sábado, 17 de abril de 2010

Civilização Cretense

A Civilização Cretense foi uma das mais ricas sociedades antigas a se desenvolverem na parte oriental do Mar Mediterrâneo




A ilha de Creta foi palco do surgimento de uma cultura rica e de uma economia sustentada pelo comércio marítimo. A questão marítima foi tão presente entre os cretenses que chegaram a dominar regiões do Mediterrâneo como a Grécia continental.

Origem

Pouquíssimas informações dão conta sobre quais foram os primeiros povos a ocuparem esta região. Contudo, vários indícios levam a crer que as próprias populações mediterrâneas teriam sido responsáveis pelo povoamento daquela região. Estima-se que os primeiros vilarejos de Creta tenham aparecido entre 3000 e 2000 a.C.. Seus primeiros habitantes provavelmente se ocupavam da agricultura e da exportação de utensílios de metal para os vários comerciantes do Mar Egeu.




Costuma-se dividir a historia dos antigos habitantes de Creta em 3 períodos de civilização.

A Civilização Egeia - Foram os primeiros habitantes da Ilha de Creta, se dedicavam a pratica da agricultura e pastoreio de bois e cabras.

A Civilização Cretense - Com o crescimento das actividades comerciais, foi criada uma unidade politica, a ilha de Creta passou a ser governada por um rei.

A Civilização Minoica - Civilização que iniciou-se após a destruição das cidades cretenses, provavelmente por um terremoto. As cidades foram reconstruídas de forma mais evoluída, notando-se a evolução cultural dos cretenses.

Organização da Sociedade

Ao alcançar um grande desenvolvimento econômico, formou-se uma monarquia. Para abrigar a realeza foi construído os Palácios de Cnossos e Faístos.

O Rei Cretense exercia a função de chefe político e religioso. Acreditasse que os cretenses formaram um sociedade com quase nenhuma diferença de classes.


Friso das Mulheres azuis, no palácio de Cnossos.

Alguns documentos trazem a idéia de que a sociedade cretense foi marcada pelo prestígio delegado à figura feminina. Um dos mais fortes indícios que sustentam essa tese vem do campo religioso. O culto à Grande Mãe, deusa das terras e da fertilidade, era uma das muitas manifestações religiosas de Creta.

Após um terremoto por volta de 1700 a.C., o Palácio de Cnossos foi reconstruído tornando-se ainda maior e rodeado por um labirinto de corredores.

Segundo a Mitologia Grega, o grande labirinto foi criado para abrigar uma criatura selvagem metade homem e metade touro, o Minotauro.


Placas de argila encontradas em Creta.

Com o crescimento da sociedade os cretenses desenvolveram a escrita. Foram encontrados placas de argila que continham uma escrita pictográfica muito parecida dos egípcios, batizada de "Linear A". Havia também uma escrita grega antiga, baptizada de "Linear B".

Para melhor se protegerem de ataques de povos invasores, foi criado um Exército composto por tropas terrestres e marinha de guerra.

Economia




Os cretenses alcançaram um grande desenvolvimento econômico graças ao comércio marítimo. Eles comercializavam produtos na região balcânica e na Ásia Menor, porta de entrada comercial para o Oriente.

Na agricultura eles deram importância para o cultivo de cereais, videiras, oliveiras. Os principais produtos comercializados por eles eram jóias, tecidos, armas e objetos feitos de bronze.

Arte e Arquitetura

As construções eram feitas de tijolos, pedra e barro. As moradas eram bem evoluídas para a época, palácios e algumas casas eram equipados com banheiros e possuíam canalização de agua e esgoto.


Ruínas do palácio de Cnossos.

Reconstituição do palácio de Cnossos.

Construíram palácios em Cnossos, em Festos, em Maliá e em Santa Trindade – palácios cujas ruínas ainda são vistas.




Os cretenses destacaram se também na Cerâmica, algumas construções eram decoradas com pinturas na parede.




Eram desenhos de animais, plantas e outros desenhos que retravam cenas do cotidiano da época.

Religião

Os cretenses tinham como principal divindade a "Deusa Mãe" que simbolizava fecundidade e fertilidade da terra.


Deusa Mãe adorada pelos Cretenses.

Por adorarem uma divindade feminina, a sociedade cretense dava grande importância as mulheres. Elas passaram a exercer a função religiosa de Sacerdotisa. Plantas e animais também eram adorados.

Em Creta, não havia nenhum tipo de construção ou templo dedicado às atividades religiosas. A maioria das manifestações era realizada ao ar livre com a organização de danças e torneios.

Apogeu de Creta

A ilha era repleta de férteis planícies que permitiram o desenvolvimento agrícola, onde se destacava o cultivo de vinhas, oliveiras e outros cereais. Além disso, o contato com as populações vizinhas abriu campo para o domínio de várias técnicas que permitiram a constituição de um artesanato rico e diverso. Em pouco tempo, o elaborado trabalho com a cerâmica e o bronze articulou um intenso comércio marítimo que ligava Creta a outros povos do mar Mediterrâneo.

A partir da primeira metade do 2º milénio a.C. Creta chegou a ser o centro cultural e comercial nas regiões da Idade do Bronze no Mediterrâneo Oriental (cultura do Egeu).




Segundo algumas pesquisas, os cretenses teriam sido responsáveis pelo surgimento do primeiro grande império marítimo da Antiguidade. As embarcações construídas por este povo contavam com até vinte metros de comprimento e eram produzidas a partir da própria madeira disponível na ilha. Ao longo de sua história, os comerciantes cretenses monopolizaram as atividades mercantis no Mar Egeu e ofereceram cedro, vinho, azeite, cerâmicas, os tecidos e a joalharia e artigos em metal para vários povos antigos.

Durante o governo do Rei Minos de Cnossos, por volta de 1700 a.C., iniciou-se a reorganização dos cretenses. Várias cidades foram subjugadas à dominação de Cnossos. Vários pontos comerciais foram criados ao longo do mar Egeu, possibilitando o soerguimento da economia marítima cretense.

Declínio de Creta

Após ser acometida por catástrofes da natureza como terremotos, erupção de vulcões e tsunamis, a sociedade cretense ficou enfraquecida e incapaz de defender-se de incursões invasoras de outros povos.

Por volta de 1400 a.C, Os indo-europeus invadiram a Ilha de Creta e conseguiram dominar toda a região. Primeiro foram os Aqueus, depois vieram os Dórios.

Por volta do século XV a.C., os aqueus, povo da região norte da Península Balcânica, realizaram a invasão de Creta e conseguiram dominar toda a região. A partir desse momento, a fusão entre as culturas aqueia e cretense promoveu a formação da civilização micênica. A elaboração desse novo quadro social, político e econômico se estendeu até o século XII a.C., quando os eólios, jônios e dórios, todos estes de origem indo-europeia, realizaram a invasão da Península Balcânica.

O processo de ocupação dos dórios, marcado por sua rapidez e violência, promoveu uma profunda desarticulação dos traços que marcavam a civilização micênica. Os conflitos que se promoveram graças à ação dos dórios forçaram diversos grupos humanos espalhados pela Península Balcânica a buscarem outras ilhas do mar Egeu e o litoral da Ásia Menor, em um processo conhecido como Primeira Diáspora Grega. Veio a decadência, as cidades foram esvaziadas, provocando o colapso comercial e cultural, o que quase ocasionou o desaparecimento da escrita na região.

Acabaram por obrigar os diversos povos que lá habitavam a deixarem o que ainda existia de vida urbana e comercial para se dedicarem as atividades rurais.

No ano 67 a.C., os romanos conquistam a ilha comandados por Quinto Cecílio Metelo. Quando o Império Romano se dividiu em 395, Creta assumiu um papel importantíssimo pelo lugar central que ocupava e por estar incluída no Império Romano do Oriente, tendo sido um importante posto bizantino.

Entre 823–961 a ilha foi ocupada pelos árabes, tendo sido conquistada por Veneza no decurso da Quarta Cruzada.

Estes teriam que defender a ilha das investidas dos turcos otomanos durante o século XV. Instalam-se na ilha em 1645 e acabam por conquistá-la totalmente em 1715, introduzindo o islamismo.




Tornou-se um estado autônomo em 20 de março de 1898 e independente em 6 de outubro de 1908. A 30 de maio de 1913 ficou a pertencer definitivamente à Grécia.

Fontes: Brasil Escola / Blog Gregos / História do Mundo / Wikipédia / Mundo Educação / Templo de Apolo

4 comentários:

Henrique Pereira disse...

Excelente seu blog! Vc está de parabéns.

Henrique Pereira disse...

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Rodrigo disse...

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