terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Elamitas

Os Elamitas se originaram no Vale do Nilo e fizeram parte das migrações africanas rumo a ásia, cerca de 8000 a.C a 5000 a.C.




Elam

O elam (ou, mais raramente, em Portugal, elão; ایلام, em persa) foi uma das primeiras civilizações de que se tem registro no extremo oeste e sudoeste do que é hoje o Irã. Existiu de c. 2700 a.C. até 539 a.C., em seguida ao chamado Período Proto-Elamita, o qual teve início em c. 3200 a.C., quando Susa, que viria a ser a capital dos elamitas, começou a ser influenciada por culturas do Planalto Iraniano.


Cidade de Susa.

Elam situava-se ao norte do Golfo Pérsico e do Rio Tigre, a leste da Suméria e da Acádia que equivale à região atualmente denominada Khuzistão(atualmente, onde hoje é o sudoeste do Irã e Iraque) delimitada ao norte pelos montes Zagros.

Na pré-história, os povos elamitas estavam ligados culturalmente à Mesopotâmia. Depois de 2334 a.C., sob domínio da dinastia acádia, adotaram a escrita cuneiforme usada por sumérios e acádios. Finalmente, o Elam caiu em poder dos guti, um povo montanhês, e logo foi submetido pela terceira dinastia de Ur. Só reconquistou a liberdade ao decair o poderio de Ur.

A queda da terceira dinastia de Ur

O final da Terceira Dinastia de Ur deveu-se por um ataque dos Elamitas em 2004 a.c., e provavelmente ajudado por desavenças internas.

Com a ajuda de semi-nômades do Oeste, os Elamitas capturam a capital Ur e exterminam com seu último governante. A tragédia está relatada na célebre composição Lamento pela cidade de Ur.

Os elamitas, cercaram Ur uma vez que não podiam capturá-la. O tempo passou, e a fome tomou conta de seus defensores, que em desespero, abriram as portas da cidade para os elamitas, para serem brutalmente assassinados, com lares saqueados e templos profanados.

Durante sua turbulenta história, firmou-se entre os elamitas o sistema de sucessão matrilinear, pelo qual cada novo soberano era necessariamente filho de um membro do sexo feminino da família do governante anterior. Por volta de 1600 a.C., os cassitas invadiram a Mesopotâmia e causaram a ruína da Babilônia e do Elam. Depois disso, quase nada se soube dos elamitas até o século XIII a.C., quando eles ressurgiram como império durante os reinados de Shutruk-Nahhunte e Kutir-Nahhunte.




Seus domínios se estenderam, a oeste, até as margens do Tigre, e a leste, até as proximidades de Persépolis. Esse período de glória encerrou-se quando os babilônios capturaram Susa, no final do segundo milênio a.C. Os 300 anos que se seguiram são completamente obscuros no que se refere à história elamita. Em 640 a.C., o rei assírio Assurbanipal saqueou Susa e deportou proeminentes cidadãos do Elam, que foi mais tarde incorporado como satrapia ao império aquemênida.

Sua cultura desempenhou um papel fundamental no Império Persa, em especial durante a dinastia aquemênida que veio a suceder a civilização elamita na região, quando a língua elamita continuou a ser empregada oficialmente. O período elamita costuma ser considerado o ponto inicial da história do Irã (embora tenha havido culturas mais antigas no Planalto Iraniano). Os elamitas foram rivais dos sumérios, acádios, amoritas, assírios e posteriormente dos babilônios, na disputa pela hegemonia no Oriente Próximo, até que finalmente foram dominados definitivamente por Nabucodonosor II da Babilônia, no século VII a.C. posteriormente, quando a Babilônia caiu ante os persas de Ciro, o Grande, os elamitas passaram a ser gradativamente absorvidos por outras populações iranianas e semitas.

A língua elamita não tem parentesco com as línguas iranianas (nem com as línguas indo-europeias ou as semíticas), embora alguns estudiosos enxerguem uma relação com as línguas dravídicas.

Existe uma corrente teológica que afirma terem sido os elamitas descendentes de Elam, um dos filhos de Seme neto de Noé nascido após o dilúvio bíblico.

Língua

A língua elamita, conhecida pelos textos escritos em escritura cuneiforme encontrados em Susa e alguns outros lugares e que datam de entre o 2400 e o 300 aC.
divide-se em quatro períodos: velho elamita, elamita médio, novo elamita e elamita tardio ou aquemènida. Quase todos os materiais são dos três últimos períodos no que a linguagem mudou bastante na sintaxis, e provavelmente ademais existiam vários dialectos.
Não está conectada com outras línguas mas se tentou a incluir ao grupo de línguas dravídiques.


Vaso encontrado em Susa.


Taça de prata de Marvdasht, Fars,
com inscrição proto-elamita.
III milênio a.C. Museu Nacional do Irã.

A civilização contou com um grande desenvolvimento em todas as áreas do conhecimento, tanto literário e quanto arquitetônico e escultural, produzindo ao mesmo tempo diversos utensílios de metais preciosos e muitos templos religiosos.

Religião

Em termos de religião, os Elamitas praticavam politeísmo.

Como que os deuses tinham uma origem local às diferentes partes que finalmente formaram o reino, tinha mês de um deus pela cada finalidade ou tinham as mesmas atribuições: grande deuses (em sentido de supremos) era um titol que traziam Inshushinak, Napirisha, Humban, Nahhunte, Kiririsha, Manzat, e algum outra; alguns deuses fossem protetores de deuses como Mashti e Napir ou de reis como Inshushinak, Kiririsha ou Napir, ou protetores de Elam como Silir-katru. Kirirsha e Mashti fossem mães dos deuses; muitos deuses estavam associados à palavra lahakra (morrido) como Inshushinak, Kiririsha, Upurkupak, e seguramente Ruhuratir e Tepti.

Uma das mais importantes figuras do panteão foi a deusa Kiririsha, um nome com cognatos encontrado em outros sistemas de crença de povos desta região. "O fato de que a precedência foi dada a uma deusa, a qual estava acima dos demais deuses do panteão elamitas, indica que os devotos elamitas seguiam o matriarcado nesta religião... No terceiro milênio, estas deusas exibiam um indiscutível poder à frente do panteão elamita" . Segundo o The Cambrigde ancient history: "a predominância de uma deusa é provavelmente um reflexo da prática do matriarcado que sempre caracterizou a civilização elamita em maior ou menor grau" .

Lugares de culto

Tinham santuários a céu aberto e edifícios. À primeira categoria os principais fossem Kurangun (século XVII aC), Malamir (século VI aC) e Naqsh-e-Rostam (segunda metade do milénio III) Templos em edifícios ficam alguns restos sendo o principal Levar Untash.

"O Elam é a primeira cultura desenvolvida do Irã e, ao lado da Suméria, é considerada a mais desenvolvida sociedade da história antiga" .

Fontes: Portal EmDiv / Wikipédia / Angelfire

Nenhum comentário: