandes cursos fluviais, como era comum em outras partes do mundo. Mesmo centros regionais importantes, como Tikal, Caracol e Calakmul desenvolveram-se em locais sem rios ou lagos permanentes. A ausência de água superficial durante quatro ou cinco meses do ano em tais áreas estimulou a construção de sistemas de armazenamento em grande escala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Várias cidades foram projetadas para coletar a água da chuva e canalizá-la em canteiros, escavações e depressões naturais especialmente preparados para impedir que ela se infiltrasse no solo. Tikal tinha inúmeros reservatórios que, juntos, podiam armazenar o suficiente para atender as necessidades de água potável de cerca de 10 mil pessoas por 18 meses. Os maias construíram também reservatórios no topo das montanhas, aproveitando a gravidade para distribuir a água por canais em complexos sistemas de irrigação. Apesar da sofisticação de sua engenharia hidrológica, eles dependiam em última instância das chuvas sazonais para repor seus reservatórios, pois a água subterrânea natural era inacessível em parte considerável de seus domínios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No inovador livro The great Maya droughts (As grandes secas maias), o arqueólogo Richardson B. Gill argumenta de forma persuasiva que a escassez de água foi um fator importante no colapso terminal do período Clássico. Gill reúne enorme quantidade de informações sobre o tempo e o clima modernos, recorre ao registro histórico de estiagens e períodos de fome e apóia-se em vestígios arqueológicos e estudos geológicos para desvendar o clima do passado. Para ilustrar a importância da rocha calcária porosa, por exemplo, ele cita Diego de Landa, bispo de Yucatã, que escreveu em 1566: "A Natureza trabalhou de maneira tão diferente neste país no que diz respeito aos rios e nascentes, que em todo o resto do mundo eles correm sobre o solo, mas aqui eles fluem por passagens secretas subterrâneas".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando esse trabalho foi publicado, há alguns anos, as evidências mais eloqüentes a favor da hipótese das secas prolongadas vinham de perfurações no sedimento de lagos do Yucatã feitas por David A. Hodell, Jason H. Curtis, Mark Brenner e outros geólogos da Universidade da Flórida. As medições desses depósitos antigos indicam que o intervalo mais seco dos últimos 7 mil anos caiu entre os anos 800 e 1000 de nossa era - coincidentes com o colapso da civilização maia clássica. Estudos posteriores encontraram indícios de um padrão recorrente de secas, o que parece também explicar outras rupturas menos dramáticas na evolução cultural maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Conexão Venezuelana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa contribuição ao entendimento das condições climáticas durante a época do colapso terminal do período Clássico provém do estudo de um local distante, nunca habitado pelos maias. Junto à costa setentrional da Venezuela situa-se uma notável depressão na plataforma continental, conhecida como bacia de Cariaco. Com profundidades de cerca de 1 km, cercada por declives e pela plataforma rasa, essa bacia age como armadilha natural para sedimentos. A borda erguida ao norte impede a penetração das águas do oceano aberto, mais profundas, e a baixa circulação de água priva o fundo da bacia de oxigênio dissolvido (isso ocorre desde o fim do último período glacial, há cerca de 14.500 anos). O solo lodoso e sem oxigênio é hostil à presença de organismos marinhos que habitam e reviram o fundo em busca de alimento. A integridade dos sedimentos, que em Cariaco são constituídos de camadas claras e escuras alternantes, cada uma com menos de 1 mm de espessura, fica assim preservada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os fatores que originam essas camadas são bem conhecidos: durante o inverno e a primavera do Hemisfério Norte, a zona de convergência intertropical encontra-se ao sul do equador, e chove pouco sobre a bacia de Cariaco. Nessa época do ano, ventos alísios vigorosos sopram sobre o mar que banha a Venezuela, provocando a subida de águas ricas em nutrientes. Isso permite a proliferação do plâncton que vive perto da superfície. Quando esses organismos morrem, seus pequenos esqueletos de carbonato de cálcio se dirigem para o fundo e formam uma camada de cor clara. No verão setentrional, a zona de convergência intertropical se move continuamente para o norte até assumir uma posição próxima à costa norte da América do Sul. Os ventos alísios diminuem e começa a estação chuvosa; esta aumenta o fluxo dos rios locais, que então transportam uma carga considerável de sedimento em suspensão até o mar. Esses materiais derivados do solo acabam se depositando e formam uma camada escura de grãos minerais em cima do acúmulo anterior de microfósseis claros no fundo oceânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora em outros locais organismos escavadores revolvam tais depósitos sazonais, a anóxica bacia de Cariaco mantém bem definidos esses pares de camadas claro-escuras. Os estratos alternados podem ser contados e na prática representam um relógio de tiques semestrais que os geólogos podem usar para determinar exatamente em que ano os sedimentos foram depositados. Para as pessoas interessadas na história da civilização maia, é uma coincidência feliz que tanto Yucatã quanto o norte da Venezuela passem pelo mesmo padrão geral de precipitação sazonal, com as duas áreas perto do limite norte da zona de convergência intertropical. Portanto, os sedimentos marinhos da bacia de Cariaco guardam muitas informações sobre as mudanças climáticas pelas quais os maias passaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começamos nosso trabalho em 1996, quando o navio-sonda científico Joides Resolution, operado por uma equipe internacional de pesquisa denominada Programa de Perfuração do Oceano, navegou até o centro da bacia de Cariaco. Ali, os técnicos perfuraram o solo e retiraram uma coluna de sedimento com 170 metros de comprimento, com o objetivo específico de sondar as mudanças climáticas tropicais. O estudo desses sedimentos, acumulados em enormes quantidades e conservados sem nenhuma perturbação desde a época de sua deposição, ofereceu a nós e a outros geólogos um raro vislumbre em alta resolução do passado distante. Um aspecto importante de nosso trabalho é a medição da concentração de grãos minerais gerados pela erosão no continente sul-americano adjacente para estimar a quantidade de chuvas que caíram sobre ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria possível determinar isso através do exame direto dos sedimentos sob o microscópio, mas a caracterização de milhares de pares de camadas sedimentares por esse método é extremamente tediosa. Depois de experimentar vários métodos, concluímos que o mais útil era a medição de titânio e ferro, elementos abundantes na maioria das rochas continentais mas ausentes dos restos de organismos marinhos. Níveis elevados de titânio e ferro indicam, portanto, que grandes quantidades de silte e argila foram carregadas pelas chuvas do continente para a bacia. A descoberta desses elementos em abundância em dada camada de sedimentos implica que a precipitação na região - e, por inferência, sobre o Yucatã - deve ter sido alta na época da deposição. Sua ausência, ao contrário, indica chuvas esparsas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/08/o-declinio-dos-maias-2-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;2ª Parte --&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-4739819909722578394?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/4739819909722578394/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=4739819909722578394' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/4739819909722578394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/4739819909722578394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/08/o-declinio-dos-maias-1-parte.html' title='&lt;strong&gt;O declínio dos Maias &lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGlo6UX89lI/AAAAAAAAF1E/EQ5-Hp12oqM/s72-c/templo-de-kukulcan-chichen-itza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-1211240364897590789</id><published>2010-08-16T09:31:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T09:47:28.831-07:00</updated><title type='text'>O declínio dos Maias</title><content type='html'>&lt;strong&gt;As Chuvas no Primeiro Milênio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantificar a concentração de elementos químicos no material depositado com métodos tradicionais consome muito tempo e ainda tem a desvantagem de destruir a amostra sob estudo. Esses problemas foram superados com a recente introdução da chamada fluorescência de raios X. A técnica consiste na iluminação de uma amostra com raios X e na medição da quantidade de luz emitida em função do comprimento de onda. Uma análise adequada desse espectro de luz (que pode ser inteiramente automatizada) revela a concentração de vários elementos na amostra. No processo, as colunas devem ser partidas ao meio para avaliar a abundância de elementos em seu interior, com escâner apropriado. Esse método produz registros bem mais detalhados que a extração e a quantificação de amostras individuais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, realizamos medições de fluorescência de raios X com um escâner instalado na Universidade de Bremen, Alemanha, onde o Programa de Perfuração do Oceano mantém um repositório delas. Determinamos a concentração de titânio e ferro em espaçamentos de 2 mm ao longo de uma seção sedimentar de interesse que já tinha sido datada por radiocarbono, mas, depois de encontrar variações quase idênticas nesses dois elementos, optamos por rastrear apenas o titânio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse intervalo, e com essa resolução de medição, o traço mais óbvio é o nível geralmente baixo de titânio nas camadas depositadas entre cerca de 500 e 200 anos atrás, período que corresponde ao que alguns climatologistas chamam de Pequena Era Glacial. Esses resultados supostamente refletem condições secas e indicam que a zona de convergência intertropical e sua precipitação associada não devem ter chegado tão ao norte como agora. Encontramos vários outros intervalos com concentração baixa de titânio, inclusive nos sedimentos depositados entre cerca de 800 e 1000 d.C., que correspondem ao período de intensa estiagem inferido por Hodell e colegas pela análise dos sedimentos do lago Yucatã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho de Hodell dava a impressão de que uma longa "super-seca" havia castigado a terra natal dos maias por um ou dois séculos, com conseqüências devastadoras para a população nativa. Mas tal interpretação incomodava alguns historiadores. Eles sustentavam, baseando-se em indícios arqueológicos, que a cronologia e o padrão regional do colapso variava consideravelmente. Um modelo de "seca que explica tudo" parecia demasiado simplista, dado que o colapso ocorreu aparentemente em diferentes lugares e em diferentes épocas, e até mesmo poupou alguns centros populacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a bacia de Cariaco seja bem distante da península do Yucatã, seus sedimentos oferecem a possibilidade de obter uma cronologia extremamente detalhada das mudanças climáticas antigas. Assim, buscamos tirar o máximo proveito desse registro, de modo a obter conhecimento geral mais detalhado do clima durante o colapso maia. Infelizmente, tínhamos atingido a resolução analítica máxima do escâner de Bremen. Contudo, com a ajuda de Detlef Günther e Beat Aeschlimann, do Instituto Federal Suíço de Tecnologia, em Zurique, conseguimos resultados muito melhores, usando um sistema especial de microfluorescência de raios X montado em seu laboratório. Esse instrumento foi projetado para amostras pequenas, não sendo apropriado para longos cilindros de sedimento, mas pôde acomodar pedaços curtos de material retirado deles. O dispositivo permitiu a realização de análises de elementos com espaçamento de 50 micrômetros, o que nas colunas sedimentares de Cariaco corresponde a um período de cerca de dois meses - resolução incrivelmente fina para sedimentos marinhos, já que uma única amostra tipicamente abrange centenas de milhares de anos de história geológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o sistema suíço, medimos dois trechos de sedimento que cobrem, juntos, o intervalo temporal entre 200 e 1000, concentrando-nos nas camadas depositadas durante o colapso terminal do período Clássico. Esse intervalo revelou uma série de quatro mínimos de titânio bem definidos - provavelmente estiagens de vários anos que ocorreram durante um período já mais seco que o normal. Embora a contagem de pares de camadas de sedimento forneça informações precisas sobre a duração dessas secas (de três a nove anos) e sobre o espaçamento entre elas (de 40 a 50 anos), a datação absoluta desses eventos continua imprecisa. As medições de radiocarbono da coluna que usamos, combinadas com a contagem dos pares de camadas sedimentares, parecem indicar que as quatro estiagens ocorreram por volta de 760, 810, 860 e 910, mas na verdade não é possível falar em datas com esse grau de precisão, pois a técnica do radiocarbono tem incerteza de cerca de 30 anos para amostras dessa idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cronologia Complexa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os arqueólogos geralmente concordam que o colapso terminal do período Clássico ocorreu primeiro na região sul e central das planícies do Yucatã e que certas áreas ao norte entraram em declínio independentemente cerca de um século depois. Esse padrão de abandono é o oposto do que se esperaria com base na precipitação, que é mais alta no sul que no norte. Alguns historiadores apontaram essa incongruência: para eles o papel do clima no declínio maia não foi importante. Contudo, deve-se levar em conta a facilidade de acesso às fontes de água subterrâneas, que podem sustentar a população durante longos períodos de seca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tanto agora como durante o apogeu dos maias, os aqüíferos subterrâneos naturais eram importante fonte de água doce para uso humano. Eles são mais acessíveis no extremo norte da península, e os maias foram capazes de atingir o lençol freático nas várias colinas da região (lugares onde o teto de uma caverna subterrânea desmoronou) e de escavar poços. Entretanto, em direção ao sul, a paisagem se eleva e a profundidade até o lençol freático aumenta, o que torna impossível o acesso à água subterrânea com a tecnologia da época. Portanto, os povoados mais ao sul, totalmente dependentes das chuvas para suprir suas necessidades de água, provavelmente eram também mais suscetíveis aos efeitos de uma seca prolongada que as cidades com acesso direto às fontes subterrâneas. Essa diferença crucial ajuda a explicar por que a seca poderia ter causado maiores problemas no sul normalmente mais úmido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora haja consenso de que o abandono dos principais centros populacionais começou no sul e se espalhou para o norte, Gill propôs um padrão tripartite de colapso, mais controverso. Com base em análise das últimas datas registradas pelos maias, entalhadas em monumentos de pedra conhecidos como estelas, ele concluiu que houve, de fato, três fases de colapso relacionadas às secas ocorridas entre 760 e 910, com peculiar progressão regional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira fase, segundo ele, ocorreu entre 760 e 810. A segunda estava praticamente encerrada por volta de 860. A terceira e última terminou por volta de 910. Notando uma coincidência entre as datas finais dessas três fases e a cronologia dos períodos de frio especialmente rigoroso na Europa (como mostra o registro de anéis de crescimento de árvores na Suécia), Gill especulou que os despovoamentos ocorreram um tanto abruptamente no fim de cada fase, que eles foram essencialmente resultado das secas e que estas estavam vinculadas às condições frias nas latitudes maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo de três fases de colapso, e em especial a base arqueológica para a cronologia proposta, têm sido tema de intenso debate. Há consideráveis divergências, por exemplo, sobre a interpretação das últimas inscrições datadas nas estelas como registros exatos do abandono das cidades. Além disso, Gill considerou apenas os maiores sítios maias em sua análise original. Portanto, há certamente espaço para dúvidas. Ainda assim, os episódios de estiagem que inferimos do registro geológico da bacia de Cariaco coincidem notavelmente com as três fases de abandono propostas por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, o início da primeira fase de dispersão do modelo de Gill, por volta de 760, corresponde claramente a uma redução abrupta na precipitação inferida pelos sedimentos de Cariaco. Nos 40 anos subseqüentes, a precipitação parece ter apresentado ligeira tendência a decrescer a longo prazo. Esse período culminou em uma década ou mais de seca intensa, que, dentro dos limites de nossa cronologia, coincide com o fim da primeira fase proposta por Gill. O colapso da sociedade nessa época limitava-se às planícies ocidentais, região com pouca água subterrânea acessível cujos habitantes dependiam quase exclusivamente das chuvas para suprir suas necessidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fim da segunda fase de colapso está marcado no registro de Cariaco por um nítido intervalo de baixas concentrações de titânio, ou seja, uma seca extraordinariamente intensa que durou três ou quatro anos. A evasão das cidades nessa fase ficou basicamente restrita à porção sudeste das planícies, região com lagoas de água doce que devem ter secado durante esse período.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com Gill, a terceira e última fase do colapso ocorreu por volta do ano 910, afetando centros populacionais nas planícies centrais e setentrionais. Baixos valores de titânio nos sedimentos da bacia de Cariaco indicam mais um período coincidente de estiagem, de cinco ou seis anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a correspondência entre o modelo de estiagem de Gill e os nossos achados seja muito boa, admitimos que provavelmente nenhuma causa isolada possa explicar um fenômeno tão complexo quanto o declínio maia. Em seu recente livro Colapso - Como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso, Jared Diamond argumenta que pode ter havido confluência de fatores que condenaram os maias: população em expansão que operava no limite dos recursos disponíveis, degradação ambiental na forma de desmatamento e erosão das encostas, crescimento das guerras internas e liderança focada em preocupações de curto prazo. Ainda assim, Diamond admite que uma alteração climática, na forma de secas prolongadas, pode ter ajudado a desencadear os eventos que desestabilizaram a sociedade maia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns arqueólogos salientaram que o controle das reservas de água fornecia uma fonte centralizada de autoridade política para as elites maias dominantes . Portanto, os períodos de seca poderiam ter minado a instituição do governo maia quando as tecnologias e os rituais existentes deixaram de prover água suficiente. Grandes centros populacionais dependentes desse controle foram abandonados, e as pessoas mudaram primeiramente para o leste e depois para o norte durante as sucessivas secas em busca de fontes mais perenes de água. Entretanto, ao contrário do que aconteceu durante os intervalos anteriores de precipitação baixa, aos quais os maias resistiram, o ambiente durante os estágios finais do colapso encontrava-se no limite da capacidade (por causa do crescimento populacional durante os períodos mais úmidos), e a migração para áreas menos afetadas pela seca não era mais possível. Em suma, acabaram as opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Clima na História Humana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A possibilidade de combinar o registro geológico com informações arqueológicas e históricas tradicionais representa um poderoso meio de estudar como uma sociedade reage às mudanças climáticas do passado distante. Embora o impacto socioeconômico dos eventos recentes do El Niño ou da terrível seca que atingiu o centro dos Estados Unidos nos anos 30 - provocando tempestades de poeira que varreram todo o solo para o oceano e causaram a migração de 500 mil pessoas - sejam fáceis de estudar, os climatologistas sabem relativamente pouco sobre as conseqüências de mudanças climáticas mais antigas e longas. Nos últimos anos, contudo, registros de alta resolução de colunas de gelo, anéis de crescimento de árvores, corais e certos sedimentos de mar profundo e de lagos começaram a fornecer uma idéia cada vez melhor da mudança climática nos últimos milênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coincidência da seca com o colapso da civilização maia é apenas um exemplo. No sudoeste americano, indícios de uma redução drástica na umidade do ar entre 1275 e 1300, obtidos pelos anéis de crescimento de árvores, levaram à conclusão de que o clima influiu no desaparecimento do povo anasazi, habitante dos penhascos. E existem sinais de que mudanças climáticas semelhantes podem ter sido responsáveis por outros eventos importantes na história humana. O colapso do império acadiano da Mesopotâmia, o declínio da cultura moche na costa do Peru e o fim da cultura tiwanaku no altiplano bolívio-peruano há aproximadamente 4.200, 1.500 e mil anos, respectivamente, foram todos vinculados a secas persistentes de longa duração nessas regiões. Antes de evidências geológicas dessas secas antigas se tornarem disponíveis, cada um desses colapsos culturais, como o dos maias, foi distribuído unicamente a fatores humanos - guerra, superpopulação ou esgotamento de recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ascensão e queda da civilização maia clássica representa um modelo típico de evolução social humana. Portanto, é significativo descobrir que a história dos maias estava tão intimamente ligada a questões ambientais. Se a civilização maia pôde entrar em colapso sob o peso de eventos climáticos naturais, é de interesse mais que acadêmico ponderar como a sociedade moderna se sairá diante de mudanças climáticas incertas nos próximos anos. Entender como as culturas antigas reagiram às mudanças climáticas no passado pode render lições importantes para a humanidade no futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/08/o-declinio-dos-maias-1-parte.html"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;--1ª Parte&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.sciam.com.br/"&gt;Scientific American Brasil&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-1211240364897590789?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/1211240364897590789/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=1211240364897590789' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1211240364897590789'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1211240364897590789'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/08/o-declinio-dos-maias-2-parte.html' title='&lt;strong&gt;O declínio dos Maias&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-6734491838269115555</id><published>2010-08-03T05:52:00.000-07:00</published><updated>2010-08-16T09:47:57.636-07:00</updated><title type='text'>Cassitas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;cassitas&lt;/strong&gt; foram uma tribo do Antigo Oriente que controlou a Babilônia após a queda do Primeiro Império Babilônico cerca de 1531 a.C. O reinado dos cassitas durou até 1155 a. C., quando &lt;br /&gt;foram derrotados pelos elamitas. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgRiKQDw0I/AAAAAAAAFtU/eMOcVuoxhZw/s1600/Kassite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501166223397995330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 390px; CURSOR: hand; HEIGHT: 323px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgRiKQDw0I/AAAAAAAAFtU/eMOcVuoxhZw/s400/Kassite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cassitas estabeleceram-se em cerca de 1800 a.C. na região oeste do Irã. Lá eles fundaram seus povoamentos, dos quais pouco se sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São um dos povos com origem mais misteriosa dentre os vários que povoaram a antiga Mesopotâmia. Acredita-se que chegaram à Babilônia através dos Montes Zagros. As primeiras menções dos cassitas os situam no século XVIII a.C., quando atacaram a Babilônia no nono ano de reinado de Samsu-iluna (o qual reinou entre 1686–1648 a.C.), filho de Hammurabi. Samsu-Iluna repeliu a invasão, porém os cassitas conquistaram o norte da Babilônia após a queda desta para os hititas em 1531 a.C., terminando por conquistar também a parte sul em 1437 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dinastia Cassita da Babilônia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se conhece o modo como os cassitas ocuparam o trono da Babilônia, após a queda da cidade perante os hititas. Provavelmente, o primeiro rei cassita da Babilônia foi Agum II, que trouxe a estátua do deus Marduk de volta para a cidade, após ela ser roubada pelos hititas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Governo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cassitas mantiveram a cultura e as tradições babilônicas, mas transformaram o reino com uma ampla reestruturação administrativa e a adoção do sistema feudal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um descenso no número de habitantes nas cidades e um aumento de grandes povoados e aldeias, o que poderia significar uma melhor partilha da terra de cultivo e a segurança suficiente para estabelecer-se fora da proteção das cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentos mostram que os cassitas desenvolveram a economia pela propriedade feudal, usando terrenos para agricultura e domesticação de animais, inclusive preparando pequenas carruagens para exportá-los e trocar por matéria-prima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nobreza cassita mantinha mão de ferro nas áreas rurais, sendo que os cassitas mais ricos possuíam grandes propriedades rurais. Muitas destas tiveram suas origens em doações reais por serviços prestados a funcionários públicos dedicados, sendo que muitos privilégios estavam ligados a tais concessões. A partir da época de Kurigalzu II, estes privilégios e/ou concessões foram registrados em tábuas de pedra, ou, em geral, em pedras-marco de fronteiras, chamadas de kudurrus. Estas pedras-marco tinham pinturas em baixo-relevo, muitas vezes uma variedade de símbolos religiosos, e freqüentemente continham detalhadas inscrições dando as fronteiras da área considerada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cassitas formavam uma reduzida elite social disseminada pelo território, sendo o núcleo do exército, do governo e da corte. A ascensão da dinastia cassita ao trono da Babilônia não supõe ter havido uma ruptura cultural nem política, e pouco a pouco foram sendo diluídos nos elementos acádios e sumérios originais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgSe6-YupI/AAAAAAAAFtc/GHcDB9oK0IE/s1600/Mapa+mostra+a+%C3%A1rea+de+influ%C3%AAncia+do+povo+Cassita,+entre+os+anos+3000+a+1000+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501167267269360274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgSe6-YupI/AAAAAAAAFtc/GHcDB9oK0IE/s400/Mapa+mostra+a+%C3%A1rea+de+influ%C3%AAncia+do+povo+Cassita,+entre+os+anos+3000+a+1000+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa mostra a área de influência do povo &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cassita, entre os anos 3000 a 1000 a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os cassitas impuseram a paz e a ordem no território, criando um período de estabilidade, proporcionando uma grande prosperidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cassitas criaram uma rede de províncias para administrar o reino, geralmente governadas por personagens locais. Em nível internacional, Babilônia fica distante do centro político, já que primeiro Mitanni e também a Assíria criam obstáculos para a sua saída ao norte. Ainda assim, os contatos e relações comerciais são frequentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cassitas tinham interesse em comerciar seu lápis lazuli e outros ítens por ouro, bem como em planejar casamentos políticos. Karaindash organizou um serviço de correio regular entre a Babilônia e o Egipto. Kurigalzu I financiou com ouro egípcio a construção de sua nova capital, Dur-Kurigalzu. Kadashman-Enlil I ofereceu, primeiramente, sua irmã e, posteriormente, sua filha em matrimônio com Amenhotep III. Tem-se registros através das cartas encontradas em Tell el-Amarna das negociações que levaram a cabo de ambos monarcas para estabelecer uma contrapartida em ouro. Também sabe-se das relações comerciais que mantiveram o hitita Hattusili III e Kadashman-Enlil II. Escavações realizadas na década de 1960 na área do Bahrein, em cuja ilha está localizado um assentamento comercial e uma fortaleza, e textos localizados em Nippur, sugerem que essa zona do Golfo Pérsico era governada por reis cassitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rei Ulamburiach, por volta de 1490 a.e.c., reunindo seus carros e famosos arqueiros cassitas, dirigiu-se para o sul, destronou o último rei da Dinastia Terra-Mar, Eagamil, e apossou-se efetivamente de todo o Shumer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kurigalzu II (c. 1332-c. 1308) lutou contra os assírios, mas foi derrotado. Seus sucessores buscaram alianças com os hititas a fim de tentar parar com a expansão destes mesmos assírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o reinado de Kashtiliash IV (c. 1232-c. 1225), a Babilônia entrou em guerra em duas frentes ao mesmo tempo, contra o Elam e a Assíria, culminando na catastrófica invasão e destruição da Babilônia por Tukulti-Ninurta I. Apenas na época dos reis Adad-shum-usur (c. 1216-c. 1187) e Melishipak (c. 1186-c. 1172) é que a Babilônia foi novamente capaz de experimentar prosperidade e paz. Seus sucessores foram novamente forçados a lutar, enfrentando o monarca conquistador Shutruk-Nahhunte do Elam (c. 1185-c. 1155). Os Elamitas finalmente destruíram a dinastia dos cassitas durante estas guerras (cerca de 1155).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Fim da Dinastia Cassita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século XIII a.C., os cassitas declararam guerra contra Elam e a Assíria, suscitando em um grande desastre que apressaria o fim seu reinado pela Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sucessor de Marduk-apal-ididna, Zababa-chum-iddina, reinou apenas um curto ano. Na Crônica Sincronística, lemos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"No tempo de Zababa-chum-iddina, Rei de Carduniach(Reino Cassita) e de Assur-dan, Rei da Assíria, este marchou contra o país de Carduniach e conquistou a cidade de Zabau Irria e Acarrallu, levando para a Assíria um rico Butim".&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de estas "cidades" não serem senão grandes terras limítrofes do reino e de tratar-se de simples incursão, bastaram para distrair a atenção do rei da Babilônia. O rei de Elam - que só esperava o momento propício - aproveitou a oportunidade e invadiu a planície, derrotou e fez prisioneiro Zababa-chum-iddina, chegou até Sippar e concretizou finalmente seu grande sonho de pôr fim à dinastia cassita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Organizada a nova província de seu império, ali deixou como governador seu filho, e voltou triunfalmente à Susa seguido por uma longa fila de carros carregados de butim e obras de arte, dentre as quais as duas famosas "Estelas de Naram-Sin e a de Hammurabi".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1155 a.C., os Elamitas destroem definitivamente o império cassita após longos conflitos sustentados por mais de meio século, principalmente após uma imposição do rei Shutruk-Nahhunte aos derrotados povos da Babilônia em cederem seu território aos elamitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escrita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domínio da dinastia cassita foi marcado por uma significativa produção literária. Algumas das obras do período configuraram um padrão para épocas posteriores, até mesmo para a redação da epopéia de Gilgamesh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A poesia e a literatura científica apenas de forma gradual começaram a se desenvolver a partir de 1400. A existência de obras anteriores é vista de forma bastante clara na poesia, listas filológicas e coleções de augúrios, cuja existência já é comprovada por 1300 ou mesmo antes, material vindo de regiões como na capital hitita de Hatusa, na capital síria de Ugarit, e em lugares distantes,como a Palestina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgU2n1XHeI/AAAAAAAAFts/mf-zz6NJLt8/s1600/Detalhe+de+um+selo+cil%C3%ADndrico+Cassita..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5501169873471348194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 276px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgU2n1XHeI/AAAAAAAAFts/mf-zz6NJLt8/s320/Detalhe+de+um+selo+cil%C3%ADndrico+Cassita..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe de um selo cilíndrico Cassita.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Algum tempo depois, outras obras começam a surgir,como diagnósticos médicos, receitas, mais listas de palavras sumérias e acádias, bem como coleções astrológicas e augúrios com suas interpretações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte destas obras são conhecidas em nossos dias a partir de cópias mais recentes. Da cultura cassita, o resquício mais notável encontrado foi o poema ‘Enuma Elish’, ou Epico Babilônico da Criação do Mundo, que conta a história do jovem deus Shuqamuna (Marduk) até sua ascensão ao poder, após derrotar as caóticas forças do mal. Este épico era recitado durante o Festival de Ano Novo, tendo a tradição durado por quase mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A literatura desta época contém muito poucas palavras em cassita. Registros recentes mostraram que cerca de 300 palavras de origem cassita constam em documentos da Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Infoescola / Wikipédia / Templo de Apolo / Portal EmDiv / Angelfire&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-6734491838269115555?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/6734491838269115555/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=6734491838269115555' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/6734491838269115555'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/6734491838269115555'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/08/cassitas.html' title='&lt;strong&gt;Cassitas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TFgRiKQDw0I/AAAAAAAAFtU/eMOcVuoxhZw/s72-c/Kassite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-2678447558799020552</id><published>2010-07-20T11:02:00.001-07:00</published><updated>2010-08-03T06:28:25.137-07:00</updated><title type='text'>A morte segundos os etruscos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Um dos povos italianos mais misteriosos de que se tem notícia, cuja maioria das informações obtidas não vem das ruínas de suas cidades-Estado, mas sim de seus túmulos e arte funerária&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXlB3b1RDI/AAAAAAAAFpM/pewIAnmVaoY/s1600/arte+funeraria+etrusca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496050740498875442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 256px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXlB3b1RDI/AAAAAAAAFpM/pewIAnmVaoY/s400/arte+funeraria+etrusca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A parte central da Itália é uma das mais procuradas pelos arqueólogos. Isso porque foi lá que, entre os anos 700 e 400 a.C., floresceu a civilização etrusca, que logo ganharia a alcunha de "povo misterioso". Também ficaram conhecidos por terem uma certa obsessão com a morte, já que a maioria do que conhecemos hoje sobre eles veio principalmente de seus túmulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mistério ao redor desse povo também se agravou com a crença de que sua língua era peculiar e ilegível. Na verdade pode ser lida, mas de uma maneira bastante limitada. Isso significa que grande parte do que se sabe vem de escritos de seus inimigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Etruria, nome da região por eles habitada, equivale à moderna Toscana. Lá havia cidades-Estado independentes baseadas em 12 lugares, como Tarquinia e Cerveteri, ambas partes da comuna italiana da região do Lácio, província de Roma. Essas regiões formavam a Liga Etrusca, uma espécie de confederação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe muito sobre essas cidades, mas as escavações arqueológicas provaram que eram bem fortificadas e em geral ficavam em posições elevadas como no topo de colinas. Com o tempo, a área de influência desse povo se expandiu consideravelmente, o que lhes concedeu bons contatos internacionais, em especial com os povos do Mediterrâneo, como os gregos, além dos egípcios e muitos outros. Um ponto que é debatido até hoje é sua verdadeira origem, mas as pesquisas mais recentes parecem indicar que sua civilização era local e não herança de imigrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXlppSU1AI/AAAAAAAAFpU/oTaPlH8rGCs/s1600/detalhe+do+Sarc%C3%B3fago+dos+Esposos,+de+520+510+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496051423895671810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXlppSU1AI/AAAAAAAAFpU/oTaPlH8rGCs/s400/detalhe+do+Sarc%C3%B3fago+dos+Esposos,+de+520+510+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Detalhe do Sarcófago dos Esposos, entre 520 e 510 a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que os arqueólogos resolveram se concentrar nos cemitérios e praticamente relegaram as cidades para segundo plano. Não é para menos, uma vez que lá foram encontrados muitos objetos feitos de metais preciosos e outros materiais exóticos. Também foram encontrados por lá vasos gregos em tons vermelho e preto, que haviam em vários túmulos. Durante a década de 1830, foram descobertos cerca de 3.400 unidades, recuperadas nesses locais durante um único ano. No século XIX, esses itens terminaram em muitos museus europeus, que estavam nos estágios iniciais de desenvolvimento de seus acervos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Cemitérios&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tais sítios de pesquisa são considerados como um bom ponto de partida para se desvendar os mistérios etruscos. Sabe-se por eles que sua sociedade era fortemente de cunho hierárquico, com uma aristocracia ou classe superior, cujo status refletia nas práticas funerárias. As tumbas desses homens tiveram diferentes formas com o passar do tempo, de formato circular a fileiras de edifícios retangulares. As câmeras de túmulos circulares no cemitério de Cerveteri foram originalmente cavadas em tufa vulcânica, uma rocha de densidade mole, e cobertas com montes de terra. Possuem em média 39,62 metros de diâmetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa tumba, conhecida como Túmulo dos Alívios (Tomba dei Rilievi) há cenas que representam uma sala de banquetes com objetos como copos "pendendo" das paredes. Ela possui também uma série de descansos (completos com almofadas), também escavados na rocha. Os corpos dos mortos eram colocados lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos túmulos são belamente decorados com pinturas de parede. Esses afrescos comemoram os prazeres da vida de uma maneira que parece curiosa quando associada à morte, um dos fatores que levam à curiosidade natural em cima dos etruscos. Já foi sugerido que essas cenas representariam banquetes funerários, embora alguns aleguem que isso poderia ser um sinal de que aquele povo via o além-vida como um banquete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXm5zXaknI/AAAAAAAAFpc/tkRbXryZat4/s1600/parede+do+T%C3%BAmulo+dos+leopardos,+na+Tarqu%C3%ADnia..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5496052800990909042" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXm5zXaknI/AAAAAAAAFpc/tkRbXryZat4/s400/parede+do+T%C3%BAmulo+dos+leopardos,+na+Tarqu%C3%ADnia..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Parede do Túmulo dos leopardos, na Tarquínia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O Túmulo dos Leopardos (Tomba dei Leopardi,) na Tarquínia, possui cenas ainda mais belas, com os convidados reclinados enquanto os comes e bebes são servidos e dançarinos se movem em todos os cantos da câmara. É possível notar um músico tocando uma flauta dupla, um instrumento que aparece em diferentes túmulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Competições e Mulheres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos banquetes, é comum encontrar também cenas de competições esportivas. No Túmulo dos Augures (Tomba Dei Augures), também na Tarquínia, pode-se ver dois homens engajados numa luta. Ao lado está uma pilha de vasos de metal, possivelmente o prêmio, e numa ponta há um juiz que observa a contenda. Novamente os arqueólogos acreditam que se trata da representação de uma cerimônia em honra ao falecido, neste caso, jogos funerários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma curiosidade em relação a esse povo parece estar no papel da mulher em sua sociedade. Elas parecem ter conquistado uma posição liberal quando comparadas com as gregas ou romanas. Em certos afrescos, como no Túmulo dos Leopardos, são mostradas jantando com os homens, algo simplesmente não aceitável no mundo grego. As esposas pareciam também desfrutar da mesma posição que seus maridos a julgar pelos sarcófagos encontrados nos túmulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como método para lidar com os mortos, parece haver uma predileção clara pela cremação em alguns períodos. Os restos incinerados eram enterrados nos Columbaria, nichos escavados na rocha. Os enterros tiveram grande impacto na posterior interpretação desse povo e seus sarcófagos, feito de terracota, foram um fator importante. São considerados, até hoje, como exemplos belos da arte funerária mundial, cujas tampas eram reproduções dos corpos que guardavam, alguns de um alto nível de realismo. E com o passar do tempo essas esculturas ficaram cada vez mais realistas, o que prova que aquele povo tinha um interesse nas pessoas como indivíduos a ponto de muitas tampas de sarcófagos parecerem mais retratos do que uma representação idealizada do morto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Leituras da História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/03/mumificacao-no-egito-antigo.html"&gt;► Mumificação no Egito antigo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/ritos-funebres-na-judeia.html"&gt;► Ritos fúnebres, na Judéia&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-2678447558799020552?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/2678447558799020552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=2678447558799020552' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2678447558799020552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2678447558799020552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/07/morte-segundos-os-etruscos.html' title='&lt;strong&gt;A morte segundos os etruscos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TEXlB3b1RDI/AAAAAAAAFpM/pewIAnmVaoY/s72-c/arte+funeraria+etrusca.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-7907572974869350894</id><published>2010-07-07T11:02:00.000-07:00</published><updated>2010-07-20T12:04:16.148-07:00</updated><title type='text'>Olmecas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os olmecas estabeleceram uma das mais antigas civilizações das Américas. Eles difundiram seus conhecimentos do litoral do Golfo até o litoral do Pacífico, El Salvador e Costa Rica.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTBh8iERVI/AAAAAAAAFlM/5FGjX50-i_I/s1600/Os+olmecas+estabeleceram+uma+das+mais+antigas+civiliza%C3%A7%C3%B5es+das+Am%C3%A9ricas..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491226634600334674" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 275px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTBh8iERVI/AAAAAAAAFlM/5FGjX50-i_I/s400/Os+olmecas+estabeleceram+uma+das+mais+antigas+civiliza%C3%A7%C3%B5es+das+Am%C3%A9ricas..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história olmeca tem início em San Lorenzo, onde os traços olmecas característicos começaram a surgir antes de 1 200 a.C.. O desenvolvimento da civilização nesta zona beneficiou da ecologia local de solos aluviais bem irrigados, o que permitia elevada produção de milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Graças ao aprimoramento das técnicas agrícolas, eles puderam vencer as hostilidades do meio e sustentar grandes populações. A partir desse quadro de desenvolvimento, a expansão das áreas ocupadas e o surgimento de núcleos urbanos aconteceram paulatinamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTCosaQj1I/AAAAAAAAFlU/vewjOZpXQF0/s1600/Mapa+de+s%C3%ADtios+olmecas.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491227850043330386" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 285px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTCosaQj1I/AAAAAAAAFlU/vewjOZpXQF0/s400/Mapa+de+s%C3%ADtios+olmecas.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa de sítios olmecas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A sustentação de muitos desses centros urbanos, erguidos em zonas atingidas por grandes enchentes e secas, ocorreu graças à invenção de um sistema de aquedutos que canalizavam as águas para serem consumidas nas épocas mais quentes. Além disso, podemos observar que a expansão desta civilização também esteve ligada ao desenvolvimento de atividades comerciais, que integraram várias regiões americanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A antiga cidade de San Lorenzo é considerada um dos mais significativos polos irradiadores do povo olmeca. Algumas pesquisas sugerem que o processo de desenvolvimento dessa cidade aconteceu graças à vastidão dos recursos hídricos. Além disso, acredita-se que uma elite tenha dominado politicamente o local, tendo em vista a grande quantidade de artefatos luxuosos identificados na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais eminentes provas desse requinte material de San Lorenzo se atesta na existência de um grande templo repleto de grandes cabeças esculpidas em pedra basalto. Ainda hoje, não se sabe qual o exato significado dessas representações no contexto cultural olmeca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O esplendor e alto grau de desenvolvimento de San Lorenzo foram perdendo o seu espaço entre os anos de 950 e 900 a.C.. As esculturas foram sendo depredadas e as residências abandonadas. Apesar de não existirem justificações precisas sobre esse episódio da história olmeca, alguns historiadores suspeitam que um conflito interno tenha impulsionado esta debandada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Riqueza e poder na Mesoamérica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 900 e 400 a.C., o centro da civilização olmeca foi La Venta, cidade erguida em uma enorme planície na região do atual estado de Tabasco, no México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro centro olmeca, San Lorenzo, foi abandonado quase totalmente por volta de 900 a.C., praticamente ao mesmo tempo que ocorreu o florescimento de La Venta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A destruição quase total de muitos dos monumentos de San Lorenzo, ocorreu também neste período, cerca de 950 a.C., o que pode indicar uma sublevação interna, ou menos provavelmente, uma invasão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse período entre 900 e 400 a.C.,, viviam em todas as cidades olmecas cerca de 350 mil pessoas.&lt;br /&gt;A agricultura era a base da economia. As colheitas eram generosas. Ao longo das margens dos rios fertilizadas pelas cheias, plantava-se milho, feijão, abóbora e chili.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A caça e pesca era complementava a dieta, além de da coleta sistemática de frutas e tubérculos silvestres. A agricultura era do tipo coivara, com a prática de queimadas para limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas para o próximo plantio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTD7OnLKyI/AAAAAAAAFlc/sl9cg-YfLV0/s1600/Monumento,+uma+das+quatro+cabe%C3%A7as+colossais+encontradas+em+La+Venta.+Altura+aproximada+3+m..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491229267973581602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTD7OnLKyI/AAAAAAAAFlc/sl9cg-YfLV0/s400/Monumento,+uma+das+quatro+cabe%C3%A7as+colossais+encontradas+em+La+Venta.+Altura+aproximada+3+m..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Uma das quatro cabeças colossais encontradas &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em La Venta. Altura aproximada 3 m.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As práticas comerciais tornaram a sociedade hierarquizada, com sofisticada organização política e social. Além de integração, havia migração entre as cidades e nasceram novos tipos de profissionais, como escultores lapidadores e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este período foram ali erigidos vários complexos cerimoniais, entre os quais a Grande Pirâmide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Declínio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe com clareza o que provocou a eventual extinção da cultura olmeca. Sabe-se que entre 400 e 350 a.C., a população da porção oriental da Área Nuclear Olmeca decresceu fortemente, e esta área manter-se-ia pouco habitada até ao século XIX. Esta perda de população parece ter sido originada por fatores ambientais: talvez resultado de mudanças nos cursos de rios importantes, ou do seu assoreamento devido às práticas de cultivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer que tenha sido a causa, poucos séculos após o abandono das últimas cidades olmecas, haviam-se estabelecido firmente culturas sucessoras. O sítio de Tres Zapotes, na orla ocidental da Área Nuclear, continuaria a ser ocupado bem para além de 400 a.C., mas sem os traços típicos da cultura olmeca. Esta cultura pós-olmeca, frequentemente designada epiolmeca, tem características semelhantes às encontradas em Izapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organização social e política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São poucos os conhecimentos obtidos de forma directa sobre as estruturas social e política da sociedade olmeca. Embora a maioria dos estudiosos assuma que as cabeças colossais e outras esculturas são representações de governantes, não existe nada semelhante às estelas maias, onde são referidos os nomes de governantes específicos e as datas em que governaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como tal, os arqueólogos dependem dos dados que possuem, tais como os levantamentos de sítios arqueológicos feitos em várias escalas. Ocorre uma centralização considerável no interior da área nuclear olmeca, primeiro em San Lorenzo e depois em La Venta. Nenhum outro sítio da área nuclear olmeca se aproxima destes dois em termos de dimensão e qualidade da arquitectura e escultura. Por exemplo Diehl, refere-se a San Lorenzo e La Venta como "Cidades Reais e Rituais".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta centralização demográfica leva os arqueólogos a propor que de um modo geral a sociedade olmeca era também ela mesma altamente centralizada, com uma estrutura fortemente hierarquizada, concentrada inicialmente em San Lorenzo e mais tarde em La Venta, com uma elite capaz de utilizar o seu controlo sobre materiais como a pedra para monumentos e água para exercer a liderança e legitimar o seu regime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, duvida-se que mesmo durante os seus apogeus San Lorenzo e La Venta tenham controlado toda a área nuclear olmeca, apesar da sua dimensão. Existem algumas dúvidas, por exemplo, sobre se La Venta controlava Arroyo Sonso, situado apenas a 35 km de distância. Estudos sobre os assentamentos dos Montes Tuxtlas, a cerca de 60 km de distância, indicam que esta área era constituída de comunidades mais ou menos igualitárias fora do controlo dos centros das terras baixas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escrita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTFAMDMpZI/AAAAAAAAFlk/0VX7inzwNLA/s1600/Poss%C3%ADveis+hier%C3%B3glifos+Olmecas..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491230452696786322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 375px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTFAMDMpZI/AAAAAAAAFlk/0VX7inzwNLA/s400/Poss%C3%ADveis+hier%C3%B3glifos+Olmecas..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Possíveis hieróglifos Olmecas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os olmecas poderão ter sido a primeira civilização do hemisfério ocidental a desenvolver um sistema de escrita. Símbolos descobertos em 2002 e 2006 foram datados de 650 a.C. e 900 a.C. respectivamente, precedendo a mais antiga escrita zapoteca datada de 500 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A descoberta de 2002 no sítio arqueológico de San Andrés, em Tabasco, mostra uma ave, rolos de discurso, e glifos semelhantes aos hieroglifos maias posteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhecida como o bloco de Cascajal, a descoberta de 2006 feita num local próximo de San Lorenzo, mostra um conjunto de 62 símbolos, 28 dos quais são únicos, gravados num bloco de serpentina. Um grande número de arqueólogos proeminentes considerou que esta descoberta será "a mais antiga escrita pré-colombiana". Outros permanecem cépticos por causa da singularidade desta pedra, que está no facto de ter sido removida de qualquer contexto arqueológico, e porque não apresenta qualquer semelhança aparente com qualquer outro sistema de escrita mesoamericano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem também glifos mais tardios bem estudados conhecidos como epiolmecas, e apesar de existir quem creia que a escrita epiolmeca poderá representar um escrita de transição entre a escrita olmeca mais antiga e a escrita maia, tal conclusão não é consensual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTFfF9n2_I/AAAAAAAAFls/TYWuLNdhrKY/s1600/Vasilha+em+forma+de+peixe,+s%C3%A9culos+XII-IX+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491230983638735858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTFfF9n2_I/AAAAAAAAFls/TYWuLNdhrKY/s400/Vasilha+em+forma+de+peixe,+s%C3%A9culos+XII-IX+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vasilha em forma de peixe, séculos XII-IX a.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As principais formas artísticas olmecas que sobreviveram ao passar dos séculos são a estatuária monumental e pequenas obras em jade. Muita da arte olmeca é altamente estilizada e usa uma iconografia que reflete um significado religioso. Contudo, alguma arte olmeca é surpreendentemente naturalista, exibindo uma precisão relativamente à anatomia humana provavelmente apenas igualada na América pré-colombiana pela melhor arte maia da era clássica. Motivos comuns incluem bocas descaídas e olhos mongólicos, ambos vistos como representações dos jaguares-homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de temas humanos, os artesãos olmecas dedicavam-se à representações de animais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as figuras olmecas são encontradas abundantemente em sítios datados de todo o período formativo, são os monumentos em pedra como as cabeças colossais a imagem de marca da cultura olmeca. Estes monumentos podem ser divididos em quatro classes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Cabeças colossais.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; "Altares" rectangulares ou, mais provavelmente, tronos, como o Altar 5 mostrado acima.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Escultura, como os "gémeos" de El Azuzul ou do monumento 1 de San Martín Pajapan.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Estelas, como o Monumento 19 de La Venta acima. Estes monumentos foram de um modo geral criados mais tarde que os tipos anteriores. Com o tempo evoluíram de simples representações de figuras, como o Monumento 19 ou a Estela 1 de La Venta, para representações de acontecimentos históricos, sobretudo actos de legitimação de governantes. Esta tendência culminaria nos monumentos pós-olmecas como a Estela 1 de La Mojarra, a qual combina imagens de governantes com escrita e datas de calendário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arquitetura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Olmecas construíram um grande centro cerimonial em (1250 a.C): San Lorenzo. Seus artífices levantaram uma grande plataforma com 45 metros de altura, alinhando praças retangulares de norte a sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A principal cidade (de que temos conhecimento) construída pelos Olmecas, foi San Lorenzo. Nela estão as cabeças colossais que devem representar seus líderes entre 1200 e 900 a.C.. A cidade disseminou sua influência tanto ao Norte como ao Sul, por meios pacíficos e belicosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A construção dos seus monumentos demonstra que foi necessário um grande esforço para se obter o efeito monumental que desejavam. Como não conheciam a roda nem utilizavam animais para a tração, essa energia sobre-humana foi gasta por aqueles homens que viviam nas proximidades dos centros cerimoniais e que, de alguma forma, eram obrigados a desempenhar tal esforço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTGlUJ9M_I/AAAAAAAAFl0/W4zGo6FWHVQ/s1600/Altar+de+La+Venta..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5491232190039405554" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 225px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTGlUJ9M_I/AAAAAAAAFl0/W4zGo6FWHVQ/s400/Altar+de+La+Venta..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Altar de La Venta.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 900 a.C., uma luta interna destruíu San Lorenzo e seus enormes monumentos foram aniquilados, senão totalmente, pelo menos em parte. Mas, a cultura iria reflorescer em outro lugar: La Venta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 900 e 400 a.C., foram erigidos vários complexos cerimoniais, entre os quais a Grande Pirâmide.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se vivessem num eterno desafio novas cabeças foram erguidas em La Venta, de proporções ainda maiores. As construções, dadas as suas dimensões, são admiráveis para a época. Surpreende-nos também os conhecimentos astronômicos e as habilidades nos cálculos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; História do Mundo / Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/u&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/maias.html"&gt;► Maias&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/zapotecas.html"&gt;► Zapotecas &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-asteca-histria-da-civilizao.html"&gt;► Astecas &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/10/civilizacao-mochica.html"&gt;► Mochicas &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-inca-histria-da-civilizao.html"&gt;► Incas &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-7907572974869350894?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/7907572974869350894/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=7907572974869350894' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7907572974869350894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7907572974869350894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/07/olmecas.html' title='&lt;strong&gt;Olmecas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TDTBh8iERVI/AAAAAAAAFlM/5FGjX50-i_I/s72-c/Os+olmecas+estabeleceram+uma+das+mais+antigas+civiliza%C3%A7%C3%B5es+das+Am%C3%A9ricas..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-5404940088604320289</id><published>2010-06-14T15:57:00.000-07:00</published><updated>2010-07-06T11:56:45.050-07:00</updated><title type='text'>A formação do Estado militar Hitita</title><content type='html'>No fim do século XV antes da nossa era, os reis hititas prosseguem uma enérgica política externa, visando a ampliação das suas possessões pelas armas e pela diplomacia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S04kt_v_RHI/AAAAAAAADjk/Z4k37G_uR9s/s1600-h/Carro+de+Guerra+Hitita+de+elite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5426314973653451890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S04kt_v_RHI/AAAAAAAADjk/Z4k37G_uR9s/s320/Carro+de+Guerra+Hitita+de+elite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Carro de Guerra Hitita de elite.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Nesta época a hegemonia no Próximo Oriente pertencia aos Hurritas, criadores de cavalos que tinham constituído, na primeira metade do II milénio, vários pequenos Estados no Norte da Mesopotâmia e da Síria. A camada superior da sua população era uma aristocracia que combatia em carros. No século XV antes da nossa era, os Hurritas unificaram-se num vasto reino, o Mitanni, que se estendia desde Khalpa e Alalah até Nuzi, situado a leste do Tigre. A própria Assíria teve de reconhecer a sua supremacia: um rei de Mitanni fez transportar de Assur, capital da Assíria, uma porta de ouro e prata com a qual adornou o seu palácio em Vashuganni (sobre o Habur).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma outra grande potência do Próximo Oriente, nesse tempo, era o Egipto que, sob o reinado de Thutmés III, tinha conseguido levar as fronteiras até ao norte do Eufrates.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nos fins do século XV a posição destes dois impérios começa a vacilar. Ignoramos quais foram as causas internas que enfraqueceram o Mitanni; todavia, as cartas de Tell-Arnarna revelam que os reis da Assíria obtiveram nesse tempo a sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo em Vashuganni (capital do Mitanni) dão-se revoltas palacianas e desencadeiase a luta pela sucessão. No Egipto, as guerras de conquista terminam no reinado de Amenófis III; e sob Akhenaton, seu sucessor, o império egípcio começa a desagregar-se esgotado e dilacerado pelas lutas políticas. Concorrendo favoravelmente estas circunstâncias, a nobreza esclavagista hitita empreende uma vasta expansão. O rei Suppiluliuma mostra-se um hábil diplomata. Menos pelas armas do que por intermédio de negociações, chega a elevar sensivelmente o prestígio do seu império, fazendo dele o mais poderoso Estado do Próximo Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, começa por vencer os Hurritas; as suas tropas Vitoriosas no Norte da Síria atravessam o Eufrates e saqueiam a capital Vashuganni. Após isso, dão-se sublevações no Mitanni: uma revolução palaciana, cuja causa e finalidade desconhecemos, obrigou Mattiwaza, herdeiro do trono, a fugir para os Kassitas. Segundo o seu próprio relato, foi friamente acolhido, e com receio de que os Kassitas o entregassem aos Assírios ou aos seus inimigos de Vashuganni, “dirigiu-se, com três carros apenas e um pequeno número de servidores, à corte de Suppiluliuma sem mesmo ter roupa para mudar”. Este Stippiluliuma viu as vantagens que podia tirar da aproximação com o legitimo herdeiro do trono de Mitanni. Deu-lhe a sua filha em casamento e enviou os seus exércitos contra os rebeldes. Mattiwaza fica rei do Mitanni, mas o país torna-se desde aí como que um protetorado do império hitita; num tratado especial Mattiwaza enumerava os benefícios que lhe concedia o “grande rei”, e ele reconhecia a supremacia de Suppiluliuma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso consolidou depois a sua influência no Norte da Síria; Khalpa e Karkémish foram englobadas no império e colocados sob o poder dos príncipes hititas. Suppiluliuma incitava os régulos sírios e fenícios a insurgírem contra os Egípcios; o agente da política hitita na Síria era Aziru, soberano do país de Amurru, que pegou abertamente em armas contra os aliados do faraó. Como Akhenaton não enviava reforços, apesar das instâncias do rei de Byblos, Aziru acabou por se apoderar desta cidade. O descontentamento das massas populares, pressionadas pelos funcionários egípcios, assegurou um bom apoio a Aziru. O Egipto perdeu as suas possessões na Síria e na Fenícia, em benefício dos Hititas, que, todavia, apenas tinham iniciado a luta: os pequenos estados sírios e fenícios foram arrastados para a esfera de influência do império hitita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, Suppiluliuma procurou imiscuir-se nos negócios internos do Egipto após a morte de Akhenaton, quando o país estava a ser presa das lutas intestinas, e os faraós, sem autoridade, se sucediam rapidamente. Suppiluliuma queria fazer casar um príncipe hetheano com a viúva de um desses faraós efémeros (talvez Tutankhamon), na esperança de transformar o Egipto – como fizera com o Mitanni – num protectorado. Mas o seu projeto foi voltado ao malogro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reinado de Suppiluliuma marca o apogeu político do império hitita. Os caracteres arcaicos, próprios dos primeiros reinados, desaparecem pouco a pouco: o poder do rei, que dirige a expansão militar do Estado esclavagista, consolida-se e aproxima-se, pela sua natureza, do despotismo egípcio e babilônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os enormes despojos de guerra e os milhares de hippars, estabelecidos nas terras reais, constituem a base material do poderio do “grande rei”, o “Sol”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://opiniaosocialista.wordpress.com"&gt;Blog Opinião Socialista&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Confira as atualizações do portal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1oF39zyrI/AAAAAAAAFIM/VlEhmdRtbyg/s1600/Assirios%2520-%2520BRESCOLA.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475647172084222642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 157px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_1oF39zyrI/AAAAAAAAFIM/VlEhmdRtbyg/s200/Assirios%2520-%2520BRESCOLA.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;As fortalezas marroquinas de Ouarzazate&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;O Marrocos é um país exótico por inteiro. Os&lt;br /&gt; kasbah, cenário de vários filmes, são alternativas &lt;br /&gt;de visita à conturbada Marrakech. Dentro desses&lt;br /&gt; imensos fortes de barro, ainda residem famílias.&lt;br /&gt; A vida parece ter parado séculos atrás.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/07/as-fortalezas-marroquinas-de-ouarzazate.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;David Soslan &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;David Soslan foi um príncipe Alano e rei&lt;br /&gt;consorte da Geórgia como marido da rainha&lt;br /&gt;regente Tamar, que casou-se com ele em 1189.&lt;br /&gt;Ele é conhecido principalmente por suas&lt;br /&gt;façanhas militares durante as guerras da&lt;br /&gt;Geórgia contra os seus vizinhos muçulmanos.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/06/david-soslan.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Arte Mesopotâmica&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Teocráticas e absolutistas, as civilizações&lt;br /&gt;mesopotâmicas produziram manifestações&lt;br /&gt;artísticas subordinadas aos interesses do&lt;br /&gt;estado e da religião, o que não impediu&lt;br /&gt;a criação de formas expressivas de&lt;br /&gt;grande originalidade e valor estético.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Haroldo II x Harald Hardrada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Em setembro de 1066, Hardrada partiu com 300&lt;br /&gt; embarcações e 7,5 mil homens para tomar o trono &lt;br /&gt;inglês. Ele contava ainda com a ajuda de Tostig, &lt;br /&gt;o irmão de Haroldo II. A disputa pelo trono &lt;br /&gt; encerrou a dinastia anglo-saxônica na ilha, pôs&lt;br /&gt; fim à era viking e levou os normandos ao poder.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povoviking.blogspot.com/2010/07/haroldo-ii-x-harald-hardrada.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que você faz em vida ecoa na eternidade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-5404940088604320289?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/5404940088604320289/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=5404940088604320289' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5404940088604320289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5404940088604320289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/06/formacao-do-estado-militar-hitita.html' title='&lt;strong&gt;A formação do Estado militar Hitita&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S04kt_v_RHI/AAAAAAAADjk/Z4k37G_uR9s/s72-c/Carro+de+Guerra+Hitita+de+elite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-49353169353238022</id><published>2010-05-29T17:46:00.000-07:00</published><updated>2010-07-28T09:59:53.206-07:00</updated><title type='text'>História da Arte Anatólia</title><content type='html'>&lt;em&gt;A península do extremo oeste da Ásia, que hoje pertence à Turquia, é uma região que tem muitas peças artísticas cujo significado passa uma idéia de seu verdadeiro valor, que era "brilho do Sol" ou "do leste". Conheça esse vasto mundo que hoje merece a atenção dos historiadores&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG10pSBRZI/AAAAAAAAFJM/AQmUA705w_k/s1600/%C3%8Dcone+retirado+de+Monte+Atos+representando+o+primeiro+conselho+ecum%C3%AAnico+em+Nic%C3%A9ia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476858537898493330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 254px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG10pSBRZI/AAAAAAAAFJM/AQmUA705w_k/s400/%C3%8Dcone+retirado+de+Monte+Atos+representando+o+primeiro+conselho+ecum%C3%AAnico+em+Nic%C3%A9ia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ícone retirado de Monte Atos representando &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o primeiro conselho ecumênico em Nicéia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A Península da Anatólia é uma ponte cultural desde tempos remotos. Ligando a Ásia à Europa, propiciou o trânsito de mão dupla de povos e de idéias. Aí se concentra o maior número de cidades antigas do Oriente Próximo. Não é inútil lembrar a história do nome. Homero utilizou o termo anatolé (talvez de origem hitita) como indicativo do nascer do sol; quase dois mil anos depois, no século X d. C., por iniciativa do imperador de Bizâncio Constantino Porfirogeneta, Anatólia passou a ser sinônimo de Ásia Menor, o território asiático a leste do Mar Egeu, que atualmente designa a parte asiática da Turquia. O historiador espanhol Paulo Orósio, do século V d. C., parece ter sido o primeiro a falar em Ásia Menor e fez isso para diferenciar a província romana asiática do restante da Ásia, incomparavelmente maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou à península um centro natural e um rio de grande porte que lhe servisse como via de ligação, por isso a Ásia Menor favoreceu a autonomia política entre seus vales habitados. Diferentemente do que se verifica no Vale do Nilo e na Mesopotâmia, a Anatólia não experimentou uma dinâmica de integração política em grande escala. É também uma área de grande atividade sísmica e vulcânica, particularidade que condiz com o aspecto muitas vezes sinistro e mórbido da sua arte antiga. Essa instabilidade geológica da Ásia Menor propiciou a riqueza dos povos que a dominaram na Antiguidade, pois as mesmas intempéries destruidoras deixavam como recompensa para os sobreviventes um solo rico em obsidiana, cobre, prata, chumbo e ferro, daí o papel importantíssimo desempenhado pelos anatólios como exportadores desses mesmos materiais para todo o Oriente Próximo e o mundo egeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tomando o sentido oeste, os conhecimentos científicos da Mesopotâmia atravessaram a Ásia Menor, atingindo a Jônia e os Bálcãs - um fenômeno que se liga diretamente à ascensão cultural da Grécia em meados do primeiro milênio a. C.: o conhecido "milagre grego". Poucos séculos depois, viajando no sentido inverso, os helenos guiados por Alexandre Magno cruzaram a mesma península, chegando à Mesopotâmia, ao Irã, à Índia e à Ásia Central, difundindo a cultura grega por todo o mundo antigo, que nunca mais foi o mesmo. Interessa-nos falar aqui principalmente de uma época anterior a Alexandre; época em que a Anatólia foi o centro difusor de algumas inovações fundamentais para o Oriente Próximo, tais como o aproveitamento da roda na locomoção de carros de guerra, considerada "a invenção mais importante do segundo milênio a. C.", como diz C. W. Ceram no seu ensaio sobre a cultura hitita. A bem dizer, tanto o cavalo quanto o carro de guerra já eram empregados no Oriente Próximo desde tempos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era um emprego reduzido, que nada tinha de sistemático. Melhorando as condições de criação e treinamento dos cavalos e aperfeiçoando do carro de duas rodas, os hurritas "criaram uma arma nova e temível a ser utilizada em todos os campos de batalha orientais a partir do século XV a. C.; eis aí sem dúvida a grande contribuição dos indo-arianos para a civilização mesopotâmia", segundo Georges Roux. O cavalo adquiriu importância extrema na guerra, no transporte e em diversos outros contextos sociais no Oriente Próximo e, por extensão, em praticamente todas as outras sociedades que o conheceram. Isso ajuda a explicar o estatuto de nobreza que os homens costumam lhe conceder. Dada a tendência humana a tratar o útil e o belo como uma só qualidade, é natural que haja um consenso universal quanto à beleza do cavalo - e que, por isso, ele seja um tema freqüente em todas as artes. A mesma argumentação nos leva a compreender a admiração que os beduínos do Oriente Próximo desenvolveram pelo camelo, chegando a fazer dele um paradigma da beleza e a usar mais de mil palavras diferentes para designá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG4D4sAF4I/AAAAAAAAFJU/RIfpH-IslTg/s1600/Relevo+em+m%C3%A1rmore+do+deus+frigio+Men,+do+fim+do+s%C3%A9culo+II+d.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476860998755293058" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 398px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG4D4sAF4I/AAAAAAAAFJU/RIfpH-IslTg/s400/Relevo+em+m%C3%A1rmore+do+deus+frigio+Men,+do+fim+do+s%C3%A9culo+II+d.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Relevo em mármore do deus &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;frigio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; Men, do fim do século II d.C.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A situação geográfica da Anatólia, tão próxima e facilmente conectada aos continentes vizinhos (a própria África não dista muito, dada a estreiteza do mar Mediterrâneo, sem contar a existência de várias ilhas e portos que sempre serviram de escalas intermediárias aos barcos), podia atuar como vantagem ou desvantagem, dependendo das circunstâncias. Essa posição centralizante e de fácil acesso favorecia o intercâmbio cultural benéfico, mas também deixava a península exposta a invasões vindas de todos os pontos cardeais. Os mesmos povos que vinham da região do Danúbio, do Cáucaso, da Grécia e da Mesopotâmia traziam à Anatólia a sua contribuição artística juntamente com uma diversidade de convulsões sociais, que muitas vezes se traduziam por guerras visando a conquista ou simplesmente a pilhagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisso encontra-se uma explicação para a instabilidade política que marca os rumos da história da Ásia Menor, sobretudo no período que precede a helenização quase completa da península a partir da ascensão de Alexandre Magno. Por sua vez, essa inconstância política e social desfavoreceu o florescimento das artes na Ásia Menor, o que ajuda a compreender a posição subalterna do seu patrimônio artístico perante os grandes pólos civilizatórios do Egito e da Mesopotâmia, seus contemporâneos. É uma situação semelhante à do eixo geográfico formado pela Palestina, a Síria e a Fenícia, bem como à do Irã, já ao leste da Mesopotâmia. Eis por que podemos considerá-las zonas periféricas relativamente à Mesopotâmia e ao Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Dentre todas as estruturas políticas do antigo Oriente Próximo, nenhuma alcançou uma solidez comparável à do Egito"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe insistir que estamos a falar de um papel subalterno relativo a essas culturas vizinhas. A superioridade em apreço decorre da rapidez com que o neolítico deu lugar à civilização na Mesopotâmia e no Egito. O ocorrido na Mesopotâmia e no Egito foi algo de extraordinário; não seria exagero falarmos em "milagre mesopotâmio" e em "milagre egípcio". A Ásia Menor, a Palestina, a Fenícia, a Síria e o Irã seguiram um desenvolvimento cultural muito mais lento, que é o consoante à regra na história da cultura. A exceção está do outro lado, em Sumer e no Vale do Nilo. Dentre todas as estruturas políticas do antigo Oriente Próximo, nenhuma alcançou uma solidez comparável à do Egito. A Mesopotâmia carece de fronteiras naturais, o que condiz com a sua indefinição geográfica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As invasões constantes e as guerras quase ininterruptas que marcam a Mesopotâmia antiga (características que tornam a sua história praticamente inversa à do Egito) não impediram que a cultura e a arte se desenvolvessem de forma contínua, sem as rupturas típicas das zonas periféricas. Henri Frankfort esclarece que &lt;em&gt;em quaisquer outras partes da Ásia - Anatólia, Síria, Palestina e Pérsia - convulsões similares tiveram um efeito muito mais destrutivo, pois a fábrica cultural era menos resistente.&lt;/em&gt; Há, é claro, uma produção artística digna de interesse nessas partes da Ásia. Falta-lhes por vezes um vínculo que nos permita detectar devidamente seus ancestrais e herdeiros; boa parte dos monumentos artísticos nessas regiões caracteriza-se pela carência de habilidade técnica. Apesar de tudo, é através das zonas periféricas que a arte da Mesopotâmia chega à Europa, inicialmente no século VI a.C, e posteriormente na Idade Média. Concentremo-nos, doravante, na Ásia Menor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Povoada desde o paleolítico, a Anatólia deixa dúvidas quando à continuidade do seu processo de povoamento. Os estudos arqueológicos permitem dizer que a península chegou a abrigar uma população considerável naquele período. A única gruta representativa de uma ocupação humana ininterrupta no paleolítico (Karain, perto de Antalya, no litoral sul da Ásia Menor) guarda no seu interior, além de ferramentas feitas com pedra e osso e alguns artefatos portáveis, vestígios fósseis tanto do homem de Neanderthal quanto do Homo sapiens sapiens. A Ásia Menor ingressa no neolítico por volta do oitavo milênio a. C., graças à contribuição cultural que lhe é trazida por emigrantes vindos do norte da Síria e que se instalaram na parte oriental da cordilheira do Taurus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Surgem a agricultura e as primeiras aldeias, com casas feitas de tijolos crus e apoiadas sobre bases de pedra. As inovações técnicas do neolítico chegam ao centro da península entre 6.500 e 6.000 a. C.: é a época estimada para os sítios arqueológicos de Hacilar e Çatal Hüyük, vilas aglutinantes em que as casas se uniam umas às outras de tal forma que as vias de entrada e saída precisavam estar situadas na parte superior das habitações. A cerâmica surge no fim do sétimo milênio a. C. em Çatal Hüyük, perto da atual cidade de Konya; foi a sede de uma cultura florescente entre 6.000 e 5.500 a. C. Decoradas com relevos e pinturas, as casas continham ainda estatuetas de pedra e de terracota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A música era praticada em conjunção com a dança, a julgar pelo que nos dizem algumas daquelas pinturas sobreviventes. Quase tão antiga quanto Jericó, Çatal Hüyük foi um centro urbano avançadíssimo para a sua época; não teve rivais nem no Oriente Próximo e nem no mundo egeu durante o neolítico. Quanto ao pioneirismo da técnica agrícola, devemos pensar em Jericó, por volta de 8.000 a. C. Cabe referir também a existência de um assentamento antigo (do sexto milênio a. C.) na Macedônia grega, que demonstra laços culturais tanto com Çatal Hüyük quanto com a ilha de Creta. Trata-se de uma corrente leste-oeste de grande importância para os primeiros assentamentos europeus. (Pouco sabemos sobre as línguas indígenas da Anatólia, chamadas "anatólias" ou "asiânicas". Foram faladas na Ásia Menor até os primeiros séculos da era cristã, quando o grego as suplantou. O assunto é muito complexo e as fontes para o seu conhecimento são de origem grega, indireta portanto.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG5bvLMbFI/AAAAAAAAFJc/BnZose0xtl8/s1600/Tr%C3%AAs+figuras+t%C3%ADpicas+da+arte+da+Anat%C3%B3lia,+datadas+do+in%C3%ADcio+da+idade+do+Bronze,+expostas+em+um+museu+alem%C3%A3o+de+Badisches.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5476862508030258258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 108px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG5bvLMbFI/AAAAAAAAFJc/BnZose0xtl8/s400/Tr%C3%AAs+figuras+t%C3%ADpicas+da+arte+da+Anat%C3%B3lia,+datadas+do+in%C3%ADcio+da+idade+do+Bronze,+expostas+em+um+museu+alem%C3%A3o+de+Badisches.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Três figuras típicas da arte da Anatólia, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;datadas do início da idade do Bronze, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;expostas &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em um museu alemão de Badisches.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Passado o período calcolítico (5.000 a 3.000 a. C.), que transcorre sem grandes inovações, a Anatólia entra num período resplandecente. É a idade do bronze, marcada pelo surgimento de grandes civilizações, como é o caso de Tróia, cujos primeiros assentamentos são estabelecidos entre 3.000 e 2.500 a. C. (Historiadores como Fritz Baumgart referem-se a uma influência da arquitetura troiana sobre a Grécia.) Durante o terceiro milênio a. C. parecem ter chegado os primeiros indo-europeus, que assumiram o comando das populações autóctones, das quais se destacavam os hurritas. A arquitetura dessa época não ultrapassa o contexto puramente utilitário; surgem as artes plásticas, estimuladas pela metalurgia (cobre, ouro e prata eram fartos), que propicia não só a produção de ornamentos, mas também - e talvez principalmente - a de armas e ferramentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A falta de minérios nas suas terras levou os mesopotâmios a se interessarem pela Anatólia, rica em jazidas. Isso rompeu o isolamento milenar dos anatólios das terras altas, que passaram a exportar seus minérios para os povos da planície da Mesopotâmia, cujo estilo ornamental influiu diretamente na técnica dos ferreiros e joalheiros da Ásia Menor a partir do período dinástico na Suméria (2.850 a 2.340 a. C.). Integrada assim à órbita cultural da Mesopotâmia, da qual ela até então havia estado à margem, a Anatólia começou a usufruir diretamente do progresso nascido nas terras baixas da Suméria. Juntamente com o comércio vem a escrita e o estilo zoomórfico do artesanato. A dependência estilística perante os sumérios não é suficiente para explicar toda a produção artística do período. Isso é flagrante, por exemplo, em certos ornamentos encontrados em Tróia, que parecem apontar para remanescências neolíticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Leituras da História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/06/arte-mesopotamica.html"&gt;► Arte Mesopotâmica&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/06/arte-egipcia.html"&gt;► Arte Egípcia&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/04/arte-da-joalheria-cita.html"&gt;► Arte Cita&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/04/arte-ife-uma-heranca-surpreendente-e.html"&gt;► Arte Ife&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2008/03/arte-romana.html"&gt;► Arte Romana&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/01/arte-germanica.html"&gt;► Arte Germânica &lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-49353169353238022?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/49353169353238022/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=49353169353238022' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/49353169353238022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/49353169353238022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/historia-da-arte-anatolia.html' title='&lt;strong&gt;História da Arte Anatólia&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TAG10pSBRZI/AAAAAAAAFJM/AQmUA705w_k/s72-c/%C3%8Dcone+retirado+de+Monte+Atos+representando+o+primeiro+conselho+ecum%C3%AAnico+em+Nic%C3%A9ia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-2646217592568213763</id><published>2010-05-14T15:16:00.000-07:00</published><updated>2010-05-30T12:46:32.909-07:00</updated><title type='text'>Sargão II x Rusa I </title><content type='html'>&lt;em&gt;Em 714 a.C., a rivalidade secular entre duas potências asiáticas chegou ao fim na batalha entre o imperador assírio Sargão II e o rei Rusa I, de Urartu&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3MMwCyqVI/AAAAAAAAE7M/jLXSVEfybJg/s1600/sargaorusa2tz7.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471253641752127826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3MMwCyqVI/AAAAAAAAE7M/jLXSVEfybJg/s400/sargaorusa2tz7.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um povo cercado de vizinhos hostis possui duas constantes em seu horizonte: tornar-se uma potência militar e fazer frente às ameaças ou submeter-se ao Estado mais forte e, na maioria dos casos, deixar de existir. Alcançar o primeiro fator, no entanto, nunca foi garantia de afastar o segundo. Citado até no Velho Testamento, foi o que aconteceu, em momentos distintos, tanto com o poderoso reino de Urartu quanto com o Império assírio nos séculos 8º e 7º antes de Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com cerca de mil anos de existência, o Império assírio vivia seu apogeu. Sediado no norte da Mesopotâmia, com sua capital, Assur, à margem do rio Tigre (atual Iraque), vivia, porém, constantes crises de fronteiras. Crises causadas por babilônios e caldeus ao sul; por elamitas e medos a leste (povos do atual Irã); por arameus e israelitas a oeste (nos atuais Líbano, Síria e Israel); e pelos urártios ao norte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O reino de Urartu, mesmo tendo sofrido ataques assírios anteriores, ainda era o inimigo mais perigoso. A capital urártia, Tuspar, à beira do Lago Van (Turquia), era protegida por uma cadeia de montanhas com dezenas de fortalezas. O reino abrangia ainda porções do Irã (lago Urmia), Armênia (lago Sevan) e até uma saída para o mar Mediterrâneo. Em 714 a.C., o então rei urártio Rusa I uniu pequenos Estados para desafiar o jugo assírio do imperador Sargão II. Seria o último confronto entre esses povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O VERDADEIRO REI&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Sargão II subiu ao poder, a Assíria contava com um território que se estendia do golfo Pérsico ao Mediterrâneo, compreendendo os atuais Iraque, Síria, Líbano, Israel, mais porções da Turquia. O grande responsável fora Tiglat Falasar III, cuja competência militar ladeava um forte senso administrativo. Seu reinado, de 746 a 727 a.C., foi todo feito de campanhas militares, mas também de progresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu filho Salmanasar V sucedeu-o brevemente. Com a morte deste, em 722 a.C., Sargão, já um respeitado general, assumiu o trono sem oposição. Não se sabe se foi um usurpador ou se era o filho mais novo de Tiglat Falasar. Mas o nome escolhido por ele para monarca, Sharru-kin, não apenas fazia referência ao ancestral acadiano dos assírios – significava “O Verdadeiro Rei”. Sargão II só fez alargar as divisas deixadas por seus antecessores e subjugar os povos dessa esfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Calcula-se que tivesse um exército de quase 200 mil homens, entre guardas de fronteiras e outros postos, incluindo 50 mil de pronto emprego. Ele era o próprio déspota esclarecido. Gostava de história, documentava seus feitos e os fatos do reino – motivo pelo qual são fartas as informações do período, encontradas em tabletes de argila escavados em Nínive. Implacável, mas pragmático, Sargão partiu contra Urartu para destruir uma ameaça antiga, mas também para tomar o controle de uma região estratégica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O VIZINHO RICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descendentes dos hurritas, os urártios formaram na região do atual Curdistão um poderoso Estado. Inscrições encontradas do reinado de Ishpuini (828 a 806 a.C.) dão conta de um exército de 23 mil homens de infantaria, 10 mil cavaleiros e mais de 100 carros de combate. Até meados do século 8º a.C, com a crise interna de seus vizinhos, Urartu era a potência da região. Rico em jazidas de cobre, ferro e ouro, com uma boa metalurgia e posição estratégica entre o planalto iraniano e a Turquia, podia comerciar à vontade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda possuía uma agricultura avançada e notabilizou-se pela criação de ótimas raças de cavalos. Fato destacado até por Sargão, que admitia a superioridade dos urártios no quesito. Além da capital, Tuspar, a cidadela de Muzazira, em uma colina próxima ao lago Urmia, no Irã, tinha importância especial por ser o local onde os nobres eram coroados. Toda essa riqueza era protegida por uma cadeia de fortalezas escavadas nas montanhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_mXKgXMF4I/AAAAAAAAFGU/5sAAbniZP3o/s1600/invas%C3%B5es+Cimmerian+da+C%C3%B3lquida,+Urartu+e+Ass%C3%ADria+durante+o+reinado+do+Rei+rusas+I.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5474573028787230594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 255px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S_mXKgXMF4I/AAAAAAAAFGU/5sAAbniZP3o/s400/invas%C3%B5es+Cimmerian+da+C%C3%B3lquida,+Urartu+e+Ass%C3%ADria+durante+o+reinado+do+Rei+rusas+I.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Invasões Cimérias e Assírias a Urartu durante o reinado do Rei Rusa I.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Em 735 a.C., Tiglat Falasar III atacou Urartu. A campanha não teve êxito, mas causou a morte de Sardur III, pai de Rusa I, que assumiu o trono. Durante anos, os conflitos de fronteira sucederam-se, com escaramuças de ambos os lados. Rusa, porém, enfrentava uma Assíria no auge e conseguiu a muito custo manter seu reino livre, inclusive de invasões cimérias ao norte. Finalmente, com uma coalizão de chefes iranianos e outras tribos, o rei de Urartu decidiu desafiar o poder assírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até hoje a região do norte do Irã é considerada quase impenetrável para exércitos. Além da barreira natural das montanhas Zagros, ao sul, a região leste do lago Urmia (atual cidade de Tabriz) era um terreno cheio de riachos que favorecia os defensores. Lá, Rusa preparou sua emboscada, bloqueou passagens pelas montanhas, deixando apenas um desfiladeiro livre, onde Sargão não teria tempo de pôr seus homens em posição de batalha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ATRAVÉS DAS MONTANHAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isso, o Exército assírio avançava destruindo cidadelas e fortes. Sargão, porém, perdoava seus vassalos rebelados de forma a garantir sua longa linha de comunicações em território hostil (ele iria cobrir mais de 500 quilômetros nessa campanha). Rusa estava à metade dessa distância de sua capital. Caso perdesse, poderia se retirar para o conjunto de fortalezas nas montanhas e iniciar um combate de atrito por meses. Talvez por orgulho, ele não tomaria tal decisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O plano de Rusa foi descoberto pela companhia de batedores assírios e Sargão fez o inesperado. Cruzou uma das montanhas pelo topo, cerca de um dia de marcha forçada, talvez até noturna. Seus sapadores trabalharam ferozmente para criar caminhos para o contingente e os carros de combate. O resultado foi chegar ao campo de batalha por outro ponto. Os homens de Sargão estavam exaustos, mas o rei deu o exemplo, dando ordem de ataque e partindo com sua guarda pessoal de cavalaria contra um dos flancos de Rusa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, nunca é demais lembrar, é escrita pelos vencedores. Segundo os registros assírios, o rei de Urartu, ao ver seu exército ser dizimado pela fúria de cavaleiros e carros de combate, teria recuado para seu campo montado em uma égua – homem algum fazia isso à época. Só se montavam garanhões. Rusa, posteriormente, cometeria suicídio. Sargão seguiu destruindo centenas de vilas até devastar a capital Tuspar, no lago Van.&lt;br /&gt;Muzazira, ao sul, também foi saqueada. Só aí, o rei assírio retornou, triunfante, para sua capital, Assur. Urartu era passado, só mais um Estado vassalo. As fronteiras do Império assírio, contudo, continuariam sendo ameaçadas por outros e novos inimigos, até a derrocada final, um século depois, quando uma coalizão de babilônios, medas e citas tomou a então capital Nínive, em 612 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;SARGÃO II (?-705 a.C)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi: rei assírio de 722 a 705 a.C.&lt;br /&gt;Contingente: cerca de 50 mil homens&lt;br /&gt;Baixas: número desconhecido&lt;br /&gt;Após: seria morto anos depois em uma campanha no leste da atual Turquia. Seu filho Senaqueribe tornou-se o soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RUSA I (?-713 a.C.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem foi: rei urártio de 735 a 713 a.C.&lt;br /&gt;Contingente: pouco mais de 50 mil homens&lt;br /&gt;Baixas: seu exército deixou de existir&lt;br /&gt;Após: com seu Estado em ruínas, cometeria suicídio. Seu filho Argishti II assumiu Urartu como um reino vassalo dos assírios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A base de um exército moderno&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3N8HeBO1I/AAAAAAAAE7U/uqQv6MBu6SI/s1600/As%2Bt%25C3%25A9cnicas%2Bde%2Bcombate%2Bdos%2Bass%25C3%25ADrios%2Bpermitiram%2Ba%2Bforma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bum%2Bgrande%2Bimp%25C3%25A9rio_.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5471255555005823826" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 251px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3N8HeBO1I/AAAAAAAAE7U/uqQv6MBu6SI/s320/As%2Bt%25C3%25A9cnicas%2Bde%2Bcombate%2Bdos%2Bass%25C3%25ADrios%2Bpermitiram%2Ba%2Bforma%25C3%25A7%25C3%25A3o%2Bde%2Bum%2Bgrande%2Bimp%25C3%25A9rio_.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A utilização maciça de bigas e arcos, compostos pelos povos orientais, acontecia pelo menos desde a metade do segundo milênio antes de Cristo, como visto na Batalha de Kadesh, entre egípcios e hititas (Grandes Guerras nº 15). Mas foram os assírios, poucos séculos depois, que elevaram o uso de carros de combate a seu ápice, além de trazerem uma série de inovações militares. Suas bigas possuíam rodas raiadas, eram mais resistentes e leves e carregavam até quatro homens – o auriga (cocheiro), um arqueiro e dois lanceiros, que também protegiam o grupo com escudos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os carros significavam não apenas velocidade na batalha, mas facilidade para cobertura de amplas distâncias. Logo, campanhas mais longas trouxeram demandas logísticas. Segundo o historiador inglês John Keegan, o povo assírio criou soluções que passaram a ser utilizadas por impérios posteriores – algumas delas tendo sobrevivido até os dias atuais, como postos de suprimentos, linhas de abastecimento, uso de sapadores e engenheiros (para construção de pontes e até de barcaças para transporte fluvial), além de companhias de reconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda essa metodologia colaborou para o sucesso do Império assírio, além, é claro, do fortalecimento de uma das principais peças do carro de combate, o cavalo. A criação de novas linhagens de eqüinos – maiores e mais fortes – possibilitou essa revolução. E logo outra viria a reboque de forma natural: a cavalaria. O Exército assírio possuía a sua, mas, ironicamente, seria batido no fim do século 7º a.C. por babilônios, medos e citas, estes últimos, famosos povos montados vindos da Ásia Central.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-2646217592568213763?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/2646217592568213763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=2646217592568213763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2646217592568213763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2646217592568213763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/sargao-ii-x-rusa-i.html' title='&lt;strong&gt;Sargão II x Rusa I &lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S-3MMwCyqVI/AAAAAAAAE7M/jLXSVEfybJg/s72-c/sargaorusa2tz7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-276275097347202732</id><published>2010-05-03T08:53:00.000-07:00</published><updated>2010-05-14T18:37:39.413-07:00</updated><title type='text'>Zapotecas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;zapotecas&lt;/strong&gt; são um povo nativo do sul do México que, a partir do século IV, ocupou a região do México situada entre o istmo de Tehuantepec e Acapulco, fixando-se posteriormente em Oaxaca. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S97x-2NQ-gI/AAAAAAAAE3s/KlmrAUjOblc/s1600/AMX26952.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467073059679697410" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 338px; CURSOR: hand; HEIGHT: 400px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S97x-2NQ-gI/AAAAAAAAE3s/KlmrAUjOblc/s400/AMX26952.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período pré-colombiano a civilização zapoteca foi uma das mais desenvolvidas e importantes civilizações mesoamericanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco se sabe sobre a origem dos zapotecas. Ao contrário da maioria dos povos indígenas da Mesoamérica, os zapotecas não tinham nenhuma tradição ou lenda sobre a sua migração, exceptuando a crença de que nasceram directamente das rochas, árvores e jaguares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros zapotecas teriam se estabelecido nos vales centrais do actual estado de Oaxaca vindos do norte, provavelmente entre 1000 a.C. e 800 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S97y1KwadLI/AAAAAAAAE30/hxq_x5BU3f8/s1600/Extens%C3%A3o+da+civiliza%C3%A7%C3%A3o+Zapoteca.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467073992908764338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 257px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S97y1KwadLI/AAAAAAAAE30/hxq_x5BU3f8/s400/Extens%C3%A3o+da+civiliza%C3%A7%C3%A3o+Zapoteca.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Extensão da civilização Zapoteca.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Construíram importantes cidades, sendo as mais famosas Monte Albán e Mitla. Assim, enquanto Teotihuacan florescia no centro do México e as cidades maias no sudeste, Monte Albán, centro cerimonial construído no alto de uma colina, era a cidade mais importante da região de Oaxaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os primeiros zapotecas eram sedentários, vivendo em povoados agrícolas. Adoravam um conjunto de deuses dos quais se destaca o deus da chuva, Cocijo, representado por um símbolo da fertilidade que combinava os símbolos da terra-jaguar e do céu-serpente, símbolos comuns nas culturas mesoamericanas. Os rituais religiosos, que por vezes incluíam sacrifícios humanos, eram regulados por uma hierarquia sacerdotal. Os zapotecas adoravam os seus antepassados e, crendo num mundo paradisíaco, desenvolveram o culto dos mortos. Um dos seus grandes centros religiosos era Mitla. A magnífica cidade de Monte Albán foi sede de uma civilização bastante desenvolvida, possivelmente há mais de 2000 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desenvolvimento cultural&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura zapoteca atingiu o apogeu entre os séculos III e VIII e o idioma de seu povo, diversificado em vários dialetos, permaneceu como língua materna de grande parte dos habitantes do México.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S970hu0H2UI/AAAAAAAAE38/NFEWXzVrm8E/s1600/Urna+funer%C3%A1ria.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467075858013870402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 298px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S970hu0H2UI/AAAAAAAAE38/NFEWXzVrm8E/s400/Urna+funer%C3%A1ria.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Urna funerária na forma de um "deus morcego" ou jaguar, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de Oaxaca, datado 300 - 650 d.C.. Altura: 23 cm.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A sociedade zapoteca era uma teocracia, e as cidades eram organizadas em torno de um núcleo ocupado por praças, templos, câmaras funerárias, área para o jogo de pelotas, observatórios e outros edifícios de pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São muitos e variados os achados arqueológicos na antiga cidade de Monte Albán; edifícios, estádios de jogo da bola, túmulos magníficos e mercadorias valiosas, incluindo joalharia em ouro finamente trabalhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monte Albán foi a primeira grande cidade do hemisfério ocidental e centro de um estado zapoteca que dominou grande parte do que é hoje o estado de Oaxaca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os zapotecas desenvolveram uma agricultura muito variada e para ter boas colheitas rendiam culto ao sol, à chuva, à terra e ao milho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres e os homens do povo, que viviam nas aldeias, estavam obrigados a entregar como tributo milho, perus, mel e feijão. Para além de agricultores os zapotecas destacaram-se como tecelões e oleiros. São famosas as urnas funerárias zapotecas, vasilhas de barro colocadas sobre os túmulos. Os zapotecas alcançaram um elevado nível cultural tendo, juntamente com os maias, sido um dos povos mesoamericanos que desenvolveu um completo sistema de escrita. Através de hieróglifos e outros símbolos gravados em pedra ou pintados nos edifícios e túmulos, combinaram a representação de idéias e sons.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S971ley_RDI/AAAAAAAAE4E/aIXZDsD1khs/s1600/Monte+Alb%C3%A1n,+capital+dos+Zapotecas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5467077021945250866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S971ley_RDI/AAAAAAAAE4E/aIXZDsD1khs/s400/Monte+Alb%C3%A1n,+capital+dos+Zapotecas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Monte Albán, capital dos Zapotecas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Monte Albán é um conjunto arquitetônico sagrado que faz parte dos costumes religiosos do dos povos mesoamericanos. Foi construída em várias plataformas escalonadas como pirâmides de diferentes alturas. Ali se faziam jogos de bola. Distingue-se de outros complexos arqueológicos da Mesoamérica, pela inclusão de edifícios provavelmente dedicados ao culto funerário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontraram-se também em Monte Albán relevos gravados em estelas de pedra, representando indivíduos com deformidades corporais, conhecidos por danzantes. Há quem defenda tratar-se de um registo visual de patologias médicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os códices mixteco-zapotecas permitiram conhecer a vida e os costumes da região. São documentos de escrita hieroglífica sobre pele de veado e profusamente coloridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Mitla, outro lugar com testemunhos deste povo, subsistem pinturas murais feitas sobre um fundo vermelho que representam a águia, os deuses noturnos e Cocijo. Em Hierve el Agua, os zapotecas criaram um sistema artificial de rega que é único na Mesoamérica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os zapotecas desenvolveram um calendário e um sistema logofonético de escrita que utilizava um carácter individual para representar cada sílaba da linguagem. Este sistema é considerado como a base de outros sistemas de escrita mesoamericanos desenvolvidos pelos olmecas, maias, mixtecas e astecas. Na capital asteca, Tenochtitlan, viviam artesãos zapotecas e mixtecas, cuja actividade era o fabrico de jóias para os Tlatoannis ou imperadores astecas, entre os quais o famoso Moctezuma II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As relações do império asteca com o centro do México deram-se desde muito cedo, como é atestado pelas ruínas do bairro zapoteca de Teotihuacan e por uma casa em Monte Albán. Outros sítios arqueológicos pré-colombianos de origem zapoteca são Lambityeco, Dainzu, Mitla, Yagul, San José Mogote e Zaachila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Decadência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monte Albán dominou os vales até finais do período clássico e, como outras cidades mesoamericanas, perdeu o seu esplendor entre os anos 700 e 1200. No entanto, a cultura zapoteca permaneceria nos vales de Oaxaca, Tabasco e Veracruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vindos do norte, os mixtecas tomaram o lugar dos zapotecas em Monte Albán e Tikal e mais tarde em Mitla. Em meados do século XV, os zapotecas e os mixtecas lutaram para evitar o controle dos astecas sobre as rotas comerciais em direcção a Chiapas, Veracruz e Guatemala. Sob o comando do rei Cosijoeza, os zapotecas aguentaram um longo sítio na montanha rochosa de Giengola, mantendo o controle sobre Tehuantepec bem como a autonomia política, através de uma aliança com os astecas até à chegada dos espanhóis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Atualidade&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, os zapotecas dividem-se em dois grupos principais; o maior situa-se nos vales a sul da serra de Oaxaca e outro no sul do Istmo de Tehuantepec; existem ainda pequenos povoados em Veracruz, Guerrero e Chiapas. Todos juntos estes grupos totalizam cerca de 400 000 pessoas. Apesar de convertidos ao catolicismo, sobrevivem ainda algumas das suas práticas ancestrais, como o enterro dos mortos com dinheiro. Do ponto de vista linguístico o zapoteca, faz parte da família de línguas de Oaxaca, estando entre as línguas indígenas do México com maior número de falantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua varia de povoado para povoado e são muitos os dialetos. A agricultura baseia-se em queimadas e na utilização de arados e animais de tração. Algumas áreas ainda mantêm o artesanato tradicional, especialmente cerâmica, tecelagem e trançados de fibras vegetais. O traje feminino típico consiste em saia e sobretúnica (huipil) longas e um xale ou lenço para cobrir a cabeça. Os homens usam em geral calças e camisas largas, sandálias e chapéu de palha ou lã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vários indivíduos de ascendência zapoteca emigraram para os Estados Unidos por várias décadas, mantendo suas próprias organizações sociais nas áreas de Los Angeles e Central Valley, no estado norte-americano da Califórnia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Info Escola / Emdiv&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-276275097347202732?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/276275097347202732/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=276275097347202732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/276275097347202732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/276275097347202732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/zapotecas.html' title='&lt;strong&gt;Zapotecas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S97x-2NQ-gI/AAAAAAAAE3s/KlmrAUjOblc/s72-c/AMX26952.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-3700004223168490589</id><published>2010-04-17T15:29:00.000-07:00</published><updated>2010-05-03T09:32:24.691-07:00</updated><title type='text'>Civilização Cretense</title><content type='html'>&lt;em&gt;A Civilização Cretense foi uma das mais ricas sociedades antigas a se desenvolverem na parte oriental do Mar Mediterrâneo&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o2qy-SbjI/AAAAAAAAExE/AOmYG7xagUI/s1600/A+Grande+M%C3%A3e+marca+a+valoriza%C3%A7%C3%A3o+da+figura+feminina+na+sociedade+cretense..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461237607005580850" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 276px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o2qy-SbjI/AAAAAAAAExE/AOmYG7xagUI/s400/A+Grande+M%C3%A3e+marca+a+valoriza%C3%A7%C3%A3o+da+figura+feminina+na+sociedade+cretense..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilha de Creta foi palco do surgimento de uma cultura rica e de uma economia sustentada pelo comércio marítimo. A questão marítima foi tão presente entre os cretenses que chegaram a dominar regiões do Mediterrâneo como a Grécia continental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouquíssimas informações dão conta sobre quais foram os primeiros povos a ocuparem esta região. Contudo, vários indícios levam a crer que as próprias populações mediterrâneas teriam sido responsáveis pelo povoamento daquela região. Estima-se que os primeiros vilarejos de Creta tenham aparecido entre 3000 e 2000 a.C.. Seus primeiros habitantes provavelmente se ocupavam da agricultura e da exportação de utensílios de metal para os vários comerciantes do Mar Egeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o4rlQOBiI/AAAAAAAAExc/GbWfTYXp488/s1600/creta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461239819525817890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 376px; CURSOR: hand; HEIGHT: 295px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o4rlQOBiI/AAAAAAAAExc/GbWfTYXp488/s400/creta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Costuma-se dividir a historia dos antigos habitantes de Creta em 3 períodos de civilização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Civilização Egeia&lt;/strong&gt; - Foram os primeiros habitantes da Ilha de Creta, se dedicavam a pratica da agricultura e pastoreio de bois e cabras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Civilização Cretense&lt;/strong&gt; - Com o crescimento das actividades comerciais, foi criada uma unidade politica, a ilha de Creta passou a ser governada por um rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;Civilização Minoica&lt;/strong&gt; - Civilização que iniciou-se após a destruição das cidades cretenses, provavelmente por um terremoto. As cidades foram reconstruídas de forma mais evoluída, notando-se a evolução cultural dos cretenses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organização da Sociedade &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao alcançar um grande desenvolvimento econômico, formou-se uma monarquia. Para abrigar a realeza foi construído os Palácios de Cnossos e Faístos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Rei Cretense exercia a função de chefe político e religioso. Acreditasse que os cretenses formaram um sociedade com quase nenhuma diferença de classes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o3jvmOL5I/AAAAAAAAExM/44DNSuWamw0/s1600/Friso+das+Mulheres+azuis,+no+pal%C3%A1cio+de+Cnossos..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461238585351876498" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 293px; CURSOR: hand; HEIGHT: 268px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o3jvmOL5I/AAAAAAAAExM/44DNSuWamw0/s400/Friso+das+Mulheres+azuis,+no+pal%C3%A1cio+de+Cnossos..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Friso das Mulheres azuis, no palácio de Cnossos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Alguns documentos trazem a idéia de que a sociedade cretense foi marcada pelo prestígio delegado à figura feminina. Um dos mais fortes indícios que sustentam essa tese vem do campo religioso. O culto à Grande Mãe, deusa das terras e da fertilidade, era uma das muitas manifestações religiosas de Creta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um terremoto por volta de 1700 a.C., o Palácio de Cnossos foi reconstruído tornando-se ainda maior e rodeado por um labirinto de corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Mitologia Grega, o grande labirinto foi criado para abrigar uma criatura selvagem metade homem e metade touro, o Minotauro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o5rdZPQqI/AAAAAAAAExk/WM6L4VhmNx8/s1600/Figuras-hor2.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461240916927791778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 338px; CURSOR: hand; HEIGHT: 246px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o5rdZPQqI/AAAAAAAAExk/WM6L4VhmNx8/s400/Figuras-hor2.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Placas de argila encontradas em Creta.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Com o crescimento da sociedade os cretenses desenvolveram a escrita. Foram encontrados placas de argila que continham uma escrita pictográfica muito parecida dos egípcios, batizada de "Linear A". Havia também uma escrita grega antiga, baptizada de "Linear B".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para melhor se protegerem de ataques de povos invasores, foi criado um Exército composto por tropas terrestres e marinha de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Economia &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o6pckTLAI/AAAAAAAAExs/zGL1dKr9o_k/s1600/creta3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461241981857639426" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 172px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o6pckTLAI/AAAAAAAAExs/zGL1dKr9o_k/s400/creta3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cretenses alcançaram um grande desenvolvimento econômico graças ao comércio marítimo. Eles comercializavam produtos na região balcânica e na Ásia Menor, porta de entrada comercial para o Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na agricultura eles deram importância para o cultivo de cereais, videiras, oliveiras. Os principais produtos comercializados por eles eram jóias, tecidos, armas e objetos feitos de bronze.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte e Arquitetura &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As construções eram feitas de tijolos, pedra e barro. As moradas eram bem evoluídas para a época, palácios e algumas casas eram equipados com banheiros e possuíam canalização de agua e esgoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o7NhZykEI/AAAAAAAAEx0/UgDqoahKRkc/s1600/cnossos1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461242601631027266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o7NhZykEI/AAAAAAAAEx0/UgDqoahKRkc/s400/cnossos1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas do palácio de Cnossos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o7w-U2zoI/AAAAAAAAEx8/XJD80g2RUBQ/s1600/Reconstitui%C3%A7%C3%A3o+do+Pal%C3%A1cio+de+Cnossos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461243210690383490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o7w-U2zoI/AAAAAAAAEx8/XJD80g2RUBQ/s400/Reconstitui%C3%A7%C3%A3o+do+Pal%C3%A1cio+de+Cnossos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reconstituição do palácio de Cnossos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Construíram palácios em Cnossos, em Festos, em Maliá e em Santa Trindade – palácios cujas ruínas ainda são vistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o89FynF7I/AAAAAAAAEyM/dt2jwKdwG2A/s1600/Figuras-hor4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461244518364288946" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 339px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o89FynF7I/AAAAAAAAEyM/dt2jwKdwG2A/s400/Figuras-hor4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cretenses destacaram se também na Cerâmica, algumas construções eram decoradas com pinturas na parede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o8i541nKI/AAAAAAAAEyE/8L99nE4Pqew/s1600/Um+friso+em+Cnossos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461244068492582050" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 304px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o8i541nKI/AAAAAAAAEyE/8L99nE4Pqew/s400/Um+friso+em+Cnossos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram desenhos de animais, plantas e outros desenhos que retravam cenas do cotidiano da época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cretenses tinham como principal divindade a "Deusa Mãe" que simbolizava fecundidade e fertilidade da terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o9daTmo_I/AAAAAAAAEyU/wZTCcMBPD3k/s1600/Deusa+Cobra.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461245073627194354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 264px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o9daTmo_I/AAAAAAAAEyU/wZTCcMBPD3k/s400/Deusa+Cobra.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Deusa Mãe adorada pelos Cretenses.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Por adorarem uma divindade feminina, a sociedade cretense dava grande importância as mulheres. Elas passaram a exercer a função religiosa de Sacerdotisa. Plantas e animais também eram adorados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Creta, não havia nenhum tipo de construção ou templo dedicado às atividades religiosas. A maioria das manifestações era realizada ao ar livre com a organização de danças e torneios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apogeu de Creta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ilha era repleta de férteis planícies que permitiram o desenvolvimento agrícola, onde se destacava o cultivo de vinhas, oliveiras e outros cereais. Além disso, o contato com as populações vizinhas abriu campo para o domínio de várias técnicas que permitiram a constituição de um artesanato rico e diverso. Em pouco tempo, o elaborado trabalho com a cerâmica e o bronze articulou um intenso comércio marítimo que ligava Creta a outros povos do mar Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir da primeira metade do 2º milénio a.C. Creta chegou a ser o centro cultural e comercial nas regiões da Idade do Bronze no Mediterrâneo Oriental (cultura do Egeu).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o-TAi_7VI/AAAAAAAAEyc/e-s0BqWk7ck/s1600/ciclades.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 336px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o-TAi_7VI/AAAAAAAAEyc/e-s0BqWk7ck/s400/ciclades.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461245994425380178" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo algumas pesquisas, os cretenses teriam sido responsáveis pelo surgimento do primeiro grande império marítimo da Antiguidade. As embarcações construídas por este povo contavam com até vinte metros de comprimento e eram produzidas a partir da própria madeira disponível na ilha. Ao longo de sua história, os comerciantes cretenses monopolizaram as atividades mercantis no Mar Egeu e ofereceram cedro,  vinho,  azeite,  cerâmicas, os tecidos e a joalharia e artigos em metal para vários povos antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo do Rei Minos de Cnossos, por volta de 1700 a.C., iniciou-se a reorganização dos cretenses. Várias cidades foram subjugadas à dominação de Cnossos. Vários pontos comerciais foram criados ao longo do mar Egeu, possibilitando o soerguimento da economia marítima cretense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;strong&gt;Declínio de Creta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após ser acometida por catástrofes da natureza como terremotos, erupção de vulcões e tsunamis, a sociedade cretense ficou enfraquecida e incapaz de defender-se de incursões invasoras de outros povos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1400 a.C, Os indo-europeus invadiram a Ilha de Creta e conseguiram dominar toda a região. Primeiro foram os Aqueus, depois vieram os Dórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta do século XV a.C., os aqueus, povo da região norte da Península Balcânica, realizaram a invasão de Creta e conseguiram dominar toda a região. A partir desse momento, a fusão entre as culturas aqueia e cretense promoveu a formação da civilização micênica. A elaboração desse novo quadro social, político e econômico se estendeu até o século XII a.C., quando os eólios, jônios e dórios, todos estes de origem indo-europeia, realizaram a invasão da Península Balcânica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de ocupação dos dórios, marcado por sua rapidez e violência, promoveu uma profunda desarticulação dos traços que marcavam a civilização micênica. Os conflitos que se promoveram graças à ação dos dórios forçaram diversos grupos humanos espalhados pela Península Balcânica a buscarem outras ilhas do mar Egeu e o litoral da Ásia Menor, em um processo conhecido como Primeira Diáspora Grega. Veio a decadência, as cidades foram esvaziadas, provocando o colapso comercial e cultural, o que quase ocasionou o desaparecimento da escrita na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabaram por obrigar os diversos povos que lá habitavam a deixarem o que ainda existia de vida urbana e comercial para se dedicarem as atividades rurais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano 67 a.C., os romanos conquistam a ilha comandados por Quinto Cecílio Metelo. Quando o Império Romano se dividiu em 395, Creta assumiu um papel importantíssimo pelo lugar central que ocupava e por estar incluída no Império Romano do Oriente, tendo sido um importante posto bizantino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 823–961 a ilha foi ocupada pelos árabes, tendo sido conquistada por Veneza no decurso da Quarta Cruzada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes teriam que defender a ilha das investidas dos turcos otomanos durante o século XV. Instalam-se na ilha em 1645 e acabam por conquistá-la totalmente em 1715, introduzindo o islamismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8pAEZlztRI/AAAAAAAAEyk/c8mkpxgW0uY/s1600/untitled.bmp"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 327px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8pAEZlztRI/AAAAAAAAEyk/c8mkpxgW0uY/s400/untitled.bmp" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5461247942473266450" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tornou-se um estado autônomo em 20 de março de 1898 e independente em 6 de outubro de 1908. A 30 de maio de 1913 ficou a pertencer definitivamente à Grécia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Brasil Escola / Blog Gregos / História do Mundo / Wikipédia / Mundo Educação / Templo de Apolo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-3700004223168490589?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/3700004223168490589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=3700004223168490589' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3700004223168490589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3700004223168490589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/civilizacao-cretense.html' title='&lt;strong&gt;Civilização Cretense&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8o2qy-SbjI/AAAAAAAAExE/AOmYG7xagUI/s72-c/A+Grande+M%C3%A3e+marca+a+valoriza%C3%A7%C3%A3o+da+figura+feminina+na+sociedade+cretense..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-8385446374388221260</id><published>2010-04-14T18:01:00.000-07:00</published><updated>2010-04-15T09:57:33.991-07:00</updated><title type='text'>Hurritas, ancestrais dos povos da India</title><content type='html'>&lt;em&gt;A evidência mais antiga da existência de uma língua indiana não se encontra na India mas na bacia do Eufrates e do Tigre, desde o século XVI A.C.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVdMx_D3I/AAAAAAAAEAs/qDZOsZljAtg/s1600-h/nkar587av9.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 303px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVdMx_D3I/AAAAAAAAEAs/qDZOsZljAtg/s400/nkar587av9.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437346085255188338" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ali estava o império de Mitanni, que se extendia desde a costa do Mediterrâneo até os montes Zagros, em conflito com os hititas no oeste e com os egípcios no sudoeste pelo controle do rio Eufrates. O idioma de Mitanni era hurrita; há uma clara evidência do vocabulário sânscrito nos documentos de Mitanni:ila-ni mi-it-ra as'-s'i-il ila-ni u-ru wa.na-as's'i-el (en otro texto a.ru-na-as'.s'i-il) in.dar (otro texto: in-da.ra) ila-ni na-s'a-at-ti-ya-an-na (cf. Winckler, Mitteilungen der Deutschen Orient-Gesellschaft No. 35, 1907, p. 51, s. Boghazkoi-Studien VIII, Leipzig 1923, pp. 32 f., 54 f.