domingo, 8 de novembro de 2009

Dácios

Originários da Trácia, atual Bulgária, os dácios ocupavam a montanhosa região da Dácia, área que corresponde hoje à Romênia, na Europa Oriental.




Eram um povo indo-europeu, antigos habitantes da Dácia (região correspondente à moderna Romênia) e partes da Mésia no sudeste da Europa.

A primeira menção feita a eles procede de fontes romanas, mas os autores clássicos são unânimes em considerar os dácios um ramo dos getae, um povo trácio conhecido dos escritos gregos. Estrabo especificou que os dácios eram os getae que viviam na região da planície Panoniana (Transilvânia), enquanto so getae propriamente ditos habitavam as regiões próximas do Mar Negro (Cítia Menor).




Considerados um povo numeroso à época, eram constantemente acossados por germânicos na fronteira ao norte e por sármatas, a leste e a oeste. Ao sul, o rio Danúbio os separava do Império Romano, um ótimo alvo para saques e pilhagens, especialmente no inverno, quando raramente se combatia.“A Coluna de Trajano representa os dácios segundo os estereótipos da época: cabelos longos, barba, vestidos com túnicas e calças e equipados com escudos”, afirma Patrick Receveur, autor de uma tese sobre a conquista da Dácia. “Os líderes se diferenciam dos demais por terem a cabeça coberta”, explica. Geralmente lutavam a pé (recorriam a aliados quando precisavam de cavalaria), usando dardos e espadas curtas ou ainda a falx, uma espada curva pesada. Embora não construíssem pontes ou máquinas de guerra como catapultas e torres de assalto, dominavam técnicas de construção de fortalezas.




A diplomacia dácia também era bastante refinada. Feito o acordo de paz com os romanos em 89, os assaltos ao império cessaram e não foram mais retomados, sinal da disciplina das tropas e do rígido controle do rei sobre seu exército. Os dácios também eram considerados adversários respeitáveis. Isso se explica em parte por sua adoração ao deus Zalmoxis, que, segundo sua mitologia, conferia imortalidade aos soldados mortos em combate. Daí os dácios exibirem uma certa indiferença em relação à morte.

Fontes: Wikipédia / Aventuras na História

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