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quatros deuses mencionados neste tratado são os mesmos que encontramos no Rigveda (RV. 10.125.1). P. Thieme demonstrou que os deuses dos tratados de Mitanni são especificamente védicos. Varun.a e Mitra, Indra e N-satyau, com estes nomes se encontram somente nos escritos védicos. Porém, estão nos documentos hurríticos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tratado entre os hititas e Mitanni, os reis de Mitanni juraram por: Mi-it-ra (índico Mitra), Aru-na (Varun.a), In-da-ra (Indra) e Na-as-at-tiya (Nasatya ou As'wins). Num texto hitita relativo ao adestramento de cavalos e ao uso dos carros de guerra escrito por Kikkuli (um hurrita) se usam os números indianos para indicar as voltas de um carro num percurso: aika (índico eka 'um'), tera (tri 'três'), panza (panca 'cinco'), satta (sapta 'sete') e na (nava 'nueve').&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro texto hurrita de Nuzi se usam palavras indianas para descrever a cor dos cavalos, por exemplo, babru (índico babhru 'marrom'), parita (palita "cinza") e pinkara (pingala 'rosa pink'). O guerreiro a cavalo de Mitanni era chamado "marya" (indiano-védico marya, 'guerreiro, jovem'). Ademais há uma série de nomes dos nobres e aristocratas de Mitanni que são claramente indianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É já geralmente aceito pela grande maioria dos "experts" na materia que os vestígios linguísticos arianos no Oriente Médio são especificamente indianos e não iranianos, e que não pertencem a um terceiro grupo nem tampouco se devem atribuir a um hipotético proto-ariano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conclusão foi incorporada na obra de M. Mayrhofer, em sua bibliografia sobre o argumento, Die Indo-Arier im Alten Vorderasien (Wiesbaden, 1966), e é a interpretação comumente aceita. Esta se baseia no fato de que quando existem divergências entre o iraniano e o indiano e quando tais elementos aparecem em documentos do Oriente Médio, estes últimos sempre concordam com o indiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divisão do proto-ariano em seus dois ramos, indiano e iraniano, deve necessariamente ter ocorrido antes que tais línguas se tenham estabelecido em seus respectivos territórios e não meramente como consequência de desenvolvimento independente depois que os indianos se estabeleceram na India e os iranianos no Irã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta conclusão poderia demonstrar-se errônea somente se se pudesse demonstrar que os indianos védicos, uma vez emigrados até a região do Penyab desde sua pátria primitiva tenham empreendido uma viagem de regresso até o Oriente Médio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nenhuma evidência de tal eventualidade e por conseguinte uma teoria que suponha tal complicação pode ser ignorada com absoluta segurança... Uma conclusão ulterior em base a esta hipótese é que o período proto-ariano deveria ser antecipado muitíssimo tempo com respeito ao que se tenha estabelecido, e de todas as maneiras não poderia ser mandado a um período anterior ao século XX A.C., no máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sarasvati é em primeiro lugar o nome proto-indiano de um rio no Iran, que depois da migração foi transferido ao rio da India. O nome iraniano, Haraxvaiti, é uma palavra tomada em préstimo do proto-indiano, com a substituição de h- por s-, o que ocorre também em Hind/Sindhu. Outro caso similar é o nome do rio Sarayu, que foi transferido do Iran (Haraiva-/Haro-yu) a um rio do noroeste da India, e após a um afluente do Ganges na India oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hurritas estavam presentes no Oriente Médio desde tempos remotos, o que se pode determinar em base a termos suméricos com ta/ibira, 'ferreiro em cobre', para o qual há suficientes provas que pertence a uma orígem hurrita (Otten 1984, Wilhelm 1988). Atal-s'en se descreve a si mesmo como o filho de S'atar-mat, de outra maneira desconhecido, cujo nome é também hurrita. A regra de Atal-s'en não pode ser datada com certeza, porém provavelmente pertence ao final do período gúteo (cerca de 2090-2048 A.C.), ou as primeiras décadas do período de Ur III (2047-1940 A.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Documentos do período de Ur III revelam que a área montanhosa ao leste e ao norte do vale do Tigre e do Eufrates eram então habitadas por povos de língua hurrítica, que eventualmente penetraram na região oriental do Tigre ao norte de Diyala. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado das guerras de S'ulgi (2029-1982 a.e.c.), um grande número de prisioneiros hurritas se encontravam em Sumer, onde eram empregados em trabalhos forçados. Por este motivo, um grande número de nomes hurritas se encontram na baixa Mesopotâmia no período de Ur III. A etmologia de tais nomes é certamente ou quase seguramente indiana, por exemplo Artatama = védico r.ta-dha-man, 'cuja habitação é r.ta', Tus'ratta (Tuis'eratta) = védico tves.a-ratha, 'cujo carro surge com ímpeto', Sattiwaza = antigo indiano sa_ti-va_ja. 'que toma un botim', védico va-ja-sa-ti, 'aquisição de un botim' (Mayrhofer 1974: 23-25).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O idioma hurrita se usava no século XIV a.c. ao menos até a Síria central (Qatna, e provavelmente Qadesh), e sua expansão provavelmente foi o resultado dos movimentos demográficos durante a hegemonia de Mitanni. Entre os deuses que eram ainda adorados no fim do século XIV pelos reis de Mitanni encontramos Mitra, Varuna, Indra e os gêmeos Nasatya, que cononhecemos através dos vedas, os poemas indianos mais antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://orientandovoce.com.br"&gt;Orientando Você&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Confira as atualizações do portal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qzsvVmTcI/AAAAAAAAEOI/L6HaPi9WGp8/s1600-h/Gregos+-+HISTORIA+DO+MUNDO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443360680833338818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qzsvVmTcI/AAAAAAAAEOI/L6HaPi9WGp8/s200/Gregos+-+HISTORIA+DO+MUNDO.jpg" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Hurritas, ancestrais dos povos da India&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A evidência mais antiga da existência de uma &lt;br /&gt;língua indiana não se encontra na India &lt;br /&gt;mas na bacia do Eufrates e do Tigre, desde&lt;br /&gt; o século XVI A.C.. Ali estava o império&lt;br /&gt; de Mitanni, que se extendia desde a costa&lt;br /&gt; do Mediterrâneo até os montes Zagros.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/hurritas-ancestrais-dos-povos-da-india.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Os Mossi&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Migraram do norte Gana para Burkina Faso&lt;br /&gt; por volta do século 11. Deslocaram os &lt;br /&gt;habitantes originais e começaram a &lt;br /&gt;formar complexos estados com grande&lt;br /&gt; força militar. Por centenas de anos,&lt;br /&gt; até o começo do século 20, governaram &lt;br /&gt;diversas regiões de Burkina Faso.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/04/os-mossi.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Batalha de Fyrisvellir&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A Batalha de Fyrisvellir foi uma batalha pelo &lt;br /&gt;trono da Suécia, que foi travada no 980 &lt;br /&gt;sobre a planície chamada Fyrisvellir, onde &lt;br /&gt;situa-se atualmente Uppsala, Entre Eric,&lt;br /&gt; o Vitorioso e seu sobrinho Styrbjörn o Forte.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povoviking.blogspot.com/2010/04/batalha-de-fyrisvellir.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A Arte da Joalheria Cita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Retrataram nas jóias aspectos da sua &lt;br /&gt;vida nômade, com riqueza de detalhes e &lt;br /&gt;refinamento técnico. Os artesãos e ourives &lt;br /&gt;citas utilizavam as técnicas de repoussé e de&lt;br /&gt; gravação na decoração das jóias e as gemas&lt;br /&gt; preferidas eram a turquesa e a ágata.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/04/arte-da-joalheria-cita.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Carlos Martel: O Herói  Cristão&lt;br /&gt; que salvou a Europa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Em 732 a situação da Europa inspirava as&lt;br /&gt; piores apreensões. Os muçulmanos tinham &lt;br /&gt;invadido a Espanha com velocidade fulgurante. &lt;br /&gt;Foi então que se acendeu Carlos Martel, uma&lt;br /&gt; nova estrela no firmamento da Cristandade.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/04/carlos-martel-o-heroi-cristao-que.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;As subversivas e sedutoras amazonas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A mitologia colocou em cena esse povo&lt;br /&gt; estranho, formado por mulheres-soldados&lt;br /&gt; aguerridas, que recusavam a autoridade&lt;br /&gt; masculina e encarnavam o avesso&lt;br /&gt; do que pregava a sociedade antiga.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/as-subversivas-e-sedutoras-amazonas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Cesaréia - de cidade romana&lt;br /&gt; a fortaleza cruzada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Cesaréia localiza-se na costa do Mediterrâneo,&lt;br /&gt; no meio do caminho entre Tel Aviv e Haifa.&lt;br /&gt;As escavações arqueológicas durante as décadas&lt;br /&gt; de 50 e 60 revelaram remanescentes de muitos &lt;br /&gt;períodos e, particularmente, o complexo de &lt;br /&gt;fortificações da cidade cruzada e o teatro romano.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/04/cesareia-de-cidade-romana-fortaleza.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Istambul o elixir do Oriente&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Com a riqueza de seu passado, a antiga &lt;br /&gt;Constantinopla permanece como o centro&lt;br /&gt; cultural da Turquia. Desde épocas &lt;br /&gt;remotas, Istambul se distingue por suas &lt;br /&gt;vias navegáveis: de início o estreito &lt;br /&gt;de Bósforo, que separa a Ásia da Europa,&lt;br /&gt; em seguida o chamado Chifre de Ouro,&lt;br /&gt; que corta em dois o Velho Continente.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://reinosepovosturcos.blogspot.com/2010/04/istambul-o-elixir-do-oriente.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que você faz em vida ecoa na eternidade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-8385446374388221260?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/8385446374388221260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=8385446374388221260' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/8385446374388221260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/8385446374388221260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/hurritas-ancestrais-dos-povos-da-india.html' title='&lt;strong&gt;Hurritas, ancestrais dos povos da India&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVdMx_D3I/AAAAAAAAEAs/qDZOsZljAtg/s72-c/nkar587av9.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-3471825905603208668</id><published>2010-04-10T18:03:00.000-07:00</published><updated>2010-10-03T15:43:18.594-07:00</updated><title type='text'>A China Han</title><content type='html'>&lt;em&gt;Sob a dinastia Han, as artes e as ciências prosperaram e a China tornou-se tão grande e poderosa como o Império Romano&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EgWFGxFrI/AAAAAAAAEqs/_tV2id4TqLA/s1600/Fragmento+da+pintura+Manh%C3%A3+Primaveril,+no+pal%C3%A1cio+dos+imperadores+chineses+da+dinastia+Han..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458679787049522866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EgWFGxFrI/AAAAAAAAEqs/_tV2id4TqLA/s400/Fragmento+da+pintura+Manh%C3%A3+Primaveril,+no+pal%C3%A1cio+dos+imperadores+chineses+da+dinastia+Han..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fragmento da pintura Manhã Primaveril, no palácio &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;dos imperadores chineses da dinastia Han.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Fundada em 202 a.C., a história da dinastia Han divide-se em dois períodos. A antiga dinastia Han estendeu-se de 202 a.C. a 8 d.C., e sua capital foi Tchang-an (hoje Sian). A nova dinastia Han governou de 25 a 220 d.C. e teve como capital Lo-yang. Como Tchang-an ficava a oeste de Lo-yang, os dois períodos são também conhecidos como dinastia Han ocidental e dinastia Han oriental. De 8 a 23 d.C., a China foi governada por Wang Mang, um revolucionário que fundou a dinastia Hsin. Depois da queda dos Hsin, a família Han reconquistou o poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os imperadores da dinastia Han implantaram um governo forte e centralizado. Utilizavam um exame de serviço civil na escolha de funcionários que dava ênfase ao conhecimento dos ensinamentos de Confúcio. Por isso, os sábios confucianos ocupavam cargos importantes no governo. O imperador Wu-ti, que reinou de 140 a 87 a.C., fez do confucionismo a doutrina do Estado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGQMlewQRlI/AAAAAAAAFx8/zDetX4-pIKU/s1600/cavalo+da+%C3%BAltima+dinastia+Han+-+s%C3%A9culos+I+e+II..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504538482603738706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 215px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGQMlewQRlI/AAAAAAAAFx8/zDetX4-pIKU/s400/cavalo+da+%C3%BAltima+dinastia+Han+-+s%C3%A9culos+I+e+II..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Escultura da última dinastia Han - séculos I e II.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Durante o domínio Han, a educação ganhou importância. Os poetas e os prosadores desenvolveram um estilo cuja clareza é ainda famosa na literatura chinesa. Os sábios escreveram longas histórias da China. Os artistas produziram porcelana esmaltada e grandes esculturas de pedra. No Período Han foi inventado o papel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGQNjAIe5KI/AAAAAAAAFyM/IsuEhi7db7Y/s1600/military-han1stcenturybc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5504539539535750306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 243px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TGQNjAIe5KI/AAAAAAAAFyM/IsuEhi7db7Y/s320/military-han1stcenturybc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Militares Chineses do Período Han.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A China da dinastia Han expandiu-se para o sudoeste, onde fica hoje o Tibete. Os guerreiros Han conquistaram também o que é atualmente a Coréia do Norte e o norte do Vietnã, e venceram tribos nômades no oeste e no norte. Rotas terrestres de comércio ligaram a China à Europa pela primeira vez. Por meio da Grande Rota da Seda, o famoso tecido chinês e outros produtos chegaram ao Império Romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dinastia Han caiu devido a rivalidades entre funcionários eruditos, parentes imperiais, conselheiros e generais. Durante os 400 anos seguintes, a China ficou dividida em estados rivais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www.klickeducacao.com.br/"&gt;Klick Educação&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-3471825905603208668?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/3471825905603208668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=3471825905603208668' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3471825905603208668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3471825905603208668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/china-han.html' title='&lt;strong&gt;A China Han&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S8EgWFGxFrI/AAAAAAAAEqs/_tV2id4TqLA/s72-c/Fragmento+da+pintura+Manh%C3%A3+Primaveril,+no+pal%C3%A1cio+dos+imperadores+chineses+da+dinastia+Han..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-2518272823985929187</id><published>2010-04-02T15:05:00.000-07:00</published><updated>2010-04-05T10:25:45.873-07:00</updated><title type='text'>Os Homens Sábios da Sociedade Celta</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caracterizados por filmes e histórias em quadrinhos como uma espécie antiga de magos, os druidas são muito mais do que simples sacerdotes. Neste artigo, conheceremos o papel dos vates, mais detalhes sobre a tradição druídica e um pouco sobre o misterioso homem chamado Merlin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZqU1jpnmI/AAAAAAAAEks/s79uqxgVXjU/s1600/i178091.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 300px; height: 195px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZqU1jpnmI/AAAAAAAAEks/s79uqxgVXjU/s400/i178091.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455664904812469858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos, com certeza, já ouviram falar de bardos ou dos próprios druidas, que a esta altura do campeonato dispensam apresentações. Porém, poucos ouviram falar dos vates, a terceira classe que pertencia à casta desta antiga sociedade. Esses membros eram versados em adivinhação e medicina, dominavam a escrita (ao contrário dos bardos) e sabiam interpretar os sinais que a natureza lhes enviava. Segundo alguns relatos, eram capazes de diagnosticar doenças apenas ao observar a fumaça que saía da chaminé da casa de seu paciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vates (também conhecidos como ovates) eram jovens estudantes, no primeiro nível da formação de um druida. Ao contrário dos druidas e dos bardos, tinham sua própria cor de vestimenta, o verde, que segundo a tradição druídica é a cor que mais traz à lembrança os tenros anos da juventude. Eles centravam seus conhecimentos nos poderes de observação, analisando e observando os efeitos que a natureza exercia sobre a vida e a matéria. Assim, pode-se concluir que eram estudantes de ciências naturais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os vates também eram escritores de prosa e compositores. De acordo com o historiador, geógrafo e filósofo grego Estrabão (63 a.C. ou 64 a.C. cerca 24 d.C), os vates eram "intérpretes dos sacrifícios e filósofos naturais. As suas artes divinatórias também eram bem conhecidas, assim como o fato de serem responsáveis pelo calendário de 'Coligy', que era descrito como um meio de previsão solar/lunar".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Merlin&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade celta considerava os druidas como pessoas que possuíam laços estreitos com o poder. Enquanto a autoridade do rei era concedida numa base que possuía uma origem divina (mesmo quando os soberanos eram politeístas), a autoridade do druida era essencial também para aprovar os suseranos. Que o diga o rei Arthur, que, na maioria das versões da lenda, necessita da aprovação de Merlin para assumir o cargo de rei da Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é desnecessário dizer que a figura de Merlin impregnou de tal modo os relatos de contos e lendas na Idade Média que, por muito tempo, o mago e o druida se tornaram um só. Mas quem era essa figura tão influente na vida real?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é uma pergunta que os pesquisadores tentam responder até hoje. Para muitos, o mago seria mesmo um último druida que teria exercido seu poder na Grã-Bretanha já invadida pelo pensamento cristão, que foi descrito por este último como um filho de uma freira com um íncubo. Mas há aqueles que preferem ver em Merlin uma alegoria de outras figuras históricas.&lt;br /&gt;Uma delas seria a do encantador, uma classe de eremitas que viveu na floresta de Broceliande, na Bretanha. Eram ao mesmo tempo profetas, bardos e curandeiros. Essa seria a base para a criação de Merlin, que foi depois adaptada pelo escritor Robert de Boron no século XII. Segundo ele, o mago é filho de uma virgem violentada pelo Diabo e que adquire esse conhecimento ainda pequeno, decidindo-se por usá-lo para o serviço de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, o mago de Arthur é um exemplo do quanto a figura do druida ficou presa à imaginação medieval. Não importa se ele foi uma pessoa real ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desmistificações&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora sejam frequentemente associados aos celtas, muitos pesquisadores afirmam que é um erro associá-los somente com aquele povo. Um site de druidismo na Internet afirma que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"dissociar os celtas dos druidas é o mesmo que dissociar os pajés dos índios nativos de nossas terras. Ou, grosso modo, dissociar os padres do catolicismo".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vem de um ponto de partida simples: nem toda tribo celta possuía um druida ou mesmo seguia o druidismo como religião. A maioria das tribos que se localizavam em regiões como as da Gália, Grã-Bretanha e Irlanda com certeza possuíam druidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Importante é ressaltar que as versões modernas não possuem necessariamente etnias celtas, da mesma maneira como não é necessário ser hebreu para seguir o judaísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZrfKk3LsI/AAAAAAAAEk0/zLs_KEes6oA/s1600/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 281px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZrfKk3LsI/AAAAAAAAEk0/zLs_KEes6oA/s400/Imagem+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455666181765017282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Ilustração do livro Old England:&lt;br /&gt;A Pictorial Museum, de Charles Knight.&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Uma outra desmistificação importante é a de que os druidas eram monoteístas. Esse é considerado um erro absurdo originado de desinformações difundidas pelo chamado mesodruidismo, um período intermediário entre o druidismo clássico (que era praticado pelos celtas entre 600 a.C. até mais ou menos o século X d.C.) e o druidismo praticado hoje, também chamado de neodruidismo. Segundo o site Druidismo Brasil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Se houve ou há algum druida monoteísta, certamente ele nasceu depois do século XIX e esteve ou está professando a religião de forma equivocada, influenciado pelo poder do cristianismo. Os druidas clássicos pré-cristãos eram politeístas e, como todo sacerdote pagão, veneravam os espíritos da Natureza, deuses tribais, deuses da paisagem e os ancestrais. O druidismo moderno, ou neodruidismo, é igualmente politeísta, pois se baseia nas crenças dos druidas clássicos e não nos druidas do Renascimento do século XIX".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponto mais polêmico com certeza vai fazer muita gente se sentir enganado: os druidas não construíram Stonehenge. Embora os neodruidas frequentem o lugar até hoje e insistam que lá é o lugar de determinados rituais, não há nada do ponto de vista histórico que confirme que o famoso círculo de pedras foi erguido por essa casta sacerdotal.&lt;br /&gt;A data mais aproximada para a construção de Stonehenge é tida como sendo em 2000 a.C., muito tempo antes dos celtas terem sequer chegado às ilhas britânicas, fato que somente ocorreu por volta do ano 700 a.C.. Esse resultado foi obtido por meio de análises de datação por Carbono 14, e até antes disso era costume atribuir o Stonehenge aos druidas. Sobre isso, o site Druidismo afirma:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"No entanto, não existe a menor chance dele ser um monumento druida, ainda que podemos deduzir que os druidas realizavam cerimônias em Stonehenge ao descobrirem seu alinhamento com o nascer do sol no Solstício de Inverno".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso está de acordo com a maneira como se descreve que os druidas faziam seus sacrifícios. A palavra evoca no mínimo cenas sangrentas com miolos e tripas para todos os lados e uma imagem de druidas com suas vestes tingidas de vermelho. Porém, vamos ver que a cena se torna menos violenta quando enxergada com olhos clínicos. Segundo pesquisadores britânicos, os celtas acreditavam que fazer sacrifícios apaziguava a ira dos deuses e trazia sua proteção. Contudo, eles não faziam nada nesse sentido e recorriam aos druidas para que isso fosse feito. Estrabão relatou que os gauleses (sim, aqueles mesmos da tribo do Asterix) tinham por costume matar um condenado com um golpe de espada para que os druidas observassem os movimentos do moribundo e, por meio deles, pudessem prever o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro setor em que a presença dos druidas se fazia necessária era na escolha de plantas medicinais. Suas poções eram famosas por conter segredos que até hoje deixam os historiadores com a sensação de que havia um conhecimento natural perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de vermos algumas características dos druidas e de, por fim, alguns dos mitos que envolviam suas pessoas, é fácil falarmos de níveis de poder. Segundo alguns textos irlandeses, havia druidas tão poderosos que podiam "mandar nos elementos". Se isto era verdade, não podemos saber ao certo, mas o fato era que eles presidiam grandes festas religiosas do calendário celta, entre elas a festa de Samain, que celebrava o primeiro dia do ano celta e que corresponde à data de primeiro de novembro. Essa mesma festa foi absorvida pelo cristianismo e transformada no feriado de Todos os Santos. Porém, sua força não fez com que a festividade do dia anterior, o Dia das Bruxas ou Halloween, desaparecesse do gosto popular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Druidismo Hoje&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O processo de conversão à civilização romana e depois ao cristianismo fez com que a natureza oral de seus ensinamentos não fosse suficiente para garantir a conservação de seus ensinamentos. Desde então, o druidismo se tornou o tema central de apaixonados por certo romantismo literário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O neodruidismo é a corrente mais recente de adoradores dessa tradição. Remonta até o século XVIII, quando o inglês John Toland fundou em Londres a Ancient Druid Order (Ordem Antiga dos Druidas), que tinha por objetivo transmitir a tradição sacerdotal druídica, que teria sobrevivido com o passar dos séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZskhiTuAI/AAAAAAAAEk8/aZ_WELN9cpU/s1600/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 250px; height: 190px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZskhiTuAI/AAAAAAAAEk8/aZ_WELN9cpU/s400/Imagem+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5455667373339293698" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;center&gt;Druidas em Londres realizam o círculo de&lt;br /&gt; saudação das forças naturais em plena cidade.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia há muitos grupos que se dizem guardiões dessas tradições. Para analisar o assunto, o site Druidismo postou o seguinte comentário:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;"Certamente as práticas do druidismo moderno são muito diferentes das dos druidas históricos, pois vivemos em outros tempos, com outras necessidades. Essa é uma das vantagens de uma tradição oral. Ao contrário de religiões que têm como base textos sagrados imutáveis, o druidismo não fica limitado a escrituras ou leis, mas sabe evoluir com o passar dos séculos, sendo sempre algo novo, significativo e capaz de satisfazer os anseios de quem segue este caminho. No druidismo não há espaço para o radicalismo, não há espaço para interpretações diferentes de um mesmo conceito (como acontece entre as diversas correntes cristãs e islâmicas, por exemplo, em que cada uma tenta impôr a sua versão, a sua interpretação dos textos sagrados). Os textos sagrados do druidismo são os mesmo há milhares de anos, mas eles evoluem, porque não foram escritos: os 'textos' sagrados do druidismo são o passar das estações do ano, são os ritmos da Natureza, as marés, as flores, as tempestades, as trilhas do Sol e da Lua através do firmamento. É um texto 'interativo', que não deve ser memorizado ou entendido, mas sim sentido no fundo de nossas almas".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;.:: Leituras da História&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;strong&gt;Confira as atualizações do portal!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/center&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qzsvVmTcI/AAAAAAAAEOI/L6HaPi9WGp8/s1600-h/Gregos+-+HISTORIA+DO+MUNDO.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5443360680833338818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: pointer; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4qzsvVmTcI/AAAAAAAAEOI/L6HaPi9WGp8/s200/Gregos+-+HISTORIA+DO+MUNDO.jpg" border="0" /&gt; &lt;/a&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Deuses e Mitos na Vida dos Gregos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Na Grécia Antiga, as várias cidades-estados eram &lt;br /&gt;parte de uma mesma comunidade religiosa:&lt;br /&gt; tinham as mesmas crenças e rituais, tanto que&lt;br /&gt; se faziam representar num santuário comum, &lt;br /&gt;Delfos, e se uniam para rituais, como, &lt;br /&gt;por exemplo, os que aconteciam nas &lt;br /&gt;festas pan-helênicas, como as Olimpíadas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://universodahistoria.blogspot.com/2010/04/deuses-e-mitos-na-vida-dos-gregos.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Citas e Sármatas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;A partir do final do século 7 aC ao século&lt;br /&gt; 4 aC, a parte central das estepes da Eurásia &lt;br /&gt;eram habitadas por dois grandes grupos &lt;br /&gt;aparentados que falavam línguas da &lt;br /&gt;família iraniana - os Citas e os Sármatas.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://sarmatas.blogspot.com/2010/03/citas-e-sarmatas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;A gestão pública de Diocleciano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Uma análise detalhada sobre as atitudes gestoras &lt;br /&gt;estratégicas do Imperador Diocleciano no Séc. III, &lt;br /&gt;implantou reformas econômico-administrativa,&lt;br /&gt; militares, políticas, judiciárias e financeiras, &lt;br /&gt;transformando o Império em crise, reerguendo-o &lt;br /&gt;e sustentando-o durante 20 anos, favorecendo &lt;br /&gt;principalmente as pessoas de baixa renda.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2010/03/gestao-publica-de-diocleciano.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Leis Germânicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O Direito Germânico primitivo, típico de &lt;br /&gt;populações seminômades, não possuía&lt;br /&gt; fontes escritas, baseando-se nas &lt;br /&gt;tradições orais. Tampouco existia a noção &lt;br /&gt;de territorialidade, o direito aplicado a cada&lt;br /&gt; indivíduo dependia do grupo a que ele pertencia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosgermanicos.blogspot.com/2010/04/leis-germanicas.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Libéria: um sonho americano&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;No século 19, os Estados Unidos tentaram  &lt;br /&gt;repatriar ex-escravos à África. Para isso,&lt;br /&gt; compraram um pedaço de terra e criaram &lt;br /&gt;um país artificial, que até hoje parece&lt;br /&gt; não conseguir acordar desse pesadelo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2010/04/liberia-um-sonho-americano.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Os Homens Sábios da Sociedade Celta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;Caracterizados por filmes e histórias em quadrinhos &lt;br /&gt;como uma espécie antiga de magos, os druidas &lt;br /&gt;são muito mais do que simples sacerdotes. &lt;br /&gt;Neste artigo, conheceremos o papel dos vates,&lt;br /&gt;mais detalhes sobre a tradição druídica e um pouco&lt;br /&gt; sobre o misterioso homem chamado Merlin.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Para ler... → &lt;/span&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/os-homens-sabios-da-sociedade-celta.html"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Clique aqui&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;“O que você faz em vida ecoa na eternidade”&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/center&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-2518272823985929187?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/2518272823985929187/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=2518272823985929187' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2518272823985929187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2518272823985929187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/os-homens-sabios-da-sociedade-celta.html' title='&lt;strong&gt;Os Homens Sábios da Sociedade Celta&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S7ZqU1jpnmI/AAAAAAAAEks/s79uqxgVXjU/s72-c/i178091.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-8428556731482465333</id><published>2010-03-17T12:24:00.001-07:00</published><updated>2010-04-02T16:10:21.547-07:00</updated><title type='text'>Medos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;medos&lt;/strong&gt; foram uma das tribos de origem ariana que migraram da Ásia Central para o planalto Iraniano, posteriormente conhecida como Média, e, no final do século VII a.C., fundaram um reino centrado na cidade de Ecbátana.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6EtoQYlGuI/AAAAAAAAEbM/vDgp_6TaTxc/s1600-h/Em+amarelo+neste+mapa,+o+imp%C3%A9rio+medo-persa..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449687193711090402" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 391px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6EtoQYlGuI/AAAAAAAAEbM/vDgp_6TaTxc/s400/Em+amarelo+neste+mapa,+o+imp%C3%A9rio+medo-persa..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa mostra os reinos e impérios que faziam fronteira com &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;o Império Medo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por volta 600 A.C.. Em verde o Império Babilônico, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;em azul o Reino da Lídia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;e em amarelo o território do Império Medo.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medos não deixaram fontes escritas, razão pela qual a sua língua e as suas estruturas sociais, econômicas e políticas são desconhecidas. O que se sabe deles deriva do registro bíblico, de textos assírios e também dos historiadores gregos, clássicos. As informações disponíveis acerca dos medos são, por vezes, contraditórias. Heródoto, por exemplo, não faz diferença entre os medos e os persas, chamando as guerras entre gregos e persas de Guerras Médicas, como se os dois povos fossem apenas um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medos parecem ter-se constituído em numerosos pequenos reinos sob chefes tribais, e os jactanciosos relatos dos imperadores assírios Shamshi Adad V, Tiglate-Pileser III e Sargão II referem-se às suas vitórias sobre certos chefes de cidade da distante terra dos medos. Depois da vitória sobre o reino de Israel, em 740 AEC, os israelitas foram enviados ao exílio em lugares na Assíria e "nas cidades dos medos", algumas delas sendo então vassalos da Assíria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os esforços dos assírios de subjugar "os insubmissos medos" continuaram sob o rei assírio Esar-Hadom, filho de Senaqueribe, e evidentemente contemporâneo do Rei Manassés, de Judá (716-662 AEC). Numa das suas inscrições, Esar-Hadom fala de um distrito na borda do deserto de sal, que jaz na terra dos distantes medos, na beirada do monte Bikni, o monte de lápis-lazúli, [...] poderosos chefes que não se haviam submetido ao meu jugo, — eles mesmos, junto com seu povo, seus cavalos de montaria, seus bois, suas ovelhas, seus jumentos e seus camelos (bactrianos), — enorme despojo, eu levei para a Assíria [...] Meu tributo e meu imposto reais eu lhes impus, anualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ecbátana&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6EubqqenOI/AAAAAAAAEbU/eztNdvMFWOc/s1600-h/Ru%C3%ADnas+de+Ecbatana(atual+Hamadan,+Ir%C3%A3).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449688076938812642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 220px; CURSOR: hand; HEIGHT: 159px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6EubqqenOI/AAAAAAAAEbU/eztNdvMFWOc/s400/Ru%C3%ADnas+de+Ecbatana(atual+Hamadan,+Ir%C3%A3).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas de Ecbatana(atual Hamadan, Irã)&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Segundo o historiador grego Heródoto, quando os medos se viram livres dos assírios e ficaram dispersos em várias vilas onde não havia uma autoridade central, surge aí o nome Dioces, que se cansou de tentar resolver problemas de seu povo e se retirou para resolver os seus. Feito isso a desordem se intensificou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os habitantes daquelas vilas dispersas decidiram que Dioces deveria ser elevado a rei, e assim aconteceu. Com a elevação de Dioces à rei, este solicitou que fossem construídos um palácio e uma cidade, visto que as vilas não eram dignas de sediar seu reino. Surge Ecbatana.&lt;br /&gt;A capital dos medas foi construída fortificada por sete muralhas circulares com demais fortificações coloridas que variavam desde o azul, passando pelo laranja até o prateado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ecbatana teria sido fundada por volta de 678 a.C mas seus primórdios podem remontar a 2.000 a.C, com a união das vilas é que teria dado origem a grandiosas cidades dos medos. Hoje é Hamadan, situada a 300 Km a sudoeste de Teerã , na Irã. Possui 250 mil habitantes dentre seu monumentos destaca-se o túmulo do filósofo Avicena ( 980 - 1037).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Heródoto (I, 96), os medos tornaram-se um reino unido sob um governante chamado Dêioces. Alguns historiadores modernos acreditam que Dêioces seja o governante chamado Daiaukku nas inscrições. Ele foi capturado e deportado para Hamate, por Sargão II, em resultado duma incursão assíria na região da Média. Todavia, a maioria dos peritos acha que foi só no tempo de Ciaxares (ou Kyaxares, neto de Dêioces, segundo Heródoto [I, 102, 103]) que os reis da Média começaram a se unir sob determinado governante. Mesmo então talvez fossem apenas como os pequenos reis de Canaã, que às vezes lutavam sob a direção de determinado rei, embora ainda mantivessem um considerável grau de independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medos haviam aumentado em força apesar das incursões assírias, e começaram a ser então os rivais mais perigosos da Assíria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medos exerceram pressão sobre a Assíria, com ataques e invasões às terras ao norte da Mesopotâmia. Alguns arqueólogos concordam que o desgaste causado pelas disputas de terras com os medos tenha contribuído para a rápida dissolução do império assírio e a ascensão do Império Neo-Babilônico de Nabucodonosor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Nabopolasar, de Babilônia, pai de Nabucodonosor, se rebelou contra a Assíria, Ciaxares, o medo, juntou suas forças às dos babilônios. Depois de os medos capturarem Assur, no décimo-segundo ano de Nabopolassar (634 AEC), Ciaxares (chamado Ú-ma-kis-tar nos registros babilônicos) reuniu-se com Nabopolasar junto à cidade capturada, e eles “estabeleceram uma entente cordiale [entendimento cordial]," Beroso (conhecido através de Polistor e Abideno, ambos citados por Eusébio) diz que o filho de Nabopolasar, Nabucodonosor, casou-se com a filha do rei medo, o nome dela sendo Amitis (ou Amuhea, segundo Abideno). Os historiadores discordam, porém, quanto a se Amitis era filha de Ciaxares, ou do filho deste, Astíages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ciáxares&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ciáxares II (645 a.C. - 585 a.C.) foi rei do Império dos Medos entre 625 a.C. e 584 a.C.. Filho e sucessor de Ciáxares I, pai e antecessor de Astiages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destroçou as invasões Citas, em aliança com o novo monarca da Babilónia, Nabopolasar, e ambos iniciaram um forte campanha contra o Império Assírio, que rapidamente foi destruído logo que a sua capital Nínive foi conquistada em 612 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reorganizou e modernizou o exército medo o que lhe deu maior poder e facilidade de entrevir dentro e fora do reino. Esse novo poder também facilicou a aliança com a Babilónia que foi formalizada com o casamento da filha de Ciáxares com o filho de Nabopolasar, Nabucodonosor II, este o rei que construiu os Jardins suspensos da Babilónia como um presente para a sua esposa meda, que sentia falta do terreno montanhoso onde havia nascido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com estes novos aliados venceram o Império Assírio e destruíram Nínive, em 612 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da destruição da Assíria, os babilônicos ficaram com as terras baixas da Mesopotâmia, as quais transformaram-se na base do novo Império do Oriente Médio, no reino de Nabucodonosor (605-562 a.C.). As terras altas do leste passaram ao domínio dos medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medos conquistaram a Mesopotâmia setentrional, a Armênia e partes da Ásia Menor a leste do rio Halys, que era a fronteira estabelecida com a Lídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento, Cyaxares consolidou o seu reino e transformou o Império Medo numa nova potência emergente no Próximo Oriente. Reformou o exército medo segundo o modelo Assírio e babilónico. Reforçou também a administração e o protocolo com a corte de Ecbatana a capital do reino medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cyaxares empreendeu uma guerra de expansão em direção da Anatólia, chocando assim com o reino da Lídia (Anatólia), com quem manteve uma guerra de altos e baixos, sem grandes vitórias e que o levou a assinar um tratado de paz depois da famosa Batalha do Eclipse em 585 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A batalha do eclipse&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6ExAhJ_xyI/AAAAAAAAEbc/NdhYBhJgQWI/s1600-h/eclipse31.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449690909065070370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6ExAhJ_xyI/AAAAAAAAEbc/NdhYBhJgQWI/s200/eclipse31.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heródoto relatou a longa guerra entre os Lídios e os Medos na Ásia Menor. Referindo-se a uma batalha em 585 a. C., Heródoto escreve:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guerra entre os Lídios e os Medos prosseguiu por cinco anos com resultados diversos. Ao longo da guerra os Medos ganharam muitas batalhas aos Lídios e os Lídios também ganharam muitas batalhas aos Medos [...] Como nenhuma das nações emergia vitoriosa, outra batalha teve lugar no sexto ano, no decorrer da qual, no momento em que a luta estava a pôr-se mais acesa, o dia mudou subitamente para noite [...] Os Medos e os Lídios, quando observaram a mudança, pararam de lutar, e ambos os campos ficaram ansiosos por estabelecerem a paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi imediatamente aprovado um tratado e a paz consagrada com o casamento da filha do rei lídio com o príncipe medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois deste acordou Cyaxares morreu, deixando a seu filho Astiages um reino bem estruturado. Astiages foi o último rei da sua linhagem por via direta paterna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Domínio Persa&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em meados do Século VI a.C., os persas se rebelaram contra a política de Astiages.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século VI a.C. as tribos persas foram-se tornando mais sedentárias e os seus líderes já não eram só chefes tribais, mas aos poucos começaram a comportar-se como reis autênticos. Quando Astiages pretendeu castigar alguns chefes tribais a revolta foi inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 550 a.C., Ciro II(Ciro, o Grande), naquele tempo príncipe da Pérsia e vassalo dos medos, rebelou-se contra o seu avô, o rei medo Astíages, derrotando-o e capturando-o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A queda de Astiages não significou o fim da guerra já que os seus antigos aliados estavam preparados para ajuda-lo. No ano 547 a. C. Creso lançou uma expedição, mas foi derrotado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três anos após a revolta, Ciro, não só libertara a Pérsia, como derrotara os próprios Medos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6ExxTLF1wI/AAAAAAAAEbk/QSbfNthutoE/s1600-h/Persian_empire_490bc_Bactria.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5449691747125155586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 305px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6ExxTLF1wI/AAAAAAAAEbk/QSbfNthutoE/s400/Persian_empire_490bc_Bactria.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Império Persa&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os medos viram-se então sujeitos a seus parentes próximos, os persas. No novo império que se seguiu à derrocada dos medos, estes mantiveram-se em posição proeminente, considerados como iguais aos persas na guerra e nas honrarias. O cerimonial da corte meda foi adotado pelos novos soberanos persas, os quais residiam em Ecbátana nos meses de verão. Muitos nobres medos eram empregados como funcionários, sátrapas e generais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo disso foi Dario, o Medo, chefe militar de Ciro II que chefiou a conquista da cidade de Babilónia, em 539 a.C.. No livro bíblico de Daniel 9:1, é chamado filho de Assuero (na LXX, é vertido por Xerxes), da descendência real dos medos. Isso sugere que Assuero ou Xerxes, seja um nome título oficial usado pelos reis medos e persas. Não confundir com Dario I ou Xerxes I. Não era Cambises, o filho de Ciro II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dario foi nomeado co-regente por Ciro II e reinou em Babilónia. É chamado de "rei" no livro bíblico de Daniel. Nessa ocasião tinha 62 anos. Nomeou 120 governadores e sub-governadores (são chamados de "sátrapas" em sentido lato) no Distrito de Babilónia, sobre eles nomeou 3 altos funcionarios, dos quais o profeta Daniel era um. (Daniel 5:30,31; 6:1-3; 9:1; 6:28) No Cilindro de Ciro, o personagem bíblico Dario, o Medo, (Dario, em aram. é weDhoryáwesh; em gr. Dareíos; em lat. Daríus) é chamado de Gobrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É bem conhecido o relato de Daniel na cova dos leões e seu miraculoso livramento, e Dario, o Medo, ordenando por decreto reverência ao Deus de Daniel em todos os seus domínios. (Daniel 6:4-29) O relato, segundo os exegetas bíblicos, não é literal. Tratar-se-ia de um cliché literário com a finalidade de fortificar a fé dos judeus do pós-exílio no Deus de Israel. Porêm, há quem o considere como um acontecimento literal. A existência de "cova dos leões" na Babilónia está em conformidade com o testemunho de inscrições antigas. Os persas são conhecidos para ter herdado dos reis assírios a prática de manter estes animais nos seus jardins zoológicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conquistados por Alexandre, o Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo do Rei Assuero (que se acredita ter sido Xerxes I), ainda se fazia referência à "força militar da Pérsia e da Média", sendo o conselho privado do rei formado por "sete príncipes da Pérsia e da Média", e as leis ainda eram conhecidas como "as leis da Pérsia e da Média". Em 334 AEC, Alexandre, o Grande obteve suas primeiras vitórias decisivas sobre as forças persas, e em 330 AEC ocupou a Média. Após a sua morte, a parte meridional da Média passou a fazer parte do Império Selêucida, ao passo que a parte setentrional tornou-se um reino independente. Embora a Média fosse dominada ora pelos partos, ora pelo Império Selêucida. Estrabão, geógrafo grego, indicou que uma dinastia dos medos continuou no primeiro século EC. Em Jerusalém, em Pentecostes do ano 33 EC, estavam presentes medos, junto com partos, elamitas e pessoas de outras nacionalidades. Visto que são chamados de "judeus, homens reverentes, de toda nação", talvez fossem descendentes dos judeus exilados em cidades dos medos, após a conquista assíria de Israel, ou talvez alguns fossem prosélitos da crença judaica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Geografia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora suas fronteiras sem dúvida flutuassem, a antiga região da Média basicamente ficava ao oeste e ao sul do mar Cáspio, separada da costa daquele mar pela cordilheira do Elburz. No noroeste, se estendia além do lago Urmia até o vale do rio Araques, ao passo que no seu termo oeste os montes Zagros serviam de barreira entre a Média e a terra da Assíria, e as baixadas do rio Tigre; ao leste ficava uma grande região desértica, e ao sul o país de Elão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terra dos medos era principalmente um planalto montanhoso com a altitude média de 900 a 1.500 m acima do nível do mar. Uma parte considerável desta terra é uma estepe árida, onde há pouca precipitação pluvial, embora haja planícies férteis muito produtivas. A maioria dos rios flui para o grande deserto central, onde suas águas se dissipam em brejos e pântanos que secam no verão quente e deixam depósitos de sal. As barreiras naturais tornavam a defesa relativamente fácil. A cordilheira ocidental é a mais elevada, com numerosos picos de mais de 4.270 m de altitude, mas o cume mais elevado, o monte Demavend (5.771 m) se encontra na cordilheira do Elburz, perto do mar Cáspio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organização&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os medos destacaram-se pela administração de seu reino, especialmente organizada em comparação aos grandes reinos da época, como a Assíria, a Lídia e a Fenícia. Também mantinham um exército baseado em infantaria armada com espadas de ferro e escudos, arqueiros e cavaleiros com lanças. As demais tribos arianas, como os persas e os partos, permaneceram tributários dos medos por vários séculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Principais ocupações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas viviam em pequenas aldeias ou eram nômades, e a principal ocupação era a criação de gado. A excelente raça de cavalos criada pelos medos era um dos principais prêmios procurados pelos invasores. Rebanhos e manadas de ovelhas, cabras, jumentos, mulos e vacas também pastavam nos pastos dos altos vales. Em relevos assírios, os medos são às vezes representados usando o que parece serem capas de pele de ovelhas sobre as suas túnicas, e com botas altas com cordões. Esse era o equipamento necessário para o trabalho pastoril nos planaltos, onde os invernos traziam neves e intenso frio. A evidência arqueológica mostra que os medos possuíam hábeis trabalhadores em bronze e ouro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A magia dos Medos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heródoto, menciona que o termo magia estaria relacionado à palavra magos ou magus, definido como indivíduo pertencente à tribo dos medos. O historiador se refere aos magos como feiticeiros que integravam seitas secretas e prestavam serviços aos reis. A função dos magos foi relembrada pelo poeta Ésquilo ao trazer a memória dos atenienses, na tragédia Os Persas de 472 a.C., o domínio dos medos nas práticas mágicas de contatos com seres sobrenaturais através do ritual de psychagogos/evocação dos mortos. No drama, o poeta constrói a trama na qual Atossa, a rainha persa, necessitava dos conselhos do marido que havia sido morto em batalha. A rainha busca auxílio junto aos sacerdotes, solicitando que eles evocassem a alma do rei Dario através de rituais mágicos. Tal fato deixa transparecer que cabia aos magos estabelecer contato com os seres sobrenaturais, executar sacrifícios aos deuses, realizar rituais fúnebres, além de interpretar sonhos e presságios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sacerdotes usavam roupas de cor branca e sapatos feitos de couro e amarrado por cordões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; www.gradiva.pt / Wikipédia / Shvoong.com / História de Israel / Blog Cidades e Lugares / Leituras da História&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-8428556731482465333?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/8428556731482465333/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=8428556731482465333' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/8428556731482465333'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/8428556731482465333'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/03/medos.html' title='&lt;strong&gt;Medos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S6EtoQYlGuI/AAAAAAAAEbM/vDgp_6TaTxc/s72-c/Em+amarelo+neste+mapa,+o+imp%C3%A9rio+medo-persa..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-5197918784531372989</id><published>2010-03-09T13:07:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T13:30:19.226-08:00</updated><title type='text'>O raio X dos Maias</title><content type='html'>&lt;em&gt;Eles já haviam entrado em declínio quando os espanhóis chegaram. &lt;br /&gt;Hoje, os arqueólogos se esforçam para criar um retrato fiel da &lt;br /&gt;civilização que, por sete séculos, foi uma das mais desenvolvidas&lt;br /&gt; do Ocidente&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxvOgWi-CLI/AAAAAAAADB8/UxyYIHxUnvQ/s1600-h/maias+1.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 373px; height: 291px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxvOgWi-CLI/AAAAAAAADB8/UxyYIHxUnvQ/s400/maias+1.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412146432419170482" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1511, um navio espanhol com 15 homens e duas mulheres naufragou no norte da península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancún. Seus tripulantes, que pretendiam ir para Cuba, foram capturados pelos misteriosos moradores da região. Acabaram distribuídos como escravos entre os vários chefes locais – muitos foram sacrificados aos deuses. Seis anos depois, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à mesma região, que ele acreditava ser uma ilha. Chegou ali com 110 homens, em três navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1511, um navio espanhol com 15 homens e duas mulheres naufragou no norte da península de Yucatán, perto da atual cidade mexicana de Cancún. Seus tripulantes, que pretendiam ir para Cuba, foram capturados pelos misteriosos moradores da região. Acabaram distribuídos como escravos entre os vários chefes locais – muitos foram sacrificados aos deuses. Seis anos depois, o explorador espanhol Francisco Hernández de Córdoba chegou à mesma região, que ele acreditava ser uma ilha. Chegou ali com 110 homens, em três navios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As comunidades pelas quais passou a expedição de Hernández faziam parte do que restava de uma complexa sociedade que, durante 700 anos, dominara a América Central. Os maias haviam criado gigantescas cidades, com pirâmides e observatórios astronômicos. Em algumas áreas do conhecimento, chegaram a avançar muito mais que os europeus. Apesar de ter impressionado tanto os espanhóis, entretanto, os maias do século 16 não formavam mais, nem de longe, a civilização grandiosa de outrora. Uma amostra dessa decadência pode ser vista no filme Apocalypto, de Mel Gibson. O filme foi produzido nas regiões mexicanas de Catemaco e Vera Cruz e é falado em um dos dialetos maias. Em vez de continuar formando um sistema de cidades integradas, os maias viraram habitantes de povoados dispersos – e, muitas vezes, conflituosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender a ascensão e o declínio do povo maia é preciso voltar no tempo. É o que alguns dos grandes arqueólogos do mundo estão fazendo hoje, escavando no México e na América Central. Antes, acreditava-se que os maias haviam surgido por volta de 700 a.C. Graças a descobertas feitas em 2004 na Guatemala pela equipe do arqueólogo Arthur Demarest, da Vanderbilt University, sabe-se que, por volta de 1500 a.C., grupos maias já tinham criado estátuas de 5 metros de altura por 3 de largura. Até o ano 200, construíram centros cerimoniais como Uaxactún e Tikal, onde os agricultores se encontravam nos períodos de celebrações religiosas. Nos sete séculos seguintes, eles viveram seu período de maior exuberância, chamado de “clássico” pelos pesquisadores. Levantaram El Petén, ainda na Guatemala, e se expandiram para o oeste, o sudoeste e o norte. Surgiram Palenque, Copán e Piedras Negras, entre outras 40 cidades – boa parte delas no atual território mexicano. O território alcançava os atuais México, Belize e El Salvador e chegou a ter 325 mil quilômetros quadrados de área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estruturadas em torno de praças, as cidades tinham ruas de calçadas largas e abrigavam pirâmides de até 45 metros, templos religiosos com abóbadas, palácios com grandes espaços internos, casas de banho e espaços para a prática de esportes. As casas normalmente tinham três quartos seguidos, com a luz entrando apenas pela porta da frente, e a cozinha ao fundo. A água vinha de poços, graças a um sistema intrincado de irrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em novembro de 2006, o pesquisador japonês Takeshi Inomata divulgou a tese de que os maias usavam suas praças centrais como grandes anfiteatros, onde eram apresentados espetáculos que tratavam das divindades e reforçavam o poder da elite local. Apesar de nunca terem formado um império unificado, as grandes cidades maias mantinham uma organização política parecida: a maior autoridade em cada vila era o halach vinic, que governava em nome de um dos deuses. Seu cargo era hereditário, e cabia a ele escolher, entre os membros da nobreza, os homens responsáveis por comandar os soldados e fiscalizar o pagamento de impostos e a aplicação das leis. Além dos governantes, havia sacerdotes, responsáveis pelos templos, pelas pesquisas astronômicas, pelos tratamentos médicos e pelo ensino. Abaixo deles vinham os guerreiros, os artesãos e os pequenos comerciantes. A base da pirâmide populacional era formada pelos camponeses e pelas pessoas que trabalhavam nas construções. Eram eles que sustentavam a elite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma cidade tinha controle sobre a outra, mas as maiores e mais poderosas usavam o poder militar para conseguir os melhores acordos comerciais. “Os reis podiam se aliar uns aos outros por períodos que podiam variar de um a 200 anos. Essa era uma organização política muito frágil e pouco estável. É por isso que, apesar de terem em comum a língua, os hábitos e a religião, eles nunca foram um único império”, diz o americano Marcello Canuto, professor de Arqueologia da Universidade de Yale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em nome dos deuses&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até cerca de duas décadas atrás, os maias eram vistos como um povo pacato. Mas a arqueologia acabou descobrindo que eles faziam sacrifícios sangrentos, com direito a cerimônias em que as vítimas eram arremessadas vivas dentro de poços. Achou cruel? Bem, as alternativas não eram lá muito melhores: era comum que o sacerdote arrancasse o coração das pessoas ainda batendo ou as esfolasse para vestir sua pele. Toda essa carnificina tinha uma explicação simbólica: os maias acreditavam que o homem faz parte de uma terceira geração de seres humanos, feita a partir do milho. As duas anteriores, construídas com barro e depois com madeira, teriam sido destruídas por dilúvios, um de água e outro de lava. Para evitar destino parecido, era preciso agradar os deuses constantemente com oferendas valiosas – e nada era mais valioso que o sangue humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maias acreditavam em 13 deuses que habitariam 13 diferentes camadas celestes. Haveria ainda outros nove deuses, moradores de nove mundos subterrâneos. Essas divindades não eram exclusivamente boas ou más, mas algumas ajudavam mais os seres humanos que outras. Ah Puch, por exemplo, é o temível deus da morte, e Camazotz, com sua forma de morcego, é um de seus demônios. No lado mais amistoso do panteão, Chaac é o responsável pelas chuvas, e o deus em forma de cobra Gucumatz é responsável pela criação de novos seres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a relação dos maias com os deuses ia além dos cerimoniais violentos. Essa devoção acabou dando impulso para que uma ciência se desenvolvesse: a astronomia, usada para entender melhor o ciclo da vida, criado e mantido pelas divindades. Um dos observatórios mais importantes, o de Caracol, nas ruínas de Chichén Itzá, ainda está em ótimo estado. A observação dos astros levou os maias a criar um calendário dividido em 18 meses de 20 dias e mais um mês curto, de 5 dias. A cada 52 anos era celebrado um mês extra de 13 dias e a cada 3172 anos havia um ano 25 dias mais curto. Pode soar muito complicado, mas, na ponta do lápis, essa organização fazia com que o ano maia tivesse 365,242129 dias. Isso é incrivelmente próximo do calendário astronômico, que possui 365,242198 dias. Até 1582, a Europa usava um calendário bem menos preciso, de 365,25 dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maias ainda conheciam bem os ciclos da Lua e estimavam que o ciclo de Vênus tinha 584 dias de duração (um dado muito próximo do hoje considerado real: 583,92 dias). Para sustentar o conhecimento da astronomia, eles desenvolveram a matemática, que incluía o conceito de zero já no ano 325 – os europeus só passariam a adotá-lo em suas contas a partir do século 12. O sistema de numeração maia tinha base 20 e era representado por pontos e barras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao lado de toda essa matemática, os maias desenvolveram a linguagem escrita mais completa de toda a América pré-colombiana. Ela era composta por mil diferentes caracteres, representando sons e símbolos. Além de ser entalhados em pedra, os textos eram pintados sobre cerâmica ou códices (placas feitas de fibras vegetais, recobertas de resina e cal – dobradas, ficavam com uma forma parecida com a de nossos livros). Nos últimos cinco anos, conforme novas inscrições vêm sendo encontradas, o número de caracteres traduzidos saltou de 180 para 500.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2001, a equipe de Arthur Demarest descobriu novos degraus da pirâmide de Dos Pilas, na Guatemala. Eles estavam soterrados, mas apareceram graças à destruição causada por um furacão. Nos degraus, estavam gravados hieroglifos que contam a história de uma guerra entre duas cidades-estado, Tikal e Calakmul. Esses textos forneceram uma nova informação: o rio Usumacinta, que nasce na Guatemala e desemboca no golfo do México, facilitou o comércio entre os maias e possibilitou o surgimento de várias cidades. Mas, afinal, por que elas teriam entrado em decadência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apocalipse na América&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora ainda haja muitas perguntas a ser respondidas, a estrutura política centralizada em torno de uma pequena aristocracia improdutiva pode ter acelerado a decadência dos maias. Os achados arqueológicos indicam que, a partir do ano 900, suas principais cidades foram abandonadas. Sabe-se que a área foi assolada por longos períodos de seca. De acordo com o geólogo David Hodell, da Universidade da Flórida, entre os anos 700 e 900, a região dos maias experimentou as maiores estiagens em 7 mil anos. Mas não há sinais de que a seca tenha provocado mortes em massa. O mais provável é que os camponeses tenham abandonado as cidades e se retirado para regiões mais isoladas, onde viveriam do que plantavam, sem prestar contas a reis nem sustentá-los. Vários indícios, como templos inacabados e tronos queimados, sugerem que, antes de deixar os municípios, os colonos teriam promovido rebeliões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu livro Colapso, o biólogo americano Jared Diamond argumenta que a falta de visão de futuro e a ausência de cuidado com o meio ambiente é que teriam provocado o declínio da civilização maia. O antropólogo americano Marcello Canuto pensa de modo parecido. “Os governantes estavam ocupados demais na construção de obras grandiosas e não foram capazes de lidar com as necessidades do povo”, diz o professor da Universidade de Yale. “Em 800 eles estavam fazendo exatamente o mesmo tipo de agricultura do ano 200, mas a população tinha aumentado. Não havia como produzir mais comida para mais pessoas, no mesmo pedaço de terra, sem degradar o ambiente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os séculos 10 e 12, os maias registraram um período de renascimento, concentrado na região de Yucatán. Por trás dessa nova fase estava a influência dos toltecas, um povo que viveu entre a península e o território dos astecas. Além de tornar mais sangrentos os rituais religiosos, os toltecas levaram os maias a intensificar o comércio e o intercâmbio com outros povos. Nessa fase, que os estudiosos chamam de “pós-clássica”, a liga de Mayapán, formada por Mayapán, Uxmal e Chichén Itzá, passou a liderar as principais cidades da região. Mas, a partir de 1441, a união se tornou instável e novos conflitos provocaram a dissolução da liga. Quando os espanhóis desembarcaram na península, os maiores centros maias estavam abandonados e as populações sobreviventes estavam constantemente em pé de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conquista e resistência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em plena crise interna, os maias tiveram de encarar a invasão espanhola. Depois da malfadada expedição de Francisco Hernández de Córdoba, em 1517, a Espanha voltou à carga contra os maias. O explorador Juan de Grijalva viajou para Yucatán no ano seguinte, mas recebeu informações a respeito de um outro império a leste, muito mais poderoso – e, principalmente, mais rico em ouro. Eram os astecas. Isso mudou totalmente a estratégia de conquista dos espanhóis: os maias, mais pobres e mais desorganizados, foram relegados a segundo plano – sequer valia a pena investir tempo e pessoal em uma guerra contra eles. Enquanto isso, os vizinhos sofriam as conseqüências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1521, apenas dois anos depois de sair para sua missão de conquista, Hernán Cortés derrotou os astecas, destituiu e torturou pessoalmente o imperador Cuauhtémoc e arrasou a capital Tenochtitlán, onde começou a surgir a Cidade do México. Garantido o controle sobre o território e as riquezas astecas, os espanhóis não tiveram pressa em voltar à carga contra os maias. Ironicamente, a falta de ouro e a desorganização política garantiram a eles longevidade muito maior – como não existia um império unificado, as cidades maias tinham que ser derrotadas praticamente uma a uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira grande iniciativa de conquista dos maias ocorreu em 1527, liderada por Francisco de Montejo. Depois de massacrar 1200 nativos na cidade de Chauca, suas tropas acabaram expulsas de Yucatán no ano seguinte. Uma nova invasão ocorreu em 1531, mas também acabou em fuga espanhola. Em 1540, Francisco Montejo Filho, que herdara a missão do pai, chegou à península com um grande exército. Seis anos depois, apoiado por alguns chefes locais, declarou vitória na região de Yucatán. Mais ao sul, entretanto, os maias seguiram livres. Tayasal, na atual Guatemala, foi o último foco de resistência. Só caiu em 1697.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os maias foram conquistados, mas não exterminados. “Em uma luta paciente e silenciosa, a cultura maia sobrevive a todas as conquistas e se mantém preservada nos trajes, nas comidas, nas lendas, nas músicas e nas danças”, afirma Mariluci Guberman, do Programa de Pós-Graduação em Letras Neolatinas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje, 6 milhões de pessoas que vivem em Yucatán e na Guatemala são consideradas maias. Eles falam 25 dialetos diferentes e, em sua maioria, vivem exatamente da mesma forma que seus antepassados: espalhados pela zona rural, vivendo da agricultura e visitando o centro da vila apenas em ocasiões festivas. Acordam às 4 da manhã para trabalhar no plantio, voltam para casa às 19h e dormem às 21h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres maias mantêm as roupas tradicionais, com vestidos longos e véus. Produzem tecidos com padrões seculares, herdeiros diretos dos que eram feitos antes da chegada dos espanhóis. A religiosidade politeísta também é mantida, ainda que disfarçada sob os conceitos e santos católicos. Entre as maiores personalidades maias de nosso tempo estão o Subcomandante Marcos, líder do grupo rebelde zapatista da região mexicana de Chiapas, e dois guatemaltecos vencedores do Prêmio Nobel. O primeiro foi Miguel Ángel Asturias, o escritor mais importante da história de seu país, que venceu na categoria Literatura em 1967 (e morreu em 1974). A segunda foi Rigoberta Menchú, que ganhou o Nobel da Paz em 1992 por sua luta pelos direitos dos povos indígenas da América. Ela é um claro exemplo de que, com 4500 anos de história, os maias são muito mais que um grande povo do passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para não confundir&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Entenda as diferenças entre maias, astecas e incas&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles foram uma civilização muito avançada, mas acabaram sendo dizimados pelos espanhóis. Essa definição serviria tanto para maias quanto para astecas e incas, é verdade. Mas há distinções fundamentais entre esses três povos, muitas vezes confundidos entre si. Os mais próximos são os maias e astecas, habitantes da América Central e do atual México. Eles foram precedidos e influenciados pelos olmecas, que viveram nessas regiões até 400 a.C. Os olmecas tinham cidades de até 2 500 habitantes e escreveram o primeiro texto da América, datado de 650 a.C. Eram politeístas, faziam sacrifícios humanos, construíam pirâmides e jogavam futebol com bolas de borracha. Todos esses traços foram herdados por maias e astecas, que chegaram a ser contemporâneos. Os astecas surgiram em 1200, mais de 2 mil anos depois dos maias. Construíram um império cuja capital, Tenochtitlán, tinha 300 mil habitantes no século 16 (era maior do que todas as cidades européias da época, à exceção de Constantinopla). Já os incas são outro departamento. Viveram 5 mil quilômetros ao sul de maias e astecas, na região dos Andes. Dominavam a metalurgia, tinham sofisticadas técnicas agrícolas e usavam a lhama como animal de tração. Surgiram pouco depois dos astecas, em 1300. Como eles, também montaram um império com poder centralizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fim das contas, incas e astecas eram mais organizados e capazes de dominar a tecnologia. Os maias, em compensação, eram muito cultos. “Ao contrário de todos os outros povos da região, eles desenvolveram um sistema completo de escrita”, diz antropólogo americano Marcello Canuto, da Universidade de Yale. “Nosso mundo se apóia na escrita. Por isso, temos um grande fascínio por eles. Não é à toa que Mel Gibson escolheu os maias, e não os astecas ou os incas, para fazer um filme.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nativo adotivo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O espanhol que escolheu lutar ao lado dos maias&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Membros do grupo que encontrou acidentalmente os maias em 1511, no norte da península de Yucatán, o padre Gonzalo Guerrero e o frei franciscano Gerónimo de Aguilar tiveram a sorte de não serem mortos ou escravizados. Em 1519, o conquistador Hernán Cortés descobriu que ambos estavam vivos, presos em Chetumal, e negociou até conseguir a liberação deles. Só Gerónimo aceitou. Gonzalo quis ficar. “Casei-me aqui, tenho três filhos e sou um cacique maia. Os espanhóis jamais me aceitariam”, teria dito ao ex-colega de cativeiro. Até morrer, em 1531, Gerónimo se tornou intérprete dos espanhóis e ajudou na violenta conquista do México. Já Gonzalo liderou a resistência maia contra os espanhóis em Chetumal até ser morto no campo de batalha, em 1536. Seus filhos com a índia Zazil são considerados os primeiros mexicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cientistas letrados&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os pontos altos da civilização maia eram a astronomia, a matemática e o alfabeto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De olho no céu&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O observatório de Caracol, na cidade de Chichén Itzá, foi construído por volta do ano 1050. O seu nome vem do formato da escada interna que leva ao posto de observação no topo do edifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um dia após o outro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Em superfícies de pedra como esta, os maias usavam símbolos matemáticos para contar a passagem dos dias. O calendário maia era mais preciso que o dos europeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Escrituras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Placa de jade feita no século 5 mostra alguns dos mil caracteres do alfabeto maia, o mais completo existente entre os povos da América pré-colombiana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mestres das obras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os suntuosos palácios e as grandes pirâmides maias eram ricamente ornamentados&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A cobra que ri&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Detalhe de um dos edifícios de Chichén Itzá mostra a cabeça da serpente emplumada, animal mítico que adorna muitas construções da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Selva de pedra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Palenque é uma das mais belas e monumentais cidades maias. A construção maior era um palácio, terminado no século 8. E a pirâmide foi o túmulo do líder Pacal, morto em 683.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Megacalendário&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A pirâmide de Kukulcan, a mais famosa de Chichén Itzá, tem 25 metros de altura e quatro escadarias que, no total, possuem 364 degraus. Somados à cúpula, eles representariam os dias do ano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Parece que foi ontem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Os maias eram hábeis artesãos e cultivavam hábitos que ainda são comuns na América&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Craques na pelota&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Assim como os astecas e olmecas, os maias também jogavam futebol, usando bolas de borracha. O artefato abaixo, do ano 590, é uma espécie de placar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pausa para o lanche&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Algumas comidas típicas do México e da América Central nasceram com os maias. O curioso disco acima, por exemplo, era usado para fazer tortillas. Foi achado em Belize.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reflexo particular&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Encontrados na Guatemala, estes fragmentos compunham um espelho, feito de pirita. Provavelmente era usado por um rei para impressionar súditos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Beleza real&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esculpida em jade, esta jóia foi achada no túmulo de uma rainha maia. A peça provavelmente era usada como adorno de cabeça, presa a uma coroa ou uma faixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para assistir sem legenda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Expressões em maia-yucateco, o dialeto usado em Apocalypto&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Ahau: deus.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Ah kin: sacerdote supremo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;• &lt;/strong&gt;Balam: jaguar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Balché: vinho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Chen: poço.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Chi: boca.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Chicle: borracha natural de mascar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Copal: incenso.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Halach Uinic: rei.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Kin: sol.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Huipil: o vestido das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Milpa: milho.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Nacom: comandante militar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Pok-a-tok: futebol maia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Quetzal: ave selvagem sagrada.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Sacbe: pedra usada nas construções.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Tulum: cerca.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Uinal: mês de 20 dias.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;•&lt;/strong&gt; Xibalba: o submundo, para onde vão os mortos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-5197918784531372989?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/5197918784531372989/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=5197918784531372989' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5197918784531372989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5197918784531372989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/03/o-raio-x-dos-maias.html' title='&lt;strong&gt;O raio X dos Maias&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SxvOgWi-CLI/AAAAAAAADB8/UxyYIHxUnvQ/s72-c/maias+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-2436835336744511615</id><published>2010-03-03T09:06:00.000-08:00</published><updated>2010-03-09T13:30:54.740-08:00</updated><title type='text'>Moabitas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;moabitas&lt;/strong&gt; foram um povo nômade que se estabeleceu a leste do Mar Morto por volta do século XIII a.C., na região que mais tarde seria chamada de Moabe.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46XhJnblOI/AAAAAAAAEPI/N7I9F76GhC8/s1600-h/BXK66786_jordania1-febbraio-2005-144800.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444455595310290146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46XhJnblOI/AAAAAAAAEPI/N7I9F76GhC8/s400/BXK66786_jordania1-febbraio-2005-144800.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moabe é o nome histórico de uma faixa de terra montanhosa no que é atualmente a Jordânia, ao longo da margem oriental do Mar Morto. Na Idade Antiga, pertencia ao Reino dos Moabitas, um povo que estava freqüentemente em conflito com os seus vizinhos israelitas a oeste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo a Biblia (Gênesis 19.30-38), deu-se origem o povo Moabita através de um incesto, promovido pela filha mais velha de Ló, Sobrinho de Abraão, logo após a destruição de Sodoma e Gomorra. Depois de ser tirado de Sodoma pelos anjos, Ló não achou mais lugar para viver nas cidades, especialmente Zoar, e foi-se para as montanhas e habitou em uma caverna. Sua filha mais velha em uma conversa com a sua irmã mais nova, disse que o pai, Ló, já era homem velho e não havia nenhum outro filho homem para dar continuidade na linhagem do pai, coisa que o povo da época, levava muito a sério. Elas embebedaram o pai e as conceberam cada uma, um filho do próprio pai. A mais velha gerou Moabe, origem do povo Moabita e a mais nova gerou Ben-Ami, patriarca do povo de Amom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser Ló, sobrinho de Abraão, isso explica o porque dos Moabitas serem aparentados dos Hebreus, pois Abraão foi o patriarca do povo de Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a cidade de Ló estava sendo destruída, DEUS ordenou que ele e sua família fosse embora e não olhasse para trás. Quando estavam saindo, a esposa de Ló olhou para trás e virou uma estátua de sal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Reino de Moabe&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46Y7bZhhFI/AAAAAAAAEPQ/SLPHd7XwoVU/s1600-h/Mapa+mostra+o+Reino+de+Moabe+em+830+a.C...png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444457146272023634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46Y7bZhhFI/AAAAAAAAEPQ/SLPHd7XwoVU/s400/Mapa+mostra+o+Reino+de+Moabe+em+830+a.C...png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Mapa mostra o Reino de Moabe em 830 a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A tribo desenvolveu-se no sudeste da Transjordânia, onde Ló poderá ter vivido depois da destruição de Sodoma. Depois que se tornaram fortes, expulsaram os emeus e ocuparam-lhes o país, desde o ribeiro de Zerede (Wâdi el-Hesa), que desagua no Mar Morto, na sua extremidade mais a sul, até “às planícies de Moabe”, que se situavam a nordeste do Mar Morto. Contudo, pouco depois da chegada dos israelitas, Seom, um rei amorreu, tomou de Moabe o território a norte do Arnom (Wâdi el-Môjib) e estabeleceu a sua capital em Hesbom. Moabe estendeu-se, depois, desde o Zerede até ao Arnom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46Z2030FCI/AAAAAAAAEPY/xQrfFJD64PA/s1600-h/moabe.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444458166722237474" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46Z2030FCI/AAAAAAAAEPY/xQrfFJD64PA/s400/moabe.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Reino de Moabe e as tribos Israelitas durante o período dos juízes.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Durante o início do período dos juizes, os moabitas, no reinado do rei Eglom, invadiram o oeste de Canaã, tomaram Jericó, a “cidade das palmeiras” e oprimiram o povo de Israel durante dezoito anos. No fim deste período, Eúde, um benjamita, assassinou Eglom no seu palácio, expulsou os moabitas novamente para este e livrou o seu povo da opressão. Mais tarde, durante uma época de fome que assolou o oeste da Palestina, Elimeleque, um cidadão de Belém, mudou-se para Moabe, onde os seus dois filhos casaram com duas mulheres moabitas - Orfa e Ruth. Depois que os três homens morreram, Noemi (a mulher de Elimeleque) e Ruth voltaram para Belém, onde Ruth se tornou na mulher de Boaz e, por consequência, numa antepassada de Davi. Saúl teve problemas com os moabitas, sendo bem sucedido nas batalhas em que os enfrentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram combatidos e subjugados por Davi, rei de Israel. Tornando Moabe um dos seus tributários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a ruptura do Reino de Israel (Criação dos Reinos de Israel e Judá) , Moabe parece ter-se aproveitado da fraqueza de Israel para conseguir a sua independência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, Onri, um rei forte, subjugou Moabe mais uma vez, forçando os moabitas a pagarem um pesado tributo anual ao Reino de Israel. Após a morte de Acabe, Mesa, o rei de Moabe, rebelou-se contra Israel e tentou recuperar o seu domínio sobre Moabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46bdzKAxaI/AAAAAAAAEPg/03qAd2gI9t4/s1600-h/Karak+era+a+capital+do+reino+b%C3%ADblico+de+Moab,+e+a+fortifica%C3%A7%C3%A3o+de+pedra,+o+s%C3%ADmbolo+m%C3%A1ximo+da+arquitetura+de+defesa+dos+cruzados..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444459935788221858" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 292px; CURSOR: hand; HEIGHT: 280px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46bdzKAxaI/AAAAAAAAEPg/03qAd2gI9t4/s400/Karak+era+a+capital+do+reino+b%C3%ADblico+de+Moab,+e+a+fortifica%C3%A7%C3%A3o+de+pedra,+o+s%C3%ADmbolo+m%C3%A1ximo+da+arquitetura+de+defesa+dos+cruzados..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Quir-Haresete (Kerak) foi uma antiga fortaleza e capital &lt;br /&gt;do Reino de Moabe, e a fortificação de pedra, o símbolo máximo &lt;br /&gt;da arquitetura de defesa dos cruzados.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O rei Josafá de Judá e os reis de Edom e Israel juntaram-se em uma campanha contra Mesa. Embora os exércitos tivessem derrotado os moabitas, invadindo o seu país, destruindo muitas cidades e cercando a fortaleza de Quir-Haresete (Kerak), voltaram para as suas terras sem uma vitória determinada. O rei Mesa, de Moabe, aparentemente nessa altura, estendeu os seus domínios para norte e ocupou grande parte do território de Israel, tal como declara a Pedra Moabita. Mais no fim do reinado de Josafá, os moabitas, juntamente com os amonitas e os edomitas, invadiram Judá. Contudo, Deus fez com que eles se destruíssem uns aos outros e Josafá, rei de Judá, só teve que recolher os despojos (2Cr 20:1-30).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O exército moabita atacou Israel por altura das colheitas que se seguiram e possivelmente antes da morte de Eliseu (2Rs 13:20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes ataques ilustram bem a hostilidade que os moabitas sentiram contra os seus vizinhos hebreus. Na bíblia os profetas denunciaram amargamente a hostilidade de Moabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período imperial assírio, quando praticamente toda a Síria e Palestina se encontravam subjugadas pela Assíria, Moabe também se tornou num vassalo assírio, sendo freqüentemente mencionada nos registos assírios como tendo pago tributo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os reis moabitas que se seguem são mencionados pelo nome em registos assírios: durante o reinado de Tiglath-Pileser III (745-727 AC) - Rei Salamanu de Moabe; no reinado de Senaqueribe (705-681 AC) - Rei Kammusunadbi; sob Esaradom (681-669 AC) e Asurbanipal (669-627? AC) - Musuri e Kamashaltu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando os Babilônios conquistaram o Império Assírio, incorporam Moabe também ao seu território.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o tempo de domínio persa, deu-se um influxo de árabes para o território de Moabe e os moabitas terão eventualmente perdido a sua identidade ao se unirem aos árabes nabateus, passando a fazer parte do reino Nabateu no tempo de Cristo. Depois de 105 DC, o antigo reino moabita foi anexado como parte da provincía romana da Arábia Petra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedra Moabita&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46eUzJPGxI/AAAAAAAAEPo/HvTGMyF-uRk/s1600-h/A+estela+de+Mesha+fotografada+por+volta+de+1891+descreve+a+Guerra+do+monarca+Mesha+contra+os+Israelitas..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444463079701027602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46eUzJPGxI/AAAAAAAAEPo/HvTGMyF-uRk/s400/A+estela+de+Mesha+fotografada+por+volta+de+1891+descreve+a+Guerra+do+monarca+Mesha+contra+os+Israelitas..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A estela de Mesha fotografada por volta de 1891 descreve a Guerra&lt;br /&gt;do monarca Mesha contra os Israelitas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pedra Moabita&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Estela de Mesa&lt;/strong&gt;, é uma pedra de basalto, com uma inscrição sobre Mesa, Rei de Moabe. Este registra a conquista de Moabe por Omri, Rei de Israel Setentrional. Após a morte de Acab, filho de Omri, Mesa revolta-se depois de prestar vasalagem por 40 anos. Esta inscrição completa e confirma o relato bíblico em II Reis 3:4-27. A estela teria sido feita, aproximadamente, por volta de 830 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estela foi adquirida em Jerusalém pelo missionário alemão F. A. Klein , em 1868. Encontrada em Díbon, a antiga capital do Reino de Moabe, a 4 milhas a Norte do Rio Árnon. Encontra-se no Museu do Louvre, em Paris. Com a excepção de algumas variações, mostra que a escrita dos moabitas era idêntica ao hebraico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Pedra Moabita confirma o nome de locais e de cidades moabitas mencionadas no texto bíblico: Atarote e Nebo (Números 32:34,38), Aroer, o Vale de Árnon, planalto de Medeba, Díbon (Josué 13:9), Bamote-Baal, Bet-Baal-Meon, Jaaz [em hebr. Yáhtsha] e Quiriataim (Josué 13:17-19), Bezer (Josué 20:8), Horonaim (Isaías 15:5), e Bet-Diblataim e Queriote (Jeremias 48:22,24).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua moabita era parecida com o hebraico, contendo algumas variantes dialéticas em relação ao hebraico bíblico, tal como se pode ver nas inscrições da Pedra Moabita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião moabita era politeísta. O deus principal era Quemos (Jr 48:13), cujo nome surge na Pedra Moabita (linhas 3, 5, 9, etc.) e em nomes próprios tais como Kammusunadbi e Kamashaltu, já anteriormente mencionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46fuhw03qI/AAAAAAAAEPw/JgHbZAQoKL4/s1600-h/camos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5444464621223468706" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 217px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46fuhw03qI/AAAAAAAAEPw/JgHbZAQoKL4/s400/camos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;deus Quemos.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Durante uma campanha militar dos Reinos de Judá, Edom e Israel contra Moabe o rei mesa de Moabe desesperado diante da derrota teve como última alternativa sacrificar a seu deus Quemos o seu filho(II Reis 3: 26-27):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Desesperado, ouvindo os gritos de guerra dos israelitas e seus aliados do outro lado dos muros da cidade, Mesa olhava em volta e procurava uma maneira de escapar daquela situação. Tentou enviar setecentos homens que haviam sobrevivido ao ataque para romper as linhas inimigas, de modo que pudesse fugir para a Síria. Não deu certo. Só lhe restava mesmo o auxílio sobrenatural.&lt;br /&gt;— Filho, venha cá.&lt;br /&gt;Após proferir uma breve prece, Mesa imolou seu filho e herdeiro do trono nas muralhas da cidade, como um sacrifício a Quemos, seu deus. Aterrorizados com a cena, os israelitas fugiram.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Nm 25:3 e noutras passagens, Baal de Peor é mencionado provavelmente como uma deidade moabita local. O nome da deusa Ashtar também é mencionado na Pedra Moabita e na coluna de Balu‘a, encontrada em Balu‘a e apresentando um deus semelhante a uma deidade egípcia. 2Rs 3:27 confirma que os moabitas ofereciam, ocasionalmente, aos seus deuses alguns sacrifícios humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Bíblia / Site Jesus Voltará&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-2436835336744511615?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/2436835336744511615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=2436835336744511615' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2436835336744511615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/2436835336744511615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/03/moabitas.html' title='&lt;strong&gt;Moabitas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S46XhJnblOI/AAAAAAAAEPI/N7I9F76GhC8/s72-c/BXK66786_jordania1-febbraio-2005-144800.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-7282218567969126354</id><published>2010-02-24T17:29:00.000-08:00</published><updated>2010-03-03T14:11:06.782-08:00</updated><title type='text'>Costobocos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;Costobocos&lt;/strong&gt; (grego arcaico: Κοστοβῶκοι, Costoboci, Coisstobocensis ou Koishtobokai) era uma tribo Dácia, que vivia nas áreas conhecidas hoje como Maramureş e sul-Ucrânia ocidental.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XTOm6qfeI/AAAAAAAAEL4/IxS-5B9UAcw/s1600-h/General+costoboci.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441987972665343458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 250px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XTOm6qfeI/AAAAAAAAEL4/IxS-5B9UAcw/s400/General+costoboci.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cavaleiros Costobocos.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Uma inscrição encontrada em Roma, atesta Pieporis como rei da tribo Dacia dos Costoboci.  Inscrição tinha sido levantada pelos sobrinhos de Pieporus, e diz: "D (is) M (Anibus) / Ziai / Tiati Fi (liae) / Dacae uxori Regis / Piepori / Coisstobocensis / Natoporus et / Drilgisa aviae / cariss (IMAE) b (ene) m (erenti) fecer (UNT)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu povo é, obviamente, o Koistobokoi da província romana da Dácia, habitavam a cidade de Piroboridava, e outras cidades como Tamasidava, Utidava, Trifulon e aso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arqueologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arqueologicamente falando, eles são identificados com a cultura Lipiţa.  Quando o imperador romano Trajano conquistou Dacia em 106, os Costoboci permaneceu entre as tribos livres da Dácia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No oeste assentamentos Ucrânia Costoboci de cultura Lipiţa foram encontrados em vilas ucraniano de Verkhnya Lypytsya daí o nome da cultura Lipita), Maydan Holohirskyy, Remezivtsi, Voronyaky, Bolotnya, Zelenyy Hay, Lysychnyky etc  - Tudo na parte sudoeste da Região Ternopilska, zona sudeste de Lvivska Região e região norte de Ivano-Frankivska Região da Ucrânia Ocidental.  Os arqueólogos acreditam que eles se mudaram no Alto da área Dniester actual Ucrânia ocidental das encostas dos montes Cárpatos ao longo dos rios, afluentes, deixou de lado Dniester norte, como Zolota Lypa rio.  &lt;br /&gt;Eles queimavam seus mortos, provavelmente acreditando em purificação pelo poder de fogo e em vida após a morte.  Sua presença aqui desaparece no início do século 3.  Acredita-se que eles se mudaram para o sul para centro da Dacia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A inscrição funerária na Tropaeum Traiani: "A DM Daizi Comozoi vixit um L interfectus um Castabocis Justamente Patri et Val posuerunt BM"  (filho Daizus de Comozous mortos nas guerras com Costoboci, seus filhos e Justamente Valens).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerra contra os romanos&lt;/strong&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XXyjefTlI/AAAAAAAAEMQ/WEAULyul4Hg/s1600-h/Cavaleiro_Costoboco2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 266px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XXyjefTlI/AAAAAAAAEMQ/WEAULyul4Hg/s320/Cavaleiro_Costoboco2.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441992988263665234" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Guerras Marcomanas (166-180 dC)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Koistobokoi lutaram contra Roma na guerras germânicas, de acordo com Júlio Capitolino, Bell.  Marcom.  ch.  XXII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Invasões nas províncias romanas (170 dC)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XVxuL7M6I/AAAAAAAAEMI/aUQMtMA0Ojw/s1600-h/250px-Roman_Dacia_1_1_svg.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 217px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XVxuL7M6I/AAAAAAAAEMI/aUQMtMA0Ojw/s400/250px-Roman_Dacia_1_1_svg.png" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5441990774935466914" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De suas posições no norte do país, o Costoboci por vezes invadiram a província romana da Dacia, em conjunto com as rebeliões dos dácios da província. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um desses ataques (realizado provavelmente por seu rei "Pieporus), durante o reinado do imperador romano Marco Aurélio chegou tão longe como Ática, afetando seriamente as províncias de Moesia, Cítia Menor (Moésia Inferior) e Macedônia. Os Costobocos  cruzaram o Danúbio e dirigiram-se ao sul para a Grécia (170 dC).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conflito com os Vândalos Asdingos (172 D.C.)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos informados por Dio Cassius que por volta de 172 dC os Hasdings - um ramo da Vandalos - invadiram o país dos Koistobokoi. Ele relata LXXII, 3, que um grupo de 18.000 dácios livres foram recebidas cerca de 180 AD na província romana da Dacia.  Os nomes de lugares Piroboridava e Tamasidava através de suas formas revelam uma origem relativamente tarde, como em nenhum outro nome dava-se agravado com as palavras tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tradução e Edição:&lt;/strong&gt; Valter Pitta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-7282218567969126354?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/7282218567969126354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=7282218567969126354' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7282218567969126354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/7282218567969126354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/costobocos.html' title='&lt;strong&gt;Costobocos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4XTOm6qfeI/AAAAAAAAEL4/IxS-5B9UAcw/s72-c/General+costoboci.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-1294243593701244505</id><published>2010-02-20T13:32:00.000-08:00</published><updated>2010-02-28T10:11:15.383-08:00</updated><title type='text'>Os enigmáticos etruscos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Pouco se sabe sobre esses antigos toscanos, que deixaram um rico legado cultural. Descobertas recentes trouxeram novas informações, mas não a ponto de identificar sua origem ou de decifrar totalmente sua escrita&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BVQWN2zkI/AAAAAAAAEIU/Fgq5jQh460Q/s1600-h/Imagem+1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440442089193524802" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 269px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BVQWN2zkI/AAAAAAAAEIU/Fgq5jQh460Q/s400/Imagem+1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cabeças votivas em terracota, autor desconhecido século VI ou V a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt; têm muitos atributos: dominavam a arte de decorar tumbas e tinham escrita. Durante séculos, a civilização que criaram foi comparada à &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;egípcia&lt;/a&gt;. Depois, um manto de fantasia recaiu sobre ela: teria sido anterior e, definitivamente, precursora da &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;grega&lt;/a&gt;. Hoje, apesar de indicações relacionadas a uma parte da mitologia e do alfabeto aparentemente comum entre os povos; a tal primazia etrusca sobre a esplendorosa &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;Grécia antiga&lt;/a&gt; já não é mais tão aceita, mas há muitos mistérios para a ciência resolver antes de um veredicto final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numerosas descobertas recentes, em especial na Etrúria, região central da península Itálica, mas também fora dela, fizeram avançar os conhecimentos sobre esses antigos toscanos. A Etrúria nunca formou uma só nação, com um poder centralizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se deve compará-la ao &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;Império Romano&lt;/a&gt; nem ao Estado moderno. Aqui começa a identidade com os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;gregos&lt;/a&gt;: tratava-se de um conglomerado de cidades autônomas, com territórios e capitais definidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os autores antigos – &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;gregos&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;romanos&lt;/a&gt; – diziam unanimemente que os etruscos formavam uma liga de 12 cidades, a dodecápolis, mas jamais mencionaram a lista inteira de localidades. A arqueologia e as fontes literárias indicaram que, no apogeu dessa civilização (século VI a.C.), havia as cidades de Tarquínia e Veio, consideradas as mais brilhantes e opulentas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns séculos depois, há registros das capitais de Arezzo, Cortona, Perugia e Volsini (atual Orvieto). Características das necrópoles e riquezas de mobiliário funerários, além do número e das dimensões de templos, levaram a incluir na dodecápolis cidades como Cere (hoje Cerveteri), Vulci, Vetulonia, Volterra e Chiusi. Por essa conta, ainda falta uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escavações realizadas há alguns anos em Pisa trouxeram à luz o rico passado etrusco desse porto fluvial, e a localidade passou a ser candidata séria ao posto. Mas um grande porto como Populonia, capital do ferro etrusco, podia facilmente entrar na liga, sem esquecer uma cidade como Rosella e outras. Como se pode notar, o problema é o excesso, e não a falta de candidatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa liga de 12 cidades não foi nada eficaz nos planos político e militar. Isso fica evidente no fracasso dos pedidos de socorro de Veio, quando atacada por &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;Roma&lt;/a&gt; no século V a.C.: a desunião facilitou enormemente a &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;conquista romana&lt;/a&gt; da Etrúria. A fragilidade na união militar não impediu um forte elo religioso entre os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt; de todas as regiões, simbolizado por um sacerdos, um grande sacerdote que presidia as cerimônias anuais no principal templo do deus supremo desse povo, Voltumna (ou Veltha). Seu santuário ainda não foi localizado, mas pode se encontrar perto do rochedo de Orvieto. Escavações atuais podem trazer à luz esse sítio, às vezes comparado em importância ao de Delfos na Antiguidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BYW4_B_oI/AAAAAAAAEIc/xcWxhMYMUmA/s1600-h/Imagem+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440445500140682882" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 209px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BYW4_B_oI/AAAAAAAAEIc/xcWxhMYMUmA/s400/Imagem+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;center&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Afresco, autor desconhecido, 330-320 a.C..&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;Um dos traços desse povo é a beleza artística e o grande número de afrescos funerários. Ao contrário dos &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;gregos&lt;/a&gt;, cujas obras das épocas arcaica e clássica desapareceram, os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt; tiveram a feliz ideia de decorar seus hipogeus, que são tumbas subterrâneas. Essa condição protegeu a arte, hoje exposta em condições especiais na Tarquínia, por exemplo, no museu ou no próprio sítio arqueológico da antiga necrópole de Monterozzi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1985, também na Tarquínia, foi descoberta uma nova sepultura decorada, chamada “tumba dos demônios azuis” em razão da presença, em suas paredes, dedivindades infernais com a pele pintada de azul. Uma parte dos motivos mostra o barqueiro grego, que atravessa os infernos, e o equivalente a Caronte, em seu barco; ou uma morta, que vai partir em uma viagem marítima, acolhida por seus parentes falecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falta de textos etruscos, as interpretações devem parar por aqui. Note-se, contudo, que essa tumba é do fim do século V a.C., e os demônios que acompanhavam os mortos não apareciam na iconografia antes da época helenística. A presença deles parece ser mais antiga do que se imaginava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No território de Chiusi, uma das cidades da dodecápolis, a oeste do lago Trasimeno, há uma necrópole na bela cidade toscana de Sarteano. Ali se encontrou, em 2003, a tumba da quadriga infernal – carro conduzido por quatro animais. Penetrando no túmulo, é possível ver o desenho da carruagem atrelada a dois leões e dois hipogrifos (animal mitológico representado com corpo de leão, asas, garras e cabeça de águia). Os animais são conduzidos por um cocheiro de cabelos ruivos e olhos que saem das órbitas, cujo rosto foi recortado sobre uma nuvem negra evocando o mundo dos infernos. A arqueóloga Alessandra Minetti, descobridora da tumba, estima que se trate de um novo avatar de Caronte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2006, a cidade mais próxima de Roma, Veio, revelou a tumba pintada que é a mais antiga até hoje conhecida na Etrúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BZQ-Gj2eI/AAAAAAAAEIk/hq1OzwBtmDU/s1600-h/Imagem+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440446497946851810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 231px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BZQ-Gj2eI/AAAAAAAAEIk/hq1OzwBtmDU/s400/Imagem+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;O carro conduzido por dois leões e dois hipogrifos &lt;br /&gt;é chamado de "quadriga infernal".&lt;br /&gt;O cocheiro seria um novo avatar de Caronte, o barqueiro.&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Batizada de “tumba dos leões rugidores”, em razão da presença de quatro leões com bocas impressionantes, remonta ao começo do século VII a.C. Há uma série de pássaros pintados em vermelho e preto, com a mesma técnica usada na cerâmica geométrica grega tardia. Segundo Francesca Boitani, diretora do museu de Villa Giulia, em Roma, os aterradores leões evocam a morte, e as aves, a viagem aos infernos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não se podem desprezar os resultados das escavações realizadas em Verucchio, perto de Rimini. No sítio, ligado à &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/2009/12/rota-do-ambar.html"&gt;Rota do Âmbar&lt;/a&gt;, tumbas principescas revelaram um rico e conservado mobiliário de madeira, com alguns tronos. Em Casale Marittimo, perto de Volterra, estátuas de pedra do começo do século VII a.C. foram desenterradas, uma produção artística pouco comum na Etrúria até aquela época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escavações nas casas dos vivos se tornou hoje prioritária nas grandes cidades como Marsiliana d’Albegna e, principalmente, na Tarquínia, cidade cujas origens remontam ao século IX a.C. Além disso, um novo templo dedicado a Tin, outro importante deus etrusco, foi descoberto em Marzabotto, nas imediações de Bolonha. Lá se decifrou a inscrição Kainua, que deve ser o nome etrusco da cidade, algo até então ignorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arqueologia submarina também trouxe seu quinhão de revelações, pois a exploração de navios naufragados é fundamental para a história econômica e o conhecimento das trocas comerciais. Em 1999, pesquisadores identificaram um navio afundado ao largo da cidade de Hyères, no sul da França. A embarcação era um grande cargueiro e transportava, perto do ano 500 a.C., mil ânforas cheias de vinho produzido na região de Cere-Cerveteri. Sem dúvida, a carga seria entregue no porto de Lattes, próximo da atual Montpellier, já que a Gália meridional consumia vinho etrusco havia mais de um século.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez fosse um navio etrusco implicado em uma forma de comércio direto entre a Etrúria e a Gália meridional, mas tratava-se de modo pouco habitual para o período, pois mais comum era o sistema de cabotagem – de porto em porto, com cargas e descargas frequentes, ao longo da costa do Mediterrâneo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;ORIGENS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto às raízes dos &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt;, o mistério é enorme. Teriam eles vindo da Ásia Menor, como afirmou o historiador grego Heródoto (século V a.C.) ou seriam nativos do lugar, um povo autóctone, segundo a tese defendida pelo também historiador grego Dionísio (ou Denis) de Halicarnasso, posteriormente, no século I a.C.?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Heródoto afirmou que os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt; eram originários da &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/lidios.html"&gt;Lídia&lt;/a&gt;, na atual Turquia. Teriam chegado à Itália no século XIII a.C. A hipótese é compatível com a que associa os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt; aos povos do mar. Os &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;egípcios&lt;/a&gt; mencionavam os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt; com o nome de turshu. Os latinos, os chamavam de tusci. Os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;gregos&lt;/a&gt;, de tyrrhenioi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais provável é que tenham se instalado na região, que já possuía uma população local, entre os séculos VIII e VII a.C., atraídos pelas jazidas metálicas da Toscana. Eles fundaram ou controlaram Bolonha, Mântua, Pesaro, Rimini, Cápua, Pompeia e até mesmo &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;Roma&lt;/a&gt;, cujos três últimos reis antes da República, entre 616 e 509 a.C., foram &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html"&gt;etruscos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a análise do DNA das populações da Toscana traga luzes sobre essa eterna questão. Os primeiros resultados pendem para uma origem oriental. Mas não é de desprezar o comentário do historiador francês Jules Martha, em 1889: “Podemos nos perguntar se o termo ‘etruscos’ corresponde a uma entidade etnográfica bem definida ou se, por acaso, não seria uma expressão política que designaria um povo misto, resultado da mistura de várias raças, como, por exemplo, os franceses, austríacos, ingleses, americanos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem grego nem latim&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à língua etrusca, há muito a ser descoberto, embora os poucos textos sejam hoje decifrados com mais facilidade – ao menos quando colocados em seu contexto. Geralmente as palavras são grafadas da direita para a esquerda, com um alfabeto assemelhado ao grego. Mas o etrusco definitivamente não pertence ao grupo de línguas indo-europeias, mesmo que tome de empréstimo elementos do grego e das línguas itálicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BaAlQ9THI/AAAAAAAAEIs/JVrTjEdqG5Q/s1600-h/Imagem+4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440447315913297010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BaAlQ9THI/AAAAAAAAEIs/JVrTjEdqG5Q/s400/Imagem+4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Tabuleta de Cortona revela a escrita etrusca. A inscrição de&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; autor desconhecido,  foi feita sobre bronze por volta de 200 a.C..&lt;/span&gt; &lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Simplesmente não se pode aproximar o etrusco de outra língua. Por isso, uma escritura descoberta em 1992, em Cortona, na Itália, tem grande interesse. Surgida em condições rocambolescas e certamente depois de escavações clandestinas, a tabuleta de Cortona é uma placa de bronze de aproximadamente 45 cm por 30 cm, com inscrições que cobrem totalmente uma face e a parte superior do verso. Deve datar de cerca de 200 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com 206 palavras, mais da metade nomes próprios e sinais de pontuação, a tabuleta contém o terceiro texto etrusco conhecido em número de linhas. Como faltam escritos longos, com um vocabulário rico que permita avanços no conhecimento do etrusco, a descoberta é das mais celebradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica tratar-se de um documento jurídico, um contrato sobre a venda de terras, onde existiam uma vinha e um olival situado perto do lago Trasimeno. Daí as listas de nomes próprios que provavelmente representam os vendedores, os compradores, as testemunhas e os fiadores daquela transação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparece ainda na inscrição a expressão cen zic zichuche, que se traduz por “este texto foi escrito”, uma fórmula esperada em atas de tipo notarial. Há a qualidade de um magistrado que é zilath mechl rasnal, que significa “pretor da liga etrusca”, ou como alguns hoje acreditam, pretor da cidade de Cortona – talvez o prefeito da cidade. Constata-se que, como na &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;Roma&lt;/a&gt; dos cônsules, a datação é indicada pelo nome de dois magistrados que estavam no cargo naquele ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tradução hoje aceita dessas e de outras passagens está longe de indicar que o problema da língua esteja resolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/historiaviva"&gt;História Viva&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-1294243593701244505?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/1294243593701244505/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=1294243593701244505' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1294243593701244505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1294243593701244505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/os-enigmaticos-etruscos.html' title='&lt;strong&gt;Os enigmáticos etruscos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S4BVQWN2zkI/AAAAAAAAEIU/Fgq5jQh460Q/s72-c/Imagem+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-1657918927414459331</id><published>2010-02-12T04:46:00.000-08:00</published><updated>2010-07-28T10:01:33.339-07:00</updated><title type='text'>Hurritas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;hurritas&lt;/strong&gt; eram não-semitas os quais, antes do começo do segundo milênio a.C., migraram da região sul do Cáucaso para região nordeste da Mesopotâmia. eles aparecem pela primeira vez nas páginas da história cerca de 2400 a.C. na região da cordilheira de Zagros, a leste do Rio Tigre.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VOGAnLEoI/AAAAAAAAD_c/rhL2sHo7tQs/s1600-h/HUR.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437337990270227074" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 302px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VOGAnLEoI/AAAAAAAAD_c/rhL2sHo7tQs/s400/HUR.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O principal problema existente na hora de estudar sobre os hurritas é a escassez de fontes diretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consta que em sua origem eram um povo indo-germânico ou indo-ariano, procedente do Cáucaso Ocidental. Teriam migrado para o ocidente juntamente com os cassitas e se estabeleceram no Mitani, formando na região um poderoso Estado denominado reino do Mitanni.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1887 nos arquivos de O-Amarna (Egipto) encontrou-se uma carta de um rei de Mitani, Tushratta, escrita em um idioma que ao princípio se chamou mitano. No entanto, cedo saíram à luz os arquivos hititas de Hattusa, onde à língua dos mitani se lhe chamava hurrita, de onde tomou seu nome o povo que a falava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes documentos hititas têm sido a principal fonte para o conhecimento da cultura hurrita, ainda que também têm resultado úteis documentos de outras potências (Egipto, Babilonia, Ugarit) e restos arqueológicos. Particularmente interessantes são os documentos escritos tanto em idioma hitita como em línguas hurrito-urartianas, já que têm ajudado a decifrar partes importantes desta última língua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os hurritas apareceram pela primeira vez nos registros escritos da Mesopotâmia durante os dois últimos séculos do terceiro milênio a.C. Até a metade da década de 20, muito pouco era sabido sobre esta etnia além da alusão bíblica aos horeus. Contudo, agora se crê que eles e outro grupo denominado de Subários foram um componente importante da população da Mesopotâmia durante o final do terceiro e início do segundo milênio a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história hurrita é reconstruída com base em dados onomásticos. A concepção é formada nos termos de onde os nomes hurritas são encontrados, pode-se identificar sua presença. O mais recente registro de tais nomes encontra-se em um tablete dedicatório de Samarra, o qual data de antes da dinastia de Ur III (c. 2150 a.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a vitória dos Gutis sobre os últimos reis de Acade, os hurritas parecem ter inundado o lado setentrional da Mesopotâmia, especialmente a terra a leste do Tigre. As excavações em Mari, no médio Eufrates, cerca de sete milhas ao norte de Abou Kemal, empreendidas desde 1933 pelo Museu do Louvre, descobriram um número extenso de tabletes hurritas. A esta fase inicial da literatura hurrita, cerca de 2400 a 1800 a.C., pertencem alguns dos textos religiosos encontrados na antiga capitalhitita de Hattushash,na Ásia Menor.&lt;br /&gt;Duas inscrições são importantes neste testemunho: a inscrição do leão fundacional de Tisatal de Urkis e o próprio tablete dedicatório de Arisen, príncipe de Urkis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes arqueológicas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras escavações começaram nos anos vinte e trinta, na Síria e Iraque, e foram dirigidas pelo arqueólogo Americano Edward Chiera, e o britânico Max Mallowan.&lt;br /&gt;Hoje em dia muitas equipes de diversas nações estão a trabalhar na zona com ajuda das autoridades sírias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VRjsO4TrI/AAAAAAAAEAE/MwQbP4-WmSk/s1600-h/ps318620lhs9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437341798730583730" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 267px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VRjsO4TrI/AAAAAAAAEAE/MwQbP4-WmSk/s320/ps318620lhs9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria dos restos arqueológicos revelam cidades com uma história que começa no Neolítico e chega ao menos até o período romano, com a exceção dos restos de Urkesh. Para a datação do material encontrado costuma ser muito útil a chamada «cerâmica do Khabur», típica da cultura hurrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;História&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acompanhando os cassitas e hititas na sua invasão à Mesopotâmia, os hurritas conquistam a região conhecida como Mitanni no extremo norte da Mesopotâmia estabelecendo lá a sede de seu reino na cidade de Nuzi, e conquistam a Assíria que fora atacada 75 anos antes pelos cassitas e estava debilitada, unindo-a ao seu nascente império. Os hurritas passaram a expandir-se no norte da Mesopotâmia, aproveitando que os cassitas não estavam interessados pela região, e sim na Acádia e Suméria e nem aí estabeleceram reinos ou dinastias, pois estavam apenas interessados em tributos e pilhagem, e quem não os pagasse era invadido e pilhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nomes hurritas foram encontrados em documentos de Alalakh no oeste, em Chagar Bazar no norte e Dilbat no sul, datados do período dos quatro últimos reis da dinastia de Hammurabi (c. 1750-1595 a.C.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1635 a.C., no meio do reinado de Hattushilis I, encontramos a primeira incursão militar registrada na história. John Bright diz que “ antes da metade do décimo sexto século, existia um reino poderoso na parte leste e central da Ásia Menor, porque encontramos o sucessor de Labarnas, Hattusilis I, fazendo incursões para o sul contra a Síria ... e atacando Yamkhad (Aleppo).”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VQTVgCOvI/AAAAAAAAD_0/dh-o2804pdY/s1600-h/Reino+de+Mittani+de+1600+aC+%E2%80%93+1150+aC..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437340418238986994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 138px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VQTVgCOvI/AAAAAAAAD_0/dh-o2804pdY/s400/Reino+de+Mittani+de+1600+aC+%E2%80%93+1150+aC..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o reinado de Telepinu (c.1525-1500 a.C.) e o de Zidanza II (c. 1480-1470 a.C.) ocorreu uma mudança em Kuzzuwatna que levou os hurritas ao poder. Por volta da mesma época está em cena a dinastia dos reis mitânnicos, que reinaram ininterruptamente em Wassukanni na Alta Mesopotâmia até cerca de 1370 a.C., quando o imperador Suppiluliuma I destruiu o Império de Mitanni e instituiu Kurtiwaza como governante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As cartas de Amarna demonstram o pedido de ajuda da parte de Tushratta ao Egito, contudo, em vão. Tushratta não só perdeu o trono como, também, a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os Estados Hurritas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os numerosos estados que fundaram, destaca o de Mitani, que foi uma das grandes potências de sua época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a queda do império de acadiano, os hurritas fundaram uma série de reinos entre os que destacam os seguintes:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urkesh&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VRIUbrs1I/AAAAAAAAD_8/ow7dfd897C8/s1600-h/Ru%C3%ADnas+de+Urkesh.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437341328485364562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 262px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VRIUbrs1I/AAAAAAAAD_8/ow7dfd897C8/s400/Ru%C3%ADnas+de+Urkesh.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Ruínas de Urkesh.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O primeiro estado hurrita documentado é o criado em torno da cidade de Urkesh, que já se encontra registrado em documentos do 2100 a. C., procedentes de Ur. Urkesh não gozou de independência durante muito tempo, já que a começos do II milénio a. C. o reino amorreo de Mari impôs seu domínio político sobre a zona. Ademais, os assírios fundaram algumas cidades importantes na zona durante o século XVIII a. C., o que reduziu ainda mais a margem de manobra de Urkesh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alepo, Alalakh e Kizzuwadna&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde Urkesh os hurritas se expandieron ao oeste, e converteram-se no elemento cultural dominante na zona. A partir de finais do século XVIII a. C. é possível encontrar referências hurritas em Alepo, Alalakh e Kizzuwadna. Enquanto Alalakh e Alepo enfrentaram-se continuamente com os hititas, sendo derrotados em tempos de Mursil I (finais do século XVII a. C.), o reino de Kizzuwadna (que alguns historiadores traduzem como ‘Terra dos Hurritas’) se manteve independente e como uma potência a considerar até o reinado do hitita Tudhalia I (finais do século XV a. C.), que o reduziu a vasalagem. Ainda reduzido a vasalo, Kizzuwadna conservo sua independência até a época de Shubiluliuma I (mediados do século XIV a. C.), que converteu a Kizzuwadna em província hitita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mitani&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das derrotas a mãos dos hititas, os hurritas continuaram sua expansão e migração, desta vez para o sul. O saque de Babilonia a mãos do rei hitita Mursil I e o conseguinte ascensão de uma dinastía casita nesta cidade, unido a um período de debilidade em Hatti depois do assassinato de Mursil, provocou um vazio de poder no que apareceu um novo reino hurrita, Mitani.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VSg0P3zsI/AAAAAAAAEAU/xhbggLfIDf0/s1600-h/hurrita1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437342848854249154" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 288px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VSg0P3zsI/AAAAAAAAEAU/xhbggLfIDf0/s400/hurrita1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar das derrotas iniciais a mãos do faraón Tutmosis III, Mitani conseguiu conter o avanço egípcio e cedo converteu-se em uma grande potência durante o século XV e começos do século XIV a. C., chegando a saquear Assur. A ascensão do poder hitita baixo Shubiluliuma I (mediados do século XIV a. C.) arrebatou a Mitani a maioria de seu território e reduziu-o a um pequeno estado vassalo, que foi posteriormente incorporado a Assíria na época de Salmanasar I.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os vassalos de Mitani, teve outros reinos hurritas de especial importância; junto aos já mencionados Alepo, Alalakh e, possivelmente, ainda que durante um curto período de tempo, Kizzuwadna, cabe destacar o reino de Arrapha, centrado ao redor da moderna Kirkuk, e que foi incorporado ao império assírio durante o século XIV a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Após Mitani&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da conquista de Mitani, o carácter hurrita dos reinos da zona não mudou, ainda que estiveram submetidos tanto aos hititas como aos asirios. No entanto, depois da queda do império hitita, desaparece a principal fonte documental sobre os hurritas, e não está claro que sucedeu com eles - parece que na região, o idioma hurrita deixou de se falar e foi substituído pelo arameu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época aparece Urartu, um novo reino emparentado com os hurritas, mas que não era directamente descendente destes, o que pode observar em seu idioma, relacionado mas não herdeiro do hurrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns historiadores acham que os hurritas podem ser antepassados dos curdos, e que é possível rastrear nestes rasgos culturais desta cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cultura &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VUnTP-9gI/AAAAAAAAEAc/8aGZp8AI7m4/s1600-h/m-mitanni.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437345159278687746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 172px; CURSOR: hand; HEIGHT: 281px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VUnTP-9gI/AAAAAAAAEAc/8aGZp8AI7m4/s400/m-mitanni.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cultura hurrita é principalmente conhecida através de referências nos textos de Mesopotamia e do Império hitita, onde os hurritas exerceram uma grande influência (provavelmente através de Kizzuwadna). Em documentos de todo Oriente Próximo se encontram nomes hurritas, e estes documentos, junto aos restos arqueológicos, constituem a principal fonte de conhecimento sobre a cultura hurrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A canção mais antiga que se conserva, provavelmente para ser tocada com acompanhamento de lira, é hurrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elementos materiais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVGunO4xI/AAAAAAAAEAk/Yj-ioXzkz5E/s1600-h/EGR13058.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437345699199902482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 104px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVGunO4xI/AAAAAAAAEAk/Yj-ioXzkz5E/s400/EGR13058.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cerâmica hurrita foi famosa na Antigüidade, sendo muito cotada em terras longínquas como Egito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto à cerâmica, os hurritas destacaram por sua habilidade metalúrgica, de tal modo que a maioria das palavras usadas pelos sumerios para referir a esta arte são de origem hurrita; no entanto, não têm ficado muitos restos do trabalho em metal dos hurritas, ainda que se supõe semelhante ao de Urartu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se há algo pelo que os hurritas são famosos é pela equitação; parece que um reino hurrita de Anatolia oriental, Isuwa, pode se traduzir como ‘terra de cavalos’. Provavelmente foram os hurritas os que introduziram os cavalos em Oriente Próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVdMx_D3I/AAAAAAAAEAs/qDZOsZljAtg/s1600-h/nkar587av9.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437346085255188338" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 305px; CURSOR: hand; HEIGHT: 303px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VVdMx_D3I/AAAAAAAAEAs/qDZOsZljAtg/s400/nkar587av9.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram criadores fanáticos de cavalos, animais raros e quase desconhecidos entre os semitas; Introduziram o cavalo entre os semitas principalmente como arma de ataque durante seus constantes ataques à terra de Sinear e durante suas invasões. De acordo com relatos, esses animais seriam mais apreciados entres os hurritas do que o próprio homem. O cronista Kikkuli chegou a escrever uma verdadeira obra sobre a arte de criar estes animais, não deixando a desejar às técnicas de criações atuais. Chegavam até mesmo a treiná-los para não relincharem durante os combates, pois poderiam denunciar as tropas numa emboscada. Os hurritas também introduziram o carro de combate mais adaptado para a guerra, copiado pelos hititas mais tarde e empregados como arma à frente da infantaria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua hurrita não se conseguiu descifrar do tudo, mas se sabe o suficiente dela para afirmar que não é nem indoeuropea nem semita. Usualmente, classifica-se como pertencente ao grupo das línguas caucásicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destaca principalmente por ser uma língua aglutinante, que se escrevia em tabelas de arcilla com caracteres acadios, emparentada com a língua de Urartu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece ser que desde finais do segundo milénio dantes de cristo ou princípios do primeiro, os hurritas abandonaram progressivamente sua língua e começaram a falar com a cada vez mais freqüência o arameu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Política&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Politicamente, eram organizados numa monarquia em que o mais ilustre dos guerreiros era o rei; estavam divididos em classes de guerreiros denominados Maryas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos religiosos, os hurritas eram politeístas. William Foxwell Albright&lt;br /&gt;informa-nos que estes possuíam “um panteão definido, que naturalmente variava de distrito a distrito e de período a período, mas que era surpreendentemente estável.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A religião é quiçá o elemento mais conhecido da cultura dos hurritas, pela influência que teve sobre todos seus vizinhos, especialmente o reino de Urartu, que adoptou a religião hurrita por completo, e o Império hitita. Ao cabo de verdadeiro tempo, quase todo Oriente Próximo, excepto Egipto e o sul de Mesopotamia, acabou incorporando elementos hurritas em sua religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VWVOgxyII/AAAAAAAAEA0/_nqmnOoocHI/s1600-h/071031_blog_uncovering_org_curdos_1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437347047792560258" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VWVOgxyII/AAAAAAAAEA0/_nqmnOoocHI/s400/071031_blog_uncovering_org_curdos_1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Acima, relevo que retrata o rei Hitita Hattusili III &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;oferecendo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; uma libação a Teshub, deus da tempestade.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A influência nos hititas foi tal (provavelmente através de Kizzuwadna), que se produziu cedo um sincretismo entre a religião hitita e a hurrita, da mesma forma que muito tempo depois chegaram a se identificar a religião romana e a grega. Os principais deuses hurritas foram os seguintes (entre parêntesis a transcrição hitita do nome):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· Teshub &lt;/strong&gt;(Teshup), deus da tormenta e figura do panteão hurrita. Identificou-se com Baal na antiga Síria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· Hebat&lt;/strong&gt; (Hepa), sua esposa, deusa da fertilidade e do sol. Identificou-se com Cibeles.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· Sarruma&lt;/strong&gt; (Šarruma), o filho de ambos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· Kumarbi&lt;/strong&gt;, pai de Teshub.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· Shaushka&lt;/strong&gt; ou &lt;strong&gt;Shawushka&lt;/strong&gt; (Šauska), equivalente hurrita de Ishtar.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· Kushuh&lt;/strong&gt; (Kušuh), deus da lua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto a estes, têm sobrevivido os nomes de um par de deuses védicos, mas não parece que fossem demasiado importantes no panteão hurrita, já que em uma lista de cem deuses, estão citados como os dois últimos.&lt;br /&gt;Os hurritas tiveram muitos centros religiosos de importância, em Kizzuwadna, e em muitas cidades estrangeiras como Hattusa ou Nínive. Em alguns reinos hurritas existia uma casta especial encarregada dos oficios religiosos, de maneira similar aos levitas dentro do judaísmo. Entre os mitos hurritas destaca particularmente o de As canções de Ullikummi, que conhecemos através dos hititas. Este documento contém uma história muito parecida à da teogonía de Hesíodo, com Anu no papel de Urano, Kumarbi no de Crono e Teshub no de Zeus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cronologia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 2400 a.C.&lt;/strong&gt; — Os Hurritas se instalam na Síria e na Anatólia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1532 a.C.&lt;/strong&gt; — Amósis, faraó do Egito, continuou a guerra de expulsão dos hicsos, iniciada por seu pai, conseguindo seu objetivo após dez anos de guerra contra Khamudi; termina os combates com vitória de Amósis. Ele expulsou os hicsos do Egito, perseguindo-os pela Canaã, Fenícia e Síria onde os hurritas talvez tivessem algum controle ou aliado, até a cidade de Karkemish junto ao rio Eufrates, onde se deteve em choque militar com um povo em marcha: os hurritas do Mitanni. Teve início de uma série de conflitos que duraria 132 anos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1500 a.C.&lt;/strong&gt; — inicia-se um longo período de guerras entre o Mitanni e o Egito sobre os ricos territórios da Síria, Canaã e Fenícia; durante quase 132 anos ininterruptos os dois povos disputaram palmo a palmo as regiões em litígios — ora um Estado obtinha a supremacia, ora outro.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Morre Telepinus, rei hitita. Após sua morte, pouco se sabe sobre os reis que lhe sucederam nos dois séculos que se seguiram. Por quase 130 anos a história dos hititas se tornou um hiato: foi um período de pouca atividade militar, política e cultural fora das fronteiras naturais da Ásia Menor, somente explicado pela ascensão dos hurritas do Mitanni como potência local, entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e o Egito. Sucedendo a uma seqüência de reis fracos da qual Telipinus fora o último, assume o novo rei hitita, Alluwamnas, que inicia um novo período de glória na história dos hititas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1475 a.C.&lt;/strong&gt; — O rei de Mitanni, Parattarna, conquista o reino de Aleppo e instala Idrimi como vassalo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1459 a.C.&lt;/strong&gt; — logo após a morte de Hatshepsut, Tutmósis III lançou-se em combate pela Ásia para recuperar os territórios perdidos para os mitannitas, em 17 campanhas militares entre esse ano até o ano de 1439 a.C.; recuperou Canaã de imediato, mas teve de lutar bastante na Síria, onde os mitannitas haviam estabelecido fortes posições; o conflito durou mais de uma geração. Tutmósis teve de renunciar aos pontos mais distantes do Eufrates, fixando a fronteira com os mitannitas entre a Síria e Canaã. Lançou-se também em campanhas contra a Núbia, onde estabeleceu a capital provincial em Napata, perto da 4.ª Catarata.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1423 a.C.&lt;/strong&gt; — Amenófis II (Akheprure), assume o trono do Egito devido à morte de seu pai. Teve necessidade de afirmar sua autoridade. Seus feitos militares não passaram de demonstração de força para intimidar aqueles que conspiravam contra o seu reinado. Atacou a Síria em poder dos mitanitas, entretanto o resultado foi duvidoso, uma vez que o Egito perdeu terreno na região. O ataque foi uma resposta às constantes incursões das tropas do Mitanni em territórios egípcios e uma advertência às outras potências da região — hititas e babilônios que vinham se recuperando de um período de fraqueza.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1414 a.C.&lt;/strong&gt; — no nono ano de seu governo, Amenófis recebeu presentes das outras três potências da época: hurritas, hititas e babilônios. Era um sinal de possível acordo diplomático entre os quatro grandes impérios na região. Os hititas e os babilônios vinham se recuperando de um período de relativa fraqueza, enquanto os hurritas estavam no auge de seu poder.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1410 a.C.&lt;/strong&gt; — na Mesopotâmia, o sumo-sacerdote da cidade de Assur, na Assíria, faz-se aclamar rei, submetendo-se à vassalagem aos hurritas do Mitanni.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1400 a.C.&lt;/strong&gt; — O rei de Mitanni, Saustatar, conquista a Assíria e reconquista a Síria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1400 a.C.&lt;/strong&gt; — O rei de Mitanni, Artatama e o faraó egípcio Tutmósis IV assinam um tratado de paz; de inimigos, tornaram-se aliados, cedendo-lhe os territórios em disputa. Isso porque os hititas começaram a sua expansão através de suas fronteiras ao norte da Mesopotâmia, agora decididos a construir um império na Ásia. Esse acordo evitava guerra em duas frentes, concentrando a luta contra os novos vizinhos com quem disputavam a Anatólia, a Cilícia e a Síria. Provavelmente foi Arnuwandas II quem iniciou esse primeiro ataque fora das fronteiras naturais da Anatólia. Apesar da fraqueza dos reis hititas entre os anos de 1590 a 1375 a.C., eles conseguiram preservar os domínios hititas de mudanças fundamentais, embora o império sofresse constante pressão externa dos hurritas do Mitanni. Para a sorte da terra de Hatti, os hurritas sofriam concorrência dos egípcios pelo controle da Síria e Fenícia, aliviando a pressão sobre eles, dando-lhes condições de manter-se frente aos mitânios.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1396 a.C.&lt;/strong&gt; — na Mesopotâmia, com a destruição gradativa do poder dos hurritas pelos hititas, o rei de Assur reconquista os territórios assírios aumentando gradativamente o seu poder.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1386 a.C&lt;/strong&gt; — Eriba-Adad I torna-se rei da Assíria; aliando-se aos hititas na Mesopotâmia contra os hurritas do Mittani, vai ocupando os territórios dos mitanitas à medida que estes são vencidos pelos hititas. É o início do poder da Assíria.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;· 1370 a.C.&lt;/strong&gt; — fim do reino do Mitanni; os hititas liderados por Shuppiluliumas, dispondo dos mesmos recursos e técnicas militares semelhantes aos hurritas, arrasaram a capital desse reino — a cidade de Nuzi — e, embora a saqueassem, não escravizaram sua população. Numa só batalha todo o reino foi submetido e seus súditos enfileirados nos exércitos hititas. Os hurritas foram tratados como povo federado ao império dos hititas, pois ambos pertenciam à mesma etnia. Também era a política de evitar a revolta dos povos submetidos. Seu líder subtraiu do território dos hurritas a Síria e a região da cidade de Karkemish, fundando diversos pequenos reinos, entregando-os a seus filhos. Essa vitória se deveu ao rei hitita Shuppiluliumas e ao novo minério até então desconhecido para eles: o ferro — somente os hititas conheciam a fonte da matéria-prima e a técnica de fundi-lo para a forja adicionando-lhe oxigênio. Com a destruição do Mitanni, os hititas ocuparam suas terras entre o rio Tigre e o Orontes, e passam a disputar com o Egito os territórios da Síria-Canaã e Fenícia; os assírios reconquistaram a independência de Nínive e todos os territórios na Mesopotâmia que antes lhes pertenciam, ocupando o norte e o centro da região, fundando o que viria a ser por 747 anos o Império Assírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Wikipédia / Wikilingue / Assis.unesp.br / Tede.biblioteca.ucg.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;u&gt;&lt;strong&gt;Leia também!&lt;/strong&gt;&lt;/u&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/04/hurritas-ancestrais-dos-povos-da-india.html"&gt;► Hurritas, ancestrais dos povos da India&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/05/sargao-ii-x-rusa-i.html"&gt;► Sargão II x Rusa I &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/06/formacao-do-estado-militar-hitita.html"&gt;► A formação do Estado militar Hitita&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-1657918927414459331?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/1657918927414459331/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=1657918927414459331' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1657918927414459331'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1657918927414459331'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/hurritas.html' title='&lt;strong&gt;Hurritas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3VOGAnLEoI/AAAAAAAAD_c/rhL2sHo7tQs/s72-c/HUR.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-3363727745708450432</id><published>2010-02-10T07:18:00.000-08:00</published><updated>2010-05-20T18:19:21.171-07:00</updated><title type='text'>Etruscos</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;Etruscos&lt;/strong&gt; eram um aglomerado de povos que viveu na península Itálica na região a sul do rio Arno e a norte do Tibre, então denominada Etrúria e mais ou menos equivalente à atual Toscana, com partes no Lácio e a Úmbria. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LPnTrbMII/AAAAAAAAD5k/kgofLgEMYfA/s1600-h/tarquinia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436635974393868418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 372px; CURSOR: hand; HEIGHT: 273px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LPnTrbMII/AAAAAAAAD5k/kgofLgEMYfA/s400/tarquinia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram chamados Τυρσηνοί, tyrsenoi, ou Τυρρηνοί, tyrrhenoi, pelos gregos e tusci, ou depois etrusci, pelos romanos; eles auto-denominavam-se rasena ou rašna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desconhece-se ao certo quando os Etruscos se instalaram aí, mas foi provavelmente entre os anos 1200 e 700 a.C.. Nos tempos antigos, o historiador Heródoto acreditava que os Etruscos eram originários da Ásia Menor, mas outros escritores posteriores consideram-nos italianos. A sua língua, que utilizava um alfabeto semelhante ao grego, era diferente de todas as outras e ainda não foi decifrada, e a religião era diferente tanto da grega como da romana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Etrúria era composta por cerca de uma dúzia de cidades-estados (Volterra, Fiesole, Arezzo, Cortona, Perugia, Chiusi, Todi, Orvieto, Veio, Tarquinia, Fescênia, etc.), cidades muito civilizadas que tiveram grande influência sobre os Romanos. A Fescênia, próxima a Roma, ficou conhecida como um local de devassidão. Versos populares licenciosos, na época muito cultivados entre os romanos, ficaram conhecidos como versos fesceninos (obscenos).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os últimos três reis de Roma, antes da criação da república em 509 a.C., eram etruscos. Verificaram-se prolongadas lutas entre a Etrúria e Roma, terminando com a vitória desta última nos anos 200 a.C..&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Apogeu e decadência&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LT_ALKC8I/AAAAAAAAD58/HyXB4bJgRGk/s1600-h/civiliza%C3%A7%C3%A3o+etrusca.png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436640779521625026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 300px; CURSOR: hand; HEIGHT: 364px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LT_ALKC8I/AAAAAAAAD58/HyXB4bJgRGk/s400/civiliza%C3%A7%C3%A3o+etrusca.png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 850 a.C., os etruscos já estavam estabelecidos na região da Etrúria, entre os rios Arno e Tibre, a oeste e sul da cadeia dos Apeninos. Nos três séculos posteriores difundiram seus domínios submetendo os povos locais, ocupando vastas áreas da planície do rio e fundaram cidades que existem até hoje. Em direção ao sul, tomaram Roma - então uma aglomerado de aldeias - e transformaram-na em uma cidade cercada de muros. Acredita-se que os Tarquínios - uma dinastia de reis etruscos - governaram Roma por volta de 616 a.C. a 509 a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LRsBdxiBI/AAAAAAAAD5s/A58jFDf2HlY/s1600-h/Barco+Etrusco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436638254427375634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 249px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LRsBdxiBI/AAAAAAAAD5s/A58jFDf2HlY/s400/Barco+Etrusco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barco Etrusco.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Durante o processo de expansão, os etruscos atingiram até a região da Campânia, onde fundaram Cápua que, desde o início do século VI a.C., representou um centro comercial capaz de rivalizar com as colônias vizinhas gregas: Cuma e Neápolis (Nápoles). Por volta de 540 a.C., aliados aos cartagineses, derrotam os Fócios da Córsega. Essa vitória assegurou-lhes o controle da ilha e marcou o apogeu da expansão territorial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LSJRBgPsI/AAAAAAAAD50/7DBZ2T1oRyI/s1600-h/Cidade+de+Bagnoregio,+de+origem+etrusca..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436638756819975874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 188px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LSJRBgPsI/AAAAAAAAD50/7DBZ2T1oRyI/s400/Cidade+de+Bagnoregio,+de+origem+etrusca..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cidade de Bagnoregio, de origem etrusca. Esta estrada &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;foi,&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; outrora, a principal via de ligação com o rio Tibre e Roma.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, os etruscos foram expulsos de Roma pelos latinos em 509 a.C.; tiveram sua fronteira destruída pelos gregos de Siracusa e Cuma em 476 a.C.; em 424 a.C. perderam a Campânia para os samnitas e, logo a seguir, o vale do rio Pó foi ocupado pelos celtas. Em 396 a.C., com a tomada de Veius, os romanos incorporaram ao seu território o que restava da Etrúria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A origem dos etruscos permanece uma incógnita, embora existam várias teorias a respeito. Duas delas são as que têm maior peso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A teoria orientalista, proposta por Heródoto, que crê que os etruscos chegaram desde Lídia por volta do século XIII a.C.. Para demonstrá-lo baseiam-se nas supostas características orientais da sua religião e costumes, bem como que se tratava de uma civilização muito original e evoluída comparada com os seus vizinhos.&lt;br /&gt;2. A teoria de autoctonia, proposta por Dionísio de Halicarnasso, que considerava os etruscos como oriundos da península Itálica. Para argumentá-la, esta teoria explica que não há indícios de se tiver desenvolvido a civilização etrusca em outros lugares e que o estrato lingüístico é mediterrâneo e não oriental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outra teoria, já descartada, foi a de uma origem "nórdica", defendida em finais do século XIX e primeira metade do século XX; era baseada somente em parafonias, na similitude da sua autodenominação (rasena) com a denominação que os romanos deram a certos povos celtas que habitavam a Norte dos Alpes, no atual Leste da Suíça e Oeste da Áustria: os ræthii ou réticos.&lt;br /&gt;A teoria atualmente mais fundamentada de certa forma sintetiza as de Heródoto e Dionísio de Halicarnasso: considera-se, por vários traços culturais (por exemplo, os alfabetos), um forte influxo cultural derivado de alguma migração procedente de sudoeste de Anatólia, mais precisamente desde o território que os gregos chamaram Karya (Cária), tal influxo cultural ter-se-ia estendido sobre povos autóctones situados na que atualmente é a Toscana Talvez as respostas se encontrem na cultura de Villanova, representada por cerca de 100 tumbas encontradas na povoação de Villanova de Castenaso, em Bolonha, possíveis antecedentes da cultura etrusca. Por volta do século VII a.C. existiam doze cidades-estado independentes que se atribuem a Tarcão, filho ou irmão de Tirreno.&lt;br /&gt;Esta tese da origem oriental dos etruscos é a mais conhecida na Antiguidade, tanto que os poetas latinos, principalmente Virgílio, designam frequentemente os etruscos pelo nome de Lydi.&lt;br /&gt;os gregos e os romanos foram os primeiros a se interrogarem sobre a origem dos etruscos. No início, Heródoto situa a origem dos etruscos na Lídia (atual Turquia. Depois de um período de dificuldades e grande fome (vinte anos), um rei confiou ao filho, Tirreno, a missão de levar o seu povo para uma terra produtiva. Estes lídios conseguiram chegar à Itália e foram denominados de Tirrenos. Os elementos míticos dessa lenda, a fome, a partida para um lugar desconhecido, eram comuns neste gênero de relatos.&lt;br /&gt;No seu apogeu (século IV a.C.) um extraordinário desenvolvimento político, social e artístico leva os etruscos a controlar vastos territórios (da Planície do Pó até o golfo de Salerno). A região onde prosperaram, entre o Arno e o Tibre se chama Toscana por causa do nome que tinham em latim, Tusci. O mar que banha a costa da região se chama Tirreno, termo derivado de Tirrenoi, como os gregos denominaram os etruscos.&lt;br /&gt;Até o século VIII a.C. a Toscana era povoada por cidades de cabanas humildes que indicam a vida modesta de sua população. Talvez por isso, o fascínio pela busca da origem de um povo de língua incomparável e que vivia com refinamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Organização política e social&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Politicamente, a Etrúria era organizada em federações de 12 cidades unidas por laços estritamente religiosos, o que é chamado Dodecápolis, mas esta aliança não era política, nem militar e cada cidade era independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estrutura política é, a princípio, a de uma monarquia absoluta, onde o rei (lucumo) distribui justiça, age como sumo- sacerdote e comandante em chefe do exército. Depois se dá uma transição onde o governo é uma ditadura de corte militar, a qual termina numa República, em essência oligárquica, com magistraturas colegiadas, um senado forte e estável e a participação de uma assembléia popular em representação do povo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pirâmide social etrusca podemos distinguir 4 escalões:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Em primeiro lugar estavam os terratenentes, membros da oligarquia.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Plebe livre, ligada por laços de clientela aos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Estrangeiros, geralmente gregos, que eram artesãos e mercadores.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; Por último, escravos. Os etruscos tinham uma grande quantidade de serviço doméstico e agrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A família e o papel da mulher &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mulher etrusca, ao contrário da grega ou da romana, não era marginada da vida social, senão que participava ativamente participando dos banquetes, nos jogos ginásticos e nas danças. Esta situação social da mulher entre os etruscos, muito mais livre que entre gregos e romanos, fez que gregos e latinos considerassem "promíscua" e "licenciosa" a cultura etrusca; entre helenos e latinos as mulheres estavam absolutamente subordinadas aos varões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LVGs4DRmI/AAAAAAAAD6E/yoPf-VFor2I/s1600-h/Busto+feminino+etrusco..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436642011291797090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LVGs4DRmI/AAAAAAAAD6E/yoPf-VFor2I/s400/Busto+feminino+etrusco..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Busto feminino etrusco.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A mulher ademais tinha uma posição relevante entre os aristocratas etruscos, pois que estes últimos eram poucos e amiúde estavam envolvidos na guerra: por isto, os homens escasseavam. Esperava-se que a mulher, caso morte do marido, assumisse a tarefa de assegurar a conservação das riquezas e a continuidade da família. Também através dela transmitia-se a herança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Relações com outros povos (aliados e inimigos)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante toda a existência da sua civilização, os etruscos foram um povo comerciante, nomeadamente marítimo, embora também terrestre. Por outro lado, as suas terras viram-se invadidas várias vezes por povos bárbaros já que as suas cidades eram muito ricas e cobiçadas, eram passo obrigado para as férteis terras da Campânia e para chegar a Roma (como ocorreu, por exemplo, com a invasão de Aníbal).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A princípio aliaram-se e repartiram as zonas de influência marítima com os fenícios, contra os helenos. Por volta do século IV a.C. estreitaram relações com Corinto e cessou a hostilidade com os gregos. Contudo, em 545 a.C. aliaram-se com os cartagineses novamente contra os gregos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LV8FhBfDI/AAAAAAAAD6M/tsjI0qH0_Ts/s1600-h/Etruscos+lutando+contra+celtas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436642928439163954" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 305px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LV8FhBfDI/AAAAAAAAD6M/tsjI0qH0_Ts/s400/Etruscos+lutando+contra+celtas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Etruscos lutando contra celtas.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao continental, teve numerosos inimigos. Desde um princípio, a Liga Latina (com Roma de aliada ou à cabeça da mesma), no Lácio; na Campânia os samnitas; nas costas e ilhas os siracusanos e cumitas e nas planícies do Pó os povos celtas seriam inimigos da Etrúria. Apenas conservariam como aliado incondicional, durante toda a história desta civilização, os faliscos (povo que ficava a Oeste do Tibre).&lt;br /&gt;Por volta de 300 a.C. aliaram-se com os helenos contra cartagineses e romanos, pelo controlo das rotas comerciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao redor de 295 a.C., uma liga de etruscos, sabinos, umbros e gauleses cisalpinos combateu contra Roma, saindo esta última vitoriosa. Contudo, em sucessivas alianças temporárias com os gauleses continuaram lutando contra os romanos, até ter lugar uma aliança com Roma contra Cartago. Após isso, os etruscos, já em decadência, começaram a ser absorvidos pelos romanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua, alfabeto e inscrições&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O etrusco é uma língua aparentemente não aparentada com as línguas indo-européias. É de salientar que a fonética é completamente diferente da do grego ou do latim, embora influísse neste em vários aspetos fonéticos e léxicos. Caracteriza-se por ter quatro vocais, /a/, /e/, /i/, /o/, redução dos ditongos, tratamento especial das semivogais. Nas consoantes carecia da oposição entre surdas e sonoras, embora nas oclusivas tinha contraste entre aspiradas e não aspiradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Alfabeto&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O etrusco utilizava a variante calcídica do alfabeto grego, pelo qual pode ser lido sem dificuldade, embora não compreendido. Deste alfabeto grego básico, algumas das letras não eram utilizadas em etrusco (as oclusivas sonoras) e ademais acrescentavam um grafema para /f/ e a digamma grega utilizava-se para o fonema /v/ inexistente em grego.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Inscrições&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LXCEB48uI/AAAAAAAAD6U/STWHR4CHEbY/s1600-h/Inscri%C3%A7%C3%A3o+Etrusca.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436644130630988514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 361px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LXCEB48uI/AAAAAAAAD6U/STWHR4CHEbY/s400/Inscri%C3%A7%C3%A3o+Etrusca.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Inscrição Etrusca.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;As principais evidências da língua etrusca são epigráficas, que vão desde o século VII a.C. (diz-se que os etruscos começaram a escrever no século VII a.C., mas a sua gramática e seu vocabulário diferem de qualquer outro conhecido do mundo antigo) até princípios da era cristã. São conhecidas cerca de 10.000 destas inscrições, que são sobretudo breves e repetitivos epitáfios ou fórmulas votivas ou que assinalam o nome do proprietário de certos objetos. Além deste material, contamos com alguns outros testemunhos mais valiosos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. O Liber Linteus ou texto de Agram é o texto etrusco mais extenso com 281 linhas e umas 1.300 palavras. Escrito num rolo de linho, posteriormente foi cortado a tiras e utilizado no Egito para envolver o cadáver mumificado de uma mulher nova; conserva-se atualmente no museu de Zagrebe (provavelmente quando isto sucedeu considerava-se que tinha mais valor o rolo de linho que o próprio texto, que paradoxalmente hoje é nosso melhor testemunho da língua; talvez se não tivesse sido conservado como envoltura nem sequer teria chegado até nós).&lt;br /&gt;2. Alguns textos sobre materiais não perecíveis como uma tabela de argila encontrada perto de Cápua de cerca de 250 palavras, o cipo de Perugia (ver foto) escrito por duas caras e com 46 linhas e cerca de 125 palavras, um modelo de bronze de um fígado encontrado em Piacenza (cerca de 45 palavras).&lt;br /&gt;3. Além destes testemunhos temos duas mais inscrições interessantíssimas: a primeira delas é a inscrição de Pyrgi, encontrada em 1964, sobre lâminas de ouro que apresenta a peculiaridade de ser um texto bilíngüe em etrusco e púnico-fenício e que ampliou consideravelmente nosso conhecimento da língua. A segunda das inscrições resulta algo intrigante, já que foi encontrada na ilha de Lenos (N. do mar Egeu, Grécia). Composta de 34 palavras, parece escrita num dialeto diferente dos encontrados na Itália, quer seja sintomático da presença de colônias etruscas em outros pontos do mediterrâneo, quer de uma língua irmã do etrusco, o lénio, embora se acredite que a presença de uma só inscrição não aclara grande coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguramente a inscrição de Pyrgi é a única inscrição etrusca razoavelmente longa que podemos traduzir ou interpretar convenientemente graças a que o texto púnico, que parece ser uma tradução quase exata do texto etrusco, é perfeitamente traduzível. Quanto ao acesso às inscrições: a maioria de inscrições etruscas conhecidas e publicadas encontram-se recolhidas no corpus inscriptionum etruscarum (CIE).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LX5TwpC9I/AAAAAAAAD6c/2hgrt6f8yJc/s1600-h/230px-Museo_archeologico_di_Firenze%252C_statuia_funeraria_da_Chianciano%252C_V_sec__a_c__2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436645079746415570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 230px; CURSOR: hand; HEIGHT: 307px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LX5TwpC9I/AAAAAAAAD6c/2hgrt6f8yJc/s400/230px-Museo_archeologico_di_Firenze%252C_statuia_funeraria_da_Chianciano%252C_V_sec__a_c__2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Estatueta funerária de Chianciano, século V a.C..&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Destaca-se a arte funerária e a sua relação na pintura e escultura, destacando-se as suas terracotas e o talhe de uma pedra local chamada "nenfro".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LaNkTRFqI/AAAAAAAAD6k/2SIW3gNTo2M/s1600-h/Etruscos25.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436647626807252642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 400px; CURSOR: hand; HEIGHT: 238px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LaNkTRFqI/AAAAAAAAD6k/2SIW3gNTo2M/s400/Etruscos25.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desenvolveram uma importante indústria de ourivesaria, trabalharam o bronze, a sua metalurgia caracteriza-se pelas suas gravuras, graneados, filigranas e repuxados, em relação à coroplastia criaram o estilo Buchero em cerâmica. Todos estes produtos foram base para a exportação tanto para Norte da Europa como para Oriente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Laq4ahvUI/AAAAAAAAD6s/zFAxCfhPftg/s1600-h/M%C3%BAsico+etrusco.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436648130422619458" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 326px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Laq4ahvUI/AAAAAAAAD6s/zFAxCfhPftg/s400/M%C3%BAsico+etrusco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Músico etrusco da "Tumba do Triclínio", em Tarquinia.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Outro ponto importante é a pintura onde várias escolas produziram frescos admiráveis, mas a mesma tem temas marcadamente narrativos, anedóticos e nomeadamente funerários. Embora a arte etrusca, como outras artes do Mediterrâneo Ocidental, se visse influenciada fortemente pela arte da Grécia Clássica, guarda características singulares; muito relacionada aos rituais funerários, legou a Roma um extraordinário naturalismo quanto à representação de rostos: os bustos são praticamente uma invenção etrusca, o busto propriamente dito, realizado em bronze fundido, difere do "busto" grego, neste último a pessoa retratada acostuma estar idealizada, não assim no genuíno busto etrusco. As cores preferidas na pintura pelos etruscos foram vermelho, verde e azul, pelo jeito porque lhes assinavam conotações religiosas. Entre as obras mais salientáveis encontram-se:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; O Apolo de Veius escultura do deus Apolo do século VI a.C. encontrada no templo-santuário em honra da deusa Minerva de Portonacio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; A Quimera de Arezzo: datada entre 380 e 360 a.C.. A quimera, segundo a mitologia romana, foi abatida por Belerofonte, na garupa do seu cavalo Pégaso. Após a sua descoberta em 1553, converteu-se em símbolo do nacionalismo toscano.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; "Loba Capitolina" ou Lupa Capitolina: esta célebre escultura chegou a ser um símbolo de Roma, porém tudo indica que é uma obra etrusca do s. IV a.C.; quanto às duas crianças que representam a Rômulo e Remo, foram forjados e acrescentados no século XVI.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; O chamado Marte de Todi, escultura de um guerreiro armado de um jeito semelhante ao dos hoplitas gregos, embora o armamento (tipo de couraça etc.) seja, de fato, etrusco.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; L'Arringatore (o orador): datada entre o século II e o século I a.C.. Aparentemente, representa um nobre chamado Aule Meteli, mas é desconhecido quem era.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; O sarcófago do casal: datado por volta de 520 a.C.. Foi encontrado numa necrópole em Cerveteri. Construído em terracota, a tampa do sarcófago representa um casal recostado num triclínio.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;·&lt;/strong&gt; O Frontão de Talamone, frontão com relevos de terracota de um templo etrusco do século II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Arquitetura&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os templos utilizava-se a pedra, enquanto para as moradias utilizava-se o adobe, com estrutura de madeira e revestimento de barro cozido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LfTC6YbiI/AAAAAAAAD68/rzSQkNTsuJE/s1600-h/arco%2520etrusco%2520volterra%2520picc.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436653218481860130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 211px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LfTC6YbiI/AAAAAAAAD68/rzSQkNTsuJE/s320/arco%2520etrusco%2520volterra%2520picc.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os etruscos conheciam o arco de meio ponto, a abóbada de canhão, e a cúpula, elementos que utilizaram –entre outras coisas– para a construção de pontes. Também construíram canais para drenar as zonas baixas, levantaram muralhas defensivas de pedra, mas, sobretudo, destacou a arquitetura funerária, em forma de impressionantes hipogeus. Os templos estavam inspirados no modelo grego, embora apresentassem notáveis diferenças: costumavam ser menores, de planta quadrangular, fechados, sem peristilo, somente com uma fileira de colunas da ordem chamada "toscano" a jeito dos pronaos gregos, e o altar estava sobre um fojo, chamado pelos latinos mundus -limpador, purificador- (a palavra talvez seja de origem etrusca), é dizer, um orifício que, simbolicamente, serviria para jogar os restos dos sacrifícios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem certas analogias com religiões orientais (especialmente com a de Suméria e Caldeia e mesmo a egípcia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tipo de religião é de revelação, e está plasmada numa série de livros sagrados, os quais têm temas tais como a interpretação dos raios, a adivinhação, a retidão do estado e dos indivíduos e até um análogo do Livro dos Mortos egípcio. Tudo o compêndio religioso é conhecido como "Doutrina Etrusca". Esta se dividia em "Doutrina Teoria" e "Preceitos Práticos", e estava dedicada à procura da interpretação de praticamente tudo fora do comum para predizer o porvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Lf1nQIkaI/AAAAAAAAD7E/PxPtIPSmRng/s1600-h/Aruspice.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5436653812352324002" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 243px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3Lf1nQIkaI/AAAAAAAAD7E/PxPtIPSmRng/s400/Aruspice.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Aruspice.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Os sacerdotes denominavam-se arúspices, e sempre tiveram uma posição de privilégio na sociedade. Os arúspices especializavam-se em "interpretar" o que consideravam diversos "signos" proféticos: a adivinhação a partir da observação dos fígados de animais sacrificados, a crença em que se podia adivinhar o futuro observando os raios (ceraunomância) ou outros meteoros, e a "interpretação" com intenções divinatórias dos voos das aves. Havia rituais de todo tipo, tanto dirigidos ao estado quanto aos indivíduos, extremamente minuciosos e formais, até o ponto de os considerarem como ciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O panteão de deuses etrusco está intimamente ligado à influência da mitologia grega, daí que for adorados deuses homólogos aos gregos, embora formasse uma tríada, similar à Creto-micênica. A mais importante foi: Tínia (Zeus), Uni (Hera) e Menrfa (Atena), que se veneravam em templos tripartites. Também existia a crença na existência de demônios maléficos, ao jeito assírio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os etruscos criam no mais além, daí as manifestações de grande importância nos lugares de enterramento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante salientar que o sagrado interveio sem interrupção nas suas vidas e a sua presença agoniava seus espíritos e corações, embora um jeito de paliar ou atenuar isto foi uma moral que resultava "licenciosa" para os gregos e romanos. É quase com segurança que dos etruscos tomaram os romanos a noção de "circo" já não para representações teatrais senão para lutas entre gladiadores: em efeito, entre os etruscos estas lutas costumavam fazer parte de sacrifícios fúnebres de pessoas da elite, ou uma "diversão" realizada com os prisioneiros de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt; Wikipédia&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-3363727745708450432?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/3363727745708450432/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=3363727745708450432' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3363727745708450432'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3363727745708450432'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/02/etruscos.html' title='&lt;strong&gt;Etruscos&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S3LPnTrbMII/AAAAAAAAD5k/kgofLgEMYfA/s72-c/tarquinia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-3396897046538886393</id><published>2010-01-20T09:07:00.000-08:00</published><updated>2010-01-21T04:55:58.946-08:00</updated><title type='text'>Hamurábi</title><content type='html'>&lt;em&gt;Conquistador temido e político habilidoso, o imperador Hamurábi usava suas vitórias militares para impor a ordem na Mesopotâmia, apoiado no conjunto de leis que marcou a história do direito&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S1c5QeKfvbI/AAAAAAAADms/h3DZEPe1dEk/s1600-h/35Hamurabi.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 215px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S1c5QeKfvbI/AAAAAAAADms/h3DZEPe1dEk/s400/35Hamurabi.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428870830956199346" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O deserto virou mar por um dia em 1754 a.C. Mas a inundação que destruiu Eshnunna, uma das grandes cidades-reinos da Mesopotâmia antiga, não teve nada a ver com a natureza. A catástrofe foi provocada por um homem: Hamurábi, o fundador do Império Paleobabilônico, sexto rei na dinastia de Babel. Conquistador da Mesopotâmia entre 1792 e 1750 a.C., ele já era senhor de um grande território quando, cansado de esperar a rendição de Eshnunna às suas tropas, mandou abrir uma barragem e inundou o local. Essa atitude drástica teria sido um pedido de Marduk, deus nacional de Babel, e dos deuses &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;sumérios&lt;/a&gt; Anu e Enlil: destruir a cidade com uma grande massa de água. Oficialmente, os deuses sempre estavam por trás dos atos de Hamurábi, mas quem dava a última palavra era ele mesmo. Graças a sua sabedoria política e a sua habilidade militar, tornou-se um dos grandes líderes da Antiguidade. E o código de leis que usava durante seu governo ficou célebre como uma das primeiras expressões escritas do direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data em que Hamurábi nasceu é desconhecida, mas sabe-se que ele ainda era um jovem quando assumiu o trono de Babel, em 1792 a.C. Naquela época, a cidade era subordinada a outros reis, todos de tradição ou origem semita – como ele, que pertencia ao &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/01/amoritas.html"&gt;povo amorita&lt;/a&gt;. Quando morreu, 42 anos depois, Hamurábi havia se transformado no soberano de toda a Baixa Mesopotâmia. O território sob seu poder corresponderia, hoje, ao sul do Iraque e a parte da Síria. Não parece grande coisa, mas, há 3 750 anos, esse era quase todo o mundo conhecido pelo povo de Babel – e esse “quase” nunca deixou de incomodar o rei, já que o norte do Iraque, na época chamado de &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-assria-antigo-ashur-ou-assur.html"&gt;Assíria&lt;/a&gt;, foi cobiçado, mas não conquistado por ele. “Hammurabi era um guerreiro, um grande general que ia para a frente de batalha”, conta Emanuel Bouzon, professor de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e autor de O Código de Hammurabi e As Cartas de Hamurábi. “A classe dirigente das grandes cidades conquistadas era morta ou presa, e alguns reis de lugares menores se submetiam.”&lt;br /&gt;Mas só vencer as batalhas não bastava. Era preciso manter a ordem nos territórios conquistados, o que Hamurábi fez brilhantemente. Mais do que um general, ele era um administrador e um legislador, que legou à humanidade um dos mais antigos e importantes conjuntos de leis. Elas estão inscritas numa estela (rocha destinada a receber textos) de diorito negro, que foi encontrada em 1901 numa expedição arqueológica francesa ao Irã. É o famoso Código de Hamurábi, hoje exposto no Museu do Louvre, em Paris. Ele contém 282 sentenças baseadas na tradição oral, nas crenças religiosas e no costume, compiladas por escribas da época. A grande maioria delas provavelmente foi proferida pelo próprio Hamurábi, ao julgar acontecimentos ocorridos durante seu governo. O trecho mais famoso é o que institui a chamada lei de talião, pregando que um criminoso deve pagar por seus crimes na mesma moeda (leia quadro na página seguinte).&lt;br /&gt;A criação e a divulgação de um código legislativo escrito serviram para cristalizar a autoridade do Estado sobre os súditos e, ao mesmo tempo, regular o funcionamento da sociedade. “Com leis redigidas, definem-se as relações entre os homens, assim como as relações deles com suas posses, originando o direito de propriedade”, explica Márcio Scalercio, professor de História da Universidade Cândido Mendes e da PUC-RJ, autor de Oriente Médio – Uma Análise Reveladora sobre Dois Povos Condenados a Conviver. “O Código de Hamurábi não traz as primeiras leis escritas. Mas, daquela época, foram as que melhor chegaram a nós, e elas consagram princípios que duram até hoje, como o valor do testemunho e da prova.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;GUERRA E PAZ&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao registrar suas leis, Hamurábi não agiu só como legislador, mas como um marqueteiro de primeira, unindo senso de justiça a autopropaganda. Na pedra que contém seus pronunciamentos legais há também um prólogo e um epílogo, nos quais ele se apresenta como um rei “prudente” e “perfeito”, escolhido por deuses como Marduk “para fazer surgir justiça na Terra, para eliminar o mau e o perverso, para que o forte não oprima o fraco”. Em outra passagem, o rei não hesita em se auto-intitular o “Sol de Babel”.&lt;br /&gt;Como soberano absoluto, Hamurábi controlava cada canto de seu império com uma belíssima rede de informações – tinha representantes em todas as cidades que governava, com quem se comunicava por meio de correspondência. Foram encontradas mais de 150 tábuas com inscrições dele endereçadas a três funcionários de Larsa, uma das cidades que conquistou. Essas “cartas” tratavam de temas como julgamentos de crimes, organização agrícola, distribuição das terras entre os homens e ordens sobre trabalho compulsório. Nada escapava ao olhar do rei, nem mesmo a tosquia de ovelhas em uma cidade distante ou um caso de suborno numa localidade do norte. “Era um reino grande, mas ele sabia de tudo e mandava em tudo, era obedecido em todo canto. Havia assembléias de anciãos, assembléias do povo, mas a palavra final era dele”, diz o historiador Bouzon. “Quando não se chegava a um acordo na sentença de um julgamento, mensageiros levavam o caso até a instância final, que era o próprio rei.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de firmar alianças militares com os reis de outras cidades da Baixa Mesopotâmia, Hamurábi explorava a rivalidade entre eles, fazendo com que se destruíssem mutuamente, deixando assim o caminho livre para seu próprio exército. Depois de tomar uma cidade, ele tratava de pacificá-la: reconstruía edifícios e enfeitava ainda mais o templo do principal deus local, como prova de tolerância religiosa. Costumava também arrebanhar colaboradores entre os próprios habitantes do lugar e colocá-los à frente do governo local. Ganhava, assim, a confiança dos moradores submetidos a seu poder e evitava revoltas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A faceta de bom administrador se manifestava quando Hamurábi promovia o crescimento comercial e agrícola de seus territórios. Em seu reinado, novos canais para irrigação e navegação foram construídos, e os antigos foram aprimorados. Houve ainda trabalhos de regulagem do curso do Eufrates, um dos rios que banham a Mesopotâmia. Foi com medidas assim que, apesar de muitas vezes ter imposto seu domínio pela força, o líder babilônio conseguiu passar uma boa imagem para a posteridade. “Ele propagou a ideologia semita do rei como o bom pastor, preocupado com os ‘cabeças pretas’, como se chamava o povo”, afirma Bouzon. Ao morrer, em 1750 a.C., o comandante deixou o opulento Império Paleobabilônico como herança para seus descendentes. A dinastia ainda durou cerca de 150 anos, mas não resistiu à ausência de seu fundador. Muitas cidades se sublevaram e a Mesopotâmia acabou invadida pelos &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/11/hititas.html"&gt;hititas&lt;/a&gt; em 1594 a.C., quando Babel foi saqueada e incendiada. “Enquanto Hamurábi reinou houve paz, mas ela não sobreviveu à sua morte”, diz Bouzon. Acredita-se que a centralização exagerada do governo nas mãos do general tenha tornado muito difícil a tarefa de seus sucessores em substituí-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O código do homem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Para Hamurábi, a punição tinha que ser semelhante ao crime&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A chamada lei de talião (talionis, em latim, significa “tal” ou “igual”) apareceu pela primeira vez no Código de Hamurábi,. Ela nasceu de um conjunto de sentenças em que o imperador dizia frases como: “Se um homem livre destruiu o olho de um outro homem livre, destruirão seu olho” e “Se um homem livre arrancou um dente de um homem livre igual a ele, arrancarão o dente dele”. Além dos homens livres, chamados de awilum, a sociedade paleobabilônica tinha escravos e uma classe social intermediária chamada muskênum. Quando um awilum cometia alguma dessas ofensas a um muskênum u a um escravo, também pagava por isso, mas o castigo era mais brando: uma multa. Várias leis de Hamurábi seguiam o princípio do talião. Uma delas determinava que se um filho adotivo renegasse os pais que o criaram, dizendo “Tu não és meu pai, tu não és minha mãe”, teria a língua cortada. Alguns séculos depois, o direto à retaliação ganhou novas versões. No Velho Testamento, no capítulo 21 do livro do Êxodo, está escrito: “Se houver dano grave, então darás vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferimento por ferimento”. Já em 450 a.C., quando a plebe &lt;a href="http://imperioroma.blogspot.com/"&gt;romana&lt;/a&gt; exigiu que as leis fossem escritas para que não houvesse favorecimento aos patrícios, surgiu a Lei das 12 Tábuas. E lá estava, no parágrafo 11 da sétima tábua: “Se alguém ferir a outrem, que sofra a pena de talião, salvo se houver acordo”. Apesar de parecer bárbaro, esse tipo de norma foi muito importante para o direito. “A lei de talião é um ensaio de como se estabelecer a pena conforme a intensidade do delito”, explica o historiador Márcio Scalercio. “Todos concordam que a pena para quem rouba deve ser uma e para quem comete assassinato deve ser outra. A diferença é que na maioria das sociedades atuais a lei de talião não existe mais de forma literal.” Mas não em todas. Há países do Oriente Médio em que se paga olho por olho, literalmente. Na Arábia Saudita, no Iêmen e em alguns dos Emirados Árabes, ladrões ainda têm as mãos cortadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Aventuras na História&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-3396897046538886393?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/3396897046538886393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=3396897046538886393' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3396897046538886393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/3396897046538886393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/01/hamurabi.html' title='&lt;strong&gt;Hamurábi&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S1c5QeKfvbI/AAAAAAAADms/h3DZEPe1dEk/s72-c/35Hamurabi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-5854936992984554842</id><published>2010-01-20T08:39:00.000-08:00</published><updated>2010-05-20T18:22:05.084-07:00</updated><title type='text'>Amoritas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por volta de 2000 a.C., o povo Amorita de origem na região sul do deserto sírio-árabe migrou para a o sul da Mesopotâmia e ocupou a cidade da Babilônia.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S1cyFdbsc8I/AAAAAAAADmk/O-bh-JRMGX8/s1600-h/Amoritas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5428862945199944642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 373px; CURSOR: hand; HEIGHT: 294px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S1cyFdbsc8I/AAAAAAAADmk/O-bh-JRMGX8/s400/Amoritas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Mesopotâmia, após a destruição da civilização dos sumérios-acadianos, ficou dividida em vários Estados por mais de dois séculos. Os amoritas, ou antigos babilônios, povos semitas vindos do deserto sírio-árabe, haviam se estabelecido na cidade da Babilônia, que, com o tempo, converteu-se em importante centro comercial, devido a sua localização privilegiada. A antiga Babilônia está situada a aproximadamente 75 quilômetros da moderna Bagdá. Um império foi estabelecido em 1894 a.C. por Amoreu Sumuabum (criador da I dinastia amorreana) e expandido por seus sucessores. As disputas entre a Babilônia e as demais cidades-estados mesopotâmicas, além de outras invasões, resultaram numa luta ininterrupta até o início do século XVIII a.C., quando Hamurábi, sexto rei da dinastia, realizou a completa unificação, fundando o Primeiro Império Babilônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sz_P1NcrlMI/AAAAAAAADhM/0kG2yEeLCL4/s1600-h/5hammurabi.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422280989427340482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 241px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sz_P1NcrlMI/AAAAAAAADhM/0kG2yEeLCL4/s320/5hammurabi.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Primeiro Império Babilônico.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;O novo rei deu início a uma bem-sucedida política expansionista. O Reino da Babilônia estendeu suas fronteiras do Golfo Pérsico para além das fronteiras da moderna Turquia, e dos montes Zagros, no leste, ao rio Khabur, na Síria. A partir dessas conquistas, a preocupação de Hamurabi não foi mais a expansão territorial e sim a preservação das terras conquistadas, que tanto eram atacadas por povos vizinhos como também se revoltavam contra o domínio da Babilônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formação do império Babilônico assinalou o fim político da civilização &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;suméria&lt;/a&gt;, mas não cultural. Com exceção do idioma, eles adotaram o sistema educacional, a escrita, a arte, a literatura e boa parte da religião dos vencidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi durante o governo de Hamurábi que ocorreu o maior desenvolvimento da agricultura de regadio, realizada mediante o emprego e construção de grandes canais de irrigação controlados pelo Estado. A construção desses canais exigia multidões de trabalhadores e grande quantidade de materiais, que deveriam ficar sobre controle e fiscalização de um governo centralizado. Isso contribuiu para o surgimento de uma monarquia cada vez mais poderosa e autoritária, de caráter teocrático, isto é, com o poder político ligado ao religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já nessa fase, a economia e a sociedade começaram a sofrer mudanças em relação ao milênio anterior. A organização econômica baseada nos templos e palácios sempre foi fundamental. Os palácios e templos possuíam vastas extensões de terra, praticavam o comércio e dispunham de oficinas artesanais bem aparelhadas. Os templos entregavam suas terras à exploração de arrendatários, recebendo por isso uma parte da produção. Também os artesãos trabalhavam ligados aos templos, pois não existem provas de corporações de artesãos independentes. Não havia mercado e todo o comércio era feito nas dependências dos templos e palácios. Os sacerdotes e os funcionários estatais submetiam as comunidades locais ao pagamento de tributos, à prestação de trabalhos forçados para a construção de obras públicas, canais de irrigação e ao serviço militar obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período de Hamurábi, houve um certo desenvolvimento da propriedade privada e do comércio. Propriedades agrícolas foram doadas a funcionários públicos, sacerdotes e até mesmo a determinados arrendatários. Entretanto, todas essas atividades privadas sempre permaneceram sobre controle estatal. Os mercadores, por exemplo, formavam uma corporação subordinada ao Estado, e o comerciante era uma mistura de funcionário publico e mercador privado: comprava a mando do rei e colaborava na cobrança de taxas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente, a capital babilônica transformou-se num dos principais centros urbanos da Antiguidade, sediando um grandioso império e convertendo-se no eixo cultural do Crescente Fértil. A principal realização cultural desse período foi o Código de Hamurábi, baseado no direito &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;sumério&lt;/a&gt;, que tinha por finalidade consolidar o poder do Estado e adequá-lo ao desenvolvimento de uma economia mercantil. Hamurábi estabeleceu uma sólida intervenção do Estado na economia pois havia regras de trabalho, normas comerciais e até valores para a compra e venda de animais e aluguéis de terras, entre outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sz_Q45ouyiI/AAAAAAAADhc/s7pdtBD41cM/s1600-h/assyrian-smiting-marduk.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5422282152340277794" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 182px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/Sz_Q45ouyiI/AAAAAAAADhc/s7pdtBD41cM/s320/assyrian-smiting-marduk.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marduk.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Hamurábi também empreendeu uma ampla reforma religiosa, transformando o deus Marduk, da Babilônia, no principal deus da Mesopotâmia, mesmo mantendo as antigas divindades. A Marduk foi levantado um templo junto ao qual foi erguido o zigurate de Babel, citado no livro de Gênesis (Bíblia) como uma torre para se chegar ao céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a morte de Hamurábi, o Império entrou em decadência devido às diversas conspirações contra seus sucessores, às revoltas das cidades dominadas e dos camponeses empobrecidos pelos altos impostos cobrados e à sobrecarga de trabalhos obrigatórios. Aproveitando dessa franqueza, os cassitas, povo indo-europeu que ainda possuía uma organização tribal e vivia a leste do rio Tigre, invadiram a Baixa Mesopotâmia e ai permaneceram, aproximadamente, por 400 anos, até serem suplantados pelos &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-assria-antigo-ashur-ou-assur.html"&gt;assírios&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;.:: Wikipédia / História do Mundo / Passei Web&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-5854936992984554842?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/5854936992984554842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=5854936992984554842' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5854936992984554842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/5854936992984554842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/01/amoritas.html' title='&lt;strong&gt;Amoritas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S1cyFdbsc8I/AAAAAAAADmk/O-bh-JRMGX8/s72-c/Amoritas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-1458548670613382764</id><published>2010-01-12T13:39:00.000-08:00</published><updated>2010-05-20T18:26:57.196-07:00</updated><title type='text'>Elamitas</title><content type='html'>&lt;em&gt;Os &lt;strong&gt;Elamitas&lt;/strong&gt; se originaram no Vale do Nilo e fizeram parte das migrações africanas rumo a ásia, cerca de 8000 a.C a 5000 a.C. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0ztHX3tBUI/AAAAAAAADis/iyzZ6pcoGKU/s1600-h/elamita1.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425972361997124930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 301px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0ztHX3tBUI/AAAAAAAADis/iyzZ6pcoGKU/s320/elamita1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elam&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O elam (ou, mais raramente, em Portugal, elão; ایلام, em persa) foi uma das primeiras civilizações de que se tem registro no extremo oeste e sudoeste do que é hoje o Irã. Existiu de c. 2700 a.C. até 539 a.C., em seguida ao chamado Período Proto-Elamita, o qual teve início em c. 3200 a.C., quando Susa, que viria a ser a capital dos elamitas, começou a ser influenciada por culturas do Planalto Iraniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zvy52cwhI/AAAAAAAADi8/vycvnL4u8mo/s1600-h/Cidade+de+Susa.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425975308876300818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 206px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zvy52cwhI/AAAAAAAADi8/vycvnL4u8mo/s320/Cidade+de+Susa.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Cidade de Susa.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Elam situava-se ao norte do Golfo Pérsico e do Rio Tigre, a leste da Suméria e da Acádia que equivale à região atualmente denominada Khuzistão(atualmente, onde hoje é o sudoeste do Irã e Iraque) delimitada ao norte pelos montes Zagros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pré-história, os povos elamitas estavam ligados culturalmente à Mesopotâmia. Depois de 2334 a.C., sob domínio da &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/acadianos.html"&gt;dinastia acádia&lt;/a&gt;, adotaram a escrita cuneiforme usada por &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;sumérios&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/acadianos.html"&gt;acádios&lt;/a&gt;. Finalmente, o Elam caiu em poder dos guti, um povo montanhês, e logo foi submetido pela &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;terceira dinastia de Ur&lt;/a&gt;. Só reconquistou a liberdade ao decair o poderio de Ur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A queda da terceira dinastia de Ur&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final da &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;Terceira Dinastia de Ur&lt;/a&gt; deveu-se por um ataque dos Elamitas em 2004 a.c., e provavelmente ajudado por desavenças internas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a ajuda de semi-nômades do Oeste, os Elamitas capturam a capital Ur e exterminam com seu último governante. A tragédia está relatada na célebre composição Lamento pela cidade de Ur.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os elamitas, cercaram Ur uma vez que não podiam capturá-la. O tempo passou, e a fome tomou conta de seus defensores, que em desespero, abriram as portas da cidade para os elamitas, para serem brutalmente assassinados, com lares saqueados e templos profanados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante sua turbulenta história, firmou-se entre os elamitas o sistema de sucessão matrilinear, pelo qual cada novo soberano era necessariamente filho de um membro do sexo feminino da família do governante anterior. Por volta de 1600 a.C., os cassitas invadiram a Mesopotâmia e causaram a ruína da Babilônia e do Elam. Depois disso, quase nada se soube dos elamitas até o século XIII a.C., quando eles ressurgiram como império durante os reinados de Shutruk-Nahhunte e Kutir-Nahhunte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zuyJVMrGI/AAAAAAAADi0/NQwszWhzb9U/s1600-h/Imp%C3%A9rio+Elamita+de+2700+a.C.+%E2%80%93+539+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425974196340304994" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; CURSOR: hand; HEIGHT: 208px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zuyJVMrGI/AAAAAAAADi0/NQwszWhzb9U/s320/Imp%C3%A9rio+Elamita+de+2700+a.C.+%E2%80%93+539+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus domínios se estenderam, a oeste, até as margens do Tigre, e a leste, até as proximidades de Persépolis. Esse período de glória encerrou-se quando os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-babilnica-histria-da.html"&gt;babilônios&lt;/a&gt; capturaram Susa, no final do segundo milênio a.C. Os 300 anos que se seguiram são completamente obscuros no que se refere à história elamita. Em 640 a.C., o rei &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-assria-antigo-ashur-ou-assur.html"&gt;assírio&lt;/a&gt; Assurbanipal saqueou Susa e deportou proeminentes cidadãos do Elam, que foi mais tarde incorporado como satrapia ao império aquemênida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua cultura desempenhou um papel fundamental no &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-persa-histria-da-civilizao.html"&gt;Império Persa&lt;/a&gt;, em especial durante a dinastia aquemênida que veio a suceder a civilização elamita na região, quando a língua elamita continuou a ser empregada oficialmente. O período elamita costuma ser considerado o ponto inicial da história do Irã (embora tenha havido culturas mais antigas no Planalto Iraniano). Os elamitas foram rivais dos &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-sumria-histria-da-civilizao.html"&gt;sumérios&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/acadianos.html"&gt;acádios&lt;/a&gt;, amoritas, &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-assria-antigo-ashur-ou-assur.html"&gt;assírios&lt;/a&gt; e posteriormente dos &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-babilnica-histria-da.html"&gt;babilônios&lt;/a&gt;, na disputa pela hegemonia no Oriente Próximo, até que finalmente foram dominados definitivamente por Nabucodonosor II da Babilônia, no século VII a.C. posteriormente, quando a &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-babilnica-histria-da.html"&gt;Babilônia&lt;/a&gt; caiu ante os &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-persa-histria-da-civilizao.html"&gt;persas&lt;/a&gt; de Ciro, o Grande, os elamitas passaram a ser gradativamente absorvidos por outras populações iranianas e semitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua elamita não tem parentesco com as línguas iranianas (nem com as línguas indo-europeias ou as semíticas), embora alguns estudiosos enxerguem uma relação com as línguas dravídicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma corrente teológica que afirma terem sido os elamitas descendentes de Elam, um dos filhos de Seme neto de Noé nascido após o dilúvio bíblico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Língua&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A língua elamita, conhecida pelos textos escritos em escritura cuneiforme encontrados em Susa e alguns outros lugares e que datam de entre o 2400 e o 300 aC.&lt;br /&gt;divide-se em quatro períodos: velho elamita, elamita médio, novo elamita e elamita tardio ou aquemènida. Quase todos os materiais são dos três últimos períodos no que a linguagem mudou bastante na sintaxis, e provavelmente ademais existiam vários dialectos.&lt;br /&gt;Não está conectada com outras línguas mas se tentou a incluir ao grupo de línguas dravídiques.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zwP7hl6DI/AAAAAAAADjE/sgz_qVV1pu8/s1600-h/Arte+Elamita.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425975807541897266" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 282px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zwP7hl6DI/AAAAAAAADjE/sgz_qVV1pu8/s320/Arte+Elamita.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Vaso encontrado em Susa.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zwlKM58BI/AAAAAAAADjM/UnXzdKxfWns/s1600-h/Ta%C3%A7a+de+prata+de+Marvdasht,+Fars,+com+inscri%C3%A7%C3%A3o+proto-elamita.+III+mil%C3%AAnio+a.C.+Museu+Nacional+do+Ir%C3%A3..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5425976172258914322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 261px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0zwlKM58BI/AAAAAAAADjM/UnXzdKxfWns/s320/Ta%C3%A7a+de+prata+de+Marvdasht,+Fars,+com+inscri%C3%A7%C3%A3o+proto-elamita.+III+mil%C3%AAnio+a.C.+Museu+Nacional+do+Ir%C3%A3..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; &lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Taça de prata de Marvdasht, Fars, &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;com inscrição proto-elamita. &lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;center&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;III milênio a.C. Museu Nacional do Irã.&lt;/span&gt;&lt;/center&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;A civilização contou com um grande desenvolvimento em todas as áreas do conhecimento, tanto literário e quanto arquitetônico e escultural, produzindo ao mesmo tempo diversos utensílios de metais preciosos e muitos templos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Religião&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em termos de religião, os Elamitas praticavam politeísmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que os deuses tinham uma origem local às diferentes partes que finalmente formaram o reino, tinha mês de um deus pela cada finalidade ou tinham as mesmas atribuições: grande deuses (em sentido de supremos) era um titol que traziam Inshushinak, Napirisha, Humban, Nahhunte, Kiririsha, Manzat, e algum outra; alguns deuses fossem protetores de deuses como Mashti e Napir ou de reis como Inshushinak, Kiririsha ou Napir, ou protetores de Elam como Silir-katru. Kirirsha e Mashti fossem mães dos deuses; muitos deuses estavam associados à palavra lahakra (morrido) como Inshushinak, Kiririsha, Upurkupak, e seguramente Ruhuratir e Tepti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das mais importantes figuras do panteão foi a deusa Kiririsha, um nome com cognatos encontrado em outros sistemas de crença de povos desta região. "O fato de que a precedência foi dada a uma deusa, a qual estava acima dos demais deuses do panteão elamitas, indica que os devotos elamitas seguiam o matriarcado nesta religião... No terceiro milênio, estas deusas exibiam um indiscutível poder à frente do panteão elamita" . Segundo o The Cambrigde ancient history: "a predominância de uma deusa é provavelmente um reflexo da prática do matriarcado que sempre caracterizou a civilização elamita em maior ou menor grau" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lugares de culto &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tinham santuários a céu aberto e edifícios. À primeira categoria os principais fossem Kurangun (século XVII aC), Malamir (século VI aC) e Naqsh-e-Rostam (segunda metade do milénio III) Templos em edifícios ficam alguns restos sendo o principal Levar Untash.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Elam é a primeira cultura desenvolvida do Irã e, ao lado da Suméria, é considerada a mais desenvolvida sociedade da história antiga" .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fontes:&lt;/strong&gt; Portal EmDiv / Wikipédia / Angelfire&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8825448795628325330-1458548670613382764?l=povosdaantiguidade.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/feeds/1458548670613382764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8825448795628325330&amp;postID=1458548670613382764' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1458548670613382764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8825448795628325330/posts/default/1458548670613382764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2010/01/elamitas.html' title='&lt;strong&gt;Elamitas&lt;/strong&gt;'/><author><name>Valter Pitta</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='25' height='32' src='http://3.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/TB6681d_coI/AAAAAAAAFY8/KIKFPlkCX0I/S220/C%C3%B3pia+de+hgghgd.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/S0ztHX3tBUI/AAAAAAAADis/iyzZ6pcoGKU/s72-c/elamita1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8825448795628325330.post-1420129271000012440</id><published>2009-12-28T12:38:00.000-08:00</published><updated>2010-01-02T16:54:02.801-08:00</updated><title type='text'>Filisteus</title><content type='html'>&lt;em&gt;A origem dos &lt;strong&gt;filisteus&lt;/strong&gt; (do hebraico פְּלְשְׁתִּים plishtim) ainda hoje é motivo de controvérsias. Há polêmica até mesmo sobre o fato se se tratava de um único povo ou de uma confederação de povos que migraram do Mar Egeu para o leste do Mar Mediterrâneo no século XIII a.C..&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SzkXzXHtCqI/AAAAAAAADZ8/OVL1bMfum2w/s1600-h/Mapa+da+regi%C3%A3o+de+Israel,+830+a.C..png"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420389797664197282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 272px; CURSOR: hand; HEIGHT: 297px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SzkXzXHtCqI/AAAAAAAADZ8/OVL1bMfum2w/s400/Mapa+da+regi%C3%A3o+de+Israel,+830+a.C..png" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Mapa da região de Israel, 830 a.C.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;História&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Origem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até o século passado, todo o resplendor da civilização filistéia era apenas mais um dos mistérios indecifráveis da história da humanidade. Quem eram os filisteus, de onde tinham vindo e por que desapareceram, ninguém sabia. Tudo que se conhecia estava no Velho Testamento. E só. Era certo que chegaram como invasores e ocuparam as terras de Canaã, desde a atual faixa de Gaza até o território onde hoje se encontra a capital israelense, Telavive. Especulava-se também que chegaram lá entre os séculos XIII e XII a.C., já que as primeiras referências a eles são do chamado período dos Juízes, quando os descendentes de Abraão ainda não passavam de grupos de pastores e a única unidade entre as &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2009/12/judeus.html"&gt;tribos judaicas&lt;/a&gt; era a religião. No mais, a narrativa bíblica enfatizava o convívio tumultuado entre os dois povos, até que, no século VII a.C., eles simplesmente somem tanto das páginas da Bíblia, como de Canaã e da história.&lt;br /&gt;No século XVIII, no entanto, graças ao enciclopedista francês Dom Calmet, surgiria a primeira tese plausível sobre a origem dos filisteus. Especialista na Bíblia, em Lingüística e profundo conhecedor da História greco-romana, Calmet dedicou a vida àquilo que esperava ser a enciclopédia definitiva sobre todo o conhecimento bíblico. Mas durante seu trabalho deparou um problema: como escrever um verbete sobre os filisteus, se os textos bíblicos eram extremamente vagos? As únicas pistas que encontrou foram referências a eles como habitantes de uma misteriosa ilha chamada Caphtor ou ainda como integrantes da desconhecida nação dos ceretitas.&lt;br /&gt;Uma barreira aparentemente intransponível, não fosse uma pista reveladora. Consultando uma versão da Bíblia em grego do século II a.C., feita em Alexandria, no &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;Egito&lt;/a&gt;, Calmet viu que nação dos ceretitas tinha sido traduzida como nação dos cretenses. Seriam os filisteus cretenses? Mais tarde, ele achou uma confirmação valiosa de sua desconfiança em documentos bizantinos do século VI: neles, Gaza, um dos grandes centros filisteus, era chamada Minoa em homenagem ao rei Minos de Creta, que teria visitado a cidade e lhe dera seu nome. Quando publicou, em 1720, sua enciclopédia, Calmet já não tinha mais nenhum tipo de dúvida: Caphtor virou Creta e os filisteus foram apresentados como imigrantes cretenses em Canaã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Invasão ao Egito&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não passasse de uma engenhosa conjugação de textos, sem provas históricas, hoje se sabe que antes da controvertida tese de Calmet ninguém chegou tão perto da verdade sobre os filisteus. Mas foi preciso esperar 109 anos até que, definitivamente, essa relação entre os filisteus e o mundo grego da Idade do Bronze fosse confirmada. E, novamente por obra dos franceses, na famosa excursão de Napoleão Bonaparte ao Egito, em 1798, a mesma que levou para a Europa a Pedra da Roseta usada por Jean-François Cham-pollion para decifrar os hieróglifos. Impressionado com um mural esculpido nas paredes de um templo no sul do Egito, um artista chamado Dominique Vivant Donon resolveu reproduzir suas cenas: batalhas em terra e no mar entre &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;egípcios&lt;/a&gt; e um estranho povo com cocares de penas; pelejas que durante muito tempo se acreditou serem parte de uma campanha do faraó Sesóstris na Índia, no século XX a.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1829, Champollion em pessoa enterraria essa versão durante sua visita ao templo, chamado Medinet Habu, quando traduziu uma palavra-chave que mudou totalmente a história daqueles desenhos: filisteus. Os relevos de Tebas não tinham nada a ver com Sesóstris ou a Índia, mas, sim, retratavam a vitória, cerca de 800 anos depois, de Ramsés III contra uma tentativa de invasão dos chamados Povos do Mar, guerreiros provenientes do Mar Egeu. Entre eles, os filisteus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SzkZHmW3N-I/AAAAAAAADaE/kftNUa2RkHs/s1600-h/Nas+paredes+constru%C3%ADdas+por+Rams%C3%A9s+III,+hieroglifos+recontam+as+disputas+do+s%C3%A9culo+XII+a.C..jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420391244863322082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 350px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SzkZHmW3N-I/AAAAAAAADaE/kftNUa2RkHs/s400/Nas+paredes+constru%C3%ADdas+por+Rams%C3%A9s+III,+hieroglifos+recontam+as+disputas+do+s%C3%A9culo+XII+a.C..jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Nas paredes construídas por Ramsés III, hieroglifos recontam as disputas do século XII a.C.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SzkZn2-lCcI/AAAAAAAADaM/m17UPS6P9qk/s1600-h/Em+Medinet+Habu,+o+fara%C3%B3+perpetuou+sua+suposta+vit%C3%B3ria+sobre+os+povos+do+mar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5420391799080683970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 233px; CURSOR: hand; HEIGHT: 350px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_lrnheGDims4/SzkZn2-lCcI/AAAAAAAADaM/m17UPS6P9qk/s400/Em+Medinet+Habu,+o+fara%C3%B3+perpetuou+sua+suposta+vit%C3%B3ria+sobre+os+povos+do+mar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Em Medinet Habu, o faraó perpetuou sua suposta vitória sobre os povos do mar.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A saga de Ramsés eternizada nas paredes de Medinet Habu é o marco da redescoberta da história filistéia e, atualmente, poucos duvidam de que o fracasso no &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;Egito&lt;/a&gt; seja a origem da colonização de Canaã pelos Povos do Mar além dos filisteus, também se estabeleceram lá pelo menos mais três deles, os sardanas, os sicalaias e os danunas, todos presentes na tentativa de invasão do &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;Império do Nilo&lt;/a&gt;. Foi provavelmente a serviço do faraó vitorioso que eles chegaram à terra dos cananeus. Na época, Ramsés enfrentava dificuldades para manter o controle de suas posses na região e pode ter enviado os prisioneiros de guerra, na condição de mercenários, para garantir a defesa de suas cidades. Além disso, quando tentaram entrar no &lt;a href="http://civilizacoesafricanas.blogspot.com/2009/10/civilizacao-egipcia.html"&gt;Egito&lt;/a&gt;, os guerreiros do mar não vinham sozinhos, mas traziam mulheres e crianças: para muitos historiadores, a presença das famílias é uma prova de que o ataque aconteceu como uma migração em massa, após a destruição de Tróia. É quase certo que os Povos do Mar lutaram como aliados dos troianos e foram obrigados a fugir com a vitória dos atenienses e espartanos, novos senhores da &lt;a href="http://povosdaantiguidade.blogspot.com/2008/07/civilizao-grega-histria-da-civilizao.html"&gt;Grécia&lt;/a&gt; e do Egeu, que ergueram seus domínios sobre as cinzas de potências micê